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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

04
Fev18

[Completas-me] mais uma vez com a Sofia Alves Cardoso

Carolina Cruz

Pois é, cá estamos de novo. Este "Completas-me" não é um "completas-me" qualquer. Este vem a pedido de muitas pessoas que após lerem o texto da semana passada (a meias com a Sofia) pedirão que repetissemos a dose, e cá está mais um texto a duas mãos. Desta vez comecei eu! Espero que gostem!

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Revejo-me nos teus olhos a chorar e é tão bom! Adoro ver-te assim, inundada de dor… depois de me matares por dentro, me traíres, de voltares para aquele cabrão que te amou sem dor, feito de sorrisos e cenas pirosas, como o amor deve ser, lamechas… como tu gostavas que eu tivesse sido nos dois anos que estivemos juntos. Sempre me mentiste não foi? Sempre o quiseste de volta, não foi minha querida? Hoje, amarrada à minha cama, pedes compaixão. E essa dor com que me devoraste o peito quando para ele voltaste, achas que não doeu? Foste fraca, cedeste a todos os seus caprichos, agora vais ceder aos meus, vais amar-me, ainda que contrariada, vais amar-me e vou lixar-te a vida. Vou mostrar-te como dói o amor que sinto… Vai doer sem compaixão, vou amar sem medos de te magoar. Tu sabes como é… Não é meu amor? Revejo-me nos teus olhos a chorar, na tua boca a gemer, no teu sangue do nariz a escorrer. O que quero de ti afinal? "Não faças perguntas tontas! Tu bem sabes o que eu quero de ti. Quero aquilo que tu nunca me deste: amor. E não quero um amor qualquer, quero o teu amor assolapado, quero o melhor de ti, como se não existisse nada maior neste mundo. Quero que me ames até aos confins do planeta e que te dês a mim completamente. É pedir muito? É pedir muito que me agarres e me abraces, amparando os meus brados e os meus medos? Tu nunca me amaste, pois não? Nunca sentiste um laivo de amor por mim e enganaste-me, mantendo-me aos teus pés. E para quê? Para eu me sentir uma marioneta nas tuas teias inquebráveis? 
Revejo-me nos teus olhos a chorar e é tão bom… É tão bom ver-te como eu me vi há anos, e como me vejo agora. Porque nada disto amaina a minha alma e cala os meus pensamentos ruminantes. Por que é tão difícil? Pensei que provocar-te dor me saberia como água após dias num deserto. Mas não. Toma a faca. Faz o que quiseres."

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