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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

23
Set17

[Cinema] Capitão Fantástico

Carolina Cruz

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Muito bem cotado pelo IMDB, “O capitão fantástico” é um filme genial, que envolve drama e comédia de uma forma bastante inteligente e interessante.
O filme retrata a história de uma família criada na floresta e que se vê obrigada a encarar o mundo real da civilização, o qual desconhece.
Ben decidiu criar os seis filhos com regras rígidas que incutem a sobrevivência e a força. Não vão à escola e é Ben quem lhes dá aulas.
Este pai faz-nos questionar muitos pontos errados da nossa educação, enquanto educadores, enquanto escola, sobre o consumismo e como preparamos os nossos para a vida. 
Eles estão bem preparados para sobreviverem, são forte e resilientes, mas estão eles preparados para encarar este mundo real? O que sabem eles sobre os sentimentos? A relação com os outros?
Até que ponto, este pai que quer o melhor para os seus filhos, está a fazer realmente o melhor? Por que razão o decidiu fazer? Não terá sido uma opção radical? Mudará o rumo das suas vidas?
Vejam e reflitam!
 
 
 
 

 

 
19
Set17

[O teu olhar] Não me condenem

Carolina Cruz

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Sento-me e sinto-me em paz. 
Não há nada que mais me acalme que a natureza, o seu verde, o seu ar puro, a sua sensatez. 
Ouço os pássaros cantar, os alfaiates a salpicar na água, a aurora a nascer, o dia a anoitecer, e ainda assim, por mais que todos os dias terminassem, eu permanecia aqui, com uma inquietude no peito, uma sensação maravilhosa que é estar de bem comigo, de bem com o mundo. 
Ler torna-nos assim, mais calmos, mais tolerantes a aceitar o que nos rodeia, a mimar a natureza, a amá-la, a compreender os outros, a amarmo-nos a nós mesmos, a viajarmos dentro de nós próprios.
Podemos ir a qualquer lugar sem sair de onde estamos, conhecemos novas personagens, novas histórias de ficção que semelhantes ou não à nossa própria vida, nos dão outro alento, outra esperança, um novo acreditar.
Não sou anti-social ou snob, nada disso, gosto de preservar o que me faz melhor, o conforto de um livro é tudo o que desejo para relaxar e então num banco de jardim, sinto-me completa.
Não me condenem, experimentem fazê-lo.

 

(Fotografia da autoria da Manu, uma fotografa que nos toca com o seu olhar em "Existe um olhar")

18
Set17

[Resenha literária] Tudo, tudo... e nós

Carolina Cruz

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“Tudo, tudo e nós” é um livro simples, mas tremendamente “encantador e poético” como definiu o The New York Times. 
Quando digo simples, quero dizer de fácil leitura. 
A sua leitura fácil caracteriza-se pelas descrições maravilhosas, inocentes e inteligentes
de Maddy, uma rapariga que vive isolada do mundo, por estar doente e que tratada pela mãe, que faz tudo por ela.
Porém, o seu pequeno mundo muda quando Olly, o novo vizinho aparece na sua vida e é impossível que Maddy não se apaixone. 
O que fará ela pelo seu primeiro amor?
Como seriamos nós se vivêssemos fechados numa bolha? Sem conhecermos o que nos rodeia? Viver no meio dos livros é bom, amar a nossa mãe também, mas nós também precisamos de conhecer novos rostos, fazer novos amigos, novas aventuras, será que a doença de Maddy o permite? 
“Tudo, tudo e nós” é um livro tremendamente mágico, que nos fala sobre o amor. Esse amor que nos move, que comanda as nossas ações, “o amor mata”, “o amor enlouquece”, mas à conclusão que chegamos com este livro e com a vida, é que independemente de como a vida nos seja oferecida é, ainda assim, bom amar!
E eu amei este livro!

 

tudo tudo e nos efeito dos livros opiniao livro.jp

 

17
Set17

Permanece.

Carolina Cruz

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Vem curar as minhas feridas, só tu o consegues fazer…
Vem, fica aí bem do meu lado, nesse abraço apertado e nesse mar imenso que é o silêncio dos teus olhos e com esse sorriso que me traz paz.
Fica, permanece, quero-te num querer para toda a vida. 
Quero-te por mil razões, sem as conseguir dizer. 
Quero-te porque é em ti que penso quando acordo, que sonho quando me deito, és tudo isso porque te amo e amo-te porque, na verdade, és tudo aquilo que sempre quis.
Amar-te é tão simples, o meu sorriso é teu e é tão fácil sorrir contigo, o meu coração não chora.
Tornas os meus problemas numa habilidade de criança fácil de superar, vens e o meu olhar sobre o mundo é mais limpo, o mundo é melhor para se morar.
Contigo, é tão fácil compreender que não precisamos de pessoas que não nos querem nas suas vidas, que não gostam de nós, ou que não podemos agradar a todos.
O mundo torna-se mais fácil de se encarar.
És meu amigo, fazes-me chorar a rir, trazes-me sensatez, aqueces-me o peito e o corpo inteiro com o teu beijo, o que posso querer mais?
A vida é um completo perfeito de simplicidades e eu só quero morar para sempre no teu colo.
Não me importa para onde vou ou onde fico, se estiver ao teu lado.

16
Set17

[O teu olhar] Deixa-me ser o teu jardim

Carolina Cruz

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Minha flor deixa-me ser o teu jardim, a tua primavera, o teu sol.
Nunca hei-de aprisionar-te ou colher-te, sei que o mundo pode ser cruel e eu quero proteger-te, mas sem controlo demasiado.
Vou conquistar-te e demorar-me nessa conquista, vou cativar-te como o Principezinho fez com a sua rosa. Concedes-me assim tamanho tesouro? O da tua amizade? 
Minha flor, a amizade é o nosso amor mais delicado,é o sentimento mais precioso da vida, é a base de tudo, sem amigos nada somos, nem uma verdadeira relação amorosa poderemos viver.
Por isso, peço-te que aceites, ninguém pode ter ou ser um amigo se não estiver disponível para dar o melhor de si, não se pode ser pela metade. Se se é amigo, tem de se ser complemente. Não há meias laranjas, não gosto de nada que não seja por inteiro.
A amizade sem compromisso, sem reciprocidade, é uma flor que murcha e eu quero que o mundo floresça, seja feliz. 
Quero-te do meu lado, mas se me concederes esse gosto, esse prazer que é tão simples, que é o de gostarmos de alguém.

 

Fotografia de Ana Ribeiro do blog "EscreViver", autora do seu mais recente livro "Ao Teu Lado

15
Set17

Que mundo este.

Carolina Cruz

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As mãos pesam-me.
O cansaço aprisiona-me o corpo.
Dizem que escrever é gritar em silêncio, que as palavras são alma em fervor.
Não é justo, não é justo que o mundo esteja virado do avesso.
Este não é um lugar feliz, está a ser tomado por bárbaros, Deus leva os bons.
Onde está Ele nestas pequenas coisas?
Permaneço cética, perdoe-me quem acredita.
Estou em silêncio, medito e sussurro para apenas os meus pensamentos me ouvirem…
Se Ele existisse porque é que leva os que mais gostamos?
Porque morrem inocentes diariamente nas mãos de quem deveria ir para o inferno?
Sento-me e sinto que não está certo.
Quem somos afinal? Quem trazemos connosco? O que levamos de tudo isto?
De que nos vale sermos bons se partir é o nosso destino?
O mundo não é feito para aqueles que fazem o bem.
É para aqueles que a ruindade amplifica, é para aqueles que vivem de futilidades, de intrigas, de morte, de crime.
Lamento viver neste mundo.
Lamento tanto.
Ainda assim creio em fazer a diferença, creio que um simples sorriso muda um pequeno segundo na vida de alguém.
Eu não vou mudar, porque o mundo muda.
Eu não vou virar costas ao outro e à solidariedade se for em vão.
Se for, vira aprendizagem.
O mundo não é feito para aqueles que fazem o bem.
Ainda assim, eu escolho fazê-lo.

14
Set17

[Ficção] Dói.

Carolina Cruz

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Dói-me o corpo todo.
Dói-me olhar-te e não ver mais nada se não o espelho da minha falta de dignidade, do meu rancor, da minha frustração, do meu medo, do meu pesadelo.
Bebo mais um golo de whisky, misturo-lhe vodka pura, que explosão louca, mas não maior que aquela que provocas no meu coração e consequentemente na minha alma, por ferires o meu corpo.
Bato a porta, mas não sei para onde vou, volto a entrar, já nem consigo tomar conta de mim, o que tu fazes tão bem, dizes tu de uma forma tão imperativa.
Controlas este meu corpo como sendo inteiramente teu, magoas, violas, torturas, este corpo que já está mais morto que propriamente vivo, enquanto se mantém nos teus braços.
Assim não quero mais permanecer, eu que não tenho mais confiança em mim, eu que não acredito que sou capaz, que melhores dias virão e que te venham buscar.
Mesmo que o viessem, mesmo que te levassem da minha vida, eu não seria mais a mesma, não conseguiria voltar a ser eu mesma, a mulher linda e confiante de cabelos ruivos que amava tanto a loucura, mesmo sendo sensata.
Agora nada sou além de ti, sou um espelho do que não quero ser. Por isso, por não saber o que faço deste lado, por ter perdido o norte ou tendo morrido ainda que viva, termino com tudo o que dói e à vodka e ao whisky junto milhares de capsulas que me levam à loucura, à overdose e à sensação de alívio. Deixei tudo para encarares, deixei o meu corpo, a minha alma livre e jovem viaja agora para outro lugar.
Não sei se tomei a atitude certa, mas não há volta a dar.
Não sei se tomei a atitude certa, mas sinto-me melhor.
Morri, por tua culpa.
Morri, sem ti.
Morri triste, mas agora estou feliz, em paz.

13
Set17

[Ficção] Obrigada

Carolina Cruz

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Como eu tenho orgulho por te ter escolhido.
O meu marido, o pai dos meus filhos.
Meu bem, convosco sinto que não preciso de mais nada, basta ver-te a olhá-los.
A tua simplicidade torna tudo mais fácil.
Eu sou grata por seres assim, por veres nas pequenas coisas a tua maior felicidade.
Contigo, a nossa vida é um lugar feito de sorrisos, de brincadeiras, de um tão completo e doce amor.
Eles amam-te e eu amo-os por te amar e amo-te por eles te amarem tanto.
Obrigada por seres o pai mais feliz e mais companheiro do mundo.
Uma história ao deitar, cócegas ao acordar, milhares de mimos para nos dar.
És o que qualquer mulher sonha na sua vida.
Somos uma família que não é perfeita, mas que é bonita, por dentro e por fora.
Somos o que sempre sonhei, somos um sonho feliz.
Dizem que devemos agradecer antes que seja tarde demais, por isso…
Obrigada por lutares todos os dias por nós, por nos abraçares, por acreditares que estaremos sempre lá para ti, como tu estarás para nós.
Obrigada.

12
Set17

[Ficção] Porquê agora?

Carolina Cruz

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Tenho 30 anos. 
Nunca antes vivi um amor platónico.
Porquê agora? Depois de ultrapassar todas as mágoas de relações amorosas…
Talvez por isso eu sinta que seja amor platónico, pois falta-me aquele que é o mais precioso, o amor que sinto por mim mesma. 
As relações falhadas levaram-mo todo. Uma e outra vez, sem restar nada de mim.
Por isso acho que apaixonar-me pelos teus olhos azuis é inútil, que tocar as tuas mãos como simples cumprimento e fervilhar o coração dentro de mim é ridículo.
O que resta de mim depois de tudo o que me levaram? Se eu não me amar, não posso amar outro alguém, mesmo que seja correspondida. 
Ainda assim não é o que sinto que sintas por mim, o mesmo amor, a mesma obsessão inocente, a mesma paixão.
Estarei a confundir certamente tudo o que há dentro de mim, preciso de me sentar e conversar comigo mesma, situar-me e sentir-me, só depois com certeza poderei conversar contigo, se quiseres dar-me um pouco de atenção. 
Estou cansada de sofrer, por isso se um dia vieres, vem para ficar e faz-me sentir completa, ama-me e faz com que eu me apaixone de novo pela pessoa que sou. 
Isso é o mais importante. O amor-próprio. 
Depois amar-te-ei completamente, do fundo do meu coração.

04
Set17

Gosto...

Carolina Cruz

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Sabes do que gosto? 
Pessoas sem filtro. Que transbordam segurança, transparência, lealdade, sem medos, sem receios de mostrar o que são, do que valem.
Gosto de pessoas que conversam sem horas, sem tempo, sem olhar o telemóvel. 
Gosto de pessoas que falam cara a cara. Que conversam intimamente, de forma cúmplice. 
Gosto de pessoas que querem que sejamos nós próprios, que gostam de nós como somos, que aceitam os nossos erros, as nossas verdades que magoam, os nossos defeitos que chateiam.
Gosto de pessoas que são abraços humanos, que nos abraçam com um sorriso verdadeiro e partilham mais momentos connosco do que no mural do facebook.
Gosto de pessoas que dão valor, que usam da simplicidade, que ligam a qualquer hora, que dizem que te adoram, que estão lá para um café e para uma lágrima ao final da noite. 
Gosto do contacto, do cheiro, da sabedoria, dos momentos para viver e recordar.
Gosto de gargalhas sonoras sem vergonha, gosto do pensamento de que não importa o que os outros pensam de mim. 
Gosto de quem me abraça com o coração.
Gosto de gostar, simplesmente, de quem gosta tanto de mim.

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