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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

De volta a casa

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Amo-te, sabes disso.
Amo-te, como se esse amor me viesse inteiramente das entranhas, loucamente da minha alma, que é zero e nada sem ti.
Amo-te. Estupidamente. Tanto que choro todos os dias com medo de te perder. 
Como pode um sentimento destes caber no nosso coração?
És quem faz o meu sangue correr, os meus lábios sorrir e o meu corpo viver. Mais do que prazer, a tua sábia forma de me amar deixa-me inquieta, faz-me querer mais, faz-me desejar mais, alcançar todos os sonhos e voar.
Vamos voar?
Sim, sem medos.
E sabes porque voo sem medos? Porque és o meu chão. 
Se cairmos, vamos juntos.
Contigo, não tenho receios, porque infinitas vezes trocámos de roupa, de alma, de rosto, mas não trocámos o nosso amor e ainda que estejamos separados, sei que o destino vai trazer-nos sempre de volta a casa. 
E essa casa é o que sentimos.

Por aí (14) - Alexander Search

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Já não é novidade que sou fã da inteligência, da genialidade e competência musical de Salvador Sobral, uma pessoa com uma qualidade tamanha à qual Portugal não estava habituado, e o mais incrível é que não caminha sozinho nesta arte, traz sempre consigo (acompanham-se mutuamente) outro génio musical: o Júlio Resende, da qual também me tornei fã. 
Alexander Search, é o seu projeto mais recente e ainda não tinha falado dele convosco. 
É um projeto musical que a mim, amante de música e da literatura, me enche as medidas. E porquê?
Tudo começou com a leitura de um livro de poesia inglesa do poeta Fernando Pessoa. O leitor e criador desta banda é Júlio Resende.
A banda tem uma característica muito própria, cada membro tem um nome que é um heterónimo do poeta.
Enquanto Resende é "Alexander Search" (um pescador de Province Town), Salvador Sobral veste a pele de Benjamin Cymbra, uma personagem que é totalmente o contrário da sua personalidade, o que se torna um desafio maravilhoso, como diz o próprio.
Os outros membros da banda também foram dados heterónimos e sua caracterização: Sgt. William Byng (André Nascimento), Mr. Tagus (Joel Silva) e Marvell K. (Daniel Neto).
O disco foi lançado em maio deste ano e a estreia ao vivo foi no SuperBock Super Rock, a 13 de julho. 
É assim que eles se definem:

 

«Alexander Search é uma banda de língua inglesa que cresceu na África do Sul, mas que está radicada na Europa, mais concretamente Portugal, "paraíso à beira mar plantado" como dizia o seu maior poeta, Fernando Pessoa. A sua música mistura influências da indie-pop, música electrónica e rock. As letras foram escritas maioritariamente por Alexander Search, membro da banda que morreu tragicamente ainda jovem, mas que granjeia o respeito e admiração dos seus pares como "the greatest conquerer of the beauty of words", o maior conquistador da beleza das palavras.
Augustus Search é o compositor de serviço da banda, toca piano e sintetizadores e faz a direcção musical. Benjamin Cymbra é um cantor extraordinário e traz na sua voz a garra rock n'roll do passado e as angústias e esperanças do presente. O futuro "é a possibilidade de tudo", dizia também Pessoa.
Sgt. William Byng comanda a vertente computacional e electrónica. Marvel K. tem uma guitarrada cortante e espacial. E Mr. Tagus, ex-baterista de jazz, ainda tem na música e 'groove' de África uma das suas maiores riquezas.
Alexander Search é uma banda que gosta de ousar, impaciente, à procura, sempre à procura, da quintessência. Nunca o conseguiu. Este é o disco de mais uma tentativa falhada.»

 

Fico grata ao Júlio, sobretudo, e aos que caminham com ele, por conseguir criar cultura musical e única como esta e nos dar o prazer de poder ouvi-la e fazer parte dela.

Vamos ouvir um pouco?

 

 

* Filmes com história: Capitão Fantástico

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Muito bem cotado pelo IMDB, “O capitão fantástico” é um filme genial, que envolve drama e comédia de uma forma bastante inteligente e interessante.
O filme retrata a história de uma família criada na floresta e que se vê obrigada a encarar o mundo real da civilização, o qual desconhece.
Ben decidiu criar os seis filhos com regras rígidas que incutem a sobrevivência e a força. Não vão à escola e é Ben quem lhes dá aulas.
Este pai faz-nos questionar muitos pontos errados da nossa educação, enquanto educadores, enquanto escola, sobre o consumismo e como preparamos os nossos para a vida. 
Eles estão bem preparados para sobreviverem, são forte e resilientes, mas estão eles preparados para encarar este mundo real? O que sabem eles sobre os sentimentos? A relação com os outros?
Até que ponto, este pai que quer o melhor para os seus filhos, está a fazer realmente o melhor? Por que razão o decidiu fazer? Não terá sido uma opção radical? Mudará o rumo das suas vidas?
Vejam e reflitam!
 
 
 
 

 

 

* O teu olhar: Não me condenem

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Sento-me e sinto-me em paz. 
Não há nada que mais me acalme que a natureza, o seu verde, o seu ar puro, a sua sensatez. 
Ouço os pássaros cantar, os alfaiates a salpicar na água, a aurora a nascer, o dia a anoitecer, e ainda assim, por mais que todos os dias terminassem, eu permanecia aqui, com uma inquietude no peito, uma sensação maravilhosa que é estar de bem comigo, de bem com o mundo. 
Ler torna-nos assim, mais calmos, mais tolerantes a aceitar o que nos rodeia, a mimar a natureza, a amá-la, a compreender os outros, a amarmo-nos a nós mesmos, a viajarmos dentro de nós próprios.
Podemos ir a qualquer lugar sem sair de onde estamos, conhecemos novas personagens, novas histórias de ficção que semelhantes ou não à nossa própria vida, nos dão outro alento, outra esperança, um novo acreditar.
Não sou anti-social ou snob, nada disso, gosto de preservar o que me faz melhor, o conforto de um livro é tudo o que desejo para relaxar e então num banco de jardim, sinto-me completa.
Não me condenem, experimentem fazê-lo.

 

(Fotografia da autoria da Manu, uma fotografa que nos toca com o seu olhar em "Existe um olhar")

* Palavras que não são minhas: Tudo, tudo... e nós

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“Tudo, tudo e nós” é um livro simples, mas tremendamente “encantador e poético” como definiu o The New York Times. 
Quando digo simples, quero dizer de fácil leitura. 
A sua leitura fácil caracteriza-se pelas descrições maravilhosas, inocentes e inteligentes
de Maddy, uma rapariga que vive isolada do mundo, por estar doente e que tratada pela mãe, que faz tudo por ela.
Porém, o seu pequeno mundo muda quando Olly, o novo vizinho aparece na sua vida e é impossível que Maddy não se apaixone. 
O que fará ela pelo seu primeiro amor?
Como seriamos nós se vivêssemos fechados numa bolha? Sem conhecermos o que nos rodeia? Viver no meio dos livros é bom, amar a nossa mãe também, mas nós também precisamos de conhecer novos rostos, fazer novos amigos, novas aventuras, será que a doença de Maddy o permite? 
“Tudo, tudo e nós” é um livro tremendamente mágico, que nos fala sobre o amor. Esse amor que nos move, que comanda as nossas ações, “o amor mata”, “o amor enlouquece”, mas à conclusão que chegamos com este livro e com a vida, é que independemente de como a vida nos seja oferecida é, ainda assim, bom amar!
E eu amei este livro!

 

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Permanece.

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Vem curar as minhas feridas, só tu o consegues fazer…
Vem, fica aí bem do meu lado, nesse abraço apertado e nesse mar imenso que é o silêncio dos teus olhos e com esse sorriso que me traz paz.
Fica, permanece, quero-te num querer para toda a vida. 
Quero-te por mil razões, sem as conseguir dizer. 
Quero-te porque é em ti que penso quando acordo, que sonho quando me deito, és tudo isso porque te amo e amo-te porque, na verdade, és tudo aquilo que sempre quis.
Amar-te é tão simples, o meu sorriso é teu e é tão fácil sorrir contigo, o meu coração não chora.
Tornas os meus problemas numa habilidade de criança fácil de superar, vens e o meu olhar sobre o mundo é mais limpo, o mundo é melhor para se morar.
Contigo, é tão fácil compreender que não precisamos de pessoas que não nos querem nas suas vidas, que não gostam de nós, ou que não podemos agradar a todos.
O mundo torna-se mais fácil de se encarar.
És meu amigo, fazes-me chorar a rir, trazes-me sensatez, aqueces-me o peito e o corpo inteiro com o teu beijo, o que posso querer mais?
A vida é um completo perfeito de simplicidades e eu só quero morar para sempre no teu colo.
Não me importa para onde vou ou onde fico, se estiver ao teu lado.

* O teu olhar: Deixa-me ser o teu jardim

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Minha flor deixa-me ser o teu jardim, a tua primavera, o teu sol.
Nunca hei-de aprisionar-te ou colher-te, sei que o mundo pode ser cruel e eu quero proteger-te, mas sem controlo demasiado.
Vou conquistar-te e demorar-me nessa conquista, vou cativar-te como o Principezinho fez com a sua rosa. Concedes-me assim tamanho tesouro? O da tua amizade? 
Minha flor, a amizade é o nosso amor mais delicado,é o sentimento mais precioso da vida, é a base de tudo, sem amigos nada somos, nem uma verdadeira relação amorosa poderemos viver.
Por isso, peço-te que aceites, ninguém pode ter ou ser um amigo se não estiver disponível para dar o melhor de si, não se pode ser pela metade. Se se é amigo, tem de se ser complemente. Não há meias laranjas, não gosto de nada que não seja por inteiro.
A amizade sem compromisso, sem reciprocidade, é uma flor que murcha e eu quero que o mundo floresça, seja feliz. 
Quero-te do meu lado, mas se me concederes esse gosto, esse prazer que é tão simples, que é o de gostarmos de alguém.

 

Fotografia de Ana Ribeiro do blog "EscreViver", autora do seu mais recente livro "Ao Teu Lado

Que mundo este.

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As mãos pesam-me.
O cansaço aprisiona-me o corpo.
Dizem que escrever é gritar em silêncio, que as palavras são alma em fervor.
Não é justo, não é justo que o mundo esteja virado do avesso.
Este não é um lugar feliz, está a ser tomado por bárbaros, Deus leva os bons.
Onde está Ele nestas pequenas coisas?
Permaneço cética, perdoe-me quem acredita.
Estou em silêncio, medito e sussurro para apenas os meus pensamentos me ouvirem…
Se Ele existisse porque é que leva os que mais gostamos?
Porque morrem inocentes diariamente nas mãos de quem deveria ir para o inferno?
Sento-me e sinto que não está certo.
Quem somos afinal? Quem trazemos connosco? O que levamos de tudo isto?
De que nos vale sermos bons se partir é o nosso destino?
O mundo não é feito para aqueles que fazem o bem.
É para aqueles que a ruindade amplifica, é para aqueles que vivem de futilidades, de intrigas, de morte, de crime.
Lamento viver neste mundo.
Lamento tanto.
Ainda assim creio em fazer a diferença, creio que um simples sorriso muda um pequeno segundo na vida de alguém.
Eu não vou mudar, porque o mundo muda.
Eu não vou virar costas ao outro e à solidariedade se for em vão.
Se for, vira aprendizagem.
O mundo não é feito para aqueles que fazem o bem.
Ainda assim, eu escolho fazê-lo.

Dói.

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Dói-me o corpo todo.
Dói-me olhar-te e não ver mais nada se não o espelho da minha falta de dignidade, do meu rancor, da minha frustração, do meu medo, do meu pesadelo.
Bebo mais um golo de whisky, misturo-lhe vodka pura, que explosão louca, mas não maior que aquela que provocas no meu coração e consequentemente na minha alma, por ferires o meu corpo.
Bato a porta, mas não sei para onde vou, volto a entrar, já nem consigo tomar conta de mim, o que tu fazes tão bem, dizes tu de uma forma tão imperativa.
Controlas este meu corpo como sendo inteiramente teu, magoas, violas, torturas, este corpo que já está mais morto que propriamente vivo, enquanto se mantém nos teus braços.
Assim não quero mais permanecer, eu que não tenho mais confiança em mim, eu que não acredito que sou capaz, que melhores dias virão e que te venham buscar.
Mesmo que o viessem, mesmo que te levassem da minha vida, eu não seria mais a mesma, não conseguiria voltar a ser eu mesma, a mulher linda e confiante de cabelos ruivos que amava tanto a loucura, mesmo sendo sensata.
Agora nada sou além de ti, sou um espelho do que não quero ser. Por isso, por não saber o que faço deste lado, por ter perdido o norte ou tendo morrido ainda que viva, termino com tudo o que dói e à vodka e ao whisky junto milhares de capsulas que me levam à loucura, à overdose e à sensação de alívio. Deixei tudo para encarares, deixei o meu corpo, a minha alma livre e jovem viaja agora para outro lugar.
Não sei se tomei a atitude certa, mas não há volta a dar.
Não sei se tomei a atitude certa, mas sinto-me melhor.
Morri, por tua culpa.
Morri, sem ti.
Morri triste, mas agora estou feliz, em paz.

Obrigada

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Como eu tenho orgulho por te ter escolhido.
O meu marido, o pai dos meus filhos.
Meu bem, convosco sinto que não preciso de mais nada, basta ver-te a olhá-los.
A tua simplicidade torna tudo mais fácil.
Eu sou grata por seres assim, por veres nas pequenas coisas a tua maior felicidade.
Contigo, a nossa vida é um lugar feito de sorrisos, de brincadeiras, de um tão completo e doce amor.
Eles amam-te e eu amo-os por te amar e amo-te por eles te amarem tanto.
Obrigada por seres o pai mais feliz e mais companheiro do mundo.
Uma história ao deitar, cócegas ao acordar, milhares de mimos para nos dar.
És o que qualquer mulher sonha na sua vida.
Somos uma família que não é perfeita, mas que é bonita, por dentro e por fora.
Somos o que sempre sonhei, somos um sonho feliz.
Dizem que devemos agradecer antes que seja tarde demais, por isso…
Obrigada por lutares todos os dias por nós, por nos abraçares, por acreditares que estaremos sempre lá para ti, como tu estarás para nós.
Obrigada.

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