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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

18
Abr17

18 # Existirá destino sem os sonhos?

Carolina Cruz

“Pois merecemos. E termos um final feliz é aceitar que não temos mais nada a ver um com outro a não ser nas memórias. Iludi-me sim, sonhei muito alto, perdi-me no teu corpo, soube-me bem, senti prazer. No entanto, tenho maior prazer ainda em dizer que me desiludiste, o tempo muda as pessoas. Já não és o meu Manel do passado. Perdoo-te sim, ao fechar os olhos e lembrar que o que passou não passou de uma história terminada. Se eu tinha dúvidas hoje não as tenho mais. Tu adoras a sensação de me teres a teus pés, não a minha pessoa propriamente. Não nego nem duvido que me tenhas amado, mas mudaste. E não é a tua pessoa que eu quero na minha vida. Poderei cumprimentar-te, tomar café quando regressar a Portugal, somente isso. Amizade, nada mais. Perdoo-te sim e agradeço-te por teres-me ajudado a virar a página.
Sê feliz, beijinhos”

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Bloqueou o telemóvel e dirigiu-se à cozinha. John que se encontrava a escorrer a massa, recebeu um abraço. Sara abraçou-lhe as costas. Ele virou-se num repente delicioso.
- Vou dar o meu melhor. Virei a página. Agora, serás a única pessoa que eu hei-de querer ler. Vou fazer por merecer o teu amor. Por inteiro. Sei que dói, mas vamos fazer por isso?
John sorriu, olhou-a e só conseguiu beijá-la.
- I love you. – disse ele.
- Me too.
Sara voltou a Londres, aos recitais de Shakespeare, à enfermagem e nos braços de John manteve o seu sonho. Não há destino se não seguirmos os nossos sonhos, não há destino se os sonhos dos outros mudaram e só um fala de paixão, de amor, ou de futuro. Só existe destino, se ambos quiserem. Sonhos morrem e nascem todos os dias. Os verdadeiros, os nossos, permanecerão.

 

(fim.)

25
Dez16

Feliz Natal

Carolina Cruz

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Quando crescemos percebemos que não é cliché dizer que no Natal "o importante é ter saúde", porque é verdade. Quando crescemos percebemos que o Natal é somente uma época, o nascimento de Jesus, porque o Natal, esse do amor, da partilha, da ajuda e da solidariedade deve ser dito e feito ao longo de todo o ano. Por isso, hoje eu sei que ter saúde é o que basta para todo o resto existir - o amor, a partilha, a amizade. E esses gestos, tal como os abraços e as mensagens de gratidão, devem ser festejadas todos os dias, e não só nesta altura de festas.
Assim e como vos desejo amor todo o ano junto dos meus gestos, dos meus olhares e dos meus sorrisos, desejo-vos um Natal Feliz, junto de quem mais amam.
 

 

 
08
Jun16

[Completas-me] Com Titi

Carolina Cruz

Hoje a nossa convidada de "completas-me" é a Titi, do blog "Em nome do amor", que é uma pessoa com quem eu me identifico bastante, na forma de escrever e de sentir.. Passem no blog dela porque é maravilhoso o que ela escreve! Entretanto leiam o que escrevemos em conjunto:

 

Texto da titi.jpg

 

"Há muito que os nossos olhares se cruzaram. Naquele dia, embriagados pelas luzes de uma noite de festa e uma roda gigante de pessoas barulhentas. Abeiraste-te de mim e num inocente gesto, ajoelhado aos meus pés "queres casar comigo?". Nada aflita agarrei a tua mão e dançamos noite dentro. Como se aquilo significa-se "sim", e eu nem te conhecia. As estrelas estavam a conspirar a meu favor. E eu adorei. Detestava passear de mãos dadas contigo pela rua. Eram raras as vezes que te agarrava. E te beijava publicamente. Dificilmente declarava o meu amor por ti. Era livre. Espontânea. Divertida. Amarga. Estranha. Era no fundo estranhamente eu, fiel a mim, e à nossa perfeição. Não me preocupava que nos achassem estranhos de nós. Porque os estranhos eram eles. Invadiam o nosso café, com os seus beijos melosos e os abraços que não se descolavam. O meu olhar perplexo colava-se neles, e quase me distraía de ti. Como eu gostava do nosso amor livre. Eu saía com os meus amigos e tu com os teus. E no dia a seguir a saudade até parecia maior. Queria correr para te contar como senti a tua falta, como me senti incompleta sem estares ali. Era como se todos os dias te amasse de novo, mas melhor. Os castelos encantados. As noites quentes. O brilho no teu olhar. As saudades que eu tenho daquele amor, de nunca te disse, mas que era só nosso, que me deixa estranhamente apaixonada por ti. Até hoje. E até sempre. Porque te amo. E tu amas-me?"
Amas-me? Mesmo depois deste meu ar frio e cruel de te querer tanto sem te abraçar? Pareceu-me que a tua partida foi desmedida, sem pensares realmente que no meu jeito livre eu também tinha sentimentos, exatos, paralelos e imediatos, fortes, acolhedores, mas… caramba! Sempre foi a minha maneira de ser, porque haveria de mudar por ti? Se nem acolheste bem este meu jeito de ser, se não amaste os meus defeitos tanto quanto amaste as minhas virtudes. Eu sei que no fundo amaste, eu sei que amaste, mas deixaste-te levar pelos comentários baixos de quem dizia amar-te mais que eu, porque o provava em cada gesto exagerado.
Em todos os sorrisos cínicos que ela te lançava, em todos os abraços pouco sinceros, nos beijos exagerados que ela te deu, nada provou, ela não te amou mais que eu… Tanto que hoje estás sozinho. Porque ela só queria o que lhe podias dar, é essa a nossa grande diferença entre nós, eu só te queria a ti, só a tua presença bastava-me, fazia-me bem à alma, ao coração. Diferentes pessoas demonstram de forma diferente o seu amor, não que amem menos. Foi o meu caso.
Eu que não queria sofrer de amor, despedacei por completo todas as partículas do meu corpo, mas não me vou ajoelhar a teus pés, implorando que voltes, foste tu que partiste.

07
Abr16

Abracei-o

Carolina Cruz

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Abracei-o, sem deixá-lo partir, abracei-o como se abraça o tempo e se pede para ficar, ficar no quarto fechado onde só o amor tem espaço e verdade para se habitar. 
Era tudo aquilo que queria, mais nada, precisava do seu alento, da sua paz, porque a sua pacatez acalmava a minha energia que teimava em não adormecer. 
Eu queria realmente adormecer nos seus braços e sobre um instante de profundo silêncio, dormi de mansinho, aconcheguei-me sobre o seu leito e pude agradecer-lhe toda a eternidade em que existimos, num momento simples e especial, de amor.

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