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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

* O teu olhar: À tua procura

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Vim, de propósito, à tua procura. Ao encontro desse abraço, desse sorriso pelo qual morro de saudades. Vim, porque quero. Vim, simplesmente para te ver, para te ter, para lutar por ti. Posso? Deixas? Que eu possa caber no teu abraço onde todos os dias eu via a minha vida amanhecer?
Se não deixares, deixa-me pelo menos encontrar-te. Ver que, se tiveres outro alguém, estás ou não feliz. Por favor, não me proíbas de o fazer, eu não vou impedir-te de viveres a tua vida. Simplesmente eu quero voltar a amar também e ao saber que tu o voltaste a fazer sem pensares em mim, então eu seguirei em frente. Eu sei que é difícil, que talvez esteja a ser egoísta, que não devia voltar ao lugar onde eu fui feliz, contigo. Não devia voltar a onde sei que um dia pertenci e onde talvez não pertenço mais, mas eu quero chegar e partir e saber que tudo fiz para ter de ti o melhor. Posso?
Não te amanhes nessa certeza fugidia, porque agora que voltei, sei que não tens mais ninguém, que ainda pensas em mim, como antes, da mesma forma e no mesmo lugar.
Posso? Podemos? Esse podemos, tornou-se num devemos, e muito, esse abraço.
Por isso sentei-me e esperei que a vida nos trouxesse o pôr-do-sol mais belo para ver no final do nosso dia, por fim, o nosso final feliz.

 

 

(Fotografia da autoria de Rita Fernandes do blog Sugar Candy)

 

 

Diz-me.

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Diz-me, por favor, que nada em nós vai falhar e se falhar os sentimentos vão sempre seguir os nossos corações e dizer o que sentem, unindo-nos de novo, num abraço.
Diz-me que crescerei ainda mais a teu lado e que a nossa casa será o nosso ninho, onde viverá a paz e o sossego, diz-me que agarrarás as minhas mãos quando elas estiverem frias e todos os dias esperarás que adormeça a teu lado para também o fazeres e então aí sentires-te feliz e completo.
Diz-me que os nossos afastamentos, se existirem, que serão passageiros e que quando nos magoarmos podemos limpar as lágrimas um do outro ou até chorarmos junto, encarando a realidade de sermos só um, metades iguais.

 

 

10 # Existirá destino sem os sonhos?

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Sara não sabia se era Manuel ou não, os anos tinham passado, mas não tinha passado assim tanto tempo no seu rosto, as feições estavam iguais. A forma como ele olhou para ela respondendo ao seu olhar surpreso pôde ter a certeza que era Manuel.
John sentiu a rapariga dos seus olhos distanciar-se por momentos.
- A tua paixão platónica passada. – Disse Joel.
- Sim, tu nunca nos enganaste Sara, eramoscrianças mas não burros. – Disse Filipe.
- Who?
- O rapaz que está ali ao balcão. Não lhes ligues. Era apenas o meu professor de teatro.
Não apenas, nem somente, tanta coisa, tantas recordações, tanta emoção ao vê-lo ali, em carne e osso, depois de catorze anos a ser apenas uma lembrança ou sonho.
- Vou cumprimenta-lo. – Disse ela, sem ter bem a certeza se conseguiria.
- Ok. – Disse John dando-lhe um beijo na testa. Estava dividida, mas queria-lhe mostrar que a sua vida seguira em frente, que aquele sonho inacabado não era uma dependência. No entanto, de certa maneira, era. Era mesmo.
Um sorriso envergonhado disse olá a um rosto emocionado.
- Sara? – Os seus olhos pareciam brilhar.
A Sara estava ali depois de tantos desertos, de tantas estradas, de tantos muros, houve uma ponte que a trouxera até ali. Como os anos tinham passado por ela, embora continuasse a ser a rapariga sonhadora e lutadora que aspirava ser, Sara estava uma mulher madura, sedutora, que quebrava de novo o seu coração.
- Posso dar-te um abraço? – Perguntara Manel. Mantinha o seu jeito de intervenção teatral, sempre sincera e genuína.
Sem questionar Sara deu-lhe um abraço apertado! Os seus corpos comunicaram nesse encontro.
- Lembraste dos meus irmãos? – Perguntou desviando o assunto.
- Claro que sim. – Disse Manuel a virar-se para trás e a acenar-lhes. – Vi-os no outro dia, estão uns homens feitos.
Que conversa de chacha quando o que há para dizer é tanto, pensavam ambos, sem saber o que pensava cada um.
- Deixa-me convidar-te para te sentares connosco. – Disse Sara.
- Não posso estou acompanhado. – Disse ele, embicando o rosto em direção a uma rapariga loira, alta e magra, de sorriso bonito.
- Tudo bem. – Disse Sara, um pouco desiludida.
Mas porquê desiludida se também ela estava acompanhada?
- Mas posso convidar-te para tomarmos o pequeno-almoço na segunda de manhã. Que dizes?
- Claro que sim.
Claro que sim, o tempo tinha passado, o amor também, a paixão igualmente. Porque é que não haveriam de ser amigos?

 

(Continua...)

Dentro da minha cabeça

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Armo-me em forte quando passas por mim, sinto-me altiva, despreocupada, indiferente. No entanto, quando viras costas é quando tudo em mim desaba. Sabes que dentro dessa forma despreocupada o meu corpo treme ao olhar-te, toda eu estremeço ao querer-te de volta, nem que fosse apenas como amigo.
Dentro da minha cabeça tudo acontece, milhares de coisas se movem e na tua ausência choro, choro muito. E ainda que não queira, apetece-me dizer-te que, apesar de tudo, de toda a parvoíce, a irresponsabilidade, a tua indiferença e para mim desapontamento, desilusão, eu ainda te amo, ainda te quero, talvez ainda da mesma forma que queria quando estava sob o teu abraço. É isso que me faz falta. O teu abraço. Dói-me ver-te por aí, com esse teu ar descontraído, feliz, como se não precisasses mais de mim para viver. Será que, tal como eu, isso é apenas uma defesa? Uma máscara onde escondes as tuas lágrimas? Não quero omitir-te mais, magoaste-me sim, mas o amor é mesmo isto, não é? Perdoar, se me quiseres de volta.
Merda, que se lixe o mundo, quero mesmo o teu sorriso de volta, a beijar o meu.

 

 

* Porquê complicar o amor? - Contigo faz mais sentido

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Perdoe-me quem não entende que só o amor me move. Tentei afastá-lo da minha vida, afastar-te de mim mas queres saber que mais? Não dá mais. Só espero que não seja tarde demais.
Não me importa quantos dedos temos apontados a nós, ou mãos que desaprovam, olhares que desconfiam... Não importa. Se o amor vence tudo, eu quero vencer a teu lado, mesmo que em segredo. Não importa. Eu quero ser o teu Romeu, que tu sejas minha Julieta.
Não importa o futuro, importa o que sinto, o que sentes.
Não quero te dizer que a vida é um conto de fadas ou que no fim acaba tudo bem. Eu não tenho essa certeza, sei que na realidade tudo é mais complicado, mas de uma coisa eu não duvido - que juntos tudo conseguimos e tudo se torna melhor.
Não vamos complicar, vamos sentir, vamos amar como se só hoje existisse.
Vem cá, para junto dos meus braços, vem que eu desejo esse beijo, tanto quanto desejo a vida, que contigo faz mais sentido.

 

Com o tempo aprendes...

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Com o tempo aprendes a dar tempo. A dar tempo ao amor, às amizades. Porque aprendes que o que é verdadeiro seja a que distância for, espacial ou temporal, nunca morre.
Amigo não é aquele que não te larga o braço ou aquele que sabe realmente tudo sobre ti atempadamente, que fala contigo todos os dias e te manda mensagens a todo o minuto. Não, nada disso.
Um amigo é aquele que te abraça mesmo de longe, que vive as tuas felicidades e te agarra nas derrotas. O verdadeiro amigo não precisa dizer que está aqui todos os dias, porque ele está, e tu sabes disso quando passa o tempo que passar e a conversa desenrola-se como se ontem tivessem estado juntos.
Um verdadeiro amigo conhece-te muito bem e gosta de toda a tua pessoa, até dos defeitos, porque foram as tuas características e as dele, que plantaram na terra todos os vossos momentos, os bons e os maus. Se não quebrou, fez parte, fortaleceu.
Um verdadeiro amigo aparece quando todos os outros partem, quando as adversidades acontecem, amigo é aquele que está lá para o que der e vier, basta ligares, basta chorares, sorrires. Não precisa de morar na tua casa, mas no teu coração.
Amigo é aquele que partilha contigo memórias e deseja criar ainda mais lembranças, porque os tempos mudam, as vontades e a maneira de ser pode mudar, mas a amizade jamais!
Não implores, nem mendigues amor, porque tudo surge, tudo se revela e tudo se mantém, para sempre, se for verdadeiro, fica, permanece.

 

* Porquê complicar o amor? - Se é amor, faz bem.

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Ele só queria uma coisa: viver no seu abraço.
Nesse terno abraço para toda a vida, que incrivelmente, só ela sabia dar. Ela que embora cheia de medos e inseguranças era tão credível e segura nesse aperto que devia ser o único que a vida lhe devia dar. Consigo o seu sorriso era tão sincero, tão forte, tão poderoso, não havia mais nada que o pudesse fazer mais feliz que vê-la sorrir dentro do seu abraço.
Outrora ele nunca pensaria em apaixonar-se quanto mais prender-se a alguém, mas o coração tem sempre de levar a melhor, e fazê-lo repensar que há sempre alguém para nos completar, que o amor não é apenas uma noite de calor e que sozinhos não somos ninguém.
Então ele acorda e tem um querer para toda a vida: amar de coração essa mulher, que sorri nos seus olhos, que abraço o seu beijo e que aquece a sua alma e lhe escreve a realidade de que juntos são um só, um ser cada vez melhor, mais feliz.
Porque se é amor, faz bem, porquê complica-lo?

 

 

O teu abraço

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Obrigada. Era isso mesmo que eu precisava: um abraço. Um abraço apertado, um abraço forte, aconchegante, cheio de sentimentos bons e boas vibrações. Daqueles abraços que são dados com o coração, que curam.
Obrigada por me abraçares, por segurares a minha mão e me dizeres que continuas a abraçar-me mesmo que de longe. Obrigada por, mesmo não estares fisicamente, eu continuar a abraçar-te com a mesma intensidade, com a mesma força, com a mesma vontade.
É isto que me faz sentir que a amizade vai muito além da partida, não morre nunca. Porque quem é amigo sempre permanece, sempre nos diz “estou aqui” em pequenos códigos da alma, que o coração interpreta. E eu estou aqui, contigo sempre no pensamento. Porque sei que tu sabes o que sinto – saudades.
Obrigada por chegares e me abraçares, em sonhos. Deu para curar essa parte do meu coração partido, deu para acalmar as saudades que eu tenho de ti e da tua força de herói da esperança e da felicidade sempre escritas nesse sorriso e nesse aperto que nos liga para toda a vida – o abraço.

 

Tê-lo para sempre

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Os nossos olhares sabiam tudo um sobre o outro, conversavam sem palavras.
Estar com ele era rir às gargalhas, sentir-me bem, feliz. Muito feliz, ele contava piadas, tinha um sentido de humor infalível, fazia-me cocegas na barriga, fê-lo também no meu coração… mas temi tudo isso.
Há pessoas que são tão bons como amigos, mas não está certo serem mais que isso. Foi o que aconteceu connosco, tentámos algo mais e estragámos tudo o que tínhamos. Depois de vermos os nossos corpos nus, de sentimentos, sem roupas, deixámos intocáveis as nossas almas.
O silêncio demorou horas, dias, meses. Era infindável, perpétuo, doloroso.
Até ele chegar e dizer que não vivia sem mim, sem o meu sorriso, o meu olhar meigo.
Assinámos contrato de fidelidade de mãos de dadas e com um abraço apertado, o seu feitio seria meu amigo para sempre, era assim que nos aturávamos, não de outra forma, ele era um mau namorado, eu má namorada também, havia distância entre nós, não havia amor desses que falam de paixão, havia amor de amigos, e esse diz que dura uma vida inteira, foi o que aconteceu, melhor assim.
Tê-lo para sempre já é melhor que qualquer outro amor.

 

 

Sou grata.

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Obrigada por essa mão que não me larga, que não me deixa fugir.
Obrigada por esse sorriso que me inquieta, por essa alma limpa, a cada reencontro, em cada beijo.
Obrigada por esse adeus, sem partires. Por esses abraços que me apertam, sem me aprisionarem.
Obrigada por estares, por ficares, por seres o melhor de mim...
E depois de tanto agradecer, recuo e penso que o amor não se agradece, ele simplesmente acontece, é uma dádiva. Ainda assim sou grata por seres o meu presente para a eternidade. O meu melhor amigo.
Porque eu acredito que há amores que duram para sempre. Como é possível não acreditar? Como é possível te largar?
Sou grata, por ti, por mim, por nós.
De mãos entrelaçadas damos a volta ao mundo.

 

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