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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

31
Jan17

[O teu olhar] Voar de alegria

Carolina Cruz

melanie correia.jpg

 

Ainda que não possa voar, tudo o que sinto apraz esse sonho. Porque ainda que não seja verdade que esteja realmente a voar sinto que o meu coração está no mundo, a minha alma em liberdade.
Voando assim, desta maneira, em que fecho os olhos e conquisto o meu desejo, sinto que toda a ficção se torna verdadeira e os meus sonhos são palpáveis.
Olhando ao fundo o infinito, tudo o que eu sou, feita de medos, receios e adversidades, desvanece. Sou eu, feita de inquietude, de alegria, de felicidade e de sorrisos grandes. Sou eu, feita de futuro, aqui e agora, livre de tudo o que não quero ser, sou e deixo-me o meu melhor.
Sou como um pássaro, pois ser ser humano dói demais, então deixo-me ser o que eu quiser, que ninguém me venha impedi-lo, que eu abra os olhos e pelo menos, sob o meu pensamento, o mundo se tenha tornado num bom lugar para se viver. Tenho de acreditar, de ter fé e voar, nesse voo de desejos e certezas de que a maior liberdade que eu posso ter é sentir, sentir-me e por fim sorrir e, chorar, sim chorar de tristeza, para depois por fim chorar de alegria, não há nada mais livre, nenhum sentimento mais leve que limpar a nossa consciência de ansiedades e deixarmo-nos ir, enfim, ao sabor do vento.
E no fim, por fim, sentimos que é bom, é realmente bom viver!
E por isso, eu voo e deixo-me voar, voar de alegria.

 

 

(Fotografia da autoria de Melanie Correia, uma fotografa cheia de talento! Confiram-no na sua página de fotografia)

30
Jan17

[Ficção] Tê-lo para sempre

Carolina Cruz

1.jpg

 

 

 

Os nossos olhares sabiam tudo um sobre o outro, conversavam sem palavras.
Estar com ele era rir às gargalhas, sentir-me bem, feliz. Muito feliz, ele contava piadas, tinha um sentido de humor infalível, fazia-me cocegas na barriga, fê-lo também no meu coração… mas temi tudo isso.
Há pessoas que são tão bons como amigos, mas não está certo serem mais que isso. Foi o que aconteceu connosco, tentámos algo mais e estragámos tudo o que tínhamos. Depois de vermos os nossos corpos nus, de sentimentos, sem roupas, deixámos intocáveis as nossas almas.
O silêncio demorou horas, dias, meses. Era infindável, perpétuo, doloroso.
Até ele chegar e dizer que não vivia sem mim, sem o meu sorriso, o meu olhar meigo.
Assinámos contrato de fidelidade de mãos de dadas e com um abraço apertado, o seu feitio seria meu amigo para sempre, era assim que nos aturávamos, não de outra forma, ele era um mau namorado, eu má namorada também, havia distância entre nós, não havia amor desses que falam de paixão, havia amor de amigos, e esse diz que dura uma vida inteira, foi o que aconteceu, melhor assim.
Tê-lo para sempre já é melhor que qualquer outro amor.

 

 

29
Jan17

[O teu olhar] Nas teias do amor

Carolina Cruz

Ana Francisco.jpg

(fotografia da autoria de Ana Francisco da página "Mundo em fotografia")

 

Sou um estranho bicho-de-mato que pelas teias do amor, se tornou na sua mais bela fala - uma flor.
Rebentei por entre os raios de sol ferido e levantei-me como quem deseja café. No entanto, a minha maré era o teu jardim, onde me abandonaste. A minha sorte é que me aguentei de pé sem murchar, porque o amor-próprio sobreviveu após todas as colheitas que me fizeram morrer. À parte dos teus jeitos vaidosos de me quereres só para teu proveito eu tornei-me o olhar dos interessados, o olhar dos mais curiosos, que sabem reconhecer a arte, a beleza interior e a simplicidade.
Tu não o quiseste ver, abandonaste todas as ideias simples e só me tentaste comprar com a tua beleza, no entanto tudo o que me soubeste dar foi abandono.
Embora não possa, abandono eu mentalmente o teu jardim e dou graças a Deus por me abençoar e nunca me fazer esquecer quem me planta, me dá vida, e me deixa viver sorrindo.

 

28
Jan17

[Ficção] Tu não me deixas viver

Carolina Cruz

enya - only time.jpg

 

Não dás valor a nada do que faço, para ti sou e serei sempre aquele fracasso, aquele olhar perdido entristecido na presença do teu sorriso escasso, escondido.
No fundo, não paro de te amar, porque um dia sonho, sonho sempre que voltas ao mundo que eras, ao mundo em que ainda sabias o que era amar!
Não te julgo, nem te quero julgar, muito menos eu que não me canso de te amar. Mas o que sinto é tão puro, tão forte, mas encontro tudo tão escuro, tenho medo de um dia me encontrar com a morte.
Fala-me do que sentes, solta a mágoa que guardas dentro de ti. Eu sei que sentes, mas mentes, mentes sem fim, tentas ser forte, encorajar até a morte mas cada pedaço de ti se torna mais corda em vez de laço, e a mágoa invade o teu espaço.
Mudaste tanto o que há em ti, existe tanta história, tanta mágoa que eu já esqueci para não te fazer sofrer mas a cada passo, tu é que não me deixas viver.

 

 

27
Jan17

[O teu olhar] Pedaços ligados

Carolina Cruz

1. Rita Fernandes Solis Photography.jpg

(fotografia da autoria de Rita Fernandes, da página Solis Photography)

 

O que me alegra nesta vida é saber que, independentemente de toda a chuva que me murcha, eu serei, sempre, a mais bela flor do teu jardim.
Sei que estou a teus pés, mas que me importa se é por ti que me ajoelho e floresço?
Eu só te quero bem e sei que tu, jamais me quererás mal. És o sol que me ilumina, eu sou a água que rega o teu jardim.
Que a tempestade nunca se quebre, porque é ela que nos mantém fortes, é ela que me faz florir, sorrir. É ela que nos torna melhores, mais tolerantes ao rio que passa e é nesse rio que todas as recordações surgem, é nesse rio que construímos quem somos.
Seremos sempre pedaços ligados de uma história comum.

 

26
Jan17

Sou grata.

Carolina Cruz

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Obrigada por essa mão que não me larga, que não me deixa fugir.
Obrigada por esse sorriso que me inquieta, por essa alma limpa, a cada reencontro, em cada beijo.
Obrigada por esse adeus, sem partires. Por esses abraços que me apertam, sem me aprisionarem.
Obrigada por estares, por ficares, por seres o melhor de mim...
E depois de tanto agradecer, recuo e penso que o amor não se agradece, ele simplesmente acontece, é uma dádiva. Ainda assim sou grata por seres o meu presente para a eternidade. O meu melhor amigo.
Porque eu acredito que há amores que duram para sempre. Como é possível não acreditar? Como é possível te largar?
Sou grata, por ti, por mim, por nós.
De mãos entrelaçadas damos a volta ao mundo.

 

25
Jan17

[Cinema] A lista de Schindler

Carolina Cruz

The Schindler's List - Poster.jpg

 

Há momentos da história que nos arrefecem o coração, nos queimam por dentro e nos arrepiam a pele.
Atrocidades, mortes crueis, gente tratada abaixo de cão e nazis sem escrupulos.
No entanto, entre tantos homens nojentos, Schindler destacou-se como poderosa arma de defesa, salvando milhares e milhares de judeus.
Schindler não se deixou levar pelas políticas, pondo muitas vezes a sua vida em risco para salvar muitas outras vidas, vidas essas que naquele tempo eram tidas com dispensáveis, não faziam falta a ninguém, eram um estorvo.
Muitas memórias traumáticas hão-de ter ficado nesses milhares de sobreviventes do Holocausto, mas sem nunca esquecer quem lhes deu coragem e força para sobreviver, quem lhe deu horizontes e possibilidade de hoje em dia existirem várias gerações de famílias judaicas: Schindler.
Um homem que se retrata como herói que rumou contra a maré de mortes na Carcóvia.
A vida e a história do mundo estão-lhe gratos.
Um filme poderoso de Spielberg que todos (em idade adequada) deveriam ver!

 

 

24
Jan17

[Ficção] Pensei em escrever-te.

Carolina Cruz

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(foto by "cidades de papel")

 

Podes não saber contar ou cantar, encantando, mas sei que o amor nos toca a todos.
Pensei em escrever-te porque as palavras não saem e o silêncio esse, liberta qualquer pensamento que possa existir em mim.
Não sei falar de cor, sinto, sinto tudo a pesar-me de novo nos braços, o erro. A vida toda ela é um conflito, bom e mau, amargo e doce, mas no fim tudo vale a pena.
Aprende-se sempre com o passado, todo o ser que passa na rua deixa consigo uma mensagem para nunca mais se esquecer, vamos dando pontapés ao futuro sem nexo, tal como as palavras que escrevo não fazem qualquer sentido neste momento.
Ponho-me a imaginar ser outra pessoa mas não é assim tão simples, tinha de viver de novo, longe de ti. Não morro de amores, porque ninguém deve morrer, o amor só nos liberta um pouco daquilo que somos, nada mais, é um sentimento que perdura e flui.
Escrevo porque também as palavras pesam e o vazio que foi preenchido dá sinais de si: um sorriso.
Podemos não sorrir ao mundo, nem sempre conseguimos fazê-lo. No entanto, confia, pode ser que ele nos sorria mais tarde e que a felicidade percorra o submundo, o infinito.
Só aí sim, o destino poderá dar conta de si e então aí as cartas de amor deixarão de ser ridículas e tudo passou pelo buraco da fechadura sem darmos conta, tudo passou como um erro corrigido, faz parte da vida, faz parte do mundo, do amor, de nós.

 

 

24
Jan17

[Poesia] Há uma parte de mim.

Carolina Cruz

sonha menina.jpg

 

Há uma parte de mim que sou eu…
Há uma parte de mim que é tua…
Há uma parte de mim que não sabe que existo
Enquanto não me canso de sofrer.
Há uma parte de mim que não se cansa de viver
E que tanto quer acreditar
Quer saltar e ver mais além.
Há uma parte de mim que não vive sem ti,
Não vive, vive só, não é ninguém.
É essa parte de mim que contradiz o suor
O suor da minha voz.
Há uma parte de mim que se junta ao outro lado,
O lado da emoção,
Essa parte que é nossa,
Há uma parte de mim que se chama coração.

 

23
Jan17

[Ficção] A minha vida a preto e branco

Carolina Cruz

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Esta cama grande demais sem ti.
Esse abraço apertado que me faz falta. E o beijo de boa noite.
Sou uma metade inacabada sem ti. Sem esse teu corpo junto ao meu, o teu respirar tranquiliza-me, perpetua a minha estabilidade e então eu não quero mais ninguém.
Dá-me a tua mão, casa comigo, sonha e concretiza tudo o que de amor vive em ti.
Porque tu és e sempre serás quem eu quero, quem me deseja, e me pinta o preto e branco da minha vida em cores vivas!
 

 

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