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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

01
Ago17

Vens amar-me também?

Carolina Cruz

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Hey, estou aqui!
Eu sei, eu sei que sabes onde me encontrar.
Sim, escusas de vir se não for para ficar.
Entende que mudei.
Que não quero apenas que sejas só mais um.
Quero que sejas o meu amor eterno.
Eu quero acreditar.
Eu acredito.
Preciso que também o faças.
Preciso que me entendas, que entendas que o meu passado não é perfeito, por isso também não o sou.
Preciso que me leias.
Lê-me nas entrelinhas ou então nada em nós valerá a pena.
Eu quero que tudo resulte.
Quero que sejas quem eu vou amar para sempre.
Mas preciso de ti, que colabores, que estejas, que venhas, que me dês todo o teu amor.
Será que podemos tentar?
Hey, estou aqui!
Amo-te.
Vens amar-me também?
01
Jun17

Olho por ti a dentro.

Carolina Cruz

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Olho por ti a dentro. Refresco-me na tua alma. Agradeço por te pertencer.
Consigo ver que pessoas como tu jamais serão esquecidas. Pessoas como tu existem poucas. E eu tenho a sorte de te olhar nos olhos e sorrir.
Posso ver-te crescer ao olhar-te nos olhos. Consigo ver o quanto te tornaste adulto e como é bom estar ao teu lado, a vivenciar tudo, com amor.
Esse amor leve que me aquece o peito, esse amor leve e apaixonante que me faz ser… Nunca nenhum homem me amou por inteiro como tu. Nenhum homem, além de ti, me soube olhar nos olhos e por gestos dizer que me amava.
Não é o teu cavalheirismo que me inquieta ou que me conquista. É o teu querer-me tanto, é o teu sorriso quando me vês sorrir. É esse olhar que sorri e que brilha muito mais que todas as estrelas do céu.
Eu não quero casar contigo. É apenas um papel. Nós não precisamos disso, pois não?
Eu não quero dizer a toda a gente que te amo, porque as pessoas mais importantes já o sabem, e são o bastante – nós dois.
Eu quero apenas pertencer-te todo o resto da minha vida. Adormecer uma e outra vez no teu peito e acordar com um beijo doce e um sorriso breve, tão certo como a paz de um oceano.
Eu quero ser, sem regras, toda tua, até ao fim da minha vida.

 

28
Mai17

[Cinema] A estranha vida de Timothy Green

Carolina Cruz

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Um filme simples, encantador e cheio de fantasia que nos emociona.
Embora estranha, a vida de Timothy Green, é uma história que tem uma mensagem incrível.
Afinal de contas, se sonharmos, se escrevermos, se desejarmos muito e lutarmos ainda mais, conseguimos concretizar todos os sonhos que tinhamos por cumprir.
Cindy e Jim são um casal unido, cheio de cumplicidade, que deseja somar o seu amor, mas para sua tristeza não poderão ter filhos. Como sonhar depois disto? Como vencer depois de todas as derrotas? As suas vitórias depois de todos os deslizes terá um nome - Timothy, a sua força da natureza marcará até o coração mais intocável.
Um filme interessante e comovente para toda a família.

 

09
Abr17

9 # Existirá destino sem os sonhos?

Carolina Cruz

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- Sim e perguntou por ti.
O coração palpitava cada vez mais, Sara tentava ignorar, mas as suas perguntas pareciam procurar um caminho até ele.
- E onde é a sede? – Questionou Sara.
- É mesmo no centro, junto à pastelaria Sonhos Doces.
- Sei perfeitamente.
- Combinem um pequeno-almoço, o John até fica a conhecê-lo.
“Ok”, pensou alto Sara, não muito entusiasmada com a ideia. Um lado dela pedia para se reencontrarem, para fazer todas as questões ao tempo, a ele, a eles enquanto passado, enquanto presente e sentimentos desvanecidos ou não. Por outro lado, estava feliz, embora pensasse nele, não queria mexer no seu presente. Estava feliz, John era um bom rapaz, adorava a sua família e eles adoravam-no a ele. Ainda assim havia muitas reticências pelo meio, por causa de um começo de algo que não tivera fim e sim, apenas e só, uma despedida, que jamais fora esquecida.
Sempre que lembrava, tentava esquecer de novo. Era sábado, os irmãos tinha-lhes prometido apresentar-lhes novos restaurantes, fariam um roteiro a todos os bares, dos mais novos, aos mais rústicos, passando por clássicos, tabernas e bares com música ao vivo. Não poderia ir ter com Manuel a lado nenhum, não tinha o seu contacto, ao fim-de-semana, decerto, ele não trabalharia. Oh, na volta, já era casado e procura-lo era perda de tempo, e como o tempo nem sempre se esquece, beber e divertir-se ajuda!
Nessa noite, Sara recordou velhos tempos com os irmãos e nessa jornada pelos bares, John foi um companheiro. Entre sorrisos, penaltis e shots, gargalhadas surgiam, assim como olhares enternecedores e lábios com vontade de serem beijados.
Sara era a rapariga ideal de qualquer homem, era astuta, aguçada, inteligente, e em todas as suas qualidades apresentava uma sensualidade tremenda, ninguém lhe resistia, nem mesmo os desconhecidos, que olhavam de alto a baixo, ao verem-na passar.
John estava a conseguir naquela noite o que nunca conseguira em muito tempo. Embora dormissem juntos e fizessem sexo casual, aquela noite estava a ser muito mais do que ele sonhara, especialmente quando, antes de entrarem no último bar, com música ao vivo, Sara descera a calçada às cavalitas de John. Ao descer para o chão no seu olhar acendeu-se um beijo intenso, os seus lábios estavam quentes e a sua língua sabia a álcool, como se estivesse puro ao ponto de lhe queimar a boca e intensificar todo o seu corpo. Nunca antes tivera sido tão intenso, pelo menos com tanto sentimento da parte dela, sedução sempre houve, disso não havia dúvida.
Sara também o sentia, mas quis o destino que nesse bar reencontrasse o seu passado.

 

(Continua...)

26
Mar17

[Ficção] Não quero saber

Carolina Cruz

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Podes vir dizer o que bem quiseres do passado dele, de quem ele foi, de como foi. Mesmo que queiras omitir o que tu foste, quem ou como foste para ele. O que passou passou. Não quero saber. Eu recebi-o de braços abertos, com feridas abertas também, conheci o passado que ele me contou. O teu eu não quero saber, ou melhor – o vosso. Passou. Sei que ele saiu magoado, que tu também, que tens o teu lado, ele também. Eu permaneço ao lado dele, do lado dele, e ainda que possas querer-me dizer algo para me alertar, eu não vou querer ouvir. Eu sei que ele permanece comigo, que é ele quem eu quero, que sou eu quem ele quer, e então queremos mais nada, nada mais importa.
Eu recebi-o, com o teu passado ainda por fechar, mas houve algo que em mim o marcou, sem rodeios eu tornei-me na sua melhor amiga, muito antes de ser sua namorada, permaneci a sê-lo e só assim vale a pena. Foi isto que não preservaste, esse lado (tão) bom, a sua amizade, o seu jeito genuíno de ser. Apenas soubeste idolatrá-lo, querer dele tanto o quanto ele não te podia dar, encheste-o de seduções e ciúmes e o que lhe faltava realmente era um ombro amigo, uma verdadeira amiga. Só assim as relações valem a pena e só assim é que elas duram, porque não é o sexo que as mantém mas a amizade.

 

 

21
Fev17

Para as amigas do coração

Carolina Cruz

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Ainda ontem to disse – “Temos tantas histórias para contar, não é tão bom?”
E é mesmo. É bom saber e sentir que o que nos une hoje, tenho a certeza infinita, que nunca nos vai largar. O que sentimos é infinito, o que temos é para sempre.
Sabes porque o sei? A amizade não é apenas um à espera que resulte, são dois a insistir para que o contacto se mantenha. Nós baseamos na ideia de que ambas puxamos a corda para o mesmo lado.
Podemos passar dias sem nos falarmos, o que ainda assim não é muito comum pois não? No entanto, na hipótese de isso acontecer, essa distância não nos afasta, porque quando estamos juntas nada mudou.
É essa vontade de tudo contar, de palavras que não se gastam, de conversas que ficam a meio, porque surgem outras novas, que eu sinto que há uma chama em nós sempre a arder. Temos novas ideias, novos ideais, sorrisos a falarem, sem ser preciso dizer o que quer que seja.
A teu lado eu posso ter gargalhadas sinceras, posso ser eu mesma, com os meus medos, com as minhas ansiedades, mas também com a minha força e coragem, sem nada esconder.
Podemos ser completamente diferentes, até o avesso uma da outra. Achas que isso se nota? Sim, torna tudo mais especial. Interfere? Não, torna-nos únicas.
Contigo sou despida na alma, e o meu coração é o teu eterno amigo, conquistaste-o, tens-me para toda a vida neste abraço.
Porque a amizade é um amor que nunca morre, tem-se dito. E não é que é verdade?

 

 

18
Fev17

[Ficção] Ela mudou-o, para sempre

Carolina Cruz

 

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 (Foto do filme "Bravetown")

 

Ele era um verdadeiro galã, gostava de ser conhecido como Don Juan, de seu nome do meio – cavalheiro.
Era bonito, alto, sedutor, todas as raparigas caíam a seus pés, não era muito difícil conseguir uma em cada noite, até ao dia… em que ela apareceu. Ela que era diferente de todas as outras, na sua personalidade, no gosto e na sua inteligência.
Ele nunca a tinha tido, nem conquistado, mas ela sabia como tê-lo na mão. Ao contrário de todas as outras vezes, era ele que se deixava derreter.
Continuava a ter todas as outras a acordarem ao seu lado, mas o sabor da ausência dela mudara toda a sua vida.
Era hora de dizer para si mesmo que não queria aquela sensação, aquele viver, e que ela era a razão para assentar.
Mas como dizer-lhe? Ele sabia que as suas conversas eram cúmplices, que os seus olhares divagavam e que os lábios sorriam.
Ela gostava dele, mas achava que ele gostava de todas… como mudar isso? Não queria amar alguém que a qualquer momento a trocasse por outra ou que pudesse ver como um caso de uma noite.
Ele amava-a mas não dizia. Ela era perdida de amores por ele mas permanecia calada.
Até ao dia… em que numa discussão disseram tudo aquilo que sentiam e em vez de seguirem caminhos diferentes, entrelaçaram as complicações num abraço apertado, com mil segredos num beijo e numa noite que jamais teve fim.
Se era tão certo, porquê complicar o amor que sentiam?

 

 

19
Jan17

[Ficção] Este amor.

Carolina Cruz

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Este amor que nos move, nos comove, que é uma bala contra todos aqueles que nos viram as costas.
Uma certeza, uma conspiração cúmplice e tão errada. Mas que importa? Até onde vamos? Até onde podemos consumir o amor? Sem que uma vala nos una num crime perfeito e sem palavras?
Ainda que seja errado, eu estou certa de que este é um sentimento infinito que nos queima o coração e nos arremata o peito, implora e inflama por uma paixão para toda a vida.
Não me importa o que dizem os outros, os idiotas ou até os amigos. Eu quero ser a tua Julieta, viver para ti e por ti morrer.

 

 

21
Dez16

[Completas-me] com a Marina

Carolina Cruz

É com todo o prazer que hoje trago a simpática Marina, do blog "O olhar da Marina" para comigo contar uma história sobre amor verdadeiro. Espero que gostem do texto tanto como eu gosto da Marina (ainda não visitaram o blog? Tratem disso!).
Aqui vai o nosso texto a duas mãos. 

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“Ele olhou para mim e de repente o meu sorriso desapareceu pois eu notava que aquele olhar estava cheio de perguntas, cheio de sentimentos, ele parou nesse instante analisando o meu rosto e eu virei a cara para ele não perceber, reagindo friamente.
Ele aproximou-se de mim como que em câmara lenta “porque é que não o viste antes assim?! agora tudo está perdido, não vale a pena”, e sem querer uma lágrima escorreu me pelo rosto.
Ele olhando me nos olhos acariciou-me o rosto limpando a lágrima que me caia, eu baixei a cabeça e ele gentilmente pegou no meu queixo com suavidade e aproximando-se de mim beijou-me lentamente os lábios, quase que podia sentir a minha cabeça a explodir de tanta paixão, sentimentos escondidos e reservados que naquele momento
ganharam vida.
O beijo foi cada vez mais ganhando vida, e passou de um beijo lento e suave a um beijo mais desesperado e intenso. Eu correspondia, pois nesse momento ambos descobrimos que apesar de todos os obstáculos, apesar de tantos erros, apesar de a vida por vezes querer que nos afastássemos, nós estávamos completamente apaixonados e nada poderia nos separar naquele momento, porém…” ainda eramos o típico casal “Romeu e Julieta”, ainda que apaixonados e jurando amor eterno, tínhamos de o fazer em segredo, porque se o meu pai descobrisse e o dele estávamos bem lixados, tínhamos de, tal como num filme, morrer por amor.
- Receio perder-te de novo. – Disse-lhe.
- Isso não vai acontecer, não agora, nunca! – Respondeu-me. – Se eu tiver de dizer ao mundo que te amo, nada me poderá impedir de o fazer, nem os nossos pais.
Júlio era indiano, e fugira ao seu casamento prometido pela sua cultura e eu, portuguesa de gema, de uma família endinheirada, devia estar casada com um empresário ou um médico de eleição, mas não, em plenos 34 anos permaneço aqui, a escolher o amor, mesmo depois de todas vezes em que neguei a mim mesma, gostar de alguém como ele. Como ele? O que ele tinha a menos que um médico de sucesso? Talvez dinheiro, mas isso não era nada comparado com as horas de amor a mais que podia ter comigo, do tempo que dispensaria a amar-me e não a ter-me como apenas mais uma medalha na sua vida tão conceituada. Não, mesmo que me dissessem que morreria se escolhesse com ele ficar, eu continuava a querê-lo, sem sombra de dúvidas. Mas eu não iria morrer. Eu iria amar o homem a quem prometi, sem saber outrora, anos da minha vida e, então, sendo amor, amor verdadeiro, essa força sobre-humana, ninguém podia (de)terminá-lo, nem mesmo a morte.
Por isso após recear, recomecei uma nova vida fora da minha zona de conforto, a zona de outrora, porque junto de quem menos julgaram estar junta o meu conforto renasceu e, hoje eu sei ver no amor, o caminho para a felicidade.

 

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12
Dez16

[Por aí] "Amanhã? Talvez. Quem sabe?"

Carolina Cruz

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Para quem me lê diaramente sabe, concerteza, que adoro inspirar cultura na minha vida. O teatro não é excepção, adoro teatro e gostava realmente de poder vê-lo com maior regularidade. No entanto, nem sempre isso é possivel. Este sábado foi possível, e é sobre ele que vos venho falar.

 

"Amanhã? Talvez. Quem sabe?" é uma peça bastante divertida! Que tem um elenco talentoso e fenomenal e, mais fenomenal ainda é que, de entre risadas e uma cumplicidade bastante visivel em palco, este grupo de teatro de Taveiro "Loucomotiva" fala-nos sobre a diferença, trabalhando-a em palco, sem medos, sem receios, sem barreiras, e o protagonista desta realidade é o ator Paulo Azevedo, que se apresenta claramente como é, sem as suas próteses, em pleno palco, onde, na verdade, parece ter nascido.

Este teatro tem uma história bastante divertida, que conta que "esta companhia foi destacada pelo presidente da Republica, atribuindo-lhe um único subsídio destinado ao teatro por parte do Ministério da Cultura." O que é que será que eles irão fazer? Faltam 12 meses, 12 meses que passam a correr, tanto que parecem caber numa hora. 

A peça esteve em cena este sábado, dia 10, mas continuará nos dias 17 e 18 de dezembro na "Loucomotiva" em Taveiro.
É, na minha opinião, uma peça que serve não só para soltar gargalhadas, rir até não poder mais, mas também para aprendermos a olhar a diferença como algo natural à vida do ser humano. Porque afinal somos todos diferentes e especiais à nossa maneira, não é verdade?

Vou deixar-vos com um video promocional da peça, para perceber o quão divertido poderá ser o vosso serão, se escolherem assistir à mesma! Sobretudo, malta de Coimbra, não percam esta oportunidade!

 

 

 

(Fotografia retirada da página do ator Paulo Azevedo e video da página da companhia, mencionada anteriormente)

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