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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

* O teu olhar: Porto do meu coração

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Porto.
Há muito que não te escrevia. E tu sabes porquê, enamoraste-me na paixão pelo teu rio e deixaste o meu amor por ti morrer. Ainda assim eu não sinto rancor, sinto saudade. Saudade de te dizer "estou aqui" e estar realmente de braços abertos para te receber, porque deste-me o maior encanto de todos, o amor-próprio.
É por isso que mesmo depois de tudo, de tanto tempo, eu ainda consiga gostar de ti da mesma forma e recordar o teu sorriso ao nascer do sol.
Essas tuas pontes são a forma de compreender que existirá sempre uma razão para nos unir, mesmo antes de nos separar.
Porto, desculpa não escrevo só para ti, escrevo para um amor perdido, no entanto decidi em escrever-te.
Foste tu o meu remetente porque foi nos braços dele que me perdi mas foi no teu regaço que me encontrei.
Porto, feito de memórias. Porto feito de razão, porto de abrigo, de amor. Porto do meu coração.

 

 

(Adoro o Porto, a Sara sabe disso. Esta fotografia está maravilhosa, é uma das tantas fantásticas que tira. Já seguem o seu blog "Just Saying"? Tratem disso porque vão adorar!)

Por aí (11) - Salvador Sobral no Convento de S. Francisco

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Salvador Sobral tem uma voz inquietante e um talento inquestionável.
Sobral é uma alma revolucionária e isso tem vindo a fazer dele um alvo de críticas positivas e menos positivas.
Creio que Salvador está mais importado em viver aquilo que mais ama fazer, do que agradar a todos. É verdade que ninguém consegue fazê-lo, porque teria uma figura pública de consegui-lo?
Não se considerando uma, Salvador vive com intensidade a música e isso é visível, ele diverte-se à brava com o que faz e isso, na minha humilde opinião, é o mais importante. Afastando-se das máquinas tecnológicas e pedindo ao público para em vez de usá-las, usufruir do seu trabalho e do puro jazz, leva esse mesmo público a apaixonar-se por cada nota musical que, de outra forma, talvez não tivesse tanta atenção.
Com piadas próprias que não são do gosto de toda a gente, Salvador troca tudo o que pode ser mau na sua vida pela coragem de rir e que coragem é preciso ter!
Mas como esta publicação não é para falar do seu coração que sabemos que é fraco digo metaforicamente, mas de forma verdadeira, que é poderosamente forte no que toca à música.
A música é a sua força e isso torna tudo transcende, mágico, inexplicável, ouvir Salvador Sobral ao vivo é como entrar noutra dimensão, é um explodir de sentimentos, apertar o peito, respirar fundo, agradecer e querer mais e mais.
Salvador Sobral faz-se acompanhar por uma banda incrivelmente talentosa, composta por Júlio Resende (piano), André Rosinha (contrabaixo) e Bruno Pedroso (bateria). Uma equipa unida, uma família que faz de quem os vê e escuta um grupo de amigos, como se estivéssemos em sua casa ou num bar bem simpático e acolhedor.
Humildemente Sobral sai muitas vezes para a penumbra para deixar os seus colegas brilharem, como se também ele se colocasse na plateia. O orgulho que ele tem em quem o acompanha é enorme e visível.
Um pianista que é um talento incrível, um contrabaixo doce e uma bateria tocante, uma voz arrepiante que brincam seriamente com o verdadeiro jazz. Aqui, há música pura, sem rodeios, sem questões, sem arranjos.19970629_1614215851923247_765967326_n.jpg
Merecem salas esgotadas, merecem aplausos, merecem sucesso e quando falo em sucesso, falo do intemporal, do que marca para sempre, não do momentâneo, porque o que se faz não é apenas com o corpo, é com tudo, porque como diz uma das novas músicas do cantor e que tão bem o define: “No corpo e na alma estava o coração”, o mesmo coração que bate inteiramente por esta arte.

Tive o prazer de presenciar tudo isto, no passado dia 6 de julho, em Coimbra, no Convento de S. Francisco e agradeço por isso.

 

 

Gostas, mas...

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Deixa que a vida corra.
Deixa que eu me afaste.
Estou cansado de correr atrás de ti, quando és tu que constantemente me ignoras.
Sim, eu sei. Eu sei que gostas de mim. Porém, eu não sei, não consigo compreender essa forma que tu tens de gostar de mim.
Gostas, mas não estás presente.
Gostas, mas parece que não me queres na tua vida.
Dás desculpas.
Eu sei que gostas, mas quem gosta com todo o coração, não dá desculpa, mas razões e tempo para estarmos juntos.
Por isso, não percebo.
Por isso, deixa que eu me afaste.
Deixa que a vida corra...
Foi o que fizeste, ainda que digas que não...
E ainda que digas que não
A vida vai sempre correr e os nossos caminhos irão tomar rumos diferentes.
Tens pena? Eu também.
No entanto, não há mais nada a fazer... Escreveste o teu caminho, fizeste a tua escolha.
E eu...
Eu não estarei mais aqui à tua espera!
 

 

 

 

Quem ama...

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És valente por vir pedir desculpa? Por vires dizer a verdade? Até podes ser, mas… uma ova! Quem ama não trai.
És um cobarde. De que é que sentiste falta? Do teu espaço de solteiro? Do teu engate piroso, só pelo facto de eu já estar conquistada?
Metes-me nojo. É só isso que te consigo dizer.
Tu sabes que não perdoo, eu não sou ninguém a menos para estar a mais.
Mesmo que aches que não, eu tenho amor-próprio. O suficiente para te dizer que as tuas lágrimas de crocodilo não me afetam, que tenho mais pena de ti que de mim. Eu não perdi nada, mas tu perdeste o teu melhor. Se tivesses mantido a tua dedicação, eu seria a mulher da tua vida, mas não sou do tipo de mulher que implora para ficares ou que quer fiques, depois de toda a desilusão, de toda a merda que fizeste.
Não me irei ajoelhar, muito menos implorar esse amor que ainda dizes sentir. Se para ti, isso é amor, não é igual à minha definição. Quem ama não trai.
Quem ama, não vive somente para essa pessoa, mas a sua vida amorosa pertence a um só corpo, a um só coração. Se partilhaste esse desejo, mesmo que não tenha sido amor, não te quero mais.

 

 

* O teu olhar: meu "cãopanheiro"

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Meu “cãopanheiro” é contigo, e foi contigo que eu acreditei que a amizade pode ser muito mais que algo entre géneros, forças ou humanos. Não acreditas? Bem podes fazê-lo, porque, na minha opinião, és o melhor amigo que alguém pode ter. Entendes-me, conheces todos os meus defeitos e não criticas, não dizes mal, compreendes e ainda assim manténs-te do meu lado, a amar-me da mesma forma.
És tu que estás sempre lá. És tu que me abraças como se fosses a areia e eu o mar. És tu que me sabes realmente amar. Sem rodeios, sem formas, sem complexos ou complexidades. O Homem é demasiado comum, demasiado complexo para compreender sem julgar os outros, ouvir sem conversar ou sem pôr erros de parte. Tu, pelo contrário, ouves-me, choras comigo e mesmo sem conhecer a realidade sabes que do preciso, de conforto e de alguém esteja lá, tu sabes tudo sem, se calhar, saber realmente. No entanto, não importa, pois sabes amar, amar sem vírgulas ou pontos finais, amar no mais simples da palavra e do verbo.
Não me perderás nunca, pois vivo no teu coração, que embora pequeno, é tão grande e, eu sei, que nunca me abandonarás. O teu maior erro tu não podes controlar, mas eu sei que partes cedo, pois o teu objetivo é o de me marcar. Um marca de amor para sempre.

 

(fotografia da autoria de Zinder León)

* Inspirações: Da minha história

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É isso mesmo, o que o Diogo Piçarra já escreveu: “Sempre serás o fim e o início da minha história”.
És sim, sempre serás.
És o meu início porque sempre sonhei contigo. Mesmo sem te conhecer, era contigo que eu sonhava, como alguém como tu, para me viver, para me amar por completo.
Sim, também serás o meu fim, porque mesmo encobertos deste nojento orgulho perverso e autodestrutivo, sabemos que seremos sempre parte um do outro, da história pessoal de cada um, de cada coração que bate em nós.
Nunca te agradeci. Não. Fui cobarde em não ter gratidão suficiente para manter esse amor que construímos, essa mesma história que virou passado. Desculpa, em vez de me desculpar, devia agradecer-te. Eu nunca mereci cada pedaço de sonho que viveste do meu lado e agora eu vou morrer sozinho, sem ti.
Desculpa, peço-te, por não te agradecer. Mas é em vão. Neste orgulho que me invade eu nada sou sem ti. Morrerei incompleto.
Quem sabe noutra vida, renasceremos nesse amor que outrora foi nosso e nos apaixonaremos de novo, de mãos dadas e de gratidão amarrado ao peito.
Ainda assim aceito que se vieres estarei de braços abertos, sem nunca te abandonar. Errei mas nunca deixei de te amar.

 

 

# Completas-me 18 - Com a Melhor Amiga!

Bom dia, queridos sorrisos! Finalmente! - dirão vocês! 
Pois é, desta vez volto ao completas-me com a simpática "Melhor amiga procura-se", para quem não conhece o blog, tem de tratar disso porque serão mais do que melhor bem recebidos (hei, não escrevi mal por erro, foi com intenção!!!), quero dizer vão adorá-la! E espero que gostem tanto dela, como eu gostei deste texto a duas mãos. Vamos ler? 

 

"Chegar aos quarenta e estar solteira nunca esteve nos meus planos, mas também não estava nos meus planos sujeitar-me a uma relação onde quem perdia tudo era eu, desde família, amigos, carreira, etc. eram demasiadas coisas para mudar em tão pouco tempo.
Não sei se tomei a melhor decisão, nunca se sabe, mas hoje ia atrasada para uma reunião na empresa e ao entrar cruzei-me com ele e caiu-me “tudo”, o meu coração parou, não se foi de espanto, se foi de susto. Ele está diferente, até arriscaria que está mais bonito, tremi toda por dentro e talvez por fora também e o pensamento que me ocorreu no momento foi que ainda bem que hoje estou “bem” apresentável.
Nisto chego ao meu gabinete e sento-me na minha secretária e só vejo os meus pensamentos a divagarem em relação a ele: “Será que ele continua com aquele jeitinho de menino rebelde, superior a tudo e a todos, que tanto me conquistou?! O que será feito dele agora?! Estará casado?! Terá filhos?” Onde andará ele?! Continua pelo mundo?!”.
De repente lembrei-me que nós nunca terminamos a nossa relação, apenas as circunstâncias da vida nos afastaram e hoje ao vê-lo parece que me mandaram tudo para os pés… Nisto vou ver a minha agenda e o nome da pessoa com quem ia ter a reunião e qual é o meu espanto é o nome dele.
Respiro fundo e ligo para a rapariga da receção e digo para o mandarem subir…"

 

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Batem à porta, o meu coração acelera.
Levanto-me.
- Bom dia. – diz, de sorriso torto, como sempre foi seu característico. Mantinha-se amável, simpático.
Não me pareceu que ele me tenha reconhecido. E eu agi com a máxima naturalidade, mas questionava-me: “Como não me reconhecera?”.
No entanto, foi no fim de discutirmos variáveis, testes, probabilidades de seguros e questionários dos clientes, que ele questionou-me, tal como eu não tive coragem de o fazer:
- Carla? Já não me reconheces?
Eu sorrio. Era impossível não lembrar… A nossa história, a nossa forma de ir contra o mundo, a favor do nosso amor.
- Claro que sim. Pensei que tu não me reconhecesses.
- Sim estás diferente, mas há pessoas e traços que não se esquecem.
Acho que fiquei mais vermelha que a cor do meu vestido ou do meu batom que usava nesse dia.
Sorri, e tentei disfarçar o que era óbvio – fiquei de novo encantada!
Ele já tinha sido casado durante dez anos, tinha uma filha de 6 anos. Agora encontrava-se livre para amar de novo, e para um café para o qual me convidou nesse dia. Estava diferente, adulto. O que o deixava sexy por entre as memórias que tinha dele.
Fiquei com desejos de o conhecer de novo. Os nossos corpos e as nossas almas já se tinham encontrado outrora, mas será que seriam capazes de amar novamente?
Os cafés começaram a ser regulares, a empatia e as coisas em comum voltaram. Parecíamos dois miúdos ao retorno do primeiro amor, tudo devagarinho, as mãos dadas, o primeiro beijo, o despir, o sentir, o amar de corpo inteiro… e então eu aprendi que nunca é tarde para amar… aos trinta, aos quarenta, aos setenta, aos noventa… o amor não escolhe idades, mas corações, daqueles que sorriem. A vida sabe sempre como nos surpreender!

 

 

Desculpa

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Todas as palavras que escreva para ti serão inúteis, eufemismos, hipérboles, idiotas, tudo isso. Porque de nada vale escrever-te agora que caí em mim e percebi que te perdi.
É verdade que o destino traz de volta o que é verdadeiro e nosso, mas não compreendo. Se essa for a verdade, esquece, porque eu já não te mereço. Perdi tudo em troca de um sonho e esse sonho foi efémero e foi quando ele se esvaiu, que caí na realidade – tu também foste com ele.
Por isso é idiota dizer que há destino, que Deus toca na nossa vida e nos escolhe o caminho, ou ainda que tudo existe por uma razão. É inútil pensar isso, tal como escrever para ti. Ainda assim eu acredito, ainda assim eu escrevo. Sou mesmo inútil não sou? Não adianta pedir desculpa. Sou tão fraca, como dizia que os outros eram quando perdiam. Tristeza, eu é que sou uma verdadeira vergonha, a tua vergonha e, hoje, o teu passado.
Como é pude trocar-te por tudo o que desejava? Porque não te desejei a ti? É tão fácil partir, agora sei quanto te custou ficar.
Ainda recordo a minha frieza ao dizer-te “acabou” e os teus olhos cheios de lágrimas penetravam os meus, ainda assim eu fui indiferente, como é que pude? Como consegui?
Não digam que os homens são todos iguais, nós também podemos sê-lo, eles também têm o direito a dizê-lo, porque nós também lhes quebramos a alma, lhes partimos o coração.
Não sei como consegui deitar-me com essa imagem, como é que eu fui pensar que não me farias falta ou que já não te amava.
Não vou dizer mais nada, embora me apeteça dizer-te que não me esqueci de todos os momentos que partilhámos, de todos os sorrisos e todos os beijos intensos, do teu corpo beijando o meu, do prazer e da loucura que era deitar-me contigo e acordar do teu lado.
Bem, esquece. Mereces o melhor e eu não te dei o meu.
Desculpa.

 

 

Dentro da minha cabeça

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Armo-me em forte quando passas por mim, sinto-me altiva, despreocupada, indiferente. No entanto, quando viras costas é quando tudo em mim desaba. Sabes que dentro dessa forma despreocupada o meu corpo treme ao olhar-te, toda eu estremeço ao querer-te de volta, nem que fosse apenas como amigo.
Dentro da minha cabeça tudo acontece, milhares de coisas se movem e na tua ausência choro, choro muito. E ainda que não queira, apetece-me dizer-te que, apesar de tudo, de toda a parvoíce, a irresponsabilidade, a tua indiferença e para mim desapontamento, desilusão, eu ainda te amo, ainda te quero, talvez ainda da mesma forma que queria quando estava sob o teu abraço. É isso que me faz falta. O teu abraço. Dói-me ver-te por aí, com esse teu ar descontraído, feliz, como se não precisasses mais de mim para viver. Será que, tal como eu, isso é apenas uma defesa? Uma máscara onde escondes as tuas lágrimas? Não quero omitir-te mais, magoaste-me sim, mas o amor é mesmo isto, não é? Perdoar, se me quiseres de volta.
Merda, que se lixe o mundo, quero mesmo o teu sorriso de volta, a beijar o meu.

 

 

* O teu olhar: Não vou desistir

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Este é o meu percurso, o meu caminho. Não vou desistir porque sim, porque queres, ou porque o meu corpo se emaranha em cansaço. Não, não faz parte da minha pessoa. Muitos dizem que somos o que a alma nos transporta, que é a alma que nos move, junto dos nossos sonhos e eu concordo, e este… este é o meu sonho.
A minha vida é uma intensa corrida, um agarrar de sorrisos, um respirar de ar puro, sobre a serra, porque o meu coração ama tudo o que o faz bater, porque eu não vivo nem quero viver um dia sim e outro dia não, não fui feita para viver em vão.
Não, não penses, não me julgues, eu não vou parar, eu sou a força estampada no meu sorriso e na minha forma de ser. Os meus sonhos são o que sou, e eu sou livre.
Sinto a liberdade sob meus pés e o desejo de não parar faz-me sentir que a vida embora finita é uma enorme lembrança e continuidade, e se os sonhos se tornarem realidade, a tua jornada será eterna.

 

[Fotografia da autoria de Carla Santos]

 

 

 

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