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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

15 # Existirá destino sem os sonhos?

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O mundo lá fora tinha batido à porta. Não literalmente, mas na mente de cada um deles. Em especial na de Sara, que se questionava se tudo aquilo tinha valido a pena.
É certo que um bom pedaço de incertezas se concluiu e que, milhares de sentimentos fluíram. Será que tinham desaparecido de vez? Será que apesar de tudo, do bom que fora, não passaria de um erro?
Sara, levantou-se, colocou o soutien e questionou Manuel.
- E agora?
- Agora o quê?
Aquela pergunta tirou-a do sério.
Coisas sérias era o que parecia que Manuel não queria. Se outrora tivera esse sonho, hoje não queria mudar planos por ela. E pensando bem, será que Sara largaria tudo em Londres por ele?
- O que fazemos? O que temos?- questionou.
- Agora seguimos as nossas vidas. Não podemos mudá-las pois não?
- Tu ainda me amas? – perguntou ela de novo.
- Amar é uma palavra demasiado complexa. Eu sinto-te como parte de mim, da minha história, mas amar é tanta coisa, tudo tão junto, tão equilibrado, tão certo e eu não tenho certezas de nada. Apenas que o que aconteceu connosco foi bom, repetia, faria tudo de novo. Se te amei? Claro. Se te amo? Eu não tenho a certeza. Adoro-te, sim. Mas o meu futuro não dependerá do que faremos juntos, pois as nossas vidas são totalmente díspares, estão totalmente separadas.
Mesmo não querendo as lágrimas começaram a correr-lhe pelo rosto. Na verdade, ela também não sabia se tudo aquilo que sentia era amor. Tinha ela confundido uma paixão louca com um sonho do passado? O que é que eles tinham afinal? O que tinham não sabia, mas o que os ligava era tão forte. Apesar de tudo, ele tinha um pouco de razão, as suas vidas e o futuro um do outro não estariam intimamente ligados, se eles não quisessem, mas Londres e Lisboa ficava à distância que decidissem. Não existe distância tão longínqua quando queremos alguém do nosso lado.
Se ele não queria, porque haveria ela de pensar o contrário?
Vestiu-se. O seu corpo já tremia, não sabia se de vergonha, se de frio, se seria porque todo o seu corpo chorava.
- Desculpa. – disse-lhe ele.

 

(continua...)

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