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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

* O teu olhar: Amar-te é ser feliz

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Não sei se mereço esta nossa história de amor. Mas eu sempre sonhei com ela. Tu és um pedaço perfeito do meu sonho feito realidade. Sabes porquê?
Porque eu não preciso de mais ninguém se a tua respiração se mantiver por perto. Se é contigo que parto à aventura. Se é contigo que desabafo. Se és o acalento das minhas desordens.
És o suporte que pedi à alma que move o mundo. Não sei se é Deus ou outra força dinâmica, seja como for agradeço-lhe de coração aberto por te poder receber nos meus braços e amar-te sem medos.
O futuro é nosso, independentemente de como seja.
Ainda assim, eu agradeço ao meu presente, sou-lhe grata, porque te tenho a ti, apertando bem a minha mão. És o meu melhor amigo. A nossa amizade é um mar infinito de certezas e uma bênção. Sei que é para sempre, que serás sempre alguém que jamais partirá. Ficarás mesmo quando a maré alta baixar, mesmo quando todos os barcos do porto encalharem, mesmo que todos os marinheiros partam. Serás sempre o meu farol, a minha luz, o meu pôr-do-sol e a vontade de amanhecer todos os dias.
Obrigada é pouco, amar-te é ser feliz.

 

 

 

Fotografia da autoria de Diana Rodrigues :)

* Palavras que não são minhas: Eu estive aqui

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Não estamos sozinhos na dor. Nunca estaremos. É este o mote de Gayle Forman para o seu livro "eu estive aqui".
Este livro conta a história de Meg, uma jovem aparentemente feliz e de bem com a vida. No entanto, não é bem assim, pois a história é narrada por Cody, a sua melhor amiga, que fica destroçada ao saber do seu suícidio.
Cody, não se conformando com o destino trágico da amiga, vai em busca de factos, de pessoas e de lugares que possam estar ligados à morte de Meg.
Como conseguirá ela vingar a morte da amiga? Afinal quantas pessoas que tal como ela, se possam sentir culpadas? Quem é o verdadeiro culpado? Conseguirá Cody seguir em frente depois da morte da melhor amiga?
Gayle Forman, a minha autora favorita, não desilude! Apresenta um livro cheio de mistério, amor e coragem, deixando uma mensagem a todos os jovens que estejam a passar pela mesma dor ou que tenham alguém próximo que cometera o suícidio.
É um livro forte e interessante!

* O teu olhar: À tua procura

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Vim, de propósito, à tua procura. Ao encontro desse abraço, desse sorriso pelo qual morro de saudades. Vim, porque quero. Vim, simplesmente para te ver, para te ter, para lutar por ti. Posso? Deixas? Que eu possa caber no teu abraço onde todos os dias eu via a minha vida amanhecer?
Se não deixares, deixa-me pelo menos encontrar-te. Ver que, se tiveres outro alguém, estás ou não feliz. Por favor, não me proíbas de o fazer, eu não vou impedir-te de viveres a tua vida. Simplesmente eu quero voltar a amar também e ao saber que tu o voltaste a fazer sem pensares em mim, então eu seguirei em frente. Eu sei que é difícil, que talvez esteja a ser egoísta, que não devia voltar ao lugar onde eu fui feliz, contigo. Não devia voltar a onde sei que um dia pertenci e onde talvez não pertenço mais, mas eu quero chegar e partir e saber que tudo fiz para ter de ti o melhor. Posso?
Não te amanhes nessa certeza fugidia, porque agora que voltei, sei que não tens mais ninguém, que ainda pensas em mim, como antes, da mesma forma e no mesmo lugar.
Posso? Podemos? Esse podemos, tornou-se num devemos, e muito, esse abraço.
Por isso sentei-me e esperei que a vida nos trouxesse o pôr-do-sol mais belo para ver no final do nosso dia, por fim, o nosso final feliz.

 

 

(Fotografia da autoria de Rita Fernandes do blog Sugar Candy)

 

 

9 # Existirá destino sem os sonhos?

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- Sim e perguntou por ti.
O coração palpitava cada vez mais, Sara tentava ignorar, mas as suas perguntas pareciam procurar um caminho até ele.
- E onde é a sede? – Questionou Sara.
- É mesmo no centro, junto à pastelaria Sonhos Doces.
- Sei perfeitamente.
- Combinem um pequeno-almoço, o John até fica a conhecê-lo.
“Ok”, pensou alto Sara, não muito entusiasmada com a ideia. Um lado dela pedia para se reencontrarem, para fazer todas as questões ao tempo, a ele, a eles enquanto passado, enquanto presente e sentimentos desvanecidos ou não. Por outro lado, estava feliz, embora pensasse nele, não queria mexer no seu presente. Estava feliz, John era um bom rapaz, adorava a sua família e eles adoravam-no a ele. Ainda assim havia muitas reticências pelo meio, por causa de um começo de algo que não tivera fim e sim, apenas e só, uma despedida, que jamais fora esquecida.
Sempre que lembrava, tentava esquecer de novo. Era sábado, os irmãos tinha-lhes prometido apresentar-lhes novos restaurantes, fariam um roteiro a todos os bares, dos mais novos, aos mais rústicos, passando por clássicos, tabernas e bares com música ao vivo. Não poderia ir ter com Manuel a lado nenhum, não tinha o seu contacto, ao fim-de-semana, decerto, ele não trabalharia. Oh, na volta, já era casado e procura-lo era perda de tempo, e como o tempo nem sempre se esquece, beber e divertir-se ajuda!
Nessa noite, Sara recordou velhos tempos com os irmãos e nessa jornada pelos bares, John foi um companheiro. Entre sorrisos, penaltis e shots, gargalhadas surgiam, assim como olhares enternecedores e lábios com vontade de serem beijados.
Sara era a rapariga ideal de qualquer homem, era astuta, aguçada, inteligente, e em todas as suas qualidades apresentava uma sensualidade tremenda, ninguém lhe resistia, nem mesmo os desconhecidos, que olhavam de alto a baixo, ao verem-na passar.
John estava a conseguir naquela noite o que nunca conseguira em muito tempo. Embora dormissem juntos e fizessem sexo casual, aquela noite estava a ser muito mais do que ele sonhara, especialmente quando, antes de entrarem no último bar, com música ao vivo, Sara descera a calçada às cavalitas de John. Ao descer para o chão no seu olhar acendeu-se um beijo intenso, os seus lábios estavam quentes e a sua língua sabia a álcool, como se estivesse puro ao ponto de lhe queimar a boca e intensificar todo o seu corpo. Nunca antes tivera sido tão intenso, pelo menos com tanto sentimento da parte dela, sedução sempre houve, disso não havia dúvida.
Sara também o sentia, mas quis o destino que nesse bar reencontrasse o seu passado.

 

(Continua...)

* O teu olhar: Deixa-me

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Por favor. Imploro-te. Deixa-me sair, conhecer o mundo por mim mesma. Eu sei que vou errar, quem não o faz? Sou um ser humano e se me deixares para sempre nesta redoma então eu falharei sempre, não serei ninguém, rigorosamente ninguém que valha a pena, nem para mim, muito menos para o mundo.
Deixa-me ir, eu vou ser sempre a tua menina, não é por partir que te deixo por inteiro. A tua vida começa quando sais da tua zona de conforto. Sempre te disse e tu devias saber, mas não queres.
O mundo nunca te conhecerá nem tu conhecerás o mundo se viveres fechado nesse canto, amedrontado com medo de viver. Isso é tão inútil, mas tu não imaginas, achas sempre que serás mais feliz se viveres na solidão.
Já que não admites, deixa-me ao menos admitir que eu já sou crescida o suficiente para fazer as minhas escolhas, que embora me possa arrepender mais tarde, o problema é meu, o mundo está ali, do lado de fora. E embora com tantas contrariedades ao belo, eu ainda acredito que há tanta coisa boa e bonita por desvendar.
Deixa-me ir, eu não sei como vou ser feliz, mas vou caminhar, até lá momentos e experiências me mostrarão que a felicidade está no caminho traçado e não na chegada ou na vitória.
A vida é uma viagem, deixa-me entrar nela. Deixa-me ir, até amanhã ou assim sendo, até um dia.

 

 

(Fotografia da autoria de Ana Rafael)

* Ficção: Não te preocupes

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Deixa estar… Não te preocupes!
A verdade é que me cansei, cresci. Não mudei, continuo a ser aquela por quem te apaixonaste e com quem tiveste uma relação maravilhosa. Tu é que mudaste, ou melhor… Revelaste-te!
Deixa estar… Não te preocupes, que eu já deixei para lá também. Deixei de correr atrás de ti feita parva. Não, desta vez eu vou ter o juízo suficiente para perceber que não dá mais. Que não é por insistir em tentar falar-te que as coisas se vão resolver.
Depois de tanto me ignorares, percebi que estás certo, não dá mais. Eu ainda sou estúpida por querer resolver as coisas, mas percebi com o tempo que quem me ignora não merece mais o meu tempo, não merece a minha companhia, quanto mais a minha amizade, muito menos o meu amor.
Aprendi que não podemos agradar a todos, e que embora o que vivemos tenha sido forte e bom, eu percebi que o tempo e a vida são escassos para demorar nesse sofrimento de não me quereres de volta, nem na tua mesa de amigos.
Não te preocupes… Essa mesma expressão é uma forma de dizer porque, na verdade, nunca te importaste, portanto e agora… é a minha vez de te dizer “deixa estar” que eu “deixo para lá”.
Aprendi que posso ser feliz sem ti.

 

* O teu olhar: Agradece à natureza

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Eu gosto de perguntar muitas vezes. Juro que gosto de me questionar porque é que o ser humano não poupa a natureza? E é nestes momentos em que me sento e me sinto só eu e o mundo, que penso que perdemos tanto por fazê-lo. Muito mais que julgar que ganhamos, nós sabemos que estamos a perder.
E por isso não ganhamos nada, rigorosamente nada. Estamos a perder a nossa dignidade, o nosso ar puro, a nossa vida.
Os que muito têm, na verdade não têm nada, porque a vida é muito mais que um bolso cheio, é poder sentar-se aqui, ter tempo para respirar e agradecer à natureza pelo seu ar puro, quando o faço sinto que não necessito de nada, que tenho tudo. Agradeço.
Agradecer faz tão bem, sinto que muitas pessoas não o fazem, resignam-se à sua mestria, à sua rotina, àquilo que acham que têm de melhor, que é melhor do que o dos outros.
Sou da opinião, que se a maioria da gente a quem o coração bate, agradecesse, o mundo tornar-se-ia um lugar melhor, as pessoas aprendiam a agradecer o que têm, sem depender do dinheiro que lhes pagam ou lhes devem, seriam mais calmas, mais generosas, e mais pacificas como ensina a natureza, porque se ela se enfurece foi porque o homem não foi de todo simpático para com ela.
Por isso, senta-te, inspira, expira, agradece pelo que tens, à simplicidade da tua natureza e sê feliz, depois o amor nasce, a amizade cresce, e o teu ego também.
É tão simples não é? Agradece.

 

(Fotografia da autoria de Daniela Marinho, autora inspiradora do blog fantástico - "Not my cup of tea")

 

 

* Porquê complicar o amor? - Se é amor, faz bem.

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Ele só queria uma coisa: viver no seu abraço.
Nesse terno abraço para toda a vida, que incrivelmente, só ela sabia dar. Ela que embora cheia de medos e inseguranças era tão credível e segura nesse aperto que devia ser o único que a vida lhe devia dar. Consigo o seu sorriso era tão sincero, tão forte, tão poderoso, não havia mais nada que o pudesse fazer mais feliz que vê-la sorrir dentro do seu abraço.
Outrora ele nunca pensaria em apaixonar-se quanto mais prender-se a alguém, mas o coração tem sempre de levar a melhor, e fazê-lo repensar que há sempre alguém para nos completar, que o amor não é apenas uma noite de calor e que sozinhos não somos ninguém.
Então ele acorda e tem um querer para toda a vida: amar de coração essa mulher, que sorri nos seus olhos, que abraço o seu beijo e que aquece a sua alma e lhe escreve a realidade de que juntos são um só, um ser cada vez melhor, mais feliz.
Porque se é amor, faz bem, porquê complica-lo?

 

 

Arrebatas-me o coração

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É essa tua lealdade poderosa de leão que arrebata o meu coração.
É esse teu ar de durão que morre por dentro, de amor e lágrimas de felicidade.
Esse orgulho nos teus olhos quando olham os meus.
Se te perguntassem o nome do amor darias, sem pensar, o meu. Eu, o teu.
O que nos uniu num impasse, hoje é uma certeza infinita.
Quero-te para sempre. Porque são as nossas diferenças que nos unem.
É esse teu abraço que cura tudo. É esse abraço que me beija e que me faz acreditar e viver mais um dia.

 

 

* Simplicidades da vida: conduzir com música

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Deixo-me ir, juntando a mim a liberdade.
É verdade que conduzir pode ser algo tremendamente secante e se forem muitos quilómetros pior ainda.
No entanto, ao deixar que a música me controle e faça de mim (como faz tantas vezes) uma pessoa feliz, então tudo se torna, na verdade – prazeroso.
Ao cantar, sinto que posso dar a volta ao mundo, enquanto todas as memórias do que sou e do que me faz ser de espírito livre me deixam pensar e refletir que se fizermos tudo sem queixas com vontade de sentir o que realmente importa e sermos jovens eternamente, então a vida torna-se um lugar melhor.
E o mundo passa a ter um nome: a liberdade de sentir.

 

 

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