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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

22
Fev18

Esse buraquinho

Carolina Cruz

Babi e Daniela.jpg

 

Estás a ver esse buraquinho no teu coração? 
Vai fechar, tenho a certeza.
Não chores, querida.
Eu sei como dói, já passei por isso.
Todos morremos por amor ou matamos as alegrias do nosso coração por sentir tristeza e dor por amar alguém que não nos ama de volta.
O amor é tão bonito quando é correspondido, quando não o é, é feio, doloroso, cru e cruel. 
Hoje o teu coração dói, eu sei, não queres mais ninguém, mas por favor, deixa-me dizer-te que será passageiro. Sei que esse vazio irá encontrar alguém que o preencha e não vai doer mais, nunca mais. Vai palpitar a mil, vai sorrir como se outrora tudo tivera uma razão de ser, para te fazer olhar o mundo com outros olhos, para te fazer amar ainda mais esse amor que não tem fim.
Sei que sou sonhadora, amante louca e romântica nata. Sei que sonho demais, mas foi sonhar que me fez curar esse sopro que me batia no peito.
Ter esperança limpa as lágrimas de chuva e dá ao teu rosto um sorriso de sol.
Por favor, vamos experimentar?

 

______

 

Photo: Filme "Tengo ganas de ti"

21
Fev18

Magia

Carolina Cruz

 

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Há uma magia nos seus olhos, há curiosidade, mistério, amor, tanto amor... tão saboroso, tão doce!
A sua vida é longa, ainda conta tão poucos anos.
Caminhos tristes fizeram dele um homem forte, inquieto, de poucas palavras, porém, olho para ele e sei quão bom ele é.
Gosto do seu sorriso e da forma como, nos seus braços, eu me sinto em paz.
Ele não é nenhum cavaleiro andante, nenhum super-herói, nem o homem perfeito, mas é o homem que eu amo. 
Como posso eu dizer-lhe que quando olhos nos seus olhos só quero morrer de amor e viver eternamente?
Não preciso de palavras, nem mensagens em códigos secretos, preciso de permanecer nos seus braços e deixar acontecer, respeitar o seu silêncio, amá-lo inteiramente, porque tenho a certeza de que, venha quem vier, será para sempre.

 

______

 

Photo by Rosalya Lily  in "We heart it"

18
Fev18

Um fado que não tem nome

Carolina Cruz

Aygun in we heart it.jpg

 

Há um amor que nos rouba o peito, o presente e a terra. 
Rouba-nos o peito ferozmente, como se o batimento fugisse para outro coração, que nos guia para um futuro onde queremos estar no corpo nu de quem nos despe a alma e é nessa altura em que sonhamos com um futuro, mesmo que perto, que deixamos de sentir os pés, fugimos da prisão dos pensamentos negativos e permitimo-nos ter esperança.
O amor é isso, um fado que não tem nome, uma flor que brota e que murcha, que nos inflama e nos gela, nos faz saber definir a saudade e querer matá-la, matando todas as entranhas dessa paixão que devoramos até ao tutano, e ainda assim… Ai! Ainda assim, querer viver! Viver intensamente tudo aquilo que de bonito o amor tem. 
As lágrimas desaparecem, dão lugar aos sorrisos, o colorido da vida traz esperança e essa saudade que se canta pelo nosso povo é trocada pelos abraços ternos e prazerosos, na alma e no quarto. 
O amor que se vive, também dói, mas é isso que há de feliz nessa necessidade de sentir, é poderoso, intenso e faz girar o mundo, compra tudo o que não imploraríamos ao dinheiro e é o melhor lar onde nos podemos abrigar. 
Por isso, amamos, mesmo que não nos amem de volta, amamos quando é recíproco, quando já deixou de ser, quando acreditamos que no lado escuro podemos ver as estrelas. O amor é bom, o amor é leve, é prazeroso, doloroso, masoquista, mas é tão bom, é tão bom sonhar, porque afinal de contas, o melhor lugar do mundo é num abraço, na alma e no coração de quem amamos, de olhos abertos ou a dormir.

 

 

Foto by Aygun in we heart it

17
Fev18

[Ficção] Desculpa-me

Carolina Cruz

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Desculpa-me.
Desculpa, mas não consigo amar-te de volta.
Desculpa por, mesmo ele já não merecer, a sua pele ainda viver em mim.
Desculpa, ainda não consigo amar outro alguém que não o homem com o qual me divorciei.
Desculpa, por ver esses olhos brilharem como esmeraldas, anunciando todo o amor do mundo e eu não poder sequer tocá-lo.
No meu peito ainda não há espaço para o teu coração. Há apenas um vazio enorme por amar quem já não me ama.
Pudesse eu ouvir-te cantar todas as canções do mundo, nessa tua forma doce de me amares, e me embalar nos teus braços. Mas não posso... 
Seria cruel e cobarde demais pedir que vivesses esse amor não correspondido e que amasses pelos dois.
És o homem de sonho de qualquer mulher... pudesse o coração escolher quem ama!
Esperaria anos a fio para que colasses todos os pedaços que se partiram no meu coração, mas pedi-lo era egoísta, tens uma vida à tua frente com esses olhos a brilhar.
Não esperes por mim.
Desculpa-me.

 

 

-- fotografia do filme "Newness" --

15
Fev18

[ACMA] Guarda-me para sempre na tua história

Carolina Cruz

Mais um post em conjunto com o projeto "A cultura mora aqui"!
O tema deste mês é TRADIÇÕES E COSTUMES
Decidi escrever sobre o amor proíbido no choque de culturas e tradições. Espero que gostem!

Yoann Boyer, via Unsplash.jpeg

 

Ainda me lembro, como se fosse hoje, o dia em que os nossos olhos se conheceram. 
Os teus olhos verdes apaixonaram-me ao primeiro instante, mas o que soube pouco depois desmoronou qualquer paixão possível de durar.
Quis o destino que nos encontrássemos em Londres, mas não era nossa cidade natal.
A tua vida era inquieta, a tua forma de ser ainda mais.

- Esta é a minha mulher! - disseste semanas mais tarde.

Apertei-lhe a mão e sorri. Que sorriso amargo! 
Quando ela se afastou, disseste baixinho e apertaste a minha mão:

- Não nos amamos.

Soltei um riso penetrante, olhaste à tua volta e abaste-o com um beijo.
Recordei todas as vezes em que nenhuma das nossas diferenças importava, nem as nossas ideologias, religião ou tradições.
O meu corpo era apenas um corpo de mulher que encaixava como um puzzle com todas as peças no teu.
Esse amor poderoso, o sabor do prazer, a delicadeza de um beijo na testa, de um simples sorriso.
Naquela hora em que cruzei o olhar com a tua mulher, pensei e consenti que tudo o que havíamos vivido não passara de um sonho que morrera.
Como tinhas a lata de dizer que não a amavas? Ou de me beijar depois de tudo?
O amor é um verdadeiro lixo e pior que isso, é a cultura deformada de cada lugar, as tradições que não mudam e as mentes que continuam fechadas.
Eu sabia que eras indiano e eu, portuguesa que sonha, acreditei que seria diferente, que a tua família não tinha escolhido pretendente alguma quando nasceras.
Doía-me a certeza de que, mesmo que não a amasses ou me amasses, não poderíamos ficar juntos. Por mais amor que vivêssemos ou sentíssemos, não teria força suficiente para arrebatar qualquer cultura poderosa com tradições enraizadas. 
O que será de nós dois? O que faremos do nosso amor impossível?
Não serei capaz de me subjugar a amar-te escondida.
Quem sabe se noutra vida nos cruzaremos de novo e, com vidas diferentes, poderemos amar-nos tranquilamente.
Não nos podemos magoar, apenas ter esperança de que algures, em tempos que virão, isso aconteça. 
Hoje, aqui, não te posso amar mais, leva o meu beijo contigo e guarda-me para sempre na tua história. 

 

[Foto by Yoann Boyer, via Unsplash]

 

Sobre o projeto A Cultura Mora Aqui
 

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Criado pela Ju, do blog Cor Sem Fim, o projeto A Cultura Mora Aqui - ou ACMA, para abreviar - tenciona, tal como tenho vindo a referir nos meses anteriores, trazer a cultura de volta à internet com temas mensais ou bimestrais. Para participarem, só têm de enviar um e-mail com os vossos dados para acma.cultura@gmail.com - aproveito para repetir que não vamos falar sobre outfits, maquilhagem, moda, etc, e que qualquer um de vós pode participar, não sendo obrigatório fazê-lo todos os meses. Para não perderem nenhum post, já podem seguir a página do ACMA no facebook e a Revista.

12
Fev18

[Ficção] Não faças isso!

Carolina Cruz

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Não faças isso. Não, não sorrias dessa maneira. Assim consegues trocar-me todos os meus pensamentos e fazer-me perceber que ainda te amo. 
Porquê? Por que é que tem de ser tão difícil ficarmos juntos? Por que não é a vida mais simples do que o nosso dia-a-dia? Se tudo fosse mais fácil acredita que estaria de novo nos teus braços, a implorar-te uma noite de amor e um pequeno-almoço dos nossos. 
Porém as nossas vidas tomaram um rumo diferente, não foi culpa minha, nem tua, nem nossa, creio eu. Foi da vida, dos diferentes caminhos que nos separaram.
Por isso, peço-te, não faças isso. Porque é quando sorris que eu percebo que não há nem nunca houve mais ninguém no meu coração (a transpirar-me a alma) do que tu. 
É quando sorris que fecho os olhos e me lembro do meu corpo a perder-se no teu, do sexo carnal e feliz, da alegria a brotar da serenidade depois do prazer e tudo o que quero fazer quando sorris é fechar os olhos e beijar-te, como da primeira vez, como de todas as vezes que me deixaste inquieta, a fervilhar por mais. 
Por isso, não faças isso, que eu caio na tentação!...
Por mais que peça, tu lá estás a sorrir. Pegas-me na mão e deixas-me morrer um bocadinho. 

 

- Voltamos a tentar? - perguntas.


Eu sorrio. Não há saudade sem volta, dizia ao poeta.
Vou render-me a ti- Sim, rendi-me, completamente.
Beijo-te o pescoço, dispo-te a alma.
Voltámos a ser, a sentir, coro e sorrio. Obrigada por sorrires.

09
Fev18

[Cinema] Call me by your name

Carolina Cruz

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Já há alguns dias que vi este filme e ainda não tinha comentado convosco a minha opinião sobre ele. 
É um filme bastante falado e premiado este ano e que, na minha opinião, é bem merecido. 
É um filme aberto, sem receios, sem dramas, despido e completo, na nudez do ser humano e do amor. Porque o amor é mesmo isso não é? A nudez da alma, o coração por inteiro. Não importa se é entre homem e mulher ou dois homens. O amor não tem cor, não tem idade, nem sexo.
O amor é um sentimento simples, bonito e não deixa de ser bonito por ser dito diferente. E é feio dizer-se que um amor é diferente. Porquê? Se o que sentimos transborda no peito? Para quê nos magoarmos ou escondermos o que sentimos com medo do que a sociedade pode pensar?
Foi este pensamento que "Call me by your name" me trouxe. Aquilo que une dois seres humanos ninguém tem que crer ou querer saber, é simplesmente seu e único, bonito, belo e feliz. 
O primeiro amor marca-nos para sempre e o primeiro amor de Elio será o seu amor para a vida toda, quanto mais não seja na lembrança, pois Oliver mudou a sua vida e a sua forma de pensar. 
Uma longa-metragem que nos faz debater sobre temas importantes e ainda tabus na nossa sociedade fechada. Fala-nos também sobre o apoio parental e a amizade.
Eu adorei e recomendo.

 

E vocês já viram?

 

 

08
Fev18

[Cinema] Somente tu (Sadece Sen)

Carolina Cruz

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Um filme estupendamente incrível. 
Prende-nos, deixa-nos inquietos, é ideal para quem gosta de filmes românticos e ao mesmo tempo a quem não resiste a um bom suspense com muita ação e adrenalina à mistura. 
É um filme romântico, que muitos dirão ser clichém mas que eu defino como uma forma bonita e poderosa de nos falar da diferença, da superação, da amizade, do amor, do perdão...
Este filme fala-nos de Ali, um antigo pugilista que se apaixona por uma jovem cega e a sua vida muda para sempre, porém há algo que descobre e que o faz voltar ao passado de lutas e de violência.
O que será?
Como vos disse é um filme de suspense, de curtar a respiração do início ao fim.
Encontra-se disponível no Netflix! Já conheciam?!

 

 

05
Fev18

Amigo!

Carolina Cruz

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Um amigo é um pequeno super-herói.
Faz-nos felizes, cura as nossas dores e respeita o nosso silêncio a seu lado e abraça-nos com o coração. 
Um amigo é um porto de abrigo seguro, que mesmo longe, se torna perto, na forma mais bonita de se amar. 
Um amigo fica quando todas as paixões vão embora e quando todas as desilusões chegam. Por isso digo que um bom amigo é um verdadeiro herói.
Se dói, está lá, cura. Se é vitória, está lá para nos apoiar como esteve nas dores do corpo, da mente e da alma.
Sente orgulho se dás o melhor de ti e esse melhor de ti é o melhor dele também. 
É esse amor que sentem um pelo outro, porque amizade é mais que amor, e assim sendo não há distância que separe um grande sentir. 
A amizade está à distância de um abraço para toda a vida. Se for verdadeira não haverá distância e sim, durará pela eternidade. 
Abraças-me amigo?!

03
Fev18

O nosso sorriso

Carolina Cruz

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Inventaram mil formas de sorrir, nenhuma era igual à tua. 
Inventaram mil maneiras de ser feliz, nenhuma era igual ao batimento do meu coração por ti. 
Inventaram mil formas de amar, mas nenhuma era tão forte como o sentimento que nutres por mim. E eu por ti. 
Não há formas ou maneiras de inventar um amor como o nosso. Creio que fomos feitos um para o outro e isso diz tudo. Não como nos filmes, não como nas séries românticas ou nos livros cliché. Não, fomos feitos um para o outro na contemplação da vida, do real, da certeza, do verdadeiro sentido de sentir e viver dando vida um ao outro.
Sabes o que é olhar nos olhos e sentir-me protegida? Sei que sabes quando olhas nos meus olhos e te sentes amado e orgulhoso por me pertenceres. 
Não quero usar palavras de “para sempre” ou “eternamente” porque sei que o destino é nosso, seja em que tempo for, pois o presente é sempre o melhor presente que podemos dar um ao outro. 
Inventaram o passado que foi nosso, o futuro inventaremos nós, com o nosso sorriso e amor que não são iguais a mais nenhum lugar do mundo.

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