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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

15
Jan18

[Ficção] Calo-me

Carolina Cruz

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Hoje prefiro ser de poucas palavras.
Prefiro não falar tanto, escrever mais. 
Eu sei que tu não lês, por isso posso dizer aqui tudo aquilo que ao sair da minha boca magoar-te-ia. 
Sabes, eu amo-te e por te amar continuo a consentir e a aguentar, calado, essa tua mania patética de achares que és o centro do mundo.
Tens a mania que só tu tens histórias para contar, que o tempo da vida seja qual for é sempre o teu tempo de antena. Tens uma mania de nunca teres palavras que se gastam e o que te digo não é importante.
A tua alegria é sempre maior que a minha. A tua dor? Nem vamos falar disso...
E porque aturo tudo isto, embora deteste? Porque te amo e amar-te é a partilha, embora eu não partilhe nada do que é meu. Só fazemos o que queres, só te ouvimos a ti, sempre. 
Os meus amigos abrem-me os olhos todos os dias e eu sei disso, mas mantenho-me calado. Amo-te, mesmo que me diminuas para poder caber em ti essa grandiosidade extrema por baixo dessa obsessão de prenderes quem mais gostas. Leias ou não isto, só te quero dizer que isso não aproxima ninguém, só afasta. 
Sabes... ouvir os outros é tão importante e, por isso, daqui para a frente não vou mais partilhar contigo o que for, até que também tu nesse erro constante de seres mais, vais perguntar-me porquê e se a tua resposta for "e eu?" dir-te-ei "adeus".

14
Jan18

[Cinema] Breathe

Carolina Cruz

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Que filme, que história, que homenagem...
Uma história verdadeira, um homem de coragem, uma mulher muito à frente do seu tempo e um filho com amor e saudade no coração. 
Um filme que tem tudo para ser perfeito e o é. Excelente é pouco para descrever esta obra-prima.
"Breathe" é um filme que nos fala da história real de Robin, um homem aventureiro e divertido, com uma paixão enorme pela vida e por Diana. Robin, vê-se na sua idade jovem, prestes a ser pai, paralisado para a vida toda, como consequência da grave doença poliomielite. 
Diana desafia a sociedade da época de sessenta e consegue que o marido saia da prisão que era a medicina para pessoa com doenças e deficiências como a sua. 
Um amor poderoso que ajuda a que Robin, mesmo limitado, tenha uma vida inteiramente feliz, ajudando, com o seu comportamento positivo em relação à sua condição, a que se trabalhasse e se desafiasse a mobilidade, acessibilidade e vida com direitos para as pessoas com deficiência. 
Um filme forte, intenso e realmente poderoso, como a luta de Robin e Diana. 
Para quem gosta de dramas com mensagens motivacionais, que nos prendem à vida e nos queimam a alma na pressa e na vontade imensa de viver bem, este filme é ideal.
Cinco estrelas? Muito mais, com certeza. 
Vejam!

 

 

13
Nov17

[Cinema] A street cat named Bob

Carolina Cruz

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“A street cat named Bob” é um filme simplesmente maravilhoso.
Baseado numa história verídica, este filme fala-nos sobre o encontro de James, um ex-toxicodependente com Bob, um gato de rua.
Este filme é baseado no livro “A minha história com Bob”, que retrata a vida de James Bowen - o seu tratamento, a sua relação turbulenta com a família, o amor e a amizade.
Tocante, real e muito terra-a-terra, este filme emociona-nos do início ao fim, pois traz consigo mensagens bastante importantes, que só um coração bom consegue compreender.
Deixa sobretudo uma mensagem para aqueles que não acreditam na leveza, na bondade e no impacto que os animais têm na vida humana.
Se já não restavam dúvidas para mim, esta história faz-me crer que os animais são melhores que muitos humanos e têm sobre nós um poder e uma força profunda e ajudam-nos a procurar o melhor, a sermos melhores, exatamente como um verdadeiro amigo.
Bob ajudou James na pior fase da sua vida e mudou-o para sempre.
Os animais têm esse poder: amar sem fim. 
Uma história que não vou querer perder e o filme é tão bom que fiquei super curiosa para ler o livro.
Vejam e deixem-me a vossa opinião.

 

 

25
Jul17

[O teu olhar] Voa sem medos

Carolina Cruz

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Voa, sem medos… 
São os teus sonhos, intensifica-os, agarra-os, luta até ao tutano. Tu és forte, guerreira e amas aquilo que a vida te dá. Amanhã não será diferente, não poderá ser diferente… 
Vai e luta! Tu és capaz…
É nessa capacidade que tens de acreditar… Acreditar que, mesmo sem asas, tu és capaz de voar. 
Voa em frente… Não baixes os braços, não tombes a cabeça. És forte demais para te diminuíres, és grande e tens o mundo a teus pés, que é teu pequenino ao pé da grandeza dos teus sonhos. 
Vem, voa, sem medos… 
Tu tens a cor da luta, tens a imagem de um sorriso infinito de braço dado com a tua loucura saudável de que chamas de amor, inteiramente com o coração, com a força de uma vida que aí vem e que será sempre tua.

 

Fotografia da autoria de Carla Santos :)

08
Jul17

[Ficção] O meu corpo

Carolina Cruz

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O meu corpo sujo nas tuas mãos. 
Ou serão as tuas mãos sujas no meu corpo? Não tens direito... Não tens direito de me magoares assim, de achares que tenho de estar ciente e sabedora de que eu sou a culpada, que te provoquei, a estas horas, com a roupa que trazia vestida. O tanas. 
As tuas mãos sujas no meu corpo. Não tens o direito, não tens de ser portador do prazer se eu não o quero contigo. Só porque és homem? 
Essas mãos sujas não mandam em mim, esse olhar de "eu mando, tu obedeces" há de morrer, não comigo, contigo. 
As mil facas espetadas no meu coração, sentidas no meu corpo, são embaladas para outra alma, qual a tua...? 
Embora não a tenhas, essas facadas que te dou (agora que prometo matar-te para não morrer por ti) são as imensas dores que toda a vida me deste. 
A violência doméstica não é apenas bater. Há muitas formas de cuidar e muitas formas de dizer "quero que morras", mil formas de se ser maltratado, de sofrer violência. 
O meu corpo sujo, repudiado de ódio e rancor, não existe mais nas tuas mãos. Essas tuas mãos sujas morreram na ação, numa justiça feita pelas minhas mãos carregadas de medo, na busca de proteção, na busca de um futuro sem ti. 
Jamais morrerei por ti, por isso o meu amor-próprio defendeu-se, vi-te morrer nos meus braços e, então, o alívio da minha alma sorriu.
 
 

 

 

 
16
Mai17

[Cinema] Jackie

Carolina Cruz

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Finalmente pude ver “Jackie”. Finalmente pude vê-lo para comentar e então confirmar o tão poderoso papel de Natalie Portman como Jacqueline Kennedy, a inesperada viúva de John Kennedy.
É um filme poderoso, forte, muito forte, que nos conta uma história verdadeira, a história de um poder perdido, da morte do 35º presidente dos Estados Unidos da América.
John Kennedy, foi assassinado no Texas, a 22 de novembro de 1963, nos braços da sua amada mulher.
Como fica a sua esposa depois de presenciar tudo? Sem poder fazer nada para o salvar? O que faz com todo o poder que tinham? Como manter vivo o seu marido para ela e para o mundo?
Como será voltar ao anonimato, depois de ser tão acarinhada? Como será viver depois de tudo o que se tornou numa história terrível?
A história da viúva do tão querido Kennedy, dias após a sua trágica morte, a explicação aos filhos, as entrevistas, a sua família, o seu amor, a sua luta em manter a história e o legado do seu amado marido, tão bem interpretada por Portman.
Um filme que não desilude, que prende e que nos emociona.

 

07
Mai17

[O teu olhar] Dias...

Carolina Cruz

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Há dias em que tens de acreditar.
Há dias em que tens de ter fé a dobrar, confiança a dobrar, sorrisos a dobrar, lágrimas se for preciso chorar.
Há dias em que tudo desaba, sim.
Há dias em que parece mesmo que nada mais existe contigo, senão a dor.
E é nesses dias que tu precisas de ti mesma. De te sentares, de confiares em ti, de te confidenciares.
Ninguém disse que era fácil pois não?
Ninguém disse que a vida o era, certo?
Então senta-te aí e escuta a tua voz, ainda que pareça vir do outro lado do oceano, onde as lágrimas são um mar perpétuo, um sofrimento sem fim.
Tu tens algo para dizer a ti própria, que és forte, guerreira, sonhadora, e que concretizas todos os teus sonhos.
Se alguém disser que não, mando-a à merda.

  

 

 

 Fotografia da autoria da simpática Simple Girl 
06
Mai17

[Resenha Literária] A rapariga que roubava livros

Carolina Cruz

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O ser humano, esse ser, pior que qualquer irracional. O Homem, o único, que mata por prazer. Guerras, mortes inocentes e um imperialismo que conta a história que Hitler escreveu. Triste, repugnante, horrorosa. Muitos mais adjetivos podiam descrever o holocausto, mas por mais anos que passem, é impossível.
"A rapariga que roubava livros" é um livro que narra a história de quem viveu nessa época.
Esta trama é narrada por alguém que teve grande destaque na 2° guerra mundial, sobretudo entre os judeus - a morte.
Ela conta a história de Liesel, uma menina a quem roubaram a esperança e que ainda assim nunca deixou de sonhar. Agarrou-se às palavras, aos livros e aos que mais amava e o mundo, ainda que cinzento, tornara-se cor-de-rosa.
A ânsia de roubar um livro era tão forte que cada dia se tornava numa aventura, ao lado do seu amigo Rudy.
Uma história de ficção envolvendo a história mundial, sobre a inocência, o amor, o afeto, a lealdade e a esperança num mundo onde a morte e a crueldade entram a cada instante.

02
Mar17

[Completas-me] Com Cátia Cardoso

Carolina Cruz

Hoje, o completas-me veio à quinta-feira, mas o importante é vir e ser bem recebido, partilhado.
Hoje tenho o grande prazer de partilhar a escrita com a talentosa e comunicadora Cátia Cardoso, autora do livro "Linhas Delicadas" (visitem, vão adorar as suas palavras)
Apresentamos um texto simples mas com uma mensagem muito importante: "seguir os sonhos".

 

“É frio o vento. Sopra com cada vez mais força. Os minutos passam e ela permanece no mesmo local. O anoitecer deu-se e ela ali ficou, a contemplar o vão, a fundir-se em pensamentos aleatórios e masoquistas. As lágrimas são cada vez mais espessas e geladas, porém, nada as afaga. Talvez, se tivesse nascido noutro sítio, noutra família, noutro século, noutro contexto... talvez, de uma forma diferente, tudo pudesse ter sido diferente e ela não tivesse de estar agora ali a lamentar-se pela sua pouca sorte.
Não há nada que a conforte. O céu parece preparar-se para que chova. É inverno, estava à espera de quê? Que um sol raiasse e a permitisse ficar ali toda a noite? Começa a chover, porém, ela não procura abrigar-se. Na verdade, nem se move. Permanece estática como se estivesse à espera que alguém lhe dissesse para sair dali e ir abrigar-se. A chuva molha as suas roupas, e funde-se nas lágrimas que lhe atravessam o rosto. Que horas serão? Dez da noite? Meia-noite? Três da madrugada? Perdeu a noção do tempo, e, sem querer, da vida. Está encharcada e parece não se importar com isso. Embora o frio seja cada vez mais incomodativo, nada a faz mover-se. É como se estivesse morta. Morta para a vida. Que outra morte existe, afinal?”

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Morremos se estagnarmos, morremos se nos acomodarmos, se nos permitimos parar. Nada mais existe em nós, depois de morrerem os sonhos.
Ela sentia-se como que uma alma vã que atravessava o mundo. Já não existiam razões para viver.
Porquê? Porquê aquilo acontecer? Porquê ela? E mais… porque é que ao morrer um sonho, ela morrera também ao invés de lutar por ele? Os sonhos só morrem se desistirmos deles. E ele só tinha morrido porque ela o matara ao não acreditar mais.
Chega de pensar e se… Se ela vivesse em outro lugar, noutro tempo, iria lutar da mesma maneira? Ou melhor, não iria lutar? O que queria ela? Receber tudo de mão beijada? Talvez fosse mais fácil, talvez soubesse bem receber e concretizar tudo o que sempre devera ser seu por direito. Mas não, não teria o mesmo sentido. Tudo é melhor se assim não for, tudo tem um sabor maior depois das quedas, depois de saber que o que temos foi por mérito próprio.
Houve uma voz, que lhe deu essa luz, que lhe disse que ao sentar-se e se lamentar não iria trazer o seu sonho de volta, não ia dar-lhe o que mais queria. Que lamentar só traz pensamentos negativos, dores na alma e moleza do corpo. Sem a força que o alimenta, ela morrerá por completo e sim, assim sendo os seus sonhos também morrerão.
Então ela deu-lhe razão, deu as mãos a esse pensamento positivo e mudou o seu destino.
Terá ela concretizado os seus sonhos? Pelo menos ao pensar de forma diferente, terá tido uma maior chance. 

01
Mar17

Este amor que por ti tenho.

Carolina Cruz

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Este amor que por ti tenho pode não ser a única certeza que me agarra à vida, mas é uma das maiores.
Sei e sinto, que te amo todos os dias e é nesses dias em que eu sou mais feliz, mesma na tua ausência, quero com isto agradecer-te por existires em mim, por ti tenho todos as horas, uma alma contente.
Nunca o coração bateu tão certo e tão forte, nunca o sexo fez tanto sentido, como hoje, como contigo.
Por isso te digo também que não preciso, nem quero, conquistar o coração de mais ninguém com a intenção de o amar. Porque quero e devo, não como obrigação mas como compromisso e amor, de conquistar-te para todo o sempre. É a ti que eu quero conquistar todos os minutos, desejando ser conquistada por esse mesmo tempo, deixar que seja o sorriso mais bonito o que nos contamine de paixão até as nossas mãos dadas estejam envelhecidas, e as rugas atravessarem esse olhar que sorri como na primeira vez, exatamente como na primavera da vida, em que este amor nos torna e nos faz ser.

 

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