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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

As asas que me fazem voar (2)

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Chamo-me Katie, tenho 29 anos, vivo em Bragança. Bem, vivia, antes de a minha vida mudar com essa canção de que vos falei.
Continuam a perguntar-se que música ou porquê, não é?

Tinha 24 anos quando tudo começou, quando o conheci.
Ele, Jack, era um cantor bastante conceituado e eu era apenas e só mais uma fã.
Naquele ano, a sua tour era longa e de cerca de cem concertos, sou capaz de ter ido a mais de metade.
Não me chamem de louca. Não era daquelas fãs histéricas ou possessivas, mas sendo eu estudante de música, o seu talento fascinava-me. E a sua música fazia-me bem.
Conheci a sua primeira canção quando terminei a minha relação com Miguel, o meu ex-namorado.
Eu tinha as lágrimas a correrem-me pelo rosto quando a ouvi pela primeira vez. E ela tocou-me.
Sabem quando há canções que foram feitas para vos compreenderem? Esta parecia ouvir a minha alma. Instintivamente apaixonei-me pela sua voz.
Foi a ela que me agarrei todos os dias após aquele findar, aquela desilusão.
Pesquisei-a na internet e cheguei até ele.
Jack Say. O seu nome artístico.
Fiquei com curiosidade, com vontade de o conhecer melhor. Tal como eu, tinha iniciado a sua paixão pela música no ensino médio e seguido o curso de música na faculdade. No caso dele já lá iam alguns anos.
Comprei o seu cd e aguardei uma data de um concerto perto da minha zona, mas infelizmente ela nunca surgiu e fui obrigada a mexer-me, não podia esperar mais, queria vê-lo ao vivo. De certa forma queria agradecer-lhe por melhorar a minha vida e parabeniza-lo pelo seu talento.
Porto, 23 de junho de 2004.
As minhas primeiras palavras, engasgadas, com sorrisos envergonhados.

(continua...)
 
 

 

* TV Shows: 13 reasons why

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Já aqui falei sobre o livro, hoje vou falar da série do Netflix baseada em "Por treze razões".
Na minha opinião, tal como tinha vindo a ouvir das outras pessoas, a série, é sem dúvida, melhor que o livro. Vou passar a explicar porquê.
Enquanto o livro se centra mais em Clay e na descoberta deste sobre as treze razões que levaram a rapariga que amava a acabar com a vida. Na série, conseguimos compreender melhor a envolvência das treze pessoas a quem pertencem as cassetes.
Quero dizer que, durante estes treze episódios conhecemos mais detalhadamente as personagens.
Porém algumas diferenças são visíveis. Na minha opinião, o livro apresenta um Clay que é mais reservado ainda e que, a meu ver, tem muito menos ligação com a Hannah do que o Clay da série.
As razões da Hannah, tal como no livro, começam a ter maior intensidade a meio e conseguimos sentir o seu declínio, porque tal como disse anteriormente conhecemos melhor a forma como ela se relaciona com as outras personagens e como elas são.
É uma série com conteúdo forte e susceptivel e, como o livro, creio que não deve ser visto por todos os jovens. Pode ser um certo despoletar para quem, tal como Hannah, pensa nesse fim.
Também por isso, penso que mais importante do que ser vista pelos jovens, deve ser vista pelos pais e educadores, surgindo como um alerta, para que casos como o de Hannah não aconteçam nas suas vidas.

 

 

* Palavras que não são minhas: Nos braços do Vagabundo

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O amor cura, mas também dói. O amor fere mas é o primeiro passo para o tratamento da alma.
Quando perdemos alguém nunca julgamos que essa pessoa leva consigo o nosso mundo, sentimo-nos vazios, moribundos, doentes, procurando um destino fatal.
Estas palavras e pensamentos reveem-se no papel de Sofia, a protagonista deste livro – “Nos braços do vagabundo” de Letícia Brito.
Sofia é uma jovem carismática, no entanto a perda do seu verdadeiro amor irá consumi-la, desejando até a sua própria morte. Sofia adquire depois de perder o seu Francisco, uma depressão pós traumática, pois antes já havia perdido o pai e afeiçoando-se ao seu primeiro amor viu nele um escape e uma cura para a ferida incurável que é a morte de um pai. Ora, perdendo Francisco, Sofia perdera o rumo, e é aqui que o enredo valente desta história brilhante começa.
Letícia (a autora) consegue ter o tato fantástico de saber como se pôr na pele de Sofia, faz-nos sentir de forma intensa o que a sua personagem sente. Porque embora esta seja uma rapariga cheia de sonhos, o passado infeliz, de bullying, de um amor perdido, fere-a mais do que qualquer ponto positivo: um novo amor, um trabalho de sonho.
Este é um livro que nos ensina muito, que tem o objetivo de marcar e de levar à consciência de cada um que o lê que ainda há muito por fazer quando questionamos ou falamos de doenças do foro psicológico, a nossa sociedade ainda está muito aquém, ainda os chama de loucos, ainda acha que não existe razão para tamanha tristeza, que não passam de lamentações. Mas não, as doenças como estas são delicadas, precisam de cuidados, de serem lidas, de terem atenção por parte de todos os nós.
Leiam este livro porque vale mesmo a pena, tem uma mensagem importante e marca, marca mesmo.

Olho por ti a dentro.

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Olho por ti a dentro. Refresco-me na tua alma. Agradeço por te pertencer.
Consigo ver que pessoas como tu jamais serão esquecidas. Pessoas como tu existem poucas. E eu tenho a sorte de te olhar nos olhos e sorrir.
Posso ver-te crescer ao olhar-te nos olhos. Consigo ver o quanto te tornaste adulto e como é bom estar ao teu lado, a vivenciar tudo, com amor.
Esse amor leve que me aquece o peito, esse amor leve e apaixonante que me faz ser… Nunca nenhum homem me amou por inteiro como tu. Nenhum homem, além de ti, me soube olhar nos olhos e por gestos dizer que me amava.
Não é o teu cavalheirismo que me inquieta ou que me conquista. É o teu querer-me tanto, é o teu sorriso quando me vês sorrir. É esse olhar que sorri e que brilha muito mais que todas as estrelas do céu.
Eu não quero casar contigo. É apenas um papel. Nós não precisamos disso, pois não?
Eu não quero dizer a toda a gente que te amo, porque as pessoas mais importantes já o sabem, e são o bastante – nós dois.
Eu quero apenas pertencer-te todo o resto da minha vida. Adormecer uma e outra vez no teu peito e acordar com um beijo doce e um sorriso breve, tão certo como a paz de um oceano.
Eu quero ser, sem regras, toda tua, até ao fim da minha vida.

 

Sabes a certeza

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Cheiras a mar, sabes a certeza.
Provar-te é degustar profundamente o teu amor.
É sentir a tua pele ardente, com saber e sabor.
É como criar, esperar, sorrir, ser.
Brinco no teu leito e acalmo a minha alma em pequenos pedaços de prazer.
Sentir-me como parte do teu corpo é poder trincar o sonho e mordê-lo com provocação.
Ser-te fiel é tão certo, tão bom.
Podemos ficar nesta doçura toda a vida?
Embora te saiba seduzir. Embora saiba que o que temos não é tudo, que não é sério, eu quero-te para sempre. É por isso que eu te quero para sempre. És a perfeita metade de mim.
Se sei viver sem ti? Não sei se sei. Prefiro ficar na dúvida. Posso?
Envolve-te nos meus braços. Beija o meu peito e aquece-o por dentro, bem no fundo da minha alma.
Anda. Esqueçamos isso.
Tenho-te neste momento, é tudo o que importa. Tudo o que mais quero.

 

 

Gostas, mas...

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Deixa que a vida corra.
Deixa que eu me afaste.
Estou cansado de correr atrás de ti, quando és tu que constantemente me ignoras.
Sim, eu sei. Eu sei que gostas de mim. Porém, eu não sei, não consigo compreender essa forma que tu tens de gostar de mim.
Gostas, mas não estás presente.
Gostas, mas parece que não me queres na tua vida.
Dás desculpas.
Eu sei que gostas, mas quem gosta com todo o coração, não dá desculpa, mas razões e tempo para estarmos juntos.
Por isso, não percebo.
Por isso, deixa que eu me afaste.
Deixa que a vida corra...
Foi o que fizeste, ainda que digas que não...
E ainda que digas que não
A vida vai sempre correr e os nossos caminhos irão tomar rumos diferentes.
Tens pena? Eu também.
No entanto, não há mais nada a fazer... Escreveste o teu caminho, fizeste a tua escolha.
E eu...
Eu não estarei mais aqui à tua espera!
 

 

 

 

A ti, que me lês

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Vendo bem não é preciso muito, pois não?
Um lugar sossegado, um papel e uma caneta. Rodeada de paz e de sentimentos que me inspiram.
Uma mão cheia de felicidade, um balde cheio de amor, um pingo de saudade e uma pitada de magia.
Sem a chuva nada floresce. Assim sendo, junto-lhe um pouco de amargura e um tanto dos erros que me fizeram crescer. De que vale acreditar e não sofrer?
Se eu não sofresse, se eu não errasse, todas as minhas páginas estariam em branco. A minha inspiração talvez não existisse e então eu não seria ninguém.
Todas as palavras que escrevo são fruto de quem fui e de onde vim. Hoje? Hoje apenas preciso dessa caneta, desse papel, desse lugar para ser feliz.
Sinto que a paz deste mundo só existe aqui, nas palavras que escrevo e naquilo que me dou a conhecer, a mim mesma e a ti, que me lês.

 

 

* Filmes com história: A estranha vida de Timothy Green

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Um filme simples, encantador e cheio de fantasia que nos emociona.
Embora estranha, a vida de Timothy Green, é uma história que tem uma mensagem incrível.
Afinal de contas, se sonharmos, se escrevermos, se desejarmos muito e lutarmos ainda mais, conseguimos concretizar todos os sonhos que tinhamos por cumprir.
Cindy e Jim são um casal unido, cheio de cumplicidade, que deseja somar o seu amor, mas para sua tristeza não poderão ter filhos. Como sonhar depois disto? Como vencer depois de todas as derrotas? As suas vitórias depois de todos os deslizes terá um nome - Timothy, a sua força da natureza marcará até o coração mais intocável.
Um filme interessante e comovente para toda a família.

 

* Palavras que não são minhas: Até que a doença nos separe

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É interessante como a escrita pode, realmente, ser uma paixão comum do ser humano e, na maioria das vezes, essa paixão tende a nascer cedo.
João Jesus e Luís Jesus são dois jovens bloggers (letras aventureiras) de 14 anos, amantes da escrita e esta é, para eles, um sonho, que têm vindo a concretizar em livro.
"Até que a doença nos separe" é o segundo livro destes irmãos, sendo este o seu primeiro livro na Capital Books.
João e Luís apresentam neste livro a história de dois adolescentes (Rui e Molly) com gostos e vidas diferentes, que se apaixonam.
Rui tem leucemia e combate esta com bastante humor.
É um romance que envolve aventura, dor e paixão. É divertido e engraçado!
Fez-me lembrar quando também eu comecei a escrever, fez-me relembrar os velhos tempos. Têm uma escrita jovem e que expressa a sua idade, uma vez que vai ao encontro da vida e maturidade destes jovens escritores.
Curiosos? Tratem de ler!

 

 

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