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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

O que somos após tudo terminar?

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Somos lume aceso pronto a arder. 
Somos prato servido para ser pó e além da nossa alma que fica no coração dos outros, daqueles que nos amam, nada seremos após a nossa morte. 
Vimos ao mundo para ser, para ousar ser livre, no entanto há sempre algo que nos prende: a ansiedade, o medo, o tempo finito. 
Não há ninguém que não tema a morte, não existe, usamo-la como segurança dos nossos erros ou um escape para quando já não conseguimos viver com as consequências deles. 
Somos nada que é um tudo para alguém. Amamos, profundamente, loucamente, fazemos coisas impensáveis em busca de nos tornarmos eternos para alguém. 
Mas será essa eternidade executável? Verdadeira? Exata? 
Será que não nos esquecerão quando nada restará se não as memórias, se não o tempo da nossa ausência?
Quem somos depois de partirmos? Qual é a definição do amor após só nos restar a alma? É a alma que ama ou o corpo por inteiro?
Há dias em que viver não me basta, por isso vou à procura de razões a perguntas que nunca serão respondidas... 
Nunca? Será? Eu não deixo de pensar, enquanto não tiver respostas! 
O que somos após tudo terminar?
 
 

 

Dentro da minha cabeça

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Armo-me em forte quando passas por mim, sinto-me altiva, despreocupada, indiferente. No entanto, quando viras costas é quando tudo em mim desaba. Sabes que dentro dessa forma despreocupada o meu corpo treme ao olhar-te, toda eu estremeço ao querer-te de volta, nem que fosse apenas como amigo.
Dentro da minha cabeça tudo acontece, milhares de coisas se movem e na tua ausência choro, choro muito. E ainda que não queira, apetece-me dizer-te que, apesar de tudo, de toda a parvoíce, a irresponsabilidade, a tua indiferença e para mim desapontamento, desilusão, eu ainda te amo, ainda te quero, talvez ainda da mesma forma que queria quando estava sob o teu abraço. É isso que me faz falta. O teu abraço. Dói-me ver-te por aí, com esse teu ar descontraído, feliz, como se não precisasses mais de mim para viver. Será que, tal como eu, isso é apenas uma defesa? Uma máscara onde escondes as tuas lágrimas? Não quero omitir-te mais, magoaste-me sim, mas o amor é mesmo isto, não é? Perdoar, se me quiseres de volta.
Merda, que se lixe o mundo, quero mesmo o teu sorriso de volta, a beijar o meu.

 

 

Este amor que por ti tenho.

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Este amor que por ti tenho pode não ser a única certeza que me agarra à vida, mas é uma das maiores.
Sei e sinto, que te amo todos os dias e é nesses dias em que eu sou mais feliz, mesma na tua ausência, quero com isto agradecer-te por existires em mim, por ti tenho todos as horas, uma alma contente.
Nunca o coração bateu tão certo e tão forte, nunca o sexo fez tanto sentido, como hoje, como contigo.
Por isso te digo também que não preciso, nem quero, conquistar o coração de mais ninguém com a intenção de o amar. Porque quero e devo, não como obrigação mas como compromisso e amor, de conquistar-te para todo o sempre. É a ti que eu quero conquistar todos os minutos, desejando ser conquistada por esse mesmo tempo, deixar que seja o sorriso mais bonito o que nos contamine de paixão até as nossas mãos dadas estejam envelhecidas, e as rugas atravessarem esse olhar que sorri como na primeira vez, exatamente como na primavera da vida, em que este amor nos torna e nos faz ser.

 

Eterna

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Sob os olhos chovem lágrimas, que esborratam a cara e sujam a boca.
Não dá mais, não agora. Às vezes precisas de deitar tudo cá para fora, de seres tu, mais ninguém.
Desabafa contigo mesma, porque só tu sentes essa ausência que mais ninguém compreende, essa vontade de ser feliz e que não vem, essa fome de consumir todas as saudades que morrem no peito.
Chora, porque não podes ser forte a vida inteira. Não dá mais. Não agora.
Não deixes que ninguém queime o teu corpo, desejando matar o teu sonho. Tu não estás sozinha, tu és forte, mas precisas de uma pausa. Não dá mais. Não agora.
Mas amanhã, amanhã tudo volta. Amanhã volta essa sede de viver, por ti, mais ninguém.
De lutares por esse sonho que é só teu, de mais ninguém. Não ouças as vozes que, com relutância, te dizem para parar, que não consegues. Eu sei que hoje só as consegues ouvir, que hoje não consegues lutar. Não dá mais. Não agora.
No entanto, diz que as palavras que escreves são o mote para seres feliz, que é esse o teu sonho, que mesmo quando toda a gente te tenta deitar abaixo, tu levantas a cabeça após caíres e lhes dizes que as palavras que dás o mundo também são a tua forma de agradecer e dar alguém essa alma forte que tens, mas que hoje não dá mais. Não agora.
Não precisas de ser forte todos os dias da tua vida, também precisas de cair para te segurares, também precisas de perder para ganhar, de chorar para amanhã mostrares que esse teu sorriso valeu todas as lágrimas.
Não chores mais. Não agora. Levanta, voa, vive essas palavras, que são quem tu és, a simplicidade de um lugar melhor, de um coração que sangra por viver e amar demais.
Não te lamentes por ele ser tão sentimental e tem a noção que é isso que te torna especial, eterna.

 

 

Esta tua ausência

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Esta tua ausência que me mata.
Esta tua ausência que vive numa saudade infinita, numa presença distante que não perdura.
Um amor que morre no meu peito mesmo antes de ter nascido.
Esta inconstância de te ter tido apenas numa noite não deixa o amor que sinto por ti terminar, há uma sede interminável de te ter.
Se ao menos eu te pudesse escrever, mas não tenho contacto nenhum teu, quero sonhar que te tenho e ter-te na realidade de um sonho teu,
Porque só uma noite não chega, pois um dia pode ser tarde demais.

 

 

* Filmes com história: Bravetown

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Há marcas de guerra e de saudade que deixam marcas para sempre, há pessoas que não voltam e outras que não conseguem refazer as suas vidas na sua ausência.
Outras há que estão presentes, mas ainda assim sempre ausentes, desejando a cada segundo a ausência ou a indiferença da presença de quem lhes deveria ser tão querido.
Tristezas há em todas as famílias, quanto mais não seja quando se chora a morte de alguém, mas há famílias que nem se deviam chamar como tal.
Toda a história que não se sabe contar é uma ferida aberta no peito, é por isso que custa traduzir por palavras, é uma dor que afinca o peito e traz um aperto na garganta. Nunca se sabe como reagir perante nós mesmos, muito menos com os outros.
Sabe-se bem que o segredo é confiar mas em quem? Um dia alguém surge para mudar essa maneira de ser, para ajudar a transformar essa dor em vitória, e pesadelos em boas formas de aprendizagem, aprendemos a partilhar com alguém a nossa dor e então tudo se torna mais leve, como se de uma dança se tratasse.
A mudança na vida de Josh muda, sem conta (mais tarde, de forma intencional) a vida de quem se cruza no seu caminho, acreditando sempre numa máxima muito conhecida de que “há males que vêm por bem”.
Um drama que levamos de um início ao fim, sempre com motivação!
Um filme com um bom ritmo para um passo de dança no sofá a um domingo à tarde!
Vejam, vale a pena!

 

* Ficção: Uma fronteira que nos separa

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Há uma fronteira que nos separa. No dia em que devíamos fazer cinco anos juntos. Podíamos estar unidos, mas não, nada disso. Eu simplesmente limitei-me a perder-te. Como pude descer tão baixo, não te querendo? Ter-te desrespeitado? E… mesmo depois de me teres perdoado, eu não te ter aceitado de volta?
É verdade, eu mereço, sim. Mereço toda esta ruína em que se tornou o meu mundo.
No fim de tudo, bati no fundo. Percebi que era contigo que queria e quero estar, mas não posso, não te mereço como antes, nunca te mereci, na verdade.
Passaram cinco anos desde o primeiro beijo, o melhor em toda a minha vida, sei-o, simplesmente porque o aperto do peito só se sabe recordar dele a cada momento em que bate.
Para além do teu sorriso que me paralisa para o qual olho todos as noites, em todas as fotografias que tirámos.
Hoje sei o quanto cresci com o sofrimento, com a tua ausência, já não sou o miúdo estupido que te deseja apenas, mas que te ama por inteiro.
No entanto, a vida quis assim, que me separasse de ti, que me fizesse perceber o quanto és bonita e o que eu perdi.
Só lamento isso, tudo isso.
 

 

 

 

Já não sei ser (in)diferente.

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A tua ausência é o meu desassossego. Já me habituei a senti-lo, é o amor que sinto, que sozinha me deixa incompleta.
Penso para comigo, sonho e sinto que quando te reencontrar o meu sorriso será do tamanho do mundo e que meus olhos irão brilhar mais que todas as estrelas do luar.
Já não sei ser diferente na tua ausência, és a razão pela qual sigo em frente e um dia sem ti, é sentir-me parada.
Talvez seja egoísta, mas quero amar-te mais que a mim mesma, cuidar de ti, melhor que ninguém, e dizer-te que as palavras não chegam por isso criei gestos só nossos, que ninguém conhece, talvez fale mas, não é importante.
Importante é aquilo que sou, contigo, e o que sou na minha essência. E, sou muito mais que amor, sou o desejo de um amor eterno, que és tu.

 

Photo: Dear John (movie)

* Simplicidades da vida: Um (re)encontro

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Já dizia André Sardet numa música sua que “um encontro ao fim de um tempo é mais doce que viver” e é verdade, é bom reencontrarmo-nos com quem mais gostamos, um velho amigo, um familiar querido.
Ter uma conversa longa sobre tudo o que acontecera na sua ausência e falar, agir como se nenhum tempo tivesse passado entre nós. 
As saudades sentidas mostraram que se solidificaram os nossos sentimentos e a certeza de que é amizade e companheirismo que nos une e, se for assim, não mais tem fim, será para sempre.

 

(Fotografia do filme "Amigos coloridos")

* Ficção: Esta ausência de ti.

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Esta ausência de ti fez de mim alguém melhor. Iludi-me por querer te ter, mas por te amar não percebi que em ti não se despontou nem uma pequenez de amor, quiseste apenas jogar com o que eu sentia, inventando tão eficazmente esse sorriso doce que só me troce uma vida amarga.
Hoje agradeço-te por isso, por me teres tornado na mulher que sou, não fiques convencido que não o digo positivamente em muitos aspectos, apenas porque deixei de ser a menina inocente que morria por um colo teu, agora tenho amor próprio, hoje gosto mais de mim..

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