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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

12
Set17

[Ficção] Porquê agora?

Carolina Cruz

UNDER-THE-TUSCAN-SUN-DI-01-slider.jpg

 

Tenho 30 anos. 
Nunca antes vivi um amor platónico.
Porquê agora? Depois de ultrapassar todas as mágoas de relações amorosas…
Talvez por isso eu sinta que seja amor platónico, pois falta-me aquele que é o mais precioso, o amor que sinto por mim mesma. 
As relações falhadas levaram-mo todo. Uma e outra vez, sem restar nada de mim.
Por isso acho que apaixonar-me pelos teus olhos azuis é inútil, que tocar as tuas mãos como simples cumprimento e fervilhar o coração dentro de mim é ridículo.
O que resta de mim depois de tudo o que me levaram? Se eu não me amar, não posso amar outro alguém, mesmo que seja correspondida. 
Ainda assim não é o que sinto que sintas por mim, o mesmo amor, a mesma obsessão inocente, a mesma paixão.
Estarei a confundir certamente tudo o que há dentro de mim, preciso de me sentar e conversar comigo mesma, situar-me e sentir-me, só depois com certeza poderei conversar contigo, se quiseres dar-me um pouco de atenção. 
Estou cansada de sofrer, por isso se um dia vieres, vem para ficar e faz-me sentir completa, ama-me e faz com que eu me apaixone de novo pela pessoa que sou. 
Isso é o mais importante. O amor-próprio. 
Depois amar-te-ei completamente, do fundo do meu coração.

26
Mai17

[Cinema] Under the tuscan sun

Carolina Cruz

19873092.jpg

 

O amor verdadeiro surgirá.
Até lá, não deprimas, não te lamentes, diverte-te!
Há um mundo lá fora que te quer ver sorrir, milhares de paisagens para disfrutar e pessoas novas para conhecer.
Frances julgava ter um casamento feliz, mas foi traída.
Desacreditou do amor até ao dia em que ao viajar para a Toscana, a terra do maravilhoso pôr-do-sol, percebeu que o amor é um sentimento muito além de uma relação amorosa.
Percebeu também que o amor próprio é o mais importante e que é meio caminho para o sucesso.
Desta forma, Frances compra um velho casarão de uma duquesa antiga. A casa necessita de obras. Ainda assim, Frances recomeçou ali a sua vida.
E é aí que tudo começa a ter graça. Depois de se libertar das tristezas e do medo, a sua vida começa a ter cor.

Um filme com paisagens lindíssimas e com uma mensagem muito importante!
Quem já viu? Tratem disso!
 
 

 

25
Mai17

[O teu olhar] tudo faz parte!

Carolina Cruz

Carolina Pereira.jpg

 

Olha-te ao espelho. Chega de dizeres que não és mais tu, que estás mais gorda ou que já não és tão bonita como outrora.
Põe o teu colar preferido, o teu melhor batom e arrasa.
Não há mulher que não seja bonita se mostrar um pouco da sua atitude tão promissora.
Chega de te esconderes por detrás da imagem do que julgas que és. Chega de te esconderes na papelada do trabalho e não aproveitares a beleza da vida.
És bonita sim. Os rapazes olham-te e sorriem. Mas isso pouco importa, a tua maturidade é grande e tu já és crescida o suficiente para saber que o que os outros pensam de ti, não é quem tu és e que o que eles pensam não importa.
Quem virá para tornar a tua vida melhor e fazer-te acreditar de novo no amor, não será pelo teu decote ou pelas tuas formas bem-feitas. Será pela pessoa que és, pela tua luta, pelo teu interesse pela vida, pela tua forma de a encarar.
Por isso, parte à conquista do teu mundo. Põe a tua gargantilha e vai ser feliz. Vai dançar, vai aprender, vai sofrer de novo, se for preciso, porque tudo faz parte, tudo é viver.
 

 

 
(Fotografia da autoria da querida Carolina, que tem uma página de colares e tanta coisa maravilhosa, feita pelas suas mãos de boneca, visitem: M a n d a l a.)
22
Mai17

[Ficção] Quem ama...

Carolina Cruz

serforte.jpg

 

És valente por vir pedir desculpa? Por vires dizer a verdade? Até podes ser, mas… uma ova! Quem ama não trai.
És um cobarde. De que é que sentiste falta? Do teu espaço de solteiro? Do teu engate piroso, só pelo facto de eu já estar conquistada?
Metes-me nojo. É só isso que te consigo dizer.
Tu sabes que não perdoo, eu não sou ninguém a menos para estar a mais.
Mesmo que aches que não, eu tenho amor-próprio. O suficiente para te dizer que as tuas lágrimas de crocodilo não me afetam, que tenho mais pena de ti que de mim. Eu não perdi nada, mas tu perdeste o teu melhor. Se tivesses mantido a tua dedicação, eu seria a mulher da tua vida, mas não sou do tipo de mulher que implora para ficares ou que quer fiques, depois de toda a desilusão, de toda a merda que fizeste.
Não me irei ajoelhar, muito menos implorar esse amor que ainda dizes sentir. Se para ti, isso é amor, não é igual à minha definição. Quem ama não trai.
Quem ama, não vive somente para essa pessoa, mas a sua vida amorosa pertence a um só corpo, a um só coração. Se partilhaste esse desejo, mesmo que não tenha sido amor, não te quero mais.

 

 

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