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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

16
Set17

[O teu olhar] Deixa-me ser o teu jardim

Carolina Cruz

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Minha flor deixa-me ser o teu jardim, a tua primavera, o teu sol.
Nunca hei-de aprisionar-te ou colher-te, sei que o mundo pode ser cruel e eu quero proteger-te, mas sem controlo demasiado.
Vou conquistar-te e demorar-me nessa conquista, vou cativar-te como o Principezinho fez com a sua rosa. Concedes-me assim tamanho tesouro? O da tua amizade? 
Minha flor, a amizade é o nosso amor mais delicado,é o sentimento mais precioso da vida, é a base de tudo, sem amigos nada somos, nem uma verdadeira relação amorosa poderemos viver.
Por isso, peço-te que aceites, ninguém pode ter ou ser um amigo se não estiver disponível para dar o melhor de si, não se pode ser pela metade. Se se é amigo, tem de se ser complemente. Não há meias laranjas, não gosto de nada que não seja por inteiro.
A amizade sem compromisso, sem reciprocidade, é uma flor que murcha e eu quero que o mundo floresça, seja feliz. 
Quero-te do meu lado, mas se me concederes esse gosto, esse prazer que é tão simples, que é o de gostarmos de alguém.

 

Fotografia de Ana Ribeiro do blog "EscreViver", autora do seu mais recente livro "Ao Teu Lado

13
Set17

[Ficção] Obrigada

Carolina Cruz

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Como eu tenho orgulho por te ter escolhido.
O meu marido, o pai dos meus filhos.
Meu bem, convosco sinto que não preciso de mais nada, basta ver-te a olhá-los.
A tua simplicidade torna tudo mais fácil.
Eu sou grata por seres assim, por veres nas pequenas coisas a tua maior felicidade.
Contigo, a nossa vida é um lugar feito de sorrisos, de brincadeiras, de um tão completo e doce amor.
Eles amam-te e eu amo-os por te amar e amo-te por eles te amarem tanto.
Obrigada por seres o pai mais feliz e mais companheiro do mundo.
Uma história ao deitar, cócegas ao acordar, milhares de mimos para nos dar.
És o que qualquer mulher sonha na sua vida.
Somos uma família que não é perfeita, mas que é bonita, por dentro e por fora.
Somos o que sempre sonhei, somos um sonho feliz.
Dizem que devemos agradecer antes que seja tarde demais, por isso…
Obrigada por lutares todos os dias por nós, por nos abraçares, por acreditares que estaremos sempre lá para ti, como tu estarás para nós.
Obrigada.

12
Set17

[Ficção] Porquê agora?

Carolina Cruz

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Tenho 30 anos. 
Nunca antes vivi um amor platónico.
Porquê agora? Depois de ultrapassar todas as mágoas de relações amorosas…
Talvez por isso eu sinta que seja amor platónico, pois falta-me aquele que é o mais precioso, o amor que sinto por mim mesma. 
As relações falhadas levaram-mo todo. Uma e outra vez, sem restar nada de mim.
Por isso acho que apaixonar-me pelos teus olhos azuis é inútil, que tocar as tuas mãos como simples cumprimento e fervilhar o coração dentro de mim é ridículo.
O que resta de mim depois de tudo o que me levaram? Se eu não me amar, não posso amar outro alguém, mesmo que seja correspondida. 
Ainda assim não é o que sinto que sintas por mim, o mesmo amor, a mesma obsessão inocente, a mesma paixão.
Estarei a confundir certamente tudo o que há dentro de mim, preciso de me sentar e conversar comigo mesma, situar-me e sentir-me, só depois com certeza poderei conversar contigo, se quiseres dar-me um pouco de atenção. 
Estou cansada de sofrer, por isso se um dia vieres, vem para ficar e faz-me sentir completa, ama-me e faz com que eu me apaixone de novo pela pessoa que sou. 
Isso é o mais importante. O amor-próprio. 
Depois amar-te-ei completamente, do fundo do meu coração.

02
Set17

O que somos após tudo terminar?

Carolina Cruz

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Somos lume aceso pronto a arder. 
Somos prato servido para ser pó e além da nossa alma que fica no coração dos outros, daqueles que nos amam, nada seremos após a nossa morte. 
Vimos ao mundo para ser, para ousar ser livre, no entanto há sempre algo que nos prende: a ansiedade, o medo, o tempo finito. 
Não há ninguém que não tema a morte, não existe, usamo-la como segurança dos nossos erros ou um escape para quando já não conseguimos viver com as consequências deles. 
Somos nada que é um tudo para alguém. Amamos, profundamente, loucamente, fazemos coisas impensáveis em busca de nos tornarmos eternos para alguém. 
Mas será essa eternidade executável? Verdadeira? Exata? 
Será que não nos esquecerão quando nada restará se não as memórias, se não o tempo da nossa ausência?
Quem somos depois de partirmos? Qual é a definição do amor após só nos restar a alma? É a alma que ama ou o corpo por inteiro?
Há dias em que viver não me basta, por isso vou à procura de razões a perguntas que nunca serão respondidas... 
Nunca? Será? Eu não deixo de pensar, enquanto não tiver respostas! 
O que somos após tudo terminar?
 
 

 

01
Set17

[Ficção] Sinto-me...

Carolina Cruz

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Sinto-me sem ti. E sem ti sinto-me sozinha. Desamparada. Não sei ser sem ti. Lembraste de eu te dizer isto?
Os meus olhos não mentiam, não sei existir sem o teu beijo.
Fazes-me falta como uma ferida aberta, como uma noite mal dormida a multiplicar por dois ou três anos de vida.
Fazes-me falta e não quero dizer-to e ainda assim to digo.
Faltam-me as gargalhadas que o tempo levou, faltam as confidências que os segredos revelados fizeram perder.
Falta-me o teu corpo na minha cama, o teu sorriso debaixo dos meus lençóis. 
A tua ausência deixa-me ausente da vontade, da vontade de querer viver, custa-me respirar, custa imaginar a dares a mão a outra rapariga que não eu, a voltares-te a apaixonar e não ser por mim.
Desculpa, por favor. 
Fazes-me falta.
Desculpa, se não compreendi. 
Desculpa, se os ciúmes falaram mais alto. Eu não diria que sou ciumenta hoje, mas fui contigo, com o tamanho medo que tinha de te perder… e de que valeu? Perdi-te na mesma.
Eras o melhor de mim e sem ti não sou boa em nada. 
Prefiro perder-me por aí, do que não te encontrar a meu lado.
A roupa manchada das minhas lágrimas, a cabeça que não para de pensar, o corpo que emagrece, a alma que entristece, a vida que não cabe em mim e não me habita. 
Fui feliz ao ter-te, já não serei mais, pois não ser sem ti.
 
 

 

31
Ago17

Olho-te enquanto dormes...

Carolina Cruz

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Dizem que dormir ao lado de alguém demonstra confiança, conforto, carinho. O que temos vai muito além disso. 
Olho-te enquanto dormes e os meus sonhos tornam-se realidade.
Olho para ti e orgulho-me de pertencer à tua vida, à tua felicidade. 
Olho para ti, na tua simplicidade e no teu sono profundo e a minha alma sonha também, um sonho pintado de esperança no futuro. 
Obsorves-me nessa tua paz e então percebo, como percebi todas essas vezes em que te olho nos olhos: é para sempre. E contigo o para sempre é tão fácil de dizer, de sentir. 
Olho-te e percebo o que é o amor infinito, aquele que é para toda a vida. Eu vejo em ti o meu melhor amigo, o meu namorado, o meu marido, o pai dos meus filhos, o avô dos meus netos, o meu amparo, o meu ombro amigo, o meu velho confidente, o meu amor para a vida toda. 
Tu acordas, olhas-me e sorris e eu sei que os meus sonhos tornam-se realidade.

 

 

30
Ago17

[Completas-me] Com Liz Pereira

Carolina Cruz

"Completas-me" regressou novamente, desta vez com a maravilhosa Liz Pereira, conhecem? Se não conhecem, deviam tratar de conhecer o seu blog, porque a Liz escreve bem que se farta e é linda, por dentro e por fora!
Hoje, escreve comigo uma história inspiradora e espero estar à altura para ela. Espero igualmente que gostem!

 

«Os primeiros raios de sol que faziam nascer a manhã beijavam lhe o rosto e lembravam-na de que era hora de regressar a casa. Apática e com o coração pesado da desilusão, ela aguardava que a água do duche (da praxe) aquecesse. O banho não a fazia sentir mais limpa e a fonte do seu lucro não lhe trazia qualquer tipo de orgulho. Mas o desespero falava mais alto e, sem querer, ela deu por si a pensar naquela noite. Tudo mudou após aquele encontro e ela não conseguia pensar em mais nada. Mesmo quando dormia, era assombrada por flashbacks daqueles momentos. Se para qualquer pessoa apaixonar-se era um sonho, para ela, era um pesadelo que lhe conferia a incapacidade de imparcialidade de sentimentos exigida na sua profissão. Ela não podia apaixonar-se, não podia desejá-lo daquela forma nem imaginar constantemente que era para ele que se despia, sempre que estava com um novo cliente. Tratou-a como uma mulher e não como um pedaço de carne, cuja única ânsia era atingir o prazer e satisfação sexuais. E isso despertou a sua atenção e o seu coração já há muito adormecido. Ele era diferente e de uma só vez conseguiu despir-lhe não só o corpo mas também a alma. E ela não tinha a certeza de mais nada a não ser da vontade de o voltar a ver e sentir, mesmo que fosse novamente naquele beco. Várias questões flutuavam na sua mente... Seria ele casado? Estaria envolvido em tamanha carência para achar que a sua saída seria recorrer a mulheres como ela? Teria ela sido escolhida ao acaso entre as colegas de profissão? Algo não fazia sentido. Ele não lhe parecia um homem que precisasse de "carinhos pagos". Era bem constituído, bonito e as poucas palavras proferidas denotavam educação. Teria ele sentido o mesmo que ela? Tentava afastar todas as questões e pensamentos da mente. Afinal de contas, paixões não pagam dívidas e era preciso continuar a trabalhar para as poder liquidar. Nenhuma outra mulher pode imaginar a mágoa que enche o seu coração. Estar apaixonada por um homem e ter de se deitar com outros por necessidade financeira, é de facto a maior condenação que ela podia ter, um verdadeiro inferno, que lhe causava um atrito constante entre o corpo e a alma. Na noite seguinte, já no local habitual, o seu coração sobressaltava a cada carro que perto dela abrandava. Queria que fosse ele. Debatia-se com a ideia de estar apaixonada e o seu inconsciente "levava-a" para fora dali, daquela vida, daquela profissão, com ele. Lembrava-se do sonho (que no fundo queria considerar pesadelo) da noite anterior. Lá eles eram um casal normal, com empregos comuns e uma casa, não muito grande, mas acolhedora e onde o amor prosperava. O bater da porta de um carro fê-la voltar à realidade. Era ele! As suas pernas ficaram bambas e a sua face petrificou numa expressão de incredibilidade. A ansiedade era evidente no rosto dele também. E sem dizer uma palavra começou a afastar-se do carro e a caminhar na sua direção...»

 

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Estava ali tão perto, o coração tão fora da boca, os seus corpos tão perto.
- Eu pago todo o dinheiro do mundo, mas esta noite será só e inteiramente minha. – A sua delicadeza, os seus braços na sua cintura, em vez de escolher outro lugar do corpo.
- Não há dinheiro que pague a sua presença.
E seguiram juntos para aquela que, de olhos fechados, era a sua casa, a sua sorte grande.
Repetiram vezes sem conta a noite anterior.
Havia milhares de passados entre eles, outros anos, outros milénios, outras vidas, em que tinham sido família, amigos, amantes, o destino tinha-os outra vez juntado naquela fantasia infinita.
Fantasia. Agora ela sabia o que era trabalhar feliz ou amar um corpo, sem sentir repudio, nojo, tristeza ou solidão.
Ela queria abraça-lo eternamente, queria conhecê-lo melhor que ninguém, queria amá-lo para sempre, sonhar com ele acordada, fantasiando sonhos que eram realidade.
- Quem é você Henrique? Porque me ama tão completamente sem sabê-lo?
Naquela hora, ela ficou a saber que ele era o seu anjo mais protetor, a sua esperança para um lugar melhor. Não era casado, não tinha filhos, era amante da vida, e apaixonou-se por ela na primeira vez quando a vira.
Anteriormente a vergonha tinha tomado conta dele, mas ele estava disposto a mudar-lhe a vida, a fazê-la feliz.
Mas ele tinha um segredo escondido, nunca o revelara, essa era a sua condição, o pedido para ela viver com ele, para trabalhar com ele, para lhe dar uma vida melhor.
Helena só soube quando um dia chegara a casa e Henrique estava a dormir um sono profundo. Apenas três meses tinham passado da sua vida a dois e ele nunca mais acordaria.
Deixou-lhe uma carta. Umas palavras. Um punhado de tristezas. Amá-la tinha sido a sua última missão, o seu último compromisso, o mais valioso.

«Ocultei a minha doença para evitar receios da tua parte. O cancro tomaria conta de mim para sempre, há anos que soube. Porém quando te conheci, quis tomar uma porção de magia, cumprir a missão de amar alguém, de lhe fazer bem, de lhe dar uma vida melhor. Sempre fui teu desde o primeiro momento. O que resta de mim, também o será.
Amar-te-ei sempre.»

Helena recorda com saudades o seu amado anjo, ainda hoje.
Está casada com Luís, tem dois filhos, mas não esquece o bem que ele lhe fez.
Henrique mudou a sua vida.
Se ela não o questionasse, talvez ele ainda hoje receasse. Se ele não tivesse aparecido na sua vida, talvez a solidão mantinha-a encurralada àquela profissão que repugnava.
Helena é gestora de uma loja de roupa, amada por alguém que conhece o seu passado e o respeita.
É preciso que arrisquemos, sem medo, pois a nossa vida pode mudar a cada instante.
O amor vence tudo, não vence?

27
Ago17

[Resenha Literária] Fazes-me falta

Carolina Cruz

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Só me apetece dizer isto: Que livro brilhante de Inês Pedrosa!
Pois é, mas não posso ficar-me apenas por estas palavras, porque tenho mesmo de falar-vos sobre este livro que nos dá tanto que pensar, sobretudo o seguinte...
O ser humano vive tão agitadamente, leva a vida a um ritmo tão acelerado que não paramos para pensar.
A vida muda, as circunstâncias mudam, temos atitudes que nos mudam, que mudam os outros perante nós, nasce ciúme onde não notamos, afastamo-nos das pessoas que amavamos, criamos amores platónicos, discutimos com o verdadeiro amor da nossa vida, mas só quando a morte nos bate à porta, às vezes de forma imprevísivel tomamos conta de tudo isso.
Após a morte de alguém querido, o que somos? Que memórias ficam? Quantas palavras por dizer?
Momentos por viver, gargalhadas por soltar.
Quem somos nós depois da nossa morte? O que resta de nós? O que fica?
"Fazes-me falta" é um livro "contada em duas vezes" - uma mulher que acaba de morrer e uma amigo seu que a vê partir.
Neste livro, estes velhos amigos que permanecem-no após qualquer distância, até a da morte, desvendam o que vai nos seus corações, a desilusão, a amizade, os remorsos, a perda, a falta e o amor, desvendado assim todas as questões feitas anteriormente.
Um livro com uma escrita incrível, simples e tão brilhantemente complexa, com jogos de palavras sentimentos literariamente belos.
Um verdadeiro tesoure este livro!
24
Ago17

Vem, sem demoras!

Carolina Cruz

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Vem, sem demoras. 
A minha alma precisa do teu corpo.
Os meus olhos precisam do teu sorriso.
Pequenas coisas tuas, nossas, que me fazem tão feliz.
Preciso de ti, de nós, simplesmente. Dos nossos corpos expostos na cama, exprimindo tudo o que o coração sente, um desejo, uma conversa boa, bonita, muito mais que isso e não preciso de dizer-te.
Vem almoçar comigo, sujar a barba, falar de boca cheia, fazer-me sorrir.
Chama-me nomes e declara que somos os melhores amigos, vem soltar gargalhadas comigo, vem fazer-me feliz. 
E, para me fazeres feliz, é preciso tão pouco, mas tanto… 
Tanto de ti… um tanto da tua atenção, da tua sabedoria, do teu conforto, do teu amor.
Somente isso, não é pouco, nem muito, mas é tudo.
Vem, traz uma colher, prova este gelado, deixa que o doce te escorregue pela boca, sorri e vem beijar-me com esse sorriso.
Não demores, não demores a chegar, porque é isso que me faz feliz, tu estares, tu existires, de mão dada com a minha, mesmo quando o mundo lá fora teima em virar-se do avesso.
Nos teus olhos, o mundo é feliz, e nos teus olhos... eu tenho mundo!
Vem, sem demoras.

23
Ago17

[Ficção] Esquece

Carolina Cruz

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É agora. É desta. Não há volta a dar. Já chega. Basta!
Para mim bastou! Não há mais desculpas sem precisar de pedi-las.
Não há mais coração a bater de medo. 
Não há mais alma sofrida ou lágrimas de desilusão.
Não há mais mensagens a dizer que te adoro. 
Não existem mais textos escritos em vão, sem que o lesses.
Não dá mais.
Não posso, não quero, não devo! 
Chega.
Quantos dias perdi à tua procura?
Quantos dias perdi à tua custa?
Sei que nunca se perde por fazer o bem, mas quantos minutos perdi a dar-te valor.
Esquece, não me terás nunca mais de mão beijada, ao serviço do teu beicinho.
Dei tudo de mim, sem receber.
Dei tudo de mim, em vão.
Dei tudo de mim e o que tu me deste?
Hipocrisia, ilusão desmedida, ingratidão. 
Não, não precisas mais de mim. 
Nem eu de ti. 
Sem ti serei melhor.
Um corpo livre, longe do enfado da tua presença. 
Só me querias a teu favor, 
Porém nem de longe nem de perto, isso é amizade ou amor.
 
 

 

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