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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

Vem, sem demoras!

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Vem, sem demoras. 
A minha alma precisa do teu corpo.
Os meus olhos precisam do teu sorriso.
Pequenas coisas tuas, nossas, que me fazem tão feliz.
Preciso de ti, de nós, simplesmente. Dos nossos corpos expostos na cama, exprimindo tudo o que o coração sente, um desejo, uma conversa boa, bonita, muito mais que isso e não preciso de dizer-te.
Vem almoçar comigo, sujar a barba, falar de boca cheia, fazer-me sorrir.
Chama-me nomes e declara que somos os melhores amigos, vem soltar gargalhadas comigo, vem fazer-me feliz. 
E, para me fazeres feliz, é preciso tão pouco, mas tanto… 
Tanto de ti… um tanto da tua atenção, da tua sabedoria, do teu conforto, do teu amor.
Somente isso, não é pouco, nem muito, mas é tudo.
Vem, traz uma colher, prova este gelado, deixa que o doce te escorregue pela boca, sorri e vem beijar-me com esse sorriso.
Não demores, não demores a chegar, porque é isso que me faz feliz, tu estares, tu existires, de mão dada com a minha, mesmo quando o mundo lá fora teima em virar-se do avesso.
Nos teus olhos, o mundo é feliz, e nos teus olhos... eu tenho mundo!
Vem, sem demoras.

Um novo começo (parte V)

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Quando se apercebeu de que era ele, Sofia quis correr para junto da grade, onde acabou por chegar e vislumbrar o olhar intenso e concentrado com que Mike tocava “Creed” de Radiohead. Os seus olhos tremeram de medo que os dele a olhassem, mas quando isso acontecera um sorriso nasceu. Um sorriso que quebrou todo o gelo e todo o medo que pudesse existir em Sofia. Fosse o que fosse que pudesse acontecer, ela sentia que não podia negar essa cumplicidade no bater do coração, não podia negar mais aquela atração e não podia rejeitá-la, ou a ela, por causa da sua língua, pois a paixão só tem um único idioma.
Quando as duas amigas chegaram ao pé dela, Sofia estava tão incrédula que não conseguia dizer o que sentia…
- É o meu… - Estava para dizer às amigas quando ele dedicou a próxima música que cantaria.
- The next music… dedicada a Sófia.
Aquela metade inglesa, metade portuguesa da frase dava-lhe um charme que era impossível resistir, assim como a música: “love of my life”, dos Queen. Embora se tratasse de uma hipérbole, ela podia sim, ser o amor da sua vida, naquele momento, naquela hora, naquele instante, o suficiente para durar a vida toda, se não arriscasse, também nunca saberia.
“Vai ter com ele”, “não hesites”, “arrepende-te apenas do que não fizeste”, diziam as amigas, quando Sofia decidira ir ter com ele onde milhares de miúdas aguardavam uma fotografia.
- Diga-lhe que é a Sofia. – Dizia ela ansiosa ao segurança.
Será que as portas do pequeno camarim se abririam para ela? Naquele instante em que pensava…
- Desculpe… - disse o segurança. – pode entrar.
Então as grades abriram-se numa brecha e quando pôde abrir a pequena porta de onde se encontrava Mike, os seus olhos voltaram a sorrir, os olhos de ambos.
- Sorry… - Disse-lhe Sofia. – Thank you! – os seus olhos diziam tudo, sem se esquecer de que era um beijo o que mais desejava.
Ele sorriu-lhe de volta, será que também ele sonhara com esse beijo desde que a salvara?

 

(continua...)

 

 

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