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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

29
Set17

[Ficção] Desculpa.

Carolina Cruz

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Não me obrigues. Eu não preciso de dizer o que sinto. Eu não quero dizer o que sinto.
Tu sabes, se me amas entender-me-ás através dos meus olhos, que embora estejamos juntos, temos de terminar.
Não me perguntes porquê, não quero dizer-te, sei que a verdade magoa menos que esta ausência de justificações mas por te amar é que insisto em não querer dizer-to. Desculpa, sei que estou a ser injusto e injusto é uma palavra pequena demais para a cobardia que estou a sentir. 
Estou a ser egoísta, estou a pensar apenas e só em mim, mas fica a saber que é para tua proteção. Sei que a verdade seria melhor, que estarmos juntos era o que seria certo, mas não posso. 
Omito tudo o que fui, mas não me esqueço no que me tornei quando estive contigo, nunca me vou esquecer. 
Podes crer que é real este amor, mas há segredos que não posso desvendar, há segredos que são maiores do que a minha verdade.
Acredito que, quando tudo assentar, podemos voltar a ter um “nós” nas nossas vidas, quebrar os nós que deixarei na tua garganta, colar de novo o teu coração. 
Se não pudermos, se não quiseres, se não me perdoares, crê num amor melhor, que não o meu, porque tudo o que desejo é a tua felicidade, mais do que a minha.
 
 

 

31
Jul17

[Ficção] Desculpa por tudo o que nunca te disse

Carolina Cruz

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Perdi-te, eu sei, mas agora moras no coração de outro alguém e, no teu, eu já não tenho o meu espaço, perdi-o, perdi-te.
No entanto, peço que leias as palavras que te escrevo, porque infelizmente só hoje entendi o quanto te amava, que ainda te amo. 
Foi ao perder-te que percebi que eras a mulher da minha vida, tão espetacular e brilhante, por seres assim não te mereço, não te dei o mínimo de atenção e só agora tenho noção.
Ao perder-te percebi que perder-me nos teus braços era o que me mantinha vivo, que o teu sorriso era a alma do meu e eu não o cativei, não soube ser teu por inteiro e por isso tornei-me um nada para ti quando descobri que para mim tu eras tudo.
Desculpa escrever-te agora, é tarde demais eu sei, mas não consigo não escrever estas palavras que devia ter escrito enquanto era tempo de te amar. Hoje é tempo de eu acreditar que ele te dará o que tu mereces e que eu morro de saudades de te ter para mim. 
É incrível como só queremos realmente quando perdemos, por isso não deixes que ele te perca, nem deixes que ele te quebre o coração, porque mereces ser feliz e amar, significado que só agora leio na sua essência. Amar é querer a felicidade de alguém mesmo que não seja ao nosso lado e para ti eu desejo o melhor do mundo.
Desculpa, por tudo o que nunca te disse, por tudo o que só te disse agora, ainda assim quero que saibas que eu te amo.

 

 
23
Jul17

[Ficção] Não quero mais

Carolina Cruz

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Não.
Não quero mais…
Não quero uma relação de silêncios.
Não quero uma relação onde eu não possa ser quem sou com medo do que possa pensar a outra pessoa.
Não quero estar com alguém que desdenhe de quem sou e que não goste de mim pela mesma razão.
Não.
Chega.
Não. 
Não quero mais…
Não quero mais forçar uma relação em que sou só eu a empurrar para que dê certo.
Não quero ter de pedir desculpa de novo, quando sei que não precisava.
Não quero estar com alguém, onde me sinta constantemente com medo de errar, sem poder rir desalmadamente, dizer asneiras e marimbar-me para o que pensam os outros.
Não quero ir por aí, porque a pessoa quer.
Não vou mudar. 
Quem me ama, irá entender-me. 
Quem me ama, gostará de mim como sou. 
Irá à procura do mais íntimo, irá fazer-me feliz, dizer “estou aqui” e estar. 
De outra forma, digo não.
Não.
Não quero mais!

 

 

 

30
Mai17

[Ficção] Gostas, mas...

Carolina Cruz

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Deixa que a vida corra.
Deixa que eu me afaste.
Estou cansado de correr atrás de ti, quando és tu que constantemente me ignoras.
Sim, eu sei. Eu sei que gostas de mim. Porém, eu não sei, não consigo compreender essa forma que tu tens de gostar de mim.
Gostas, mas não estás presente.
Gostas, mas parece que não me queres na tua vida.
Dás desculpas.
Eu sei que gostas, mas quem gosta com todo o coração, não dá desculpa, mas razões e tempo para estarmos juntos.
Por isso, não percebo.
Por isso, deixa que eu me afaste.
Deixa que a vida corra...
Foi o que fizeste, ainda que digas que não...
E ainda que digas que não
A vida vai sempre correr e os nossos caminhos irão tomar rumos diferentes.
Tens pena? Eu também.
No entanto, não há mais nada a fazer... Escreveste o teu caminho, fizeste a tua escolha.
E eu...
Eu não estarei mais aqui à tua espera!
 

 

 

 
04
Mai17

[Ficção] Da minha história

Carolina Cruz

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É isso mesmo, o que o Diogo Piçarra já escreveu: “Sempre serás o fim e o início da minha história”.
És sim, sempre serás.
És o meu início porque sempre sonhei contigo. Mesmo sem te conhecer, era contigo que eu sonhava, como alguém como tu, para me viver, para me amar por completo.
Sim, também serás o meu fim, porque mesmo encobertos deste nojento orgulho perverso e autodestrutivo, sabemos que seremos sempre parte um do outro, da história pessoal de cada um, de cada coração que bate em nós.
Nunca te agradeci. Não. Fui cobarde em não ter gratidão suficiente para manter esse amor que construímos, essa mesma história que virou passado. Desculpa, em vez de me desculpar, devia agradecer-te. Eu nunca mereci cada pedaço de sonho que viveste do meu lado e agora eu vou morrer sozinho, sem ti.
Desculpa, peço-te, por não te agradecer. Mas é em vão. Neste orgulho que me invade eu nada sou sem ti. Morrerei incompleto.
Quem sabe noutra vida, renasceremos nesse amor que outrora foi nosso e nos apaixonaremos de novo, de mãos dadas e de gratidão amarrado ao peito.
Ainda assim aceito que se vieres estarei de braços abertos, sem nunca te abandonar. Errei mas nunca deixei de te amar.

 

 

22
Abr17

[Ficção] Não tenhas dúvidas

Carolina Cruz

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Desculpa-me, eu disse-te que mudava, mais estúpido fui eu que prometi que o faria. É certo que o disse e que volto com a palavra atrás, mas há factos sobre mim que vais ter de aceitar.
Contigo sempre serei coerente, sempre te respeitarei, sem pressas, com todo o amor que prometi dar-te.
Tu és a minha paz, o meu porto seguro, sem ti, eu sou sempre o que fui, não há volta a dar. Impulsivo, descontrolado talvez, amante da adrenalina e da aventura, da velocidade e da paixão que arrebata tudo. Mas estou contigo, isso não muda, nunca mudará. Prometo-te apenas isso, se algo houver entre nós, nada mais haverá entre nós que nos derrube. Faço-me entender?
Agora faz a tua escolha, sei que não mandaste no teu coração ao te apaixonares por mim, que não tiveste escolha, mas agora tens.
Serás tu capaz de me deixar apenas por isto ou o amor é essa certeza que ninguém entende?
Decide, eu estarei aqui, à tua porta, aguardando um beijo de olhos molhados. Amo-te, disso não tenhas dúvidas.
 
 

 

 
 
 

 

31
Mar17

[Ficção] Desculpa

Carolina Cruz

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Todas as palavras que escreva para ti serão inúteis, eufemismos, hipérboles, idiotas, tudo isso. Porque de nada vale escrever-te agora que caí em mim e percebi que te perdi.
É verdade que o destino traz de volta o que é verdadeiro e nosso, mas não compreendo. Se essa for a verdade, esquece, porque eu já não te mereço. Perdi tudo em troca de um sonho e esse sonho foi efémero e foi quando ele se esvaiu, que caí na realidade – tu também foste com ele.
Por isso é idiota dizer que há destino, que Deus toca na nossa vida e nos escolhe o caminho, ou ainda que tudo existe por uma razão. É inútil pensar isso, tal como escrever para ti. Ainda assim eu acredito, ainda assim eu escrevo. Sou mesmo inútil não sou? Não adianta pedir desculpa. Sou tão fraca, como dizia que os outros eram quando perdiam. Tristeza, eu é que sou uma verdadeira vergonha, a tua vergonha e, hoje, o teu passado.
Como é pude trocar-te por tudo o que desejava? Porque não te desejei a ti? É tão fácil partir, agora sei quanto te custou ficar.
Ainda recordo a minha frieza ao dizer-te “acabou” e os teus olhos cheios de lágrimas penetravam os meus, ainda assim eu fui indiferente, como é que pude? Como consegui?
Não digam que os homens são todos iguais, nós também podemos sê-lo, eles também têm o direito a dizê-lo, porque nós também lhes quebramos a alma, lhes partimos o coração.
Não sei como consegui deitar-me com essa imagem, como é que eu fui pensar que não me farias falta ou que já não te amava.
Não vou dizer mais nada, embora me apeteça dizer-te que não me esqueci de todos os momentos que partilhámos, de todos os sorrisos e todos os beijos intensos, do teu corpo beijando o meu, do prazer e da loucura que era deitar-me contigo e acordar do teu lado.
Bem, esquece. Mereces o melhor e eu não te dei o meu.
Desculpa.

 

 

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