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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

* Filmes com história: Meet my valentine

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“Meet my Valentine” é um filme que joga com o humor e o drama e que nos faz pensar: “o que faríamos ou sentiríamos se o nosso fim estivesse perto e nós soubéssemos disso?”.
Tom, um pintor e um homem atarefado, com uma mulher e uma filha maravilhosas e uma vida de sonho, descobre que tem um tumor cerebral irreversível e o seu primeiro pensamento é arranjar um sucessor, um pai para a sua filha, um homem para a sua mulher.
Conseguirá ele resistir a todas estas adversidades que o coração lhe traz? Quanto não custará entregar a sua vida a alguém em troco de uma garantia de proteção e amor aos seus após partir?
Nós podemos escolher o nosso destino, mas não podemos fazer ou querer criar o destino dos outros.
Tom conta os segundos, os minutos, e as incertezas de que amanhã será um novo dia ou o último, a intensidade com vive esses mesmos momentos é cada vez maior, entre lágrimas, gargalhadas e amor, este rapaz percebe que não está certo, que não é altura para partir, que não consegue ser forte o suficiente para terminar tudo…
Quanto tempo lhe resta? Que destino escolherá ele para a sua mulher? Ou para sua morte? Vejam, porque dá (muito) que pensar!

 

Não quero saber

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Podes vir dizer o que bem quiseres do passado dele, de quem ele foi, de como foi. Mesmo que queiras omitir o que tu foste, quem ou como foste para ele. O que passou passou. Não quero saber. Eu recebi-o de braços abertos, com feridas abertas também, conheci o passado que ele me contou. O teu eu não quero saber, ou melhor – o vosso. Passou. Sei que ele saiu magoado, que tu também, que tens o teu lado, ele também. Eu permaneço ao lado dele, do lado dele, e ainda que possas querer-me dizer algo para me alertar, eu não vou querer ouvir. Eu sei que ele permanece comigo, que é ele quem eu quero, que sou eu quem ele quer, e então queremos mais nada, nada mais importa.
Eu recebi-o, com o teu passado ainda por fechar, mas houve algo que em mim o marcou, sem rodeios eu tornei-me na sua melhor amiga, muito antes de ser sua namorada, permaneci a sê-lo e só assim vale a pena. Foi isto que não preservaste, esse lado (tão) bom, a sua amizade, o seu jeito genuíno de ser. Apenas soubeste idolatrá-lo, querer dele tanto o quanto ele não te podia dar, encheste-o de seduções e ciúmes e o que lhe faltava realmente era um ombro amigo, uma verdadeira amiga. Só assim as relações valem a pena e só assim é que elas duram, porque não é o sexo que as mantém mas a amizade.

 

 

Dentro da minha cabeça

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Armo-me em forte quando passas por mim, sinto-me altiva, despreocupada, indiferente. No entanto, quando viras costas é quando tudo em mim desaba. Sabes que dentro dessa forma despreocupada o meu corpo treme ao olhar-te, toda eu estremeço ao querer-te de volta, nem que fosse apenas como amigo.
Dentro da minha cabeça tudo acontece, milhares de coisas se movem e na tua ausência choro, choro muito. E ainda que não queira, apetece-me dizer-te que, apesar de tudo, de toda a parvoíce, a irresponsabilidade, a tua indiferença e para mim desapontamento, desilusão, eu ainda te amo, ainda te quero, talvez ainda da mesma forma que queria quando estava sob o teu abraço. É isso que me faz falta. O teu abraço. Dói-me ver-te por aí, com esse teu ar descontraído, feliz, como se não precisasses mais de mim para viver. Será que, tal como eu, isso é apenas uma defesa? Uma máscara onde escondes as tuas lágrimas? Não quero omitir-te mais, magoaste-me sim, mas o amor é mesmo isto, não é? Perdoar, se me quiseres de volta.
Merda, que se lixe o mundo, quero mesmo o teu sorriso de volta, a beijar o meu.

 

 

Para toda a vida

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Vem devagarinho, bem devagarinho, com esse sorriso que me mata de desejo. Vem, abraçar-me, matar todas as saudades que eu tinha tuas.
O meu corpo há muito que não se encontrava com o teu, a sede de viver em ti é cada vez maior, o desejo afasta-me da realidade, já só anseio momentos de ficção, como no cinema, como que uma atração fatal.
Deixas-me louca, não por esse anseio total de mera paixão, mas por todo o amor que em ti nasce quando os teus olhos me olham de verdade, quando as tuas mãos me tocam com sentido. Deixas-me louca, não quando me despes a roupa, mas quando me conheces debaixo da minha própria pele e me curas esta minha alma nua.
Tu não és um qualquer, não és igual a todos os outros, a tua temperatura permanece no meu corpo para sempre, exatamente pela forma como me amas, como tornas tudo no melhor que a vida me pode dar. Contigo aprendi que cada momento nosso é já, por si só, um puro prazer, e os nossos corpos unidos e a sua vibração é um complemento dessa forma de viver tão esplêndida.
Contigo aprendi que amar é muito mais que a palavra ou o sentido e que o sexo é apenas e só mais uma razão para dizer que te amo com todas as minhas forças, e de corpo inteiro. Pois, amar-te é querer-te, independentemente de tudo e, para toda a vida.

 

 

 

 

 

 

* Filmes com história: Capítulo 27

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“Capítulo 27” tem uma história delicada, uma história que marcou o mundo, uma história que é verdadeira e fala sobre a morte de uma lenda – John Lennon.
A imagem que este filme passa para quem o vê, na minha opinião, é impressionante. Vê-se realmente bem a entrega de Jared Leto ao papel mais complicado da trama (papel principal) na pele de Mark Chapman (o assassino de Lennon).
Mark é um homem que se dizia fã da banda tão aclamada na qual John Lennon pertencia (The Beatles, nem é preciso dizer). Apresentou-se muitas vezes à porta dele para poder conhecê-lo, era o seu sonho. Até ao dia em que ao ler assuntos íntimos que Lennon confessara numa entrevista incutiu para si mesmo, que o homem dito o rei da paz e da harmonia, mais a sua Yoko, não passava de uma fraude e horas após conseguir o seu disco autografado, Mark pôs fim à vida de uma lenda.
Muitas pessoas diziam que o seu assassino o matara para ter a sua vida ligada para sempre à do cantor, há quem diga que foi para tê-lo para si. No entanto, Mark confessou na vida real, que achava que ao matar Lennon se tornaria alguém, dizia que ouvia vozes que o faziam o cumprir o seu ato, encarnando Holden (um jovem revoltado) do livro “O apanhador no campo de centeio”.
Hoje em dia Mark continua preso, embora tenha pedido várias vezes libertação, todas foram negadas, sendo que a sua sentença será avaliada novamente para o ano (2018).
Quanto a Jared Leto, um ator incrivelmente camaleónico, confessou que este filme mexeu bastante com o seu íntimo e com a sua autoestima. São visíveis as parecenças com o assassino, tendo Jared engordado 18 quilos para encarnar a personagem, 18 quilos que o mesmo dizia ser uma vergonha, que lhe provocou vários problemas durante as gravações.
Vejam este filme intenso e perturbador que conta a história do homem que chocou o mundo, que pôs fim à vida do ídolo de milhares de pessoas, um homem crente na paz que teve um destino infeliz e precoce.

 

 

* O teu olhar: Deixa-me

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Por favor. Imploro-te. Deixa-me sair, conhecer o mundo por mim mesma. Eu sei que vou errar, quem não o faz? Sou um ser humano e se me deixares para sempre nesta redoma então eu falharei sempre, não serei ninguém, rigorosamente ninguém que valha a pena, nem para mim, muito menos para o mundo.
Deixa-me ir, eu vou ser sempre a tua menina, não é por partir que te deixo por inteiro. A tua vida começa quando sais da tua zona de conforto. Sempre te disse e tu devias saber, mas não queres.
O mundo nunca te conhecerá nem tu conhecerás o mundo se viveres fechado nesse canto, amedrontado com medo de viver. Isso é tão inútil, mas tu não imaginas, achas sempre que serás mais feliz se viveres na solidão.
Já que não admites, deixa-me ao menos admitir que eu já sou crescida o suficiente para fazer as minhas escolhas, que embora me possa arrepender mais tarde, o problema é meu, o mundo está ali, do lado de fora. E embora com tantas contrariedades ao belo, eu ainda acredito que há tanta coisa boa e bonita por desvendar.
Deixa-me ir, eu não sei como vou ser feliz, mas vou caminhar, até lá momentos e experiências me mostrarão que a felicidade está no caminho traçado e não na chegada ou na vitória.
A vida é uma viagem, deixa-me entrar nela. Deixa-me ir, até amanhã ou assim sendo, até um dia.

 

 

(Fotografia da autoria de Ana Rafael)

* O teu olhar: Negligenciar o amor.

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O amor está por toda a parte, basta que o procuremos.
O amor é tão simples, porque é que o complicamos?
O amor está num “bom dia” que não dizemos a um estranho, está na simpatia que receamos ter. O amor está em cada pedaço de solidariedade numa calçada fria.
Está no abraço que nos aquece do frio, no sorriso que esboçamos depois de chorar, no alívio da alma depois de fazê-lo.
O amor está em todo o lado, o mundo é que não o escolhe, prefere tirar partido de tudo isso e destruir-se a si próprio. Em vez de dar as mãos, prefere armas, em vez de amar, tortura.
No entanto, nenhum de nós consegue viver sem uma palavra amiga, sem um colo ou um conforto, sem dizer que se gosta de alguém. Eu sei que o mundo anda louco e é por carência de amor.
As pessoas vivem rodeadas de stress, carenciadas de um verdadeiro sentido, habitando o materialismo, negligenciando o amor, sem saber que é, também ele, o ar que respiramos.
Eu chamo amor à paixão pela vida, à amizade, ao verdadeiro amor de pares, à família, ao que fazemos, às pequenas coisas. Sem o amor, nada somos, sem ele, falta-nos algo, como se vivêssemos com um vazio infindável no peito. Sem o amor nada existe, sem o amor nada floresce, nada vive, tudo morre, na calçada fria do desalento.
 
 
 

 

 

(Já conhecem o projeto da Daniela (autora da fotografia)? Tatuar Sorrisos?
Visitem, ficam logo mais felizes, tenho a certeza!)
 

* Filmes com história: Chocolate

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Para quê seguir certas regras, se o mais espetacular da vida acontece quando as quebramos?
É preciso abandonar todas as ideias do que é certo ou errado. Porque como se costuma-se dizer “se faz bem, não está errado”.
Há pequenos pecados que valem a pena existirem, para nos fazer pensar e levar o melhor que a vida nos pode dar, ajudando-nos a ser feliz. E ser feliz não faz mal nenhum, pois não? Desde que não quebremos a liberdade do outro, nem a sua felicidade, podemos muito bem defender os nossos direitos e acreditar naquilo que há em nós e na crença que nos faz ser.
Vianne, uma chocolateira de profissão e de coração, embora insegura de si, quer provar, mais a sua pequena filha, que nem sempre o que ditam os mais conservadores é o mais correto. Ainda assim, contra todas as vozes que se insurgem, vai fazer amigos para a vida e uma surpresa está guardada para si - um amor que nunca sonhou viver.
Conseguirá Vianne, com o seu coração doce e as suas doçuras, provar que o chocolate não é apenas um pecado mas um bem para todos nós? Um remédio para todos os males?
“Chocolate” é um filme reservado não só para os mais gulosos, mas também para os mais românticos.
Julianette Binoche e Johnny Depp, que interpretam personagens viajadas e cultas, que não assentam, mas que procuram a estabilidade da alma, vão conseguir encantar a tua.
Vejam este filme que é um encanto para o olhar e para o coração.

 

 

Dia do pai

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Vem, sem medos, deitar-te entre os meus braços. Como eu tenho orgulho na miúda que vi crescer. Hoje tornaste-te mulher. Mulher de olhos lindos, de jeito decidido. Embora saiba que também falhas quando tens medo. Mas não tenhas, minha querida filha. Os erros servem para aprender, o coração pode doer, mas é bom que doa, é a razão de teres lutado com afinco. Quero que saibas que, embora já sejas essa miúda grande, independente, que estou sempre de braços abertos para receber o teu abraço, com as tuas lágrimas quando algo em ti desmoronar ou os teus sorrisos quando com orgulho te poderei dizer que sempre acreditei em ti. Ser pai não é ser apenas pai hoje, é ser pai todos os dias. É ser a imensidão de um rio que corre sem cessar, como um leito que não morre, porque mesmo quando partir vou amar-te da mesma maneira.

* Palavras que não são minhas: Um dia disseste que devia escrever um livro

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"Um dia disseste que devia escrever um livro" é o primeiro livro da autora Patrícia Rebelo.
Este primeiro livro de Patrícia é uma biografia onde narra a história da perda de dois anos de memória após ter sido operada a um ouvido.
Patrícia leva-nos a pensar no que faríamos se já não nos lembrássemos de quem somos, porque quando acordou da operação, Patrícia não se lembrava do ano em questão, é como se tivesse entrado numa máquina do tempo e tudo o que parece ficção é, na verdade, uma história bem real.
Patrícia acorda e não se recorda de Filipe, o namorado, pois se retrocedermos a dois anos (e uns outros antes - o começo do livro) o seu coração palpitava por Diogo, por quem volta a palpitar devido à perda de memória.
Como terá sobrevivido Patrícia a este encontro sem saber que é com o passado ou mesmo sabendo vai ao encontro da ausência de sentimentos por parte do seu querido amado?
Neste livro, a autora demonstra um grande crescimento ao longo dos tempos, a sua força e coragem para viver uma nova vida e mil e um sentimentos com que lidar, numa escrita de fácil leitura.
Um livro com uma mensagem forte que nos faz pensar que, podemos e devemos recomeçar, mesmo quando não existem forças em nós, porque cada dia não é apenas um dia mas sim uma aprendizagem para sermos melhores. Uma aprendizagem para toda a vida.

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