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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

Quem ama...

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És valente por vir pedir desculpa? Por vires dizer a verdade? Até podes ser, mas… uma ova! Quem ama não trai.
És um cobarde. De que é que sentiste falta? Do teu espaço de solteiro? Do teu engate piroso, só pelo facto de eu já estar conquistada?
Metes-me nojo. É só isso que te consigo dizer.
Tu sabes que não perdoo, eu não sou ninguém a menos para estar a mais.
Mesmo que aches que não, eu tenho amor-próprio. O suficiente para te dizer que as tuas lágrimas de crocodilo não me afetam, que tenho mais pena de ti que de mim. Eu não perdi nada, mas tu perdeste o teu melhor. Se tivesses mantido a tua dedicação, eu seria a mulher da tua vida, mas não sou do tipo de mulher que implora para ficares ou que quer fiques, depois de toda a desilusão, de toda a merda que fizeste.
Não me irei ajoelhar, muito menos implorar esse amor que ainda dizes sentir. Se para ti, isso é amor, não é igual à minha definição. Quem ama não trai.
Quem ama, não vive somente para essa pessoa, mas a sua vida amorosa pertence a um só corpo, a um só coração. Se partilhaste esse desejo, mesmo que não tenha sido amor, não te quero mais.

 

 

Tarde demais!

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De que me vale querer? Querer dizer-te seja o que for, quando for. Esquece, para mim acabou. Sempre ouvi dizer que seja o que vier do coração não se implora, se eu um dia implorei o teu amor, hoje nem com a amizade o faço.
Sabes? Cresci. Já não sou aquela miúda que sonhava ser a tua melhor amiga ou adormecer nos teus braços se me aceitasse como mais que isso.
Sei que ninguém é obrigado a gostar de outro alguém, nem como amigo, o que quer que seja, não podemos agradar a todos, eu só pedia apenas respeito da tua parte porque outrora… outrora gostaste tanto, como se deixa de gostar assim?
Não venhas dizer que fui eu que mudei, não venhas dizer que já não sabes quem sou ou que já não sabes ter-me ou pertencer-me. Se assim for, olha… ótimo. Só me mostras que mereço melhor, que quando se implora não é amor, deixei-me disso.
Vou deixar de implorar, aliás… já deixei! Quando voltares, aí é que me verás diferente, talvez fria, mas cheia de calor e amor-próprio por dentro, esse é que me merece, é esse amor que nunca poderei esquecer.
Quando voltares, vou dar-te com a porta na cara, será então, tarde demais!

 

 

Tu não me dás amor

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Tu não me dás amor.
Mudaste e partiste como se o teu corpo tivesse morrido, mas quem partiu foi a tua alma.
Não dá mais amar-te. Não dá mais te querer sem me quereres a mim.
Amar não é mentir, omitir, ou esquecer todo o bem que fiz por ti, tudo aquilo que deixei de fazer por mim, para fazer para ti.
Quando todos não te entendiam e não te estendiam os braços, eu estava cá. Ainda assim foste ingrata, esqueceste o passado antes mesmo de eu o fazer. Pediste-me um tempo e não arriscaste magoar-me dizendo que era comum, que era alma do destino a nossa separação. O tanas! Tu simplesmente não quiseste tentar conquistar-me. Não mereces a minha amizade, muito menos isto, todo o amor que sinto por ti.
Magoo-me de todas as vezes que voltas a dizer-me que estás aí para mim, que vens e que ficas, mas sem ficares. Que corriges os teus erros, quando acabas por me culpar por todos eles.
É inquieta essa tua forma de ser, mas se tivesses querido, acontecia... E o nosso rumo mudava. Porém, só nos resta o tempo, esse engano onde sempre voltamos a cair.

 

 

* Inspirações: Da minha história

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É isso mesmo, o que o Diogo Piçarra já escreveu: “Sempre serás o fim e o início da minha história”.
És sim, sempre serás.
És o meu início porque sempre sonhei contigo. Mesmo sem te conhecer, era contigo que eu sonhava, como alguém como tu, para me viver, para me amar por completo.
Sim, também serás o meu fim, porque mesmo encobertos deste nojento orgulho perverso e autodestrutivo, sabemos que seremos sempre parte um do outro, da história pessoal de cada um, de cada coração que bate em nós.
Nunca te agradeci. Não. Fui cobarde em não ter gratidão suficiente para manter esse amor que construímos, essa mesma história que virou passado. Desculpa, em vez de me desculpar, devia agradecer-te. Eu nunca mereci cada pedaço de sonho que viveste do meu lado e agora eu vou morrer sozinho, sem ti.
Desculpa, peço-te, por não te agradecer. Mas é em vão. Neste orgulho que me invade eu nada sou sem ti. Morrerei incompleto.
Quem sabe noutra vida, renasceremos nesse amor que outrora foi nosso e nos apaixonaremos de novo, de mãos dadas e de gratidão amarrado ao peito.
Ainda assim aceito que se vieres estarei de braços abertos, sem nunca te abandonar. Errei mas nunca deixei de te amar.

 

 

# Completas-me 18 - Com a Melhor Amiga!

Bom dia, queridos sorrisos! Finalmente! - dirão vocês! 
Pois é, desta vez volto ao completas-me com a simpática "Melhor amiga procura-se", para quem não conhece o blog, tem de tratar disso porque serão mais do que melhor bem recebidos (hei, não escrevi mal por erro, foi com intenção!!!), quero dizer vão adorá-la! E espero que gostem tanto dela, como eu gostei deste texto a duas mãos. Vamos ler? 

 

"Chegar aos quarenta e estar solteira nunca esteve nos meus planos, mas também não estava nos meus planos sujeitar-me a uma relação onde quem perdia tudo era eu, desde família, amigos, carreira, etc. eram demasiadas coisas para mudar em tão pouco tempo.
Não sei se tomei a melhor decisão, nunca se sabe, mas hoje ia atrasada para uma reunião na empresa e ao entrar cruzei-me com ele e caiu-me “tudo”, o meu coração parou, não se foi de espanto, se foi de susto. Ele está diferente, até arriscaria que está mais bonito, tremi toda por dentro e talvez por fora também e o pensamento que me ocorreu no momento foi que ainda bem que hoje estou “bem” apresentável.
Nisto chego ao meu gabinete e sento-me na minha secretária e só vejo os meus pensamentos a divagarem em relação a ele: “Será que ele continua com aquele jeitinho de menino rebelde, superior a tudo e a todos, que tanto me conquistou?! O que será feito dele agora?! Estará casado?! Terá filhos?” Onde andará ele?! Continua pelo mundo?!”.
De repente lembrei-me que nós nunca terminamos a nossa relação, apenas as circunstâncias da vida nos afastaram e hoje ao vê-lo parece que me mandaram tudo para os pés… Nisto vou ver a minha agenda e o nome da pessoa com quem ia ter a reunião e qual é o meu espanto é o nome dele.
Respiro fundo e ligo para a rapariga da receção e digo para o mandarem subir…"

 

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Batem à porta, o meu coração acelera.
Levanto-me.
- Bom dia. – diz, de sorriso torto, como sempre foi seu característico. Mantinha-se amável, simpático.
Não me pareceu que ele me tenha reconhecido. E eu agi com a máxima naturalidade, mas questionava-me: “Como não me reconhecera?”.
No entanto, foi no fim de discutirmos variáveis, testes, probabilidades de seguros e questionários dos clientes, que ele questionou-me, tal como eu não tive coragem de o fazer:
- Carla? Já não me reconheces?
Eu sorrio. Era impossível não lembrar… A nossa história, a nossa forma de ir contra o mundo, a favor do nosso amor.
- Claro que sim. Pensei que tu não me reconhecesses.
- Sim estás diferente, mas há pessoas e traços que não se esquecem.
Acho que fiquei mais vermelha que a cor do meu vestido ou do meu batom que usava nesse dia.
Sorri, e tentei disfarçar o que era óbvio – fiquei de novo encantada!
Ele já tinha sido casado durante dez anos, tinha uma filha de 6 anos. Agora encontrava-se livre para amar de novo, e para um café para o qual me convidou nesse dia. Estava diferente, adulto. O que o deixava sexy por entre as memórias que tinha dele.
Fiquei com desejos de o conhecer de novo. Os nossos corpos e as nossas almas já se tinham encontrado outrora, mas será que seriam capazes de amar novamente?
Os cafés começaram a ser regulares, a empatia e as coisas em comum voltaram. Parecíamos dois miúdos ao retorno do primeiro amor, tudo devagarinho, as mãos dadas, o primeiro beijo, o despir, o sentir, o amar de corpo inteiro… e então eu aprendi que nunca é tarde para amar… aos trinta, aos quarenta, aos setenta, aos noventa… o amor não escolhe idades, mas corações, daqueles que sorriem. A vida sabe sempre como nos surpreender!

 

 

Não tenhas dúvidas

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Desculpa-me, eu disse-te que mudava, mais estúpido fui eu que prometi que o faria. É certo que o disse e que volto com a palavra atrás, mas há factos sobre mim que vais ter de aceitar.
Contigo sempre serei coerente, sempre te respeitarei, sem pressas, com todo o amor que prometi dar-te.
Tu és a minha paz, o meu porto seguro, sem ti, eu sou sempre o que fui, não há volta a dar. Impulsivo, descontrolado talvez, amante da adrenalina e da aventura, da velocidade e da paixão que arrebata tudo. Mas estou contigo, isso não muda, nunca mudará. Prometo-te apenas isso, se algo houver entre nós, nada mais haverá entre nós que nos derrube. Faço-me entender?
Agora faz a tua escolha, sei que não mandaste no teu coração ao te apaixonares por mim, que não tiveste escolha, mas agora tens.
Serás tu capaz de me deixar apenas por isto ou o amor é essa certeza que ninguém entende?
Decide, eu estarei aqui, à tua porta, aguardando um beijo de olhos molhados. Amo-te, disso não tenhas dúvidas.
 
 

 

 
 
 

 

18 # Existirá destino sem os sonhos?

“Pois merecemos. E termos um final feliz é aceitar que não temos mais nada a ver um com outro a não ser nas memórias. Iludi-me sim, sonhei muito alto, perdi-me no teu corpo, soube-me bem, senti prazer. No entanto, tenho maior prazer ainda em dizer que me desiludiste, o tempo muda as pessoas. Já não és o meu Manel do passado. Perdoo-te sim, ao fechar os olhos e lembrar que o que passou não passou de uma história terminada. Se eu tinha dúvidas hoje não as tenho mais. Tu adoras a sensação de me teres a teus pés, não a minha pessoa propriamente. Não nego nem duvido que me tenhas amado, mas mudaste. E não é a tua pessoa que eu quero na minha vida. Poderei cumprimentar-te, tomar café quando regressar a Portugal, somente isso. Amizade, nada mais. Perdoo-te sim e agradeço-te por teres-me ajudado a virar a página.
Sê feliz, beijinhos”

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Bloqueou o telemóvel e dirigiu-se à cozinha. John que se encontrava a escorrer a massa, recebeu um abraço. Sara abraçou-lhe as costas. Ele virou-se num repente delicioso.
- Vou dar o meu melhor. Virei a página. Agora, serás a única pessoa que eu hei-de querer ler. Vou fazer por merecer o teu amor. Por inteiro. Sei que dói, mas vamos fazer por isso?
John sorriu, olhou-a e só conseguiu beijá-la.
- I love you. – disse ele.
- Me too.
Sara voltou a Londres, aos recitais de Shakespeare, à enfermagem e nos braços de John manteve o seu sonho. Não há destino se não seguirmos os nossos sonhos, não há destino se os sonhos dos outros mudaram e só um fala de paixão, de amor, ou de futuro. Só existe destino, se ambos quiserem. Sonhos morrem e nascem todos os dias. Os verdadeiros, os nossos, permanecerão.

 

(fim.)

17 # Existirá destino sem os sonhos?

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- No que depender de mim. – disse ele sorrindo. – Eu sei que eu te amo mais, mas sei que há algo no teu olhar que me diz que há uma vontade em ti de me pertenceres também.
» Vamos esquecer o que aconteceu. É passado. Vai ficar na gaveta junto dessa história. Ele foi importante, foi o teu passado. No entanto, eu quero ser o teu presente, o teu futuro. Nada mais importa. Pois não?
Sara não hesitou em beijá-lo.
Não é verdade que todos cometemos erros? Não é verdade que nos confundimos? Que somos e deixamos nos ir e ser por instinto?
O passado devemos fechá-lo, guardá-lo em gavetas, guardar o que é bom de guardar. Com o tempo aprendemos que o passado nos tornou mais fortes e construiu um pouco da nossa história. No entanto, o mais importante é o presente e quem faz parte dele, quem está, quem quer ficar, quem nos merece.
Sara percebeu isso, naquele momento. O telemóvel tocou… Era uma mensagem de Manuel, mais uma vez, com um pedido de desculpas.

“Sei que não fui correto, mas ainda assim queria ter-te na minha vida. Espero que um dia me perdoes, não é assim que quero que fiquemos. Merecemos um final feliz.”

Leu. Abanou a cabeça e riu. John encontrava-se na cozinha e ao vê-lo longe não tardou em responder.
 
 
 (continua...)
 

16 # Existirá destino sem os sonhos?

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- Acho que me iludi demasiado com o passado, ao sonhar connosco num futuro. A culpa também é minha. – disse-lhe ela. – Foi um erro. – e bateu a porta.
Não chorou à sua frente, mas quando bateu a porta chorou desalmadamente, como se todos os seus sonhos tivessem ido embora.
Pegou no telemóvel depois de tantas horas sem lhe tocar. Tinha-o em silêncio. Eram duas da tarde. Tinha dez chamadas não atendidas de John. Abanou a cabeça, voltou a chorar. Tinha estragado tudo. O que eles tinham construído até então.
Entrou em casa a chorar desalmadamente. Não conseguiu fazer mais nada do que abraçar John. Nos seus braços continuava a chorar.
- Desculpa, estraguei tudo. Sou uma idiota. Nunca irei merecer o teu amor.
John não estava a perceber nada, estava simplesmente preocupado. O que estava a acontecer com a menina dos seus olhos?
- Estava preocupado. O que se passou? Onde foste?
John não era totalmente inocente, sabia que a ligação entre Sara e o rapaz que ele vira abraçá-la no bar era forte, que era alguém do seu passado. Confiara nela, porque ele era o seu presente. Ainda assim, perdoava-a, mesmo depois de ao largar o seu abraço, Sara lhe contar tudo.
- Como pude ser tão estupida? Magoar-te? Magoar-me?
As suas palavras eram calmas.
- Ainda que não me tivesses contado a vossa história. Eu sentia que havia algo em ti que não te deixava amar-me. Havia algo mal resolvido contigo. Foi um erro sim, mas também concluíste algo, terminaste o que há muito devia ter terminado. Não tens de pedir desculpa. Estava no nosso “contrato” amizade colorida, nada mais que isso. Eu é que não resisti e apaixonei-me por ti. - dizia (na sua língua materna)
- Vês? Eu não te mereço.
- Mereces pois. Vem cá. – disse ele abraçando-a.
- Ele é que não te merece. Depois de tudo. Idiota.
Sara sorriu.
- E nós? Como ficamos? Achas que ainda podemos resultar depois de tudo?

 

(continua...)

15 # Existirá destino sem os sonhos?

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O mundo lá fora tinha batido à porta. Não literalmente, mas na mente de cada um deles. Em especial na de Sara, que se questionava se tudo aquilo tinha valido a pena.
É certo que um bom pedaço de incertezas se concluiu e que, milhares de sentimentos fluíram. Será que tinham desaparecido de vez? Será que apesar de tudo, do bom que fora, não passaria de um erro?
Sara, levantou-se, colocou o soutien e questionou Manuel.
- E agora?
- Agora o quê?
Aquela pergunta tirou-a do sério.
Coisas sérias era o que parecia que Manuel não queria. Se outrora tivera esse sonho, hoje não queria mudar planos por ela. E pensando bem, será que Sara largaria tudo em Londres por ele?
- O que fazemos? O que temos?- questionou.
- Agora seguimos as nossas vidas. Não podemos mudá-las pois não?
- Tu ainda me amas? – perguntou ela de novo.
- Amar é uma palavra demasiado complexa. Eu sinto-te como parte de mim, da minha história, mas amar é tanta coisa, tudo tão junto, tão equilibrado, tão certo e eu não tenho certezas de nada. Apenas que o que aconteceu connosco foi bom, repetia, faria tudo de novo. Se te amei? Claro. Se te amo? Eu não tenho a certeza. Adoro-te, sim. Mas o meu futuro não dependerá do que faremos juntos, pois as nossas vidas são totalmente díspares, estão totalmente separadas.
Mesmo não querendo as lágrimas começaram a correr-lhe pelo rosto. Na verdade, ela também não sabia se tudo aquilo que sentia era amor. Tinha ela confundido uma paixão louca com um sonho do passado? O que é que eles tinham afinal? O que tinham não sabia, mas o que os ligava era tão forte. Apesar de tudo, ele tinha um pouco de razão, as suas vidas e o futuro um do outro não estariam intimamente ligados, se eles não quisessem, mas Londres e Lisboa ficava à distância que decidissem. Não existe distância tão longínqua quando queremos alguém do nosso lado.
Se ele não queria, porque haveria ela de pensar o contrário?
Vestiu-se. O seu corpo já tremia, não sabia se de vergonha, se de frio, se seria porque todo o seu corpo chorava.
- Desculpa. – disse-lhe ele.

 

(continua...)

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