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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

* TV Shows: 13 reasons why

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Já aqui falei sobre o livro, hoje vou falar da série do Netflix baseada em "Por treze razões".
Na minha opinião, tal como tinha vindo a ouvir das outras pessoas, a série, é sem dúvida, melhor que o livro. Vou passar a explicar porquê.
Enquanto o livro se centra mais em Clay e na descoberta deste sobre as treze razões que levaram a rapariga que amava a acabar com a vida. Na série, conseguimos compreender melhor a envolvência das treze pessoas a quem pertencem as cassetes.
Quero dizer que, durante estes treze episódios conhecemos mais detalhadamente as personagens.
Porém algumas diferenças são visíveis. Na minha opinião, o livro apresenta um Clay que é mais reservado ainda e que, a meu ver, tem muito menos ligação com a Hannah do que o Clay da série.
As razões da Hannah, tal como no livro, começam a ter maior intensidade a meio e conseguimos sentir o seu declínio, porque tal como disse anteriormente conhecemos melhor a forma como ela se relaciona com as outras personagens e como elas são.
É uma série com conteúdo forte e susceptivel e, como o livro, creio que não deve ser visto por todos os jovens. Pode ser um certo despoletar para quem, tal como Hannah, pensa nesse fim.
Também por isso, penso que mais importante do que ser vista pelos jovens, deve ser vista pelos pais e educadores, surgindo como um alerta, para que casos como o de Hannah não aconteçam nas suas vidas.

 

 

Gostas, mas...

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Deixa que a vida corra.
Deixa que eu me afaste.
Estou cansado de correr atrás de ti, quando és tu que constantemente me ignoras.
Sim, eu sei. Eu sei que gostas de mim. Porém, eu não sei, não consigo compreender essa forma que tu tens de gostar de mim.
Gostas, mas não estás presente.
Gostas, mas parece que não me queres na tua vida.
Dás desculpas.
Eu sei que gostas, mas quem gosta com todo o coração, não dá desculpa, mas razões e tempo para estarmos juntos.
Por isso, não percebo.
Por isso, deixa que eu me afaste.
Deixa que a vida corra...
Foi o que fizeste, ainda que digas que não...
E ainda que digas que não
A vida vai sempre correr e os nossos caminhos irão tomar rumos diferentes.
Tens pena? Eu também.
No entanto, não há mais nada a fazer... Escreveste o teu caminho, fizeste a tua escolha.
E eu...
Eu não estarei mais aqui à tua espera!
 

 

 

 

Quem ama...

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És valente por vir pedir desculpa? Por vires dizer a verdade? Até podes ser, mas… uma ova! Quem ama não trai.
És um cobarde. De que é que sentiste falta? Do teu espaço de solteiro? Do teu engate piroso, só pelo facto de eu já estar conquistada?
Metes-me nojo. É só isso que te consigo dizer.
Tu sabes que não perdoo, eu não sou ninguém a menos para estar a mais.
Mesmo que aches que não, eu tenho amor-próprio. O suficiente para te dizer que as tuas lágrimas de crocodilo não me afetam, que tenho mais pena de ti que de mim. Eu não perdi nada, mas tu perdeste o teu melhor. Se tivesses mantido a tua dedicação, eu seria a mulher da tua vida, mas não sou do tipo de mulher que implora para ficares ou que quer fiques, depois de toda a desilusão, de toda a merda que fizeste.
Não me irei ajoelhar, muito menos implorar esse amor que ainda dizes sentir. Se para ti, isso é amor, não é igual à minha definição. Quem ama não trai.
Quem ama, não vive somente para essa pessoa, mas a sua vida amorosa pertence a um só corpo, a um só coração. Se partilhaste esse desejo, mesmo que não tenha sido amor, não te quero mais.

 

 

Tu não me dás amor

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Tu não me dás amor.
Mudaste e partiste como se o teu corpo tivesse morrido, mas quem partiu foi a tua alma.
Não dá mais amar-te. Não dá mais te querer sem me quereres a mim.
Amar não é mentir, omitir, ou esquecer todo o bem que fiz por ti, tudo aquilo que deixei de fazer por mim, para fazer para ti.
Quando todos não te entendiam e não te estendiam os braços, eu estava cá. Ainda assim foste ingrata, esqueceste o passado antes mesmo de eu o fazer. Pediste-me um tempo e não arriscaste magoar-me dizendo que era comum, que era alma do destino a nossa separação. O tanas! Tu simplesmente não quiseste tentar conquistar-me. Não mereces a minha amizade, muito menos isto, todo o amor que sinto por ti.
Magoo-me de todas as vezes que voltas a dizer-me que estás aí para mim, que vens e que ficas, mas sem ficares. Que corriges os teus erros, quando acabas por me culpar por todos eles.
É inquieta essa tua forma de ser, mas se tivesses querido, acontecia... E o nosso rumo mudava. Porém, só nos resta o tempo, esse engano onde sempre voltamos a cair.

 

 

Amanhã.

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Amanhã encontrar-me-ás diferente. Amanhã serei outra. Não acreditas? Bem podes acreditar. Porque eu acredito. Aliás, acredito mesmo. Acredito realmente que, na verdade, mudamos todos os dias. Aprimoramos as nossas defesas. Amanhã não será diferente. Amanhã eu serei melhor, serei mais forte não só por causa dos meus erros, mas também pelos teus.
Sim, se pensas que me senti ofendida ou desiludida, talvez tenhas tido razão, mas isso foi ontem, hoje eu fiz dos nossos erros, certezas de que eu encontrarei alguém melhor, alguém que me complete, que me faça feliz.
A vida é uma constante mudança, e eu gosto de acreditar nisso, que, sim, as coisas sempre acontecem por uma razão, quanto mais não seja para crescermos e eu, podes ver e crer, que cresci.
Tudo passou, na memória ficou. Eu sei e, tu sabes, que não esqueci, é uma marca na minha vida e na tua, é impossível que o esquecimento aconteça.
Não vou ser dramática como acontece nas novelas, nem vou implorar o teu amor como nos filmes, nem apagar todas as histórias ou fotografias como muita gente faz na vida real. Não, nem pensar, nada disso.
Sempre fui uma pessoa muito bem entendida com as minhas escolhas, com os meus erros ou com as minhas batalhas, o que vivemos foi apenas algo que faz parte da minha história e do meu passado, mas não é isso que me define, não é isso que diz quem sou.
Por isso digo a mim mesma, de consciência limpa, que amanhã serei melhor, que amanhã será diferente.

 

 

 

16 # Existirá destino sem os sonhos?

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- Acho que me iludi demasiado com o passado, ao sonhar connosco num futuro. A culpa também é minha. – disse-lhe ela. – Foi um erro. – e bateu a porta.
Não chorou à sua frente, mas quando bateu a porta chorou desalmadamente, como se todos os seus sonhos tivessem ido embora.
Pegou no telemóvel depois de tantas horas sem lhe tocar. Tinha-o em silêncio. Eram duas da tarde. Tinha dez chamadas não atendidas de John. Abanou a cabeça, voltou a chorar. Tinha estragado tudo. O que eles tinham construído até então.
Entrou em casa a chorar desalmadamente. Não conseguiu fazer mais nada do que abraçar John. Nos seus braços continuava a chorar.
- Desculpa, estraguei tudo. Sou uma idiota. Nunca irei merecer o teu amor.
John não estava a perceber nada, estava simplesmente preocupado. O que estava a acontecer com a menina dos seus olhos?
- Estava preocupado. O que se passou? Onde foste?
John não era totalmente inocente, sabia que a ligação entre Sara e o rapaz que ele vira abraçá-la no bar era forte, que era alguém do seu passado. Confiara nela, porque ele era o seu presente. Ainda assim, perdoava-a, mesmo depois de ao largar o seu abraço, Sara lhe contar tudo.
- Como pude ser tão estupida? Magoar-te? Magoar-me?
As suas palavras eram calmas.
- Ainda que não me tivesses contado a vossa história. Eu sentia que havia algo em ti que não te deixava amar-me. Havia algo mal resolvido contigo. Foi um erro sim, mas também concluíste algo, terminaste o que há muito devia ter terminado. Não tens de pedir desculpa. Estava no nosso “contrato” amizade colorida, nada mais que isso. Eu é que não resisti e apaixonei-me por ti. - dizia (na sua língua materna)
- Vês? Eu não te mereço.
- Mereces pois. Vem cá. – disse ele abraçando-a.
- Ele é que não te merece. Depois de tudo. Idiota.
Sara sorriu.
- E nós? Como ficamos? Achas que ainda podemos resultar depois de tudo?

 

(continua...)

15 # Existirá destino sem os sonhos?

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O mundo lá fora tinha batido à porta. Não literalmente, mas na mente de cada um deles. Em especial na de Sara, que se questionava se tudo aquilo tinha valido a pena.
É certo que um bom pedaço de incertezas se concluiu e que, milhares de sentimentos fluíram. Será que tinham desaparecido de vez? Será que apesar de tudo, do bom que fora, não passaria de um erro?
Sara, levantou-se, colocou o soutien e questionou Manuel.
- E agora?
- Agora o quê?
Aquela pergunta tirou-a do sério.
Coisas sérias era o que parecia que Manuel não queria. Se outrora tivera esse sonho, hoje não queria mudar planos por ela. E pensando bem, será que Sara largaria tudo em Londres por ele?
- O que fazemos? O que temos?- questionou.
- Agora seguimos as nossas vidas. Não podemos mudá-las pois não?
- Tu ainda me amas? – perguntou ela de novo.
- Amar é uma palavra demasiado complexa. Eu sinto-te como parte de mim, da minha história, mas amar é tanta coisa, tudo tão junto, tão equilibrado, tão certo e eu não tenho certezas de nada. Apenas que o que aconteceu connosco foi bom, repetia, faria tudo de novo. Se te amei? Claro. Se te amo? Eu não tenho a certeza. Adoro-te, sim. Mas o meu futuro não dependerá do que faremos juntos, pois as nossas vidas são totalmente díspares, estão totalmente separadas.
Mesmo não querendo as lágrimas começaram a correr-lhe pelo rosto. Na verdade, ela também não sabia se tudo aquilo que sentia era amor. Tinha ela confundido uma paixão louca com um sonho do passado? O que é que eles tinham afinal? O que tinham não sabia, mas o que os ligava era tão forte. Apesar de tudo, ele tinha um pouco de razão, as suas vidas e o futuro um do outro não estariam intimamente ligados, se eles não quisessem, mas Londres e Lisboa ficava à distância que decidissem. Não existe distância tão longínqua quando queremos alguém do nosso lado.
Se ele não queria, porque haveria ela de pensar o contrário?
Vestiu-se. O seu corpo já tremia, não sabia se de vergonha, se de frio, se seria porque todo o seu corpo chorava.
- Desculpa. – disse-lhe ele.

 

(continua...)

Eterna

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Sob os olhos chovem lágrimas, que esborratam a cara e sujam a boca.
Não dá mais, não agora. Às vezes precisas de deitar tudo cá para fora, de seres tu, mais ninguém.
Desabafa contigo mesma, porque só tu sentes essa ausência que mais ninguém compreende, essa vontade de ser feliz e que não vem, essa fome de consumir todas as saudades que morrem no peito.
Chora, porque não podes ser forte a vida inteira. Não dá mais. Não agora.
Não deixes que ninguém queime o teu corpo, desejando matar o teu sonho. Tu não estás sozinha, tu és forte, mas precisas de uma pausa. Não dá mais. Não agora.
Mas amanhã, amanhã tudo volta. Amanhã volta essa sede de viver, por ti, mais ninguém.
De lutares por esse sonho que é só teu, de mais ninguém. Não ouças as vozes que, com relutância, te dizem para parar, que não consegues. Eu sei que hoje só as consegues ouvir, que hoje não consegues lutar. Não dá mais. Não agora.
No entanto, diz que as palavras que escreves são o mote para seres feliz, que é esse o teu sonho, que mesmo quando toda a gente te tenta deitar abaixo, tu levantas a cabeça após caíres e lhes dizes que as palavras que dás o mundo também são a tua forma de agradecer e dar alguém essa alma forte que tens, mas que hoje não dá mais. Não agora.
Não precisas de ser forte todos os dias da tua vida, também precisas de cair para te segurares, também precisas de perder para ganhar, de chorar para amanhã mostrares que esse teu sorriso valeu todas as lágrimas.
Não chores mais. Não agora. Levanta, voa, vive essas palavras, que são quem tu és, a simplicidade de um lugar melhor, de um coração que sangra por viver e amar demais.
Não te lamentes por ele ser tão sentimental e tem a noção que é isso que te torna especial, eterna.

 

 

* Filmes com história: Dois filmes sobre o amor.

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Todas as mulheres que sofreram males de amor têm sempre o mesmo medo – sofrer de novo, mas será que os homens são realmente todos iguais? Que escondem segredos e terminam sempre da pior maneira?
Molly conhece Gus, um rapaz simpático e bonito, mas ele tem algo de misterioso, um segredo que esconde de tudo e de todos, em especial dela.
Ela percebe que ele é diferente de todos os outros, quando a sua paixão se torna numa relação de amor, com cumplicidade, mas ele nunca se lembra das coisas que prometeu ou que ela lhe disse.
Será que ele é apenas desastrado? Ou anda com outras mulheres e ela não é única na vida amorosa dele?
O segredo de uma relação é apaixonarmo-nos todos os dias pela mesma pessoa. Será que é isso que Gus faz todos os dias quando acorda de manhã?
“Remember Sunday” é um filme genuíno, bonito e que vos vai fazer rir à gargalhada!
Vejam nestes domingos de outono que aí vêm!

 

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Costumo perguntar muitas vezes em textos que escrevo. E quem me lê regularmente já deve ter reparado nesse detalhe meu, que vai ao encontro da moral deste filme brilhante:
O que é mais importante? O amor ou a fama?
Ollie Trinke é um jovem bem-sucedido, o mais jovem publicitário que Manhattan tem memória.
No entanto, tudo muda quando a sua amada mulher morre ao ter a sua filha Gertie. Conseguiráeste homem recomeçar? Ser um bom pai?
Quando julgava que tudo tinha morrido, Ollie conta com a ajuda do pai e novos acontecimentos ocorrerão na sua vida e da sua filha, em que o amor poderá ser ou não a razão para continuar em frente.
Uma extraordinária história de amor, de amizade, companheirismo e superação. Quem vencerá? O amor ou a realização profissional?
Um filme para soltar gargalhadas com toda a família, puro, simples e realmente bonito!

 

Rapariga, tu tens o teu mundo!

rapariga, tu tens o teu mundo - por carolina cruz.

 

Hey! Acorda! Levanta-te!
Tu não estás caída no chão por tua culpa, não é por tua culpa que ele discutiu contigo. Deixa de pensar que és a culpada, só porque ele diz que o és. Diz-lhe sim – basta!
Basta de acreditares que a relação é a partilha de tudo, de palavras passe, de contas abertas e amigos selecionados.
Chega! Não te agarres a isso, não é verdade. Rapariga, tu tens o teu mundo, tens de ter os teus amigos, a tua privacidade, isso não significa que tens algo a esconder, mas sim que tens de ser tu e se numa relação tu não és tu por inteiro, por favor esquece-a, não é saudável e então não é amor.
“Não saias à rua com essa saia”, “não uses esse vestido, todos os homens vão olhar”, “és uma merda”, “amor desculpa-me, eu amo-te.”.
Desta vez não desculpes, não te rebaixes, não te deixes vitimizar. Isso não é amor, nem cuidado, é machismo, violência.
Desta vez diz “basta”, bate a porta, agarra uma nova vida, tu és forte e não dependes de ninguém para ser feliz, o bichinho da alegria vive dentro de ti, apenas se completa com outro alguém. Mas não alguém como ele, alguém que ame a mulher que tu és, sem controlos desmedidos e quebra de privacidade, mas sim que te conheça no teu todo, que te corrija os erros, mas que os aceite como uma parte de ti, afinal tu és um ser igual a ele, não inferior.
E quando bateres essa porta, procura o melhor de ti, não te deixes ir a baixo, tu és do mundo, és uma mulher e só por isso tens a tua garra, a tua força maior e percebe que quando o amor chegar também vai ser o melhor de ti, vais viver e namorar sem receios de dizer o que sentes, de vestir o teu mais sensual vestido, porque quem te ama não te prende, mas respeita-te como és e que tem orgulho em dizer – “Aquela mulher ali é minha namorada. Linda não é?”

 

 

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