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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

Alma fresca

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Que calor!
Que bom!... que posso beber dessa tua alma fresca… 
Que bom!... que posso deitar-me e saudar-te de sorrisos nos lábios! 
Que bom dizer que o dia terminou, que chegou ao fim, que findou, contigo ao meu lado!
Por mais desilusões que haja, por mais maus momentos que existam, que bom!... saber que te tenho comigo, que depois de tudo ainda moro nos teus braços e a tua alma fresca me sorri.
Venha o sol, o mar, a tempestade e a chuva! Venham as marés, os maus agoiros e o calor abrupto. Venham as desilusões, as perdas e os desamores… Eu estou contigo, tu estás comigo e isso é indiscutível, infindável ao contrário dos dias, perfeito. E só isso, apenas isso, me basta.

 

 

Não quero mais

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Não.
Não quero mais…
Não quero uma relação de silêncios.
Não quero uma relação onde eu não possa ser quem sou com medo do que possa pensar a outra pessoa.
Não quero estar com alguém que desdenhe de quem sou e que não goste de mim pela mesma razão.
Não.
Chega.
Não. 
Não quero mais…
Não quero mais forçar uma relação em que sou só eu a empurrar para que dê certo.
Não quero ter de pedir desculpa de novo, quando sei que não precisava.
Não quero estar com alguém, onde me sinta constantemente com medo de errar, sem poder rir desalmadamente, dizer asneiras e marimbar-me para o que pensam os outros.
Não quero ir por aí, porque a pessoa quer.
Não vou mudar. 
Quem me ama, irá entender-me. 
Quem me ama, gostará de mim como sou. 
Irá à procura do mais íntimo, irá fazer-me feliz, dizer “estou aqui” e estar. 
De outra forma, digo não.
Não.
Não quero mais!

 

 

 

Tenho medo de morrer sem nunca ter amado inteiramente

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Vem buscar-me e levar-me embora deste terror.
Aparece à minha frente e abre os braços. Abraça-me. Deita-te no meu peito. Embala-me, faz-me sonhar e acreditar que é possível.
Vem…
Tenho medo de morrer. Não propriamente de morrer, mas de morrer sem amar.
Anda, mostra-me que tudo pode ser diferente. 
Mostra-me que no passado tudo estava errado. 
Tenho medo de morrer sem nunca ter amado inteiramente ou morrer de amor inflamado.
Tenho receio, vivo receada por não saber amar, tenho medo do amor.
Por isso vem. 
Vem provar-me que outrora não era amor, que não gostei de amar porque simplesmente não amei.
Vem tirar-me deste vazio, abre os braços e aceita-me, beija a minha pele, sente o meu desconforto, seca as minhas lágrimas, pega nas minhas feridas e sê cuidadoso, respeita-me, aceita-me e abraça-me. 
Prova-me que o amor é algo bom, que nos mantém vivos.
Aproxima-te e não te afastes. 
Abraça-me e nunca mais me largues.

 

 

 

 

Porque é que não acreditas que é o amor que nos move?

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Porquê? Porque é que não acreditas que é o amor que nos move? 
Sem ele nada faz sentido. A vida não tem sentido. 
O que achas que é mais importante que o amor? O dinheiro? Esquece isso. 
Enquanto pensares assim, podes conhecer todos os recantos do mundo, todos os mais belos, os mais caros, os lugares que muitos invejam, mas eu não. 
O meu lugar preferido é num abraço, é no peito de alguém que amo, no coração daqueles que tenho por perto e que me querem tão bem quanto lhes quero a eles. 
Se sou pobre? Não, nada disso. Sou grata, rica nas pequenas coisas que são muito mais importantes que tudo aquilo que se possa comprar. 
Quem muito tem e vê “amor” no dinheiro, não tem nada. Tem um vazio no lugar da alma. 
Não digo que o dinheiro não seja importante, claro que sim. 
Mas eu… Eu prefiro ser simples, prefiro amar o amor e poder estar com quem gosta de mim. Porque não pode ser simples assim para toda a gente? 
O mundo seria um lugar melhor.

 

 

* Filmes com história: El Hilo Rojo

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“El hilo rojo” (“The Red Threath” em inglês) é um filme argentino simples, mas intenso, bonito. 
Este romance dramático conta a história de uma lenda em que duas pessoas ligadas por uma linha vermelha invisível estarão conectadas para toda a vida, por mais tempo e distância que as separe.
Abril conhece Manuel num voo para a Argentina. O amor atingi-os desde o primeiro momento em que se veem. 
Embora digam que se querem conhecer, parecem conhecer-se há anos e a sua cumplicidade é tão bonita que nos faz acreditar no amor à primeira vista. 
O beijo acontece, mas um pequeno incidente faz com que esse verdadeiro conhecimento fique para trás e Abril e Manuel tomam rumos diferentes. 
Passados 7 anos, os rumos de ambos são realmente diferentes, porém voltam a encontrar-se e a paixão que julgavam adormecida, reacende-se, mas… como farão estes dois apaixonados, com famílias construídas? Serão que conseguirão terminar tudo ou não resistirão ao que ficou por completar? Será que esse fio os ligará para sempre?
Um filme realmente muito bonito, que nos faz sorrir e também chorar. 
Um ótimo filme para uma tarde de domingo!

 

 

Abraça

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Quando houver amor em ti e não souberes como expressá-lo...
Quando houver amor em ti e não souberes o que dizer, quando te faltarem as palavras...
Abraça!
Um abraço pode dizer tudo por ti... um abraço é o gesto de amor mais genuíno do mundo. Ele fala muito mais que palavras e quem o dá sabe o que vai na alma de quem o sente, porque um abraço nunca mente.
Pensa comigo. Como abraçarias alguém que não gostas ou alguém que te tenha magoado?
Pois, nunca o farias. 
É exatamente isso, o abraço é sempre carregado de magia, de amor, nunca conseguiria ser cínico.
Um abraço é tal e qual como o amor, se não for verdadeiro, não é sentido, logo não é um abraço, é um simples cumprimento.
Um simples cumprimento não faz bem à alma, um abraço sim, um abraço cura! 
Por isso, quando não souberes o que dizer, um abraço verdadeiro falará por ti, e é tão bom, não é?
Num abraço só há um aperto, o da felicidade. Nesse aperto, todos os outros apertos parecem desaparecer. Por isso, abraça! Por isso, abraço-te com amor.
Sentes?!
 

 

 
 

 

Esses olhos

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Esses olhos. 
Eram os teus olhos rasgados a olhar os meus.
O sorriso a despontar. O sorriso a nascer para toda a vida... esse mesmo sorriso que se quebrou.
Não há mais volta e tu não voltas para mim.
Não há amor como o primeiro? Mentira, não há amor como aquele que nos mata a sede, que nos envolve no peito e nos queima de prazer pelo simples gesto de amar.
Nunca me esqueci de ti.
Não existe um único dia em que não me lembre desse olhar.
Há amores que, por mais anos que vivamos, por mais pessoas que passem por nós, são eternos, pelo facto de nos terem marcado para sempre.
Embora eu ame quem tenho a meu lado, os meus filhos, os meus netos, eu ainda amo as nossas memórias, quem foste para mim, porque a juventude não volta. Volto apenas, todos os dias, a vontade de voltar atrás no tempo.

 

 

Com intensidade

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Faremos no silêncio tudo aquilo que o corpo nos pede. Faremos desse silêncio o desejo inteiramente feito da nossa pele. 
Somos e fomos o pecado que quebrou todas as regras. 
Sejamos. 
O que é mais importante ser feliz ou aprisionarmos no que é dito pela sociedade ser bem feito ou com bom senso? 
Chega! A tua pele e a minha conspiram e respiram uma pela outra. Não existem uma sem a outra. Porque haveríamos de ficar longe? Porque haveríamos de lhe renegar o prazer? 
Não. Seremos corpo e alma, felizes. 
Seremos corpo e alma, unidos. 
O amor é o amor, ele pede paixão, desatino, insensatez, coração. Nada disso seremos se não quebrarmos as regras. 
O amor por si só quebra regras, desarma a imensidão. 
Não vale a pena parar o amor, controlá-lo. 
A melhor forma de o viver é sem medida, com intensidade.

 

 

Ouve-me

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É essa tua simplicidade, esse teu ar genuíno, esse teu sorriso tímido encantador, esse um jeito de sonhar que me conquista.
Chama-me louca, o que quiseres. Ouve. Ouve-me.
Gostava que toda a gente pudesse ser como tu, com esse abraço apertado sem regresso ao feio mundo da inveja, da superioridade, do querer ser ou parecer mais que alguém. 
Nesse abraço de tamanha grandeza tu tens tudo, não precisas de grandes contas no banco, de viagens, de mostrar a onde vais, de passeares a tua vida por aí. 
Não, nesse teu sorriso tu tens todos os sonhos, nesse teu sorriso tu agarras o melhor que podemos ter: as pequenas coisas.
Nesses braços que abraçam o mundo inteiro, eu quero viver. Nesses braços grandes onde a pequenez se torna grandeza e onde eu me torno, para sempre, especial.

 

 

Na pele e no corpo

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Por entre a multidão, naquele concerto, um ao outro, destacaram-se como que numa luz infinita. 
Quando se conheceram houve algo no olhar de ambos que prometera mutuamente: “hei de te conhecer melhor que ninguém, não vais largar mais a minha mão quando eu responder a esse ato de as entrelaçar, a minha na tua.”
Perfeito, dito e feito.
Tornaram-se unha com carne, amigos inseparáveis, não precisavam expressar palavras para falarem, o silêncio dizia tudo o que era preciso pois os sorrisos e os olhares eram mais especiais que todo o mundo à volta. 
Secretamente e timidamente amavam-se, mas nenhum deles conversava sobre isso, a ligação que tinham era forte demais para se perder. 
Corriam pela areia como crianças que confrontam o infinito correndo livremente pela rua. Nos entretantos, entre risos e brincadeiras o beijo aconteceu e das gargalhadas nasceram as lágrimas puras, porque ambos sorriram em silêncio, como neles era tão natural, coisa que só eles sabiam explicar, no entanto era algo que não precisavam de o fazer.
Irmãos de coração, melhores amigos, namorados se tornaram. O sabor cru e diferente de se amarem noutro prisma do amor trazia-lhe uma nova sabedoria, não tão díspar como a de outrora, mas era confuso, bom… 
Ele amava-a perdidamente, ela tornava-se sexy mesmo desarrumada, cheia de borbulhas ou apenas com a camisola dele vestida, mas quando se vestia para sair conseguia ser ainda mais a mulher mais bonita do mundo. Com todos os seus defeitos, feitio casmurro e teimoso, ele era o melhor namorado do mundo, nunca confiara tanto em alguém como nele, sentia-se protegida e amada nos seus abraços.
Como poderia tudo isto mudar? Quando o amor passou a ser demais, a não caber no peito, quando o medo de perder quem se ama agarrava-se à desconfiança. Tinham igualmente medo de se perder mutuamente, discutiam, discordavam, choravam e entrelaçavam-se em abraços, até ao dia em que perceberam que não podiam dar cabo de tudo aquilo que tinham, que a amizade inicial era mais forte que o que mais tarde crescera. 
Seguiram caminhos diferentes mas prometeram jamais criar distância entre eles, quem os amasse um dia mais tarde tinha de respeitar essa amizade que compreendia todo o amor existente na pele e no corpo. Talvez eles não soubessem que estavam destinados um ao outro, o medo de perder é o primeiro passo para a derrota, a vida sempre desvenda algo que está guardado para ser nosso. Por enquanto amavam-se nessa amizade de irmãos porque não é vergonha continuar a ser-se amigo de um ex-namorado, vergonha é apenas lembrar dos maus momentos quando se foi tão feliz.

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