Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

01
Fev18

[Ficção] Deixas-me?

Carolina Cruz

Papel-De-Parede-Casais-Dia-Dos-Namorados.jpg

 

Que dor é olhar-te no mais vazio de ti, esse mais vazio de ti é a tua ausência de mim. 
Criei-te confusão, certo? Pois bem, pelos vistos foi o que fiz em toda a tua vida, criei confusão na tua mente, em vez de amor no teu coração. 
Seria mentira se dissesse que não tenho saudades de quem era sem ti, sem esta tua presença ausente, sem esta dor que me inquieta e ao mesmo tempo me desmorona. 
Sinto uma saudade tamanha daquilo que fui antes de te conhecer, deste peito leve sem dor, deste coração sem raiva ou deceção. 
Porque te tornaste tão mau? O que te fiz? O que fizemos de nós dois?
És mau não, jamais, por me bateres. No entanto, a dor física (não estou a dizer que seria bom) é mais sentida que a dor da alma, da psicológica, da interna. A dor na pele, sente-se, sabe-se que forma tem, o seu tamanho. Agora esta dor que em mim se invade, esta saudade tamanha não tem outro nome, vive de coragem. 
Já não sei quem és, já não sei quem sou, quem somos… perfeitos desconhecidos que um dia se casaram, se amaram antes de isso. Hoje sou a saudade que em mim fica, na esperança de, mesmo sabendo que isto não mudará, eu poder sorrir por ser livre. 
Deixas-me?

 

 

Já seguem a minha página de autora?
Carolina Cruz

31
Jan18

[Ficção] Louca, sim!

Carolina Cruz

amaizing-aww-baby-beautiful-Favim.com-2533306.jpg

 
Ouçam-me… Quero gritar ao mundo!
Sei que é amor quando o amo pelo seu lado mais escuro.
Sei que é amor quando no feio, eu vejo o belo… quando o amo mesmo depois de todos os seus erros, das suas falhas, dos seus defeitos. 
Sei que é amor quando lhe toco e o sei de cor, quando fecho os olhos e sei que posso sorrir, por perdoar, por pertencer, por amar. 
Digam-me que sou louca por amor este bandido,pois mais bandido é o meu coração que se inflamou neste fogo ardente. Não se escolhe quem se ama, mas mesmo não escolhendo pode viver-se tanto por esse amor, que eu prefiro morrer louca que triste. 
Por mais pecados que ele possa ter cometido, eu fui o seu melhor pecado, ele será sempre o meu preferido, pois nos seus olhos eu vejo que a cura da sua alma está em mim. 
Deixem a minha vida, deixem de tentar pensar pela minha cabeça, com os meus pensamentos, sou crescida! Vivam as vossas vidas desinteressantes, seus mal-amados, o que vos falta é amor, amor poderoso e bem vivido que abre em flor e desmaia pelo prazer tamanho da paixão. 
Sou louca desmedida e quero continuar a sê-lo, a sentir, a senti-lo, a sentir que posso morrer de amor e continuar a viver intensamente.
 
 
 

 

29
Jan18

[Resenha Literária] "Há pesadelos que nos fazem acordar" de Joana Veríssimo

Carolina Cruz

22815610_1476407575728825_292872408087681095_n.jpg

 

 

"Há pesadelos que nos fazem acordar" é o primeiro livro (de muitos, espero!) de Joana Veríssimo.
Quem segue a Joana sabe que a sua escrita é de uma simplicidade mágica e poética, logo este livro não é excepção!
A Joana fala-nos sobre sentimentos que todos nós presenciamos diaramente, a perda, o amor, o desamor, pedras no caminho. É nesta simplicidade deste viver tão intenso que cabe a minha admiração pela escrita da Joana. Lê-la é dar sentido a cada pedacinho maravilhoso das nossas vidas, até as coisas menos positivas fazem sentido. 
Porque quando se escreve com a alma e o coração é a engrenagem da vida e da escrita, o resultado só podia ser este: fantástico.
Leiam, porque vale mesmo a pena. 
Até lá, sigam a Joana nas redes sociais (facebook e instagram)

23
Jan18

[Ficção] Traz o meu abraço contigo

Carolina Cruz

beach-boy-couple-fire-Favim.com-1047298.gif

 

 

Vem e traz o meu abraço contigo.
Não chores, princesa. Conta-me os teus problemas, senta-te no meu colo e deita-te sobre o meu leito. Vem que eu já estou de braços abertos. 
Lembras-te de eu te pedir para trazeres o meu abraço contigo? O meu abraço? Não é estranho dizer-te isto, não. Quero que tragas o abraço que nunca te dei com medo de te apertar o peito de dor. Hoje eu não tenho receio algum, sei que o tempo curou todas as feridas, por isso deixa-me curar-te essa que vejo pelos teus olhos que está aberta.
Anda, desliga-te do meu corpo e observa-me a alma. Esquece o passado e o que fomos, o que tivemos foi especial, mas eu errei, não soube ser bom namorado, mas isso não significa que seja mau amigo.
Vem, que este corpo que outrora te deu prazer, está arrumado nas gavetas da solidão, quer te dar um abraço, quer dar-te a mão, na condição de porto de abrigo, não de amor, mas de ombro amigo.
Vem que embora não tenhamos resultado no que toca ao amor, eu ainda acredito que não viverei bem com a minha consciência se não formos cúmplices para a vida toda.
Vem e deita-te no meu abraço.

18
Jan18

[ACMA] Mudas o mundo sem saber

Carolina Cruz

Mais uma nova surpresa este ano de 2018: textos mensais com o grupo ACMA.
O tema deste mês é MANEIRAS DE MUDAR O MUNDO.
Espero que gostem:

b144e7492838aed8288a3c2df22eea60--style-lily-colli

 

E tu mudas o mundo sem saber. 
Mudas em cada sorriso que ofereces, em cada olhar na procura de ser diferente, de fazer a diferença. 
Mudas o mundo sem saber e ao sabê-lo queres mudar ainda mais, queres fazer o bem, queres deixar a marca, queres viver inteiramente e abraçar quem te ama, amando a vida, sem deixar nenhum momento em vão ou em paragem. 
Porém tu não sabes que mudas o mundo nas mais pequenas coisas, nas mais pequenas motivações do dia-a-dia. Pelo menos, mudaste aquilo que sou, a minha forma de ser, o meu ver, o meu viver. 
Acreditar em ti e acreditar que me podes dar o melhor de ti, todo o teu amor, esse mesmo amor que tens pela vida, é arriscar viver e viver para mim sempre foi tão agreste. Mas esse amor, essa tua paixão desmedida ensinou-me tanto não a querer sobreviver apenas, mas a querer apaixonar-me por mais um dia feliz.
E das tuas palavras nasceram as minhas e as minhas irão criar esperança, crença, força e sem saber não mudaste apenas a minha vida, mas o mundo que nos rodeia.
É nas pequenas coisas, nos pequenos detalhes de amor que fazemos a diferença, se todas as pessoas que habitam este planeta amassem, acredito que tudo mudaria. 
O amor move o mundo. O teu amor move o meu.

 

 
 
 
 
Sobre o projeto A Cultura Mora Aqui
 

ACMApng (1).png

Criado pela Ju, do blog Cor Sem Fim, o projeto A Cultura Mora Aqui - ou ACMA, para abreviar - tenciona, tal como tenho vindo a referir nos meses anteriores, trazer a cultura de volta à internet com temas mensais ou bimestrais. Para participarem, só têm de enviar um e-mail com os vossos dados para acma.cultura@gmail.com - aproveito para repetir que não vamos falar sobre outfits, maquilhagem, moda, etc, e que qualquer um de vós pode participar, não sendo obrigatório fazê-lo todos os meses. Para não perderem nenhum post, já podem seguir a página do ACMA no facebook e a Revista.

15
Jan18

[Ficção] Calo-me

Carolina Cruz

tumblr_static_filename_640_v2.png

 

Hoje prefiro ser de poucas palavras.
Prefiro não falar tanto, escrever mais. 
Eu sei que tu não lês, por isso posso dizer aqui tudo aquilo que ao sair da minha boca magoar-te-ia. 
Sabes, eu amo-te e por te amar continuo a consentir e a aguentar, calado, essa tua mania patética de achares que és o centro do mundo.
Tens a mania que só tu tens histórias para contar, que o tempo da vida seja qual for é sempre o teu tempo de antena. Tens uma mania de nunca teres palavras que se gastam e o que te digo não é importante.
A tua alegria é sempre maior que a minha. A tua dor? Nem vamos falar disso...
E porque aturo tudo isto, embora deteste? Porque te amo e amar-te é a partilha, embora eu não partilhe nada do que é meu. Só fazemos o que queres, só te ouvimos a ti, sempre. 
Os meus amigos abrem-me os olhos todos os dias e eu sei disso, mas mantenho-me calado. Amo-te, mesmo que me diminuas para poder caber em ti essa grandiosidade extrema por baixo dessa obsessão de prenderes quem mais gostas. Leias ou não isto, só te quero dizer que isso não aproxima ninguém, só afasta. 
Sabes... ouvir os outros é tão importante e, por isso, daqui para a frente não vou mais partilhar contigo o que for, até que também tu nesse erro constante de seres mais, vais perguntar-me porquê e se a tua resposta for "e eu?" dir-te-ei "adeus".

14
Jan18

[Cinema] Breathe

Carolina Cruz

filmes_11409_razao5.jpg

 

Que filme, que história, que homenagem...
Uma história verdadeira, um homem de coragem, uma mulher muito à frente do seu tempo e um filho com amor e saudade no coração. 
Um filme que tem tudo para ser perfeito e o é. Excelente é pouco para descrever esta obra-prima.
"Breathe" é um filme que nos fala da história real de Robin, um homem aventureiro e divertido, com uma paixão enorme pela vida e por Diana. Robin, vê-se na sua idade jovem, prestes a ser pai, paralisado para a vida toda, como consequência da grave doença poliomielite. 
Diana desafia a sociedade da época de sessenta e consegue que o marido saia da prisão que era a medicina para pessoa com doenças e deficiências como a sua. 
Um amor poderoso que ajuda a que Robin, mesmo limitado, tenha uma vida inteiramente feliz, ajudando, com o seu comportamento positivo em relação à sua condição, a que se trabalhasse e se desafiasse a mobilidade, acessibilidade e vida com direitos para as pessoas com deficiência. 
Um filme forte, intenso e realmente poderoso, como a luta de Robin e Diana. 
Para quem gosta de dramas com mensagens motivacionais, que nos prendem à vida e nos queimam a alma na pressa e na vontade imensa de viver bem, este filme é ideal.
Cinco estrelas? Muito mais, com certeza. 
Vejam!

 

 

12
Jan18

[Ficção] Amá-lo.

Carolina Cruz

bf5b389fc2b8bf9bdf8f32a00fb11bce.jpg

 

Nunca foi fácil amá-lo. Mas amá-lo e saber que ele me amava, independentemente de todos os erros que cometia era um desafio. Toda a minha vida levei dos outros a dor, preocupei-me sempre demais com eles, menos comigo. Nesse dia, em que me apaixonei por ele, comecei a preocupar-me comigo. Não porque achava inconsequente apaixonar-me por alguém assim, mas porque amá-lo era um desafio, pensei em mim e no que queria e por mais que eu soubesse que era difícil, tê-lo nas minhas mãos ainda que por tempo indeterminado soube-me pela eternidade.
Chamem-me louca, por ele ser alguém que todas as mulheres abominam, galã, rodado, cabrão, mas eu sei que um dia ele irá cair nos meus braços para sempre, até lá, não me importa, eu simplesmente vou tentando.
Eu sei que o brilho do seu olhar não é o mesmo, digam-me que é ilusão, podem dizer à vontade, que eu sei que não.
Amá-lo nunca foi fácil, desde o início que eu sabia que não o seria, mas precisamos de cometer loucuras, pelo menos uma vez na vida, e amá-lo é tão bom que não me inquieta se estou na minha pele ou demente, se o amor é um estado de sonho, eu não quero acordar nunca, mesmo que um dia amá-lo seja um pesadelo, quando assim for, eu saberei, quando assim for eu não morrerei, talvez sofra, mas ninguém morre de amor, apenas dói, e doer faz parte.
Não me importa o que virá, importa-me o presente, em que ele se deita ao meu lado. E eu sei que não é fácil amá-lo, mas é tão fácil fazê-lo sorrir, e é o que interessa: o lado bonito do amor, nada mais. Se o feio virá, cá estarei. Por enquanto, viverei o sonho. Se a moeda rodar, eu só sei que vou continuar.

 

Fotografia: tres metros sobre el cielo (filme)

11
Jan18

[Ficção] O que houve em nós findou

Carolina Cruz

ponder-620.jpg

 

 

Apoderei-me de ti com medo de te perder.. Diziam que sentir ciúmes era sinal de que te amava. Mas o meu controlo foi desmedido e fui eu que findei o que houve em nós, aquilo que mais temia aconteceu, perdi-te, por minha tão grande culpa.
Prendi-te a cada passo que davas, queria mais e mais, amor sem cessar, queria-te para mim, a todas as horas, a todos os minutos.
Tornei-me obsessiva, controladora, controlava os teus passos, sonhava com um futuro, imaginava anos de amor e perder-te era perder tudo isso e eu temia, temia demais e não sabia temperar este amor desmedido que te magoou.
Tu amavas-me e não precisavas de mais nada que não fosse eu amar-te de volta. Estavas farto, cansado, não tinhas culpa, choraste, choramos, berrámos um com o outro e a culpa foi inteiramente minha. Não soube respeitar o tempo ou esse amor que por mim tinhas, desculpa.
Queria pedir que voltasses, mas a tua confiança não será a mesma e eu não quero que sofras. Eu não quero que sofras comigo, porque embora eu te queira de volta, eu não sei se consigo mudar, vou acalmar este fogo que me arde no peito, vou render-me à solidão, depois aceito uma palavra, se aceitares também e um abraço profundo que mesmo que a minha boca não diga, o meu corpo apertado no teu dirá: ama-me, que só isso me bastará, desculpa.

10
Jan18

[Completas-me] Com a Elsa

Carolina Cruz

Olá, sorrisos! 
Vocês ainda se lembram desta rúbrica?!
Pois é, está de volta ao blog, desta vez quem me acompanha na escrita é a minha querida Elsa, que é muito simpática e o seu sorriso é maravilhoso! Ainda não conhecem o blog "As teorias da Elsa"?. Tratem já disso porque o seu blog transmite imensa felicidade e conforto a quem o visita. E é mesmo sobre felicidade que escrevemos (juntas) hoje! Espero que gostem!

 

"Todos os dias faço o mesmo percurso na procura do meu eu. Na busca da perfeição interior. No encontro comigo própria. Encontro a felicidade em cada movimento. Encontro a felicidade no cruzamento com os outros. Num pequeno gesto incalculado, esboço um sorriso. Uma satisfação que me completa... O que me preenche são as pessoas. Os seus passos. Os seus sorrisos. As suas vivências. Os seus ensinamentos. Completo-me de pessoas e guardo atitudes. Existem pessoas que me magoam. Afasto-me. Nego a sua existência. Não me completam. Pego nas experiências que me transmitem e absorvo. Tenho um chip sentimental muito sensível. Choro, grito e odeio, mas tudo passa. Eu quero que passe. Quero que apenas os bons sentimentos fiquem. Empurro o que não me interessa até ao precipício e rio maquiavelicamente quando cai. Quero ser feliz. Sou feliz. Eu só sou o que eu quero. Ninguém manda no meu ser. Eu completo-me. Tu completas-me. Existe outro ser. Uma realidade paralela. Um patamar superior. Quem sou eu? Alguém. O que quero ser eu? Feliz! Com quem? Com a metade que me completa. Quem é? És tu. És tu... Um ser imperfeito que vive na perfeição da minha vida. Que estou eu a dizer? Chama-se procura... Vivo numa eterna procura sem sentido. Sou e serei uma eterna insatisfeita e incompleta. Tenho tudo, sempre tive. O que me falta? Nada."

 

clock-cute-fashion-photography-time-Favim.com-4577

 

Por isso não me compreendo, sei o que quero, luto por isso, mas ao mesmo tempo há um medo que surge, é um medo que tem nome: amor. E eu amo-te tanto que tenho receio perder-te no tempo das memórias. Porque esta procura incessante de mim, não existe sem ti, mas tu já não estás do meu lado, partiste e desde que partiste eu continuo a minha vida, mas não da mesma forma que me encontraste naquele tempo, porém esse tempo não passou por mim e eu continuo a querer-te como sempre te quis, podes voltar?
Porque quando digo que não me falta nada, eu acredito que ao faltares-me tu, falta-me o coração que bate, falta a vida, falta tudo e eu ainda digo que não me falta nada. Se eu não me percebo porque irias tu perceber-me?
Apetece-me matar a rotina, os gestos, as formas de vida e procurar a constante certeza que é ter-te nos meus braços. Tu és a minha pessoa preferida e sem ti, tenho tudo, mas não tenho nada.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Parcerias

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D