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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

27
Nov17

[Por aí] Ricardo Araújo Pereira - Conversa sobre assuntos (Lousã)

Carolina Cruz

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Ricardo Araújo Pereira, um ser dotado de uma tamanha inteligência e por quem eu sempre tive um grande apreço, teve a brilhante ideia e o gesto de louvar em ajudar as vítimas dos incêndios que assolaram o nosso país este ano. 
Sei que a publicação de hoje poderá não ser das melhores que leram ou que lerão no blog, pelo simples facto de me faltarem as palavras perante tamanho gesto este que eu tive o privilégio de assistir e de ajudar. 

Ontem, dia 26 de novembro, de uma série de oito espetáculos de solidariedade da autoria deste grande senhor intitulados "Conversa sobre assuntos", realizou-se uma - na minha terra - Lousã, infelizmente também assolada pelos incêndios de 15 de outubro. 

Ricardo Araújo Pereira entrou na sala carregado de simplicidade, para conversar com o público. 
"Conversa sobre assuntos" é exatamente o que o próprio nome do espetáculo afirma, conversar com as pessoas, de forma intimista, sendo elas a lançarem os temas através de perguntas. 
Abordando temas como o Benfica (é claro), o Sócrates, incendiários, política, gato fedorento e histórias pessoais, as gargalhadas eram constante.
Duas horas maravilhosamente bem passadas, num espetáculo de rir e chorar por mais (porque não me importaria de ficar ali mais tempo) onde denotei como sempre uma grande veia artística para o humor, e sobretudo com inteligência e humildade. 

A seriedade por trás deste humor, a seriedade por trás das piadas, do sorriso e do próprio riso, foi o que mais me comoveu. 
Ricardo terminou a sessão a agradecer ao público por se ter disponibilizado a estar presente, por ajudar com 10 euros (preço do bilhete).
Nós é que agradecemos. Nós é que louvamos a atitude de chegar, estar e trazer estes bons momentos de livre e espontânea vontade, sem cachês, sem pedir nada em troca, tudo em nome da solidariedade e da ajuda aos que perderam tudo.


Obrigada Ricardo!

 

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P.S. Ainda trouxe para casa um livro da Mixórdia de temáticas, tendo em conta que a editora "Tinta da China" também se quis associar à causa e assim oferecer livros. Muito obrigada também!

 

27
Nov17

Consomes-me

Carolina Cruz

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Consomes-me. Consumo-te. Como se não houvesse mais nenhum lugar onde caminhar se não entre o teu abraço. Como se não houvesse outro ar para respirar, outro céu para me curar.
És tudo o que sou também. Ar, água, mar e fogo.
Certeza, renascer e esperança. Amor no seu explendor, paixão por inteiro, sem morte certa, sem prazo ou fim.
No fim de contas, somos o que nos move. Um sonho de amor que me intensifica em cada sorriso teu, em cada olhar meu ao olhar-te.
Consomes-me.
Consumo-te. 
O corpo, a alma, a pele que te escorrega, a tua boca na minha, o que somos ligados para sempre como se não existisse amanhã e como se a vida não tivesse fim.
Confuso, certo?
Não! Nada disso!
Consome-me. Consumo-te também.
Tão completamente.
Inteira e profundamente.
Para sempre.

26
Nov17

[Resenha Literária] Fomos instantes e Mais do que instantes

Carolina Cruz

"Fomos instantes" é o primeiro livro de Débora Macedo Afonso. É um romance bonito, de fácil leitura e que nos deixa constantemente em plena ansiedade de querer saber mais. 
Fala-nos sobre Vitória, uma jovem estudante que se apaixona por Guilherme, com quem vive o seu primeiro amor. 
Porém Guilherme é inconstante e muitas vezes parece não saber o que quer, mas o amor que sentem um pelo outro, vai sempre levá-los ao encontro das sensações mais intensas e também mais bonitas.
Mas vencerá este amor? Apesar de todas as diferenças, distâncias e adversidades?
A curiosidade adoça-se a cada momento de leitura, foi isso que me agarrou a este livro: o suspense e a leveza.
"Fomos instantes" não termina por aqui e Débora oferece-nos um pouco mais de si e das suas personagens marcantes no seu segundo livro "Mais do que instantes".

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Em "Mais do que instantes" as personagens demonstram mudanças importantes no decorrer da sua história de amor. Irão eles perceber que muito os une ou muito os separa? 
Este livro começa de uma forma festiva: um casamento. De forma bonita, feliz. Porém não desvenda com quem Vitória acabou por casar. Será o seu tão amado Guilherme ou as suas vidas acabarão por se separar? 
Vitória vive neste livro o seu maior sonho: a representação e o teatro.
Reagirá bem Guilherme às suas escolhas de vida? Demonstrará mais apoio e menos atitudes inconstantes?
Neste livro o suspense e a simplicidade continuam a pautar o discurso e a escrita da autora. 

Dois livros que são bons instantes de leitura! 
 

25
Nov17

Não tenhas medo.

Carolina Cruz

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Não tenhas medo.
Não tenhas medo, já basta a vida ser curta. 
Não tenhas medo de sorrir, das lágrimas, de chorar, de perder, faz parte. Para ganhar também é preciso perder, caso contrário ganhar não tinha piada. 
Não tenhas medo de amar, com receio de sofrer, quando se ama isso acontece, sofrer também faz parte, não se amam pessoas perfeitas, por isso... Ama, abraça quem amas e ama cada sentimento precioso e bonito da tua vida.
A vida é tão curta para ser escassa, a vida é tão curta para teres medo, para deixares de sorrir ou de acreditar.
Nada disso, enfrenta o hoje e o amanhã com toda a força que tens no peito, eu sei que precisas de respirar fundo, por isso enche o peito de ar, vais ver que ao suspirar sorrirás, irás libertar tudo o que há-de mau em ti. 
Sorri.
A vida é curta demais para não sorrires com medo do que vão pensar os outros. 
A vida é curta demais para não mostrares os que sentes com medo de te negarem esse amor. 
Há mais marés que marinheiros, há mais corações bonitos prontos para te amarem. 
Há vida e enquanto houver vida há sonhos, vive-os sem receios de te cortarem as asas. 
As asas ainda que sejam pequenas acredita que algum dia as usarás para voar. Não olhes para os sonhos dos outros, quando chegaram ou quando partiram, se tiveram mais sucesso que tu. Não te equipares, se ainda não voaste é porque ainda não é o teu tempo, a seu tempo voarás. 
Mas voarás se permitires a ti mesmo não teres medo da vida, porque o medo será sempre a tua maior barreira.
A vida é tão curta. Tens a certeza que queres ceder?

21
Nov17

[Ficção] Amas-me, certo?

Carolina Cruz

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Vem, sem medos, abraçar-me, beijar-me, deixar-me em brasa. Por aí, em casa, na rua.
Não tenhas medo de mostrar o que sentes. Olhares vão existir, pensamentos confusos, maldosos, mentes fechadas. 
Amas-me certo? É isso que sentes de coração aberto, não é? Então que esse amor nunca te morra no peito por causa do que os outros vão pensar de ti. 
É esta a tua essência - amar!... E amar alguém não é um crime.
Porquê ter vergonha de mostrar que gostas de mim? Não é o que se diz? Que o amor não se escolhe, sente-se? Que não escolhemos quem amamos?
Tu podes escolher amar-me, ainda que não tenhas tido qualquer motivo. 
Por favor, não te escondas. Pensa na beleza que é poder sentirmos de alma completa e de coração cheio - o mundo sorri. 
E se o teu mundo sorri do meu lado, então não te importes e vem amar-me, vem provar que é comigo que queres ficar, independentemente de todo o mal que possa existir na cabeça daqueles que não sabem que a essência do amor não é o corpo, mas a alma, que não é o seu sexo, mas a pessoa e o seu sentir.

 

20
Nov17

[Ficção] Quem me ama pela metade

Carolina Cruz

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Choro.
Deixo que o meu corpo chore o teu, que ainda vivo permanece morto em mim, seco, rasco, sem cor, sem vida.
Não sou, não és e nada somos. Obrigamo-nos um ao outro a querer ser esse abrigo que já não existe.
Cansámo-nos de fazer as pazes, habituámo-nos a esta repulsa, a este amor que não tem toque nem sensatez.
Choro…
Porque quero ser livre e ainda assim não quero perder-te.
Choro…
Porque esse sorriso ainda me fere o peito, porque não dói, traz-me paz. Já não vivo sem esse sorriso, ainda que morra por saudades de ele me beijar.
A verdade é que ainda que recuse dizê-lo, não vivo sem ti, mesmo que esse corpo ainda que novo esteja velho e cansado de me amar.
Porra de mim, que ama de coração inteiro. 
Porra de mim, que te abraça sem te tocar.
E que ama mesmo quem me ama pela metade.

17
Nov17

[Cinema] Amor acima de tudo

Carolina Cruz

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Amor acima de tudo”, filme baseado no livro “Tudo, tudo… e nós” está bonito, porém quem leu o livro há-de entender-me quando afirmo que fica um pouco aquém.
Como falámos na resenha do livro, a história desta longa-metragem fala-nos de Maddy, uma rapariga de 18 anos, que é alérgica ao mundo e que vive com bastantes cuidados, sem nunca poder sair de casa, sem conhecer outro lugar senão nos livros que lê.
Tudo muda na sua vida quando se apaixona por Olly, o novo vizinho. A sua perspetiva do outro lado da janela muda e a sua vontade de arriscar ter medo também. O amor pode fazer-nos alcançar o impossível.
O filme tem um bom elenco, jovem, que prende ao ecrã pela simpatia. Porém, tem algumas coisas de que não gostei e que não tivesse lido o livro talvez não notaria.
Há partes confusas no filme que quem não leu o livro talvez não entenda que sejam sonhos, quando ela apenas imagina, e nesses mesmos sonhos a ficção é demasiada, na minha opinião.
Ainda assim, a história consegue cativar o público jovem e para os mais românticos é de facto um romance para sonhar. 
Mas, pronto, preferi o livro!
E vocês? Leram o livro? Viram o filme?
Qual a vossa opinião?

 

 

16
Nov17

[Resenha Literária] Ao teu lado

Carolina Cruz

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"Ao teu lado" é o segundo livro da autora Ana Ribeiro.
Após "Um amor inexplicável", o seu romance de estreia, no qual nos apresenta Ana e Miguel como personagens secundárias, Ana traz-nos neste segundo livro Ana e Miguel como personagens principais, permanecendo no espaço do primeiro livro: a pediatria onde Ana é médica e Miguel voluntário e onde contam a sua história de vida e amor aos meninos internados.
Ana e Miguel criam na infância uma amizade para toda a vida: uma promessa que fazem de mãos dadas.
Esta parte do livro - a infância - com os avós, o campo e o Alentejo, é tremendamente doce, a minha passagem preferida do livro, porque nas recordações de Ana e Miguel eu revejo igualmente memórias do meu avô. Há uma inocência bonita e bem caracterizada. 
Porém, como compete a vida, as personagens principais vão crescendo, alterando o seu percurso, criando sonhos, que consequentemente, trazem mudanças e distâncias às suas vidas e à sua amizade.
O desafio deste livro é questionarmo-nos se poderá uma amizade, mesmo que verdadeira, aguentar firme e forte depois de tantas adversidades. Será?
Um livro puro que se sente que foi escrito de alma e coração e no qual Ana, tal como o poeta aconselha, pôs tudo o que é em cada palavra desta história feliz.

15
Nov17

[Cinema] Shelter

Carolina Cruz

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“Shelter” um filme de drama que nos fala sobre a essência do amor.
O amor, esse sentimento que não sabemos definir e que, na verdade, não podemos nem devemos controlar.
Quando há amor, não pode haver vergonha. É preciso amar sem medos, ainda que isso seja contra o que a sociedade dita como correto. 
Não há nada de errado quando se ama alguém com todo o nosso coração, não precisamos de recear assumir que amamos, mesmo quando nem nós mesmos acreditamos ser verdade. ´
A homossexualidade não é uma doença, nem um conceito errado, é amor, ponto final.
“Shelter” fala-nos sobre isto, sobre o amor que Zach sente pelo irmão mais velho do seu melhor amigo e a luta entre o que lhe dizem estar certo e o que sente.
O que será mais importante afinal? O que pensa a família ou o seu amor por Shaun?
Um filme intenso, bonito, com muita qualidade.

 

 

 

 

 

14
Nov17

[Ficção] Desapego

Carolina Cruz

 

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Permito, finalmente, ao meu corpo, libertar-me de ti. A mente, a pele, o coração, o olhar, tudo em mim se esqueceu de ti e é tão bom.
Não há nada melhor que sentir esta (tua) ausência sem dor. 
Já não sinto a necessidade de saber como estás, com quem andas, se já me esqueceste, se tens outro alguém.
Olho para ti e não passas de um mero conhecido. 
É tão bom este desapego. Esta porta que se abre. Esta liberdade que sinto em já não sentir rigorosamente nada mais por ti, nem um pingo de raiva.
Sou livre, estou livre para amar, não me mudaste nem um bocado. Não tenho medo do amor, não tenho medo de me entregar. Sei ser, sei estar e sei que, algures e algum dia, alguém estará de coração aberto para me viver e me sentir, por inteiro.

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