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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

27
Ago17

[Resenha Literária] Fazes-me falta

Carolina Cruz

Fazes-me-Falta.jpg

 

Só me apetece dizer isto: Que livro brilhante de Inês Pedrosa!
Pois é, mas não posso ficar-me apenas por estas palavras, porque tenho mesmo de falar-vos sobre este livro que nos dá tanto que pensar, sobretudo o seguinte...
O ser humano vive tão agitadamente, leva a vida a um ritmo tão acelerado que não paramos para pensar.
A vida muda, as circunstâncias mudam, temos atitudes que nos mudam, que mudam os outros perante nós, nasce ciúme onde não notamos, afastamo-nos das pessoas que amavamos, criamos amores platónicos, discutimos com o verdadeiro amor da nossa vida, mas só quando a morte nos bate à porta, às vezes de forma imprevísivel tomamos conta de tudo isso.
Após a morte de alguém querido, o que somos? Que memórias ficam? Quantas palavras por dizer?
Momentos por viver, gargalhadas por soltar.
Quem somos nós depois da nossa morte? O que resta de nós? O que fica?
"Fazes-me falta" é um livro "contada em duas vezes" - uma mulher que acaba de morrer e uma amigo seu que a vê partir.
Neste livro, estes velhos amigos que permanecem-no após qualquer distância, até a da morte, desvendam o que vai nos seus corações, a desilusão, a amizade, os remorsos, a perda, a falta e o amor, desvendado assim todas as questões feitas anteriormente.
Um livro com uma escrita incrível, simples e tão brilhantemente complexa, com jogos de palavras sentimentos literariamente belos.
Um verdadeiro tesoure este livro!
29
Abr17

[Ficção] Trouxeste o inverno à minha alma.

Carolina Cruz

Neve Caindo Blog Tumblr.jpg

 

Neste momento, se não te tenho, então não quero mais ninguém.
Envolvo-me entre a roupa, debaixo dos meus cobertores quentes, porque o frio do inverno arrefeceu o meu corpo e, a tua ausência, arrefeceu a minha alma.
Trouxeste o inverno à minha alma.
É impossível não entristecer quando era contigo que me imaginava aqui debaixo, de mãos entrelaçadas até elas ficarem repletas de sabedoria, enrugadas e cheias de amor.
No entanto, naquela manhã tu partiste sem querer me dar satisfações, sem dizeres porque foste. Todo esse amor que anotaste na carta escrita e perdida no passado, não passou de uma mentira e, o amor que hoje sinto, não passa de uma desilusão.
Por isso, relembro tudo como se de um sonho passado se tratasse, como se todos aqueles lugares em que estivemos, todas as conversas partilhadas, todos os beijos ou todo o sexo não passaram de um prazer decidido do meu inconsciente, que acordou esta manhã.
Quero. Juro que quero mesmo levantar-me daqui, sair, seguir em frente. No entanto, uma parte de mim sabe que tudo foi verdade, e é essa consciência que me resiste e que me faz render. Apetecia-me acordar noutro lugar e acreditar que a vida ainda vale a pena, que o meu sorriso encontrará alegria em outro olhar. Será?

 

 

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