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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

31
Out16

[Cinema] Inside Out

Carolina Cruz

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Inside Out é, sem dúvida alguma, um dos melhores filmes de animação que vi até então!
As imagens são bastante reais e a história? É inédita e sendo inédita consegue abordar temas que podem ensinar os mais novos e divertir os mais velhos.
Tem piadas que abrangem todas as faixas etárias, piadas subtis, inteligentes e a história que entretém as crianças é uma doçura, como estamos habituados a ver nos filmes da Pixar e da Walt Disney
O filme aborda os diferentes sentimentos: a alegria (que lidera o grupo), a tristeza, a raiva, o medo e o nojo, que vivem em Riley, uma menina que afrenta mudanças em sua vida.
Embarca nesta viagem divertida ao (sub)consciente do ser humano que é tão complicado!

 

 

 

30
Out16

Sorte ou azar? - parte 3

Carolina Cruz

Nessa noite, como combinado, Joana dormiu em casa da amiga.
- Nem imaginas o que aconteceu Marta… - Disse Joana à amiga.
- Pela tua cara corada quase posso imaginar! – Disse Marta.
- Oh não gozes… Ele beijou-me, ou melhor… beijámo-nos e eu nem sei quem ele é… Nem o nome, nada.
- Isso é uma história para recordar… Parece quase uma cena de um filme. – Disse Marta entusiasmada.
- Ele foi tão atencioso com os meus medos estúpidos.
- Confessa lá que conseguiste esquecer essa tua paixão platónica pelo Tomás.
- Eu não a via como platónica, tu é que sempre achaste que sim…
- Joana, tu nunca falaste com ele, ele nunca reparou em ti. – Afirmou a amiga. – E este rapaz provou que gosta de ti.
- Segunda-feira vou saber quem ele é. Mal posso esperar. – Disse Joana ansiosa. – E pronto, tenho de concordar que tens razão…
- Finalmente percebeste que já é tempo de esqueceres o Tomás? – Perguntou Marta.
- Quem? – Disse Joana, brincando com a situação!
- Exatamente. – Disse Marta abraçando a amiga.

 

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Na segunda-feira, ao chegar à escola Joana sentia-se ansiosa, sentia algo diferente no olhar dos colegas, em especial dos rapazes. Olhavam-na, como que a prestar atenção nela, de forma alegre, fazendo comentários positivos, Joana sentia-se feliz por isso, e em cada rapaz tentava identificar o seu mascarado, mas tudo era uma incerteza inquietante – naquela noite estava escuro, não se apercebera se ele era grande ou pequeno, não sabia a cor dos seus olhos, muito menos o seu rosto…
No entanto, às dez tinham encontro marcado e ela mal podia esperar.
Às dez em ponto, mal acabara de tocar, Joana já estava no largo do jardim da escola a sentar-se, esperando o seu misterioso amado, e passado uns minutos lá estava ele, ele e todos os seus sonhos realizados, a sua felicidade plena, a contemplação de que nada é impossível até acontecer…
- Tomás?
Os seus olhos brilharam e os seus lábios sorriram à espera de uma resposta, um “sim” dito com um beijo.

 

29
Out16

Sorte ou azar? - parte 2

Carolina Cruz

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O rapaz tentou ajudar. Reparou na rapariga que com ele tinha ficado trancada e os seus olhos brilharam. Minutos de sorte em momentos de azar.
- Calma. É um jogo, miúda. Mantém-te calma.
- Por favor não me faças mal. – Disse ela, começando a chorar. – Eu detesto isto, nem sei porque é que eu aceitei vir à festa, fazer o jogo, vestir-me assim.
- Porque haveria de te fazer mal? Sem stress, miúda, não te vou prender nem obrigar-te a seres minha esta noite. – Disse soltando um riso simples. – Isto é um jogo, em breve alguém nos abre a porta. Temos de encontrar a pista às escuras. Descontrai, vamos nos divertir, vamos cooperar juntos e as nossas equipas nem vão saber.
- Não estás a perceber eu sou claustrofóbica. – Gritou Joana.
- Isso é ideia tua, se ligares a lanterna do teu telemóvel vais reparar que o quarto é enorme, que não tens razão para ter medo. Tens aí o teu telemóvel?
- Oh, não ficou na mala da minha amiga.
- Não te preocupes, eu tenho aqui o meu, vais ver, isto até vai ser divertido.
O rapaz ligou a lanterna e Joana mandou um salto com susto, pois ele ligou diretamente a luz na direção da sua máscara. O que fez com o que ele mandasse uma gargalhada intuitiva.
- Eish, não gozes. – Disse ela, começando a descontrair e a rir.
- Vamos investigar o quarto. – Disse o rapaz, enquanto virava a lanterna em redor do quarto.
- Posso pedir-te uma coisa?
- Diz.
- Prometes que não gozas? – perguntou Joana.
- Vou tentar. – Disse o rapaz.
- Oh anda lá, promete.
- Juro!
- Podes tirar a máscara para ficar mais à vontade, para saber se te conheço?
- Não conheces. – Disse ele puxando ainda mais a máscara para baixo.
- Oh anda lá, tira isso. – Disse Joana, insistindo.
- Não tem muito mais piada assim? – Perguntou ele.
- Não. – Disse ela chateada, a ponto de arriscar tentar tirar-lhe a máscara.
Ele pisou algo viscosa que se encontrava no chão e escorregaram os dois ficando um em cima do outro.
- Podemos tornar este acidente na noite mais divertida das nossas vidas. Estive a olhar para ti  a noite toda foi por isso que decidi jogar este jogo, mas por sorte ou azar calhamos os dois neste quarto.
Joana voltava a ficar ansiosa. Não conseguia tirar-lhe a máscara e o rapaz não a tirava, além de que continuavam os dois presos àquela coisa nojenta e viscosa.
Ele puxou a máscara até à zona do nariz e roubou-lhe um beijo, como se de um filme se tratasse. Ela parou de imediato, estava a ser mágico, realmente mágico, mas ela era teimosa.
- Se eu responder ao teu beijo, mostras-me quem és?
- Experimenta, responde, deixa-te ir e eu logo te direi.
E mesmo que não quisesse Joana deixou-se levar por aquele beijo intenso até que as luzes se acendem e ele baixa a máscara, e parte sem dizer quem é.
- Se não me esqueceres, segunda-feira, às 10h no jardim das flores, da escola.
- Não esqueço. – Disse Joana mordendo o lábio.

O jogo de orientação acabara ali, mas outro jogo havia começado…

 

(Continua…)

28
Out16

Sorte ou azar? - parte 1

Carolina Cruz

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Joana era tímida, gostava de Tomás, mas era impossível para ela dizer-lhe, nunca tinha falado com ele. Para ela, Tomás era como um sonho irreal na vida dela, impossível de concretizar.
Joana não gostava muito de sair, mas Marta a sua melhor amiga conseguia sempre convencê-la a acompanhá-la às festas e convidá-la a dormir lá em casa.
Era noite de Halloween e Joana não estava lá muito convencida.
- Não sei, Marta. Detesto aquelas máscaras, há sempre gajos que as usam para fazer coisas más.
- Coisas más, ai Joana, só tu! Se fosses a pensar em tudo o que te pode acontecer de mal, nem respiravas! Até pode ser que conheças um rapaz e esqueças de vez essa ideia platónica que tens com o Tomás… vamos mas é ver o que vamos vestir!
Marta arranjou uma boa forma de Joana marcar a diferença, ela que era elegante e bonita e que estava sempre escondida por entre as roupas largas, parecia agora uma mulher diferente, alguém que deixaria os rapazes de queixo caído. Estava realmente incrível, nem ela se reconhecia.
- Estás uma gata amiga, devias vestir-te assim todos os dias.
Estavam vestidas de diabinhas bastante sexys, mas nada demasiado provocante, o bastante para deslumbrar!
A festa era na casa de campo de um colega de turma, era a “casa assombrada”, estava decorada a rigor, todos tinham de ir vestidos a rigor e preparados para uma noite de terror divertida.
Não se sabia quem iria, pois o Daniel, o dono da casa tinha convidado quase o secundário todo.
Embora não quisesse Joana estava sempre a pensar se Tomás também iria e se ela conseguiria falar com ele. Com tanta rapariga bonita por lá, ele mal olharia para ela, como sempre.
A verdade é que ele nunca tinha reparado nela, ela andava no 10ano enquanto ele era mais velho, do 12ano, mas quando ela entrou pela porta, deixando todos de queixo caído, dizendo “não pode ser, não pode, não é ela”. Ele ficou derretido. Já tinha ouvido uns zuns zuns que uma miúda do 10ano estava apaixonada por ele, mas não sabia nem fazia ideia de quem é que se tratava, nunca tinha reparado nela até então.
Na festa, havia jogos de orientação, o jogo da garrafa, verdade ou consequência, caça ao tesouro, tudo com o tema “Halloween e o terror”. Cada divisão da casa estava decorado com uma pista ou uma armadilha para assustar quem lá entrava.
As inscrições estavam feitas, quem será que jogaria contra elas na caça ao tesouro? Um gato preto passou de relance pela casa, com elas iriam jogar dois rapazes mascarados, que não queriam dar a cara. Joana temia, mas Marta queria que a amiga fizesse novos amigos e que curtisse a vida.
Marta piscou o olho a Joana, preparando para surpreende-la. Mal podia ela imaginar do que se tratava. Marta tinha ajudado na criação do jogo por isso conhecia algumas das pistas mas não podia revelá-lo à amiga, no entanto levou-a por uma encruzilhada e dizia as pistas para que os parceiros da equipa inimiga pudessem ouvir.

 

“Um emaranhado de lençóis com vida, enterrou sobre a terra as mais belas pessoas que faziam amor naquela cama, naquela noite a morte separou-os, ele foi para o inferno, ela para o céu.”

 

Dizia a primeira pista.
- Eish quarto dos pais do Daniel. – Disse o rapaz mascarado.
- Vais lá enquanto eu pego na segunda pista. Temos de ser eficientes. Encontramo-nos aqui em baixo, no ponto de começo.
- Certo.

Marta apercebeu-se do rapaz a deslocar-se para o quarto e empurra a amiga.
- Vai atrás dele, não podemos deixar que ele fique com a pista.
- Sozinha?
- Sim, sozinha, tens lá tempo para comprar um cão… - Disse a amiga soltando uma gargalhada.
– Corre.

Joana seguiu o conselho da amiga e correu até à pista, e quando lá chegou ao mesmo tempo que o rapaz, a porta fecha-se, e o escuro apodera-se do quarto. Joana treme de medo, a porta não abre, não conhece o rapaz da máscara.
Começou a entrar em pânico.

 

(Continua...) 

 

27
Out16

Porque choras?

Carolina Cruz

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Hoje sussurrei baixinho para mim mesma: "porque choras? és tão forte." E eu acreditei nas minhas palavras e limpei as minhas lágrimas, fiz as pazes comigo mesma, com o passado, com o futuro e com o tempo, só eles e eu podemos a alcançar o impossível. 
Sim, por momentos esqueci daquilo que valia, mas tantas vezes me esqueci, por defesa, porque também fraquejo.
Sou alguém que sente e quer viver aproveitando o momento que é sentido em cada lutar, o passado não o apaguei foi isso que ele fez de mim, na vertigem da vida e do medo, aconchegar o presente, dando-lhe o melhor sabor, o sentimento sem solidão, recolhendo o prazer de ser feliz sem pedir nada em troca. 
Por vezes, quantas vezes… é difícil criar sorrisos quando se ouve "nãos" mas esses "nãos" são passos para que as lágrimas e a memória sejam mais fáceis de definir e entender. Tudo tem um sentido, nem que seja para darmos (um maior) valor.

27
Out16

Sabor leve

Carolina Cruz

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Dancei sobre o ar, respirando um sabor leve, chamado amor.
Vivi de um sonho e deixei-me levar pela raiz dos meus pensamentos, pelo impulso das minhas ações e deixei que o destino respondesse por mim.
Sem dar conta o meu sorriso falava com o coração e a alma expressava tudo aquilo que os olhos viam. A realidade dos teus encantos deixaram meus desejos derretidos que inspiravam a um novo fim, uma história de amor contada sem ferir sentimentos.
Todo o espaço era nosso, a rua, as luzes, o luar e no meio de toda a confusão nascia o silêncio, aquele que dissera tudo.

26
Out16

[Cinema] Leo

Carolina Cruz

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O que fazes com o teu passado é tu que escolhes, mas essa escolha pode ser determinante na tua vida e na vida dos outros.
Por vezes um erro grave de um momento pode durar uma vida inteira, em sentimentos de culpa, frustração e dor que nos consomem e nos fazem julgar os que estão à nossa volta, repugna-los, interpretá-los mal, acusá-los, pois a culpa só em nós é que pode viver, mas quando não se transborda em lágrimas, a raiva surge.
Por vezes duvidamos de quem mais amamos e a vida surpreende-nos, mostra-nos que podemos ser melhores do que aquilo que fomos, mas o passado esse não podemos mudar, mas podemos escrevê-lo para ser explicado, compreendido, arrumado.
Leo escreveu quem era, sem rodeios, sem medos, pois o seu silêncio foi a sua defesa e o seu escape. No entanto todo o mal que sentiu, aquele que nunca disse, o que sempre omitiu em voz, escreveu-o, tornando-o alguém mais forte.
“Leo” é um filme pouco conhecido, mas que eu me atrevo a dizer que é dos melhores filmes de suspense e drama que vi até então, porque nos apega e nos entristece como se na história entrássemos. Entristecer não é no mau sentido, é no sentido em que nos prova ser uma boa produção.

Vejam, vale a pena.

 

 

25
Out16

* Simplicidades da vida: Um (re)encontro

Carolina Cruz

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Já dizia André Sardet numa música sua que “um encontro ao fim de um tempo é mais doce que viver” e é verdade, é bom reencontrarmo-nos com quem mais gostamos, um velho amigo, um familiar querido.
Ter uma conversa longa sobre tudo o que acontecera na sua ausência e falar, agir como se nenhum tempo tivesse passado entre nós. 
As saudades sentidas mostraram que se solidificaram os nossos sentimentos e a certeza de que é amizade e companheirismo que nos une e, se for assim, não mais tem fim, será para sempre.

 

(Fotografia do filme "Amigos coloridos")

24
Out16

Nosso futuro (comum)

Carolina Cruz

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A tua fala acalenta-me e acalma-me sempre que o meu mundo parece cair sob o fim.
Não preciso de mais nada senão de um abraço e de um beijo teus para aquecer todas as expectativas que tenho para o meu futuro, que parece cada vez mais impossível de se acreditar.
Despontaste em mim um ser mais forte, que sabe falar quando quer mas que ainda deixa soltar as lágrimas triste de não estar certa, mas tudo tem sentido, que ao teu lado tem um valor ainda maior.
Amadurecemos juntos e juntos construímos o nosso futuro (comum).

 

 

 

Fotografia do filme "If I stay"

23
Out16

* TV Shows: Alta Definição

Carolina Cruz

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Cada um de nós, seres humanos, tem a sua história para contar, momentos felizes, momentos de fama, momentos que não queremos lembrar, mas que precisamos de não esquecer para conhecer quem somos.

Todos nós temos alguém a quem devemos um pedido de desculpas e ao invés, muitos outros nos devem algo. Há sempre alguém que nos faz falta e sempre outro que não queremos de novo na nossa vida, porque nos feriu ou porque nos falhou... 
Há sempre histórias que não contamos a muita gente, mas alguém que nos é fiel, pois há sempre algo ou alguém que nos move em seguir em frente.
Uns amam a natureza, outros a música, tantos outros têm o dom da palavra e da sabedoria.
Cada um de nós é um ser especial, um ser diferente, tão igual a si mesmo. E, na verdade, as pessoas ditas famosas são aquilo que também nós somos, comuns, diferentes e iguais a si mesmos. 
Têm a sua vida, tão natural, tão sua, expressa no seu olhar, que também chora, que seduz e que fere.
Obrigada Daniel, por nos mostrares tamanha humanidade das pessoas que conhecemos no dia-a-dia através do ecrã.

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