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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

11
Dez17

Escrever é...

Carolina Cruz

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Escritores entenderão que escrever é voar sem asas, é gritar em silêncio, é arrancar do coração a alma autêntica que nos transborda do peito.
Escrever é dar vida a outras vidas que são também a nossa.
É chorar uma dor que nos embala, é carregar na ferida mais feia e torna-la mais doce. 
Cada palavra é uma bala, é uma entranha aberta no nosso corpo carregado de facadas no peito, é a felicidade de viver e a amargura pela intensidade de querer mais, mais alegria, mais dor, mais ambiguidade, mais loucura, mais prazer, mais momentos, mais solidão, mais vida, mais palavras para escrever.
Porque escrever é embriagar-nos na certeza de que enquanto estamos centrados em arrumar frases e formas, estamos a temperar os nossos sentimentos, a dar-lhes cor, importância, a torna-los arte.
As dores são poesia, as lágrimas são rios que não têm fim, inquietudes e hipérboles, sorrisos são abraços genuínos na gramática, exageros de profundidade e a saudade… Ai! Se a saudade se pudesse descrever… eu morreria para a conhecer!

10
Dez17

Ela

Carolina Cruz

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Ela é leve, desprendida, presa ao que vale realmente a pena. 
Não precisa de muito, precisa apenas de viver... Bem!... E feliz... 
E ela sabe ser feliz com tão pouco. 
Alimenta-se de momentos, de alegrias, de abraçar, abraçar muito, os outros, quem ama, o mundo. 
Precisa de tristezas porque também necessita de chorar, ela não é de ferro, porém apresenta sempre um sorriso, até quando a vida é malvada.
Ela é rebelde qb, porque sabe que a vida é para ser vivida ao minuto, pois passa num segundo. 
É também quanto basta de ansiosa, de teimosa, de arrogante, nessa pressa de aproveitar cada momento ao segundo. Quer tudo o que não seja nada, não quer meios termos, quer confiança, conforto, decisão. 
Queria conhecer todos os lugares da Terra, mas não precisa de grandes viagens, quer sim estar perto de quem ama e por quem ama atravessa o mundo.
Ela só quer uma boa paz de espírito, um bom livro, uma mensagem para toda a vida, para ler mas também para escrever.
Acredita que ainda pode mudar o mundo e por vezes acredita que as palavras despertam sorrisos e são os sorrisos o gesto mais bonito de encantar quem está perto, mesmo estando longe.

08
Dez17

[Cinema] O fim da inocência

Carolina Cruz

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"O fim da inocência" é um filme de Joaquim Leitão, baseado no livro com o mesmo nome, da autoria de Francisco Salgueiro. 
É aqui que começa a minha primeira crítica na frase "baseado no livro de..." 
É baseado, sim... mas um pouco (ou ligeiramente) baseado. Porque quem leu o livro sabe do que estou a falar. 
Não quero com isto dizer que o filme está péssimo, não... nada disso! Porém, quem conhece a verdadeira história da Inês, escrita na primeira pessoa (baseada em factos verídicos), por Francisco Salgueiro, sabe que a Inês não é inicialmente tão inocente como a do filme.
Pode ser a Inês do filme onde a sua primeira vez não é (de todo) um sonho, mas por aí a diante, há muitas falhas em contar, no filme, a verdadeira história real de Inês.
O fim da inocência, tanto o livro como o filme abordam o viver no limite do risco dos jovens portugueses. Falam-nos de Inês, a menina perfeita, filha de gente rica, da linha, mas que de certinha não tem nada, pois vive intensamente num mundo do sexo, alcóol e drogas que os pais nem tão pouco imaginam existir na vida dos filhos. 
E é enquanto, não mãe, mas educadora, que denoto aqui a minha opinião de que enquanto o livro educa no sentido de alertar para o cuidado a ter, por exemplo com as doenças sexualmente transmissiveis ou os efeitos a longo prazo das drogas, o filme parece-me adverter pouco nesse sentido.
O livro adverte muito mais para esse facto e não querendo entrar com spoilers, ao contrário do livro, o final do filme é um pouco ou bastante mais leve do que o final verdadeiro de Inês. 


Mais uma vez não quero com isto dizer que não gostei do filme, mas a certo ponto desliguei-me um pouco do que tinha lido há uns anos e pensei para comigo "estou a assistir a outra história, embora idêntica" e o filme está bom.
Está bom, no sentido que não nos poupa a mostrar a crueza das cenas, começa por chocar, de forma forte e feia, e isso é bom, e também um alerta. 
Tem uma boa caracterização, um bom elenco e descreve de forma pura e dura, a nudez, não só a nudez dos corpos mas a nudez de mente pela qual se caracteriza a maioria (não generalizando é claro) da sociedade e dos nossos jovens de hoje em dia. 

Quero terminar dizendo, para verem o filme, se suscitar interesse da vossa parte, mas muito mais importante que isso, continuo a dizer, é lerem o livro. 

 

 

 

07
Dez17

[Ficção] Sozinha!

Carolina Cruz

Aconteça o que acontecer, vou amar-te sempre.
Aconteça o que acontecer, jamais conseguirei amar da mesma forma como te amei a ti. 
Não se consegue definir, sentir, a ausência desse amor que me corria nas veias, que me queimava o corpo e me inflamava o peito. 
O primeiro beijo, o primeiro toque, o primeiro sorriso, o primeiro abraço, a primeira vez que os nossos corpos sentiram e deram prazer um ao outro, o teu corpo dentro de mim, o teu grito gélido, a tua boca sobre a minha.
Não, nada disso dá para esquecer. Nada disso terá o mesmo cheiro, o mesmo sabor e a mesma paixão com outra pessoa.
Não dá para amar outro coração, para conhecer outra alma, para atiçar outro corpo, para inflamar outro peito.
Não dá mais. 
Sem ti, o amor não existe.
Sem ti, não haverá mais paixão.
E sem ti...
Ora sem ti, morro..
Sozinha!

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06
Dez17

[Cinema] Kiss and Cry

Carolina Cruz

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"Kiss and Cry" é um filme cru, real, tocante. É um verdadeiro murro no estomâgo para aqueles que vivem constantemente, e sem razão, de semblante carregado. Mas é também um ensinamento para todos nós de como a vida nos é tão fugaz e como a devemos aproveitar ao máximo de sorriso no rosto e com quem mais amamos. 
"Kiss and Cry" é baseado na história verídica de Carley Allison, que aos 18 anos, lhe é diagnosticado um cancro bastante raro na traqueia. 
Carley nunca baixou os braços e manteve sempre o sorriso na sua etapa mais dura da vida. 
Agarrou-se aos amigos, à família e ao namorado John que foi um importante e comovente apoio, para lutar contra esta terrível doença.
Sem nunca esquecer os seus sonhos: a música e a patinagem artística, Carley motivou milhares de pessoas e deixou uma marca para sempre na vida de todos os que ficam a conhecer a sua valente história de vida. 
Um filme romântico que nos fala muito mais do que o amor, fala-nos da morte e da vida e dos momentos que precisamos urgentemente de viver e preversar com um sorriso - assim viveu Carley. 

Destaco a brilhante prestação e interpretação de Sarah Fisher, a melhor amiga de Carley na vida real. 

Um filme que nos tira o ar e nos faz renascer!

Obrigada Carley, por esta mensagem comovente.
Obrigada pela coragem, pela força e pela inspiração!

 

 

05
Dez17

Nunca te esqueças de mim.

Carolina Cruz

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Falo para ti. Ouve-me.
Agora que o tempo sarou todas as feridas e já não existe raiva nas palavras que escrevo, digo-te em silêncio. Perdoa-me que eu perdoo-te também. 
Sei que não vou a tempo de recuperar o que eramos, o que tinhamos, o que sempre fomos, mas quero apenas que me perdoes. 
Eu perdoo-te toda a dor que direta ou indiretamente me causaste. 
Perdoo-te porque por mais tempo que passe, eu não te esqueço, porque à parte de todas as mágoas, traições ou ciúmes, eu ainda gosto de ti, eu ainda gosto tanto de ti. 
Por isso peço-te que, independentemente de tudo, nunca me esqueças também e espero que, se já não gostares de mim, ao menos que recordes com um sorriso aquilo que passámos juntos. E acredita, que eu acredito também, que o que tivemos não foi em vão e que nos deixou, apesar de tudo, uma marca para sempre. 
E para sempre, eu vou recordar-te de sorriso no rosto.
Nunca te esqueças de mim. 

02
Dez17

[Ficção] Fecho os olhos...

Carolina Cruz

 

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Tenho saudades tuas.
Fecho os olhos e aconchego-me, estou de volta aos teus braços.
O meu corpo está novamente sobre o teu. Volta a ter prazer entre as tuas mãos doces.
Volto a querer-te para sempre como se nada nos separasse, nem a morte. Mas abro os olhos e tu não estás, choro porque a tristeza me invade.
Sabes o que me acalma? Pensar que estejas onde estiveres estás a pensar a mim e a sorrir de forma tola como sorrias quando dizias que me amavas.
Isso consola-me, saber que me amas da mesma forma ainda que em mundos e vidas diferentes, porque eu hei-de amar-te sempre.
A morte só te levou fisicamente, o teu coração continua a amar o meu, em forma de amor e alma e esses nunca partem, nem mesmo no coração de quem morre.

01
Dez17

[Por aí] Para sempre Zé Pedro!

Carolina Cruz

 

Oh 2017! 
Estás a ser devastador para a cultura portuguesa. 
A quinta passada levaste-nos o João Ricardo, ontem levaste-nos outro grande senhor, e que senhor: o Zé Pedro, o grande Zé Pedro dos Xutos & Pontapés... que faz parte dos ícones nacionais, aqueles seres que achamos que nunca vão morrer, e na verdade  podem partir, mas a sua essência e a sua alma viverá para sempre nas nossas vidas e na história da música.
É uma perda que não deixa ninguém indiferente, mesmo aqueles que não se dizem fãs de Xutos, porque está em causa não só a importância de Zé Pedro na música e no rock portugueses, mas a sua forma de ser - simpático, humilde, generoso e lutador - sem perder o ânimo e o amor pela música e pela vida - "o amor é a coisa mais importante da vida" não é assim? 
Fica a saudade e a lembrança de uma grande estrela, que a partir de hoje esfarrapa com um sorriso na sua guitarra, lá longe mas tão perto de nós, sempre. 

 

Obrigada Zé Pedro! 

30
Nov17

[Cinema] O estranho mundo de Jack

Carolina Cruz

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O que é que o Halloween tem a ver com o Natal? Parece-me impossível haver comparação entre as trevas e as luzes do pinheirinho.
No entanto, no fantástico mundo do génio Tim Burton todas estas fantasias são possíveis e esse mesmo encontro acontece em "O estranho mundo de Jack".
Este filme "horrorosamente fofinho", foi criado em 1993, mas foi melhorado recentemente.
Jack, o rei abóbora da cidade de Halloween, conhece a cidade do Natal, pela qual se apaixona, desejando assim quebrar a rotina e festejar também ele o Natal!
Descobre como pode ser tão divertido celebrar com amor o Natal nesta cidade onde o horror predomina.
Um filme que aconselho todos a assistir nesta noite de Halloween.

 

30
Nov17

[Ficção] Não queiras saber de mim

Carolina Cruz

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Não queiras saber de mim. Não venhas agora com desculpas, com perdões ou certezas.
Esquece. Aliás, esquece-me.
Há coisas que o meu coração mole aprendeu a não perdoar. Ele não ficou frio, apenas se cansou de se aquecer ou vibrar pelas pessoas que são constantemente indiferentes para com ele. 
Acabou o coração que vive para todos, incluindo os ingratos. Acabou a alma que abraça ainda que magoada. Não dá mais. 
Não queiras saber de mim, porque vens agora, que estás só, sem mais ninguém.
Podes dizer à vontade que mudei, não vou interessar-me pelo que tu pensas, não tenho tempo para isso. 
Mudei sim, mudei e sinto-me bem com isso, estou mais calma, importo-me mais comigo mesma, estou em primeiro lugar na minha vida.
Pergunto-me a mim mesma: Queres sofrer por quem não merece? 
Nada disso. 
Quero amar, amar-me, sentir a vida. Sorrir, sorrir muito, sorrisos mil
Tu não mo permitias, contigo já não me conhecia, e é nos ombros de um amigo que devemos ser tudo, inteiramente. E se não me recebes como sou, se só queres a minha companhia quando estás só. Esquece, esquece-me.
Não queiras saber de mim, que eu já esqueci, esqueci-te, já não quero saber de ti.

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