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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

31
Ago17

Olho-te enquanto dormes...

Carolina Cruz

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Dizem que dormir ao lado de alguém demonstra confiança, conforto, carinho. O que temos vai muito além disso. 
Olho-te enquanto dormes e os meus sonhos tornam-se realidade.
Olho para ti e orgulho-me de pertencer à tua vida, à tua felicidade. 
Olho para ti, na tua simplicidade e no teu sono profundo e a minha alma sonha também, um sonho pintado de esperança no futuro. 
Obsorves-me nessa tua paz e então percebo, como percebi todas essas vezes em que te olho nos olhos: é para sempre. E contigo o para sempre é tão fácil de dizer, de sentir. 
Olho-te e percebo o que é o amor infinito, aquele que é para toda a vida. Eu vejo em ti o meu melhor amigo, o meu namorado, o meu marido, o pai dos meus filhos, o avô dos meus netos, o meu amparo, o meu ombro amigo, o meu velho confidente, o meu amor para a vida toda. 
Tu acordas, olhas-me e sorris e eu sei que os meus sonhos tornam-se realidade.

 

 

30
Ago17

[Completas-me] Com Liz Pereira

Carolina Cruz

"Completas-me" regressou novamente, desta vez com a maravilhosa Liz Pereira, conhecem? Se não conhecem, deviam tratar de conhecer o seu blog, porque a Liz escreve bem que se farta e é linda, por dentro e por fora!
Hoje, escreve comigo uma história inspiradora e espero estar à altura para ela. Espero igualmente que gostem!

 

«Os primeiros raios de sol que faziam nascer a manhã beijavam lhe o rosto e lembravam-na de que era hora de regressar a casa. Apática e com o coração pesado da desilusão, ela aguardava que a água do duche (da praxe) aquecesse. O banho não a fazia sentir mais limpa e a fonte do seu lucro não lhe trazia qualquer tipo de orgulho. Mas o desespero falava mais alto e, sem querer, ela deu por si a pensar naquela noite. Tudo mudou após aquele encontro e ela não conseguia pensar em mais nada. Mesmo quando dormia, era assombrada por flashbacks daqueles momentos. Se para qualquer pessoa apaixonar-se era um sonho, para ela, era um pesadelo que lhe conferia a incapacidade de imparcialidade de sentimentos exigida na sua profissão. Ela não podia apaixonar-se, não podia desejá-lo daquela forma nem imaginar constantemente que era para ele que se despia, sempre que estava com um novo cliente. Tratou-a como uma mulher e não como um pedaço de carne, cuja única ânsia era atingir o prazer e satisfação sexuais. E isso despertou a sua atenção e o seu coração já há muito adormecido. Ele era diferente e de uma só vez conseguiu despir-lhe não só o corpo mas também a alma. E ela não tinha a certeza de mais nada a não ser da vontade de o voltar a ver e sentir, mesmo que fosse novamente naquele beco. Várias questões flutuavam na sua mente... Seria ele casado? Estaria envolvido em tamanha carência para achar que a sua saída seria recorrer a mulheres como ela? Teria ela sido escolhida ao acaso entre as colegas de profissão? Algo não fazia sentido. Ele não lhe parecia um homem que precisasse de "carinhos pagos". Era bem constituído, bonito e as poucas palavras proferidas denotavam educação. Teria ele sentido o mesmo que ela? Tentava afastar todas as questões e pensamentos da mente. Afinal de contas, paixões não pagam dívidas e era preciso continuar a trabalhar para as poder liquidar. Nenhuma outra mulher pode imaginar a mágoa que enche o seu coração. Estar apaixonada por um homem e ter de se deitar com outros por necessidade financeira, é de facto a maior condenação que ela podia ter, um verdadeiro inferno, que lhe causava um atrito constante entre o corpo e a alma. Na noite seguinte, já no local habitual, o seu coração sobressaltava a cada carro que perto dela abrandava. Queria que fosse ele. Debatia-se com a ideia de estar apaixonada e o seu inconsciente "levava-a" para fora dali, daquela vida, daquela profissão, com ele. Lembrava-se do sonho (que no fundo queria considerar pesadelo) da noite anterior. Lá eles eram um casal normal, com empregos comuns e uma casa, não muito grande, mas acolhedora e onde o amor prosperava. O bater da porta de um carro fê-la voltar à realidade. Era ele! As suas pernas ficaram bambas e a sua face petrificou numa expressão de incredibilidade. A ansiedade era evidente no rosto dele também. E sem dizer uma palavra começou a afastar-se do carro e a caminhar na sua direção...»

 

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Estava ali tão perto, o coração tão fora da boca, os seus corpos tão perto.
- Eu pago todo o dinheiro do mundo, mas esta noite será só e inteiramente minha. – A sua delicadeza, os seus braços na sua cintura, em vez de escolher outro lugar do corpo.
- Não há dinheiro que pague a sua presença.
E seguiram juntos para aquela que, de olhos fechados, era a sua casa, a sua sorte grande.
Repetiram vezes sem conta a noite anterior.
Havia milhares de passados entre eles, outros anos, outros milénios, outras vidas, em que tinham sido família, amigos, amantes, o destino tinha-os outra vez juntado naquela fantasia infinita.
Fantasia. Agora ela sabia o que era trabalhar feliz ou amar um corpo, sem sentir repudio, nojo, tristeza ou solidão.
Ela queria abraça-lo eternamente, queria conhecê-lo melhor que ninguém, queria amá-lo para sempre, sonhar com ele acordada, fantasiando sonhos que eram realidade.
- Quem é você Henrique? Porque me ama tão completamente sem sabê-lo?
Naquela hora, ela ficou a saber que ele era o seu anjo mais protetor, a sua esperança para um lugar melhor. Não era casado, não tinha filhos, era amante da vida, e apaixonou-se por ela na primeira vez quando a vira.
Anteriormente a vergonha tinha tomado conta dele, mas ele estava disposto a mudar-lhe a vida, a fazê-la feliz.
Mas ele tinha um segredo escondido, nunca o revelara, essa era a sua condição, o pedido para ela viver com ele, para trabalhar com ele, para lhe dar uma vida melhor.
Helena só soube quando um dia chegara a casa e Henrique estava a dormir um sono profundo. Apenas três meses tinham passado da sua vida a dois e ele nunca mais acordaria.
Deixou-lhe uma carta. Umas palavras. Um punhado de tristezas. Amá-la tinha sido a sua última missão, o seu último compromisso, o mais valioso.

«Ocultei a minha doença para evitar receios da tua parte. O cancro tomaria conta de mim para sempre, há anos que soube. Porém quando te conheci, quis tomar uma porção de magia, cumprir a missão de amar alguém, de lhe fazer bem, de lhe dar uma vida melhor. Sempre fui teu desde o primeiro momento. O que resta de mim, também o será.
Amar-te-ei sempre.»

Helena recorda com saudades o seu amado anjo, ainda hoje.
Está casada com Luís, tem dois filhos, mas não esquece o bem que ele lhe fez.
Henrique mudou a sua vida.
Se ela não o questionasse, talvez ele ainda hoje receasse. Se ele não tivesse aparecido na sua vida, talvez a solidão mantinha-a encurralada àquela profissão que repugnava.
Helena é gestora de uma loja de roupa, amada por alguém que conhece o seu passado e o respeita.
É preciso que arrisquemos, sem medo, pois a nossa vida pode mudar a cada instante.
O amor vence tudo, não vence?

27
Ago17

[Resenha Literária] Fazes-me falta

Carolina Cruz

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Só me apetece dizer isto: Que livro brilhante de Inês Pedrosa!
Pois é, mas não posso ficar-me apenas por estas palavras, porque tenho mesmo de falar-vos sobre este livro que nos dá tanto que pensar, sobretudo o seguinte...
O ser humano vive tão agitadamente, leva a vida a um ritmo tão acelerado que não paramos para pensar.
A vida muda, as circunstâncias mudam, temos atitudes que nos mudam, que mudam os outros perante nós, nasce ciúme onde não notamos, afastamo-nos das pessoas que amavamos, criamos amores platónicos, discutimos com o verdadeiro amor da nossa vida, mas só quando a morte nos bate à porta, às vezes de forma imprevísivel tomamos conta de tudo isso.
Após a morte de alguém querido, o que somos? Que memórias ficam? Quantas palavras por dizer?
Momentos por viver, gargalhadas por soltar.
Quem somos nós depois da nossa morte? O que resta de nós? O que fica?
"Fazes-me falta" é um livro "contada em duas vezes" - uma mulher que acaba de morrer e uma amigo seu que a vê partir.
Neste livro, estes velhos amigos que permanecem-no após qualquer distância, até a da morte, desvendam o que vai nos seus corações, a desilusão, a amizade, os remorsos, a perda, a falta e o amor, desvendado assim todas as questões feitas anteriormente.
Um livro com uma escrita incrível, simples e tão brilhantemente complexa, com jogos de palavras sentimentos literariamente belos.
Um verdadeiro tesoure este livro!
25
Ago17

[Por aí] Miguel Araújo na Visão

Carolina Cruz

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Já não é recente a minha admiração por este senhor e quem segue o meu blog sabe-o, é impossível esconder, pois é, na minha opinião, um dos maiores génios da música portuguesa do momento.
Tal como a minha admiração, a sua estreia como colunista na Visão também não é recente. Ainda assim, tinha de fazer este post para dar a conhecer aos mais distraídos este (não novo) dote para a escrita deste homem dos sete ofícios. 
Miguel Araújo após a saída de "Os Azeitonas" (final de 2016), agarrou novos desafios este ano de 2017, começando em Janeiro a escrever para a consagrada Revista "Visão", estreando-se com a crónica intitulada "Pop de trás para a frente lê-se na mesma Pop"
Vários temas são abordados pelo artista, desde a música, a temas mais pessoais como a sua origem, o Porto, famíliacolegas. Falando também de situações diárias do mundo e opiniões próprias e muito pertinentes.
Sem entrar demasiado em pormenor na sua vida pessoal, Miguel dá-se a conhecer um pouco mais. 
Usando uma simplicidade que lhe é tão característica, tem uma escrita atrativa, mas desengane-se quem ache que as suas palavras são simples demais. Nada disso! Leiam todos as hiperligações que fiz!
Araújo tem o dom de contar histórias, como é claramente visivel nas suas músicas e, agora, nas suas publicações de opinião.
Este dom a que me refiro vai muito além do bonito ou do simples facto de escrever. Miguel tem um toque literário especial, palavras maravilhosamente bem escritas e pensamentos tão geniais e tão claros e igualmente complexos, que nos perguntamos (pelo menos eu!) - "como nunca pensei nisto?". 

Espero que seja uma crónica para manter por muitos e longos anos, porque é com grande agrado que a leio e que com com bastante orgulho vos falo dela!

24
Ago17

Vem, sem demoras!

Carolina Cruz

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Vem, sem demoras. 
A minha alma precisa do teu corpo.
Os meus olhos precisam do teu sorriso.
Pequenas coisas tuas, nossas, que me fazem tão feliz.
Preciso de ti, de nós, simplesmente. Dos nossos corpos expostos na cama, exprimindo tudo o que o coração sente, um desejo, uma conversa boa, bonita, muito mais que isso e não preciso de dizer-te.
Vem almoçar comigo, sujar a barba, falar de boca cheia, fazer-me sorrir.
Chama-me nomes e declara que somos os melhores amigos, vem soltar gargalhadas comigo, vem fazer-me feliz. 
E, para me fazeres feliz, é preciso tão pouco, mas tanto… 
Tanto de ti… um tanto da tua atenção, da tua sabedoria, do teu conforto, do teu amor.
Somente isso, não é pouco, nem muito, mas é tudo.
Vem, traz uma colher, prova este gelado, deixa que o doce te escorregue pela boca, sorri e vem beijar-me com esse sorriso.
Não demores, não demores a chegar, porque é isso que me faz feliz, tu estares, tu existires, de mão dada com a minha, mesmo quando o mundo lá fora teima em virar-se do avesso.
Nos teus olhos, o mundo é feliz, e nos teus olhos... eu tenho mundo!
Vem, sem demoras.

23
Ago17

[Ficção] Esquece

Carolina Cruz

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É agora. É desta. Não há volta a dar. Já chega. Basta!
Para mim bastou! Não há mais desculpas sem precisar de pedi-las.
Não há mais coração a bater de medo. 
Não há mais alma sofrida ou lágrimas de desilusão.
Não há mais mensagens a dizer que te adoro. 
Não existem mais textos escritos em vão, sem que o lesses.
Não dá mais.
Não posso, não quero, não devo! 
Chega.
Quantos dias perdi à tua procura?
Quantos dias perdi à tua custa?
Sei que nunca se perde por fazer o bem, mas quantos minutos perdi a dar-te valor.
Esquece, não me terás nunca mais de mão beijada, ao serviço do teu beicinho.
Dei tudo de mim, sem receber.
Dei tudo de mim, em vão.
Dei tudo de mim e o que tu me deste?
Hipocrisia, ilusão desmedida, ingratidão. 
Não, não precisas mais de mim. 
Nem eu de ti. 
Sem ti serei melhor.
Um corpo livre, longe do enfado da tua presença. 
Só me querias a teu favor, 
Porém nem de longe nem de perto, isso é amizade ou amor.
 
 

 

21
Ago17

Abre os braços!

Carolina Cruz

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Deixa de lado a raiva, o ódio, a tristeza por alguém que te ignora, que não gosta de ti ou que sintas que te abandonou.
Olha para quem tens à tua volta, tenho a certeza de que te amam e estão ao teu lado para o que der e vier. É a esses que tens de dar valor, amor.
Liberta-te.
Deixa-te levar pelos sentimentos mais leves, mais verdadeiros.
Se não te libertares dessa dor nunca irás amar ternamente, um amor tão completamente, porque o teu pensar ainda está magoado com quem te magoou.
Se esse alguém te abandonou é porque não gosta de ti e, podes acreditar, que mesmo não sendo a favor de vinganças, o teu sorriso é a melhor.
Anda lá, liberta esse mente, liberta esse coração de quem não o merece, abre os braços, corre, dança.
Abre os braços e ama!

20
Ago17

[O teu olhar] Âncora

Carolina Cruz

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O destino no seu esplendor. 
O destino a ser, a afastar-nos, a mover-nos para direções contrárias.
Não há direito. 
Isto é mentira. 
Não, não é verdade.
Somos duas metades que se completam. 
Duas almas que furam a floresta juntas, que amam a natureza de ser.
Somos dois corpos perdidos no vazio, mas orientados pelo amor.
Não, nada nem ninguém é quimera suficiente que nos possa afastar.
Nem o destino.
Nós é que somos (e sempre fomos) destino. 
Fomos feitos um para o outro, de forma tão certa, tão coerente, tão precisa, tão nossa, desde os confins do tempo.
Somos flores que florescem juntas, somos os mesmos braços, o mesmo coração. 
Somos uma linha de amor como uma bonita trepadeira, que cresce sem esmorecer. 
Jamais nos cortarão os braços e se nos deixarem à deriva, seremos sempre a âncora um do outro, para tudo, para o que der e vier… 
Somos dois corpos dedicados a tudo o que somos.
Somos duas almas a ser (tão completamente) tudo o que somos.
Sem mais nada, sem mais ninguém.
Uma flor, uma âncora, um amor.

 

(Fotografia da autoria de  Verónica Pedro)

17
Ago17

Gostar de ti é tão bom!

Carolina Cruz

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Gosto de ti.
Gosto de ti, simplesmente. 
Simplesmente... porque sim!
Gosto de ti, porque os teus olhos conversam com os meus sem que os lábios tenham proferido qualquer palavra. E esses lábios, esses lábios que se unem intensamente e se gostam como a atração do belo.
Gosto de ti, porque o céu é azul e tu dás-me essa paz.
Gosto de ti porque mesmo que a Terra não conspire a favor, todos os outros planetas teimam em manter-nos juntos.
Gosto de ti, porque é tão simples gostar de ti, do teu sorriso, da tua naturalidade, dos teus defeitos, dos teus medos e das tuas seguranças.
Gosto de ti, porque és tu. Porque és tu, na clareza de toda a tua complexidade e no completo ser do teu "eu" que eu amo.
É tão fácil gostar de ti... 
Gosto de ti e gostar de ti é tão bom!

16
Ago17

[Resenha Literária] Eu dou-te o sol

Carolina Cruz

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"Eu dou-te o sol" é um livro para jovens adultos, considerado o melhor do género em 2014. 
Quem o ler vai perceber porquê. 
É um livro leve, bonito e que nos deixa a refletir.
Contando a história de dois irmãos gémeos (Noah e Jude) com um elo de ligação bastante forte que se quebra após a morte da mãe, este livro leva-nos ao encontro do amor e do perdão. 
É verdade que não podemos escolher a nossafamília, mas podemos escolher como vivenciar com ela. 
Noah e Jude depois de ultrapassarem milhares de rumos e experiências diferentes vão entender que há milhares de outras coisas que ainda os liga. 
Porém, será que tudo se irá manter depois de tantas mentiras e segredos revelados? 
Leiam, vale mesmo a pena!
 
 

 

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