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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

23
Ago17

[Ficção] Esquece

Carolina Cruz

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É agora. É desta. Não há volta a dar. Já chega. Basta!
Para mim bastou! Não há mais desculpas sem precisar de pedi-las.
Não há mais coração a bater de medo. 
Não há mais alma sofrida ou lágrimas de desilusão.
Não há mais mensagens a dizer que te adoro. 
Não existem mais textos escritos em vão, sem que o lesses.
Não dá mais.
Não posso, não quero, não devo! 
Chega.
Quantos dias perdi à tua procura?
Quantos dias perdi à tua custa?
Sei que nunca se perde por fazer o bem, mas quantos minutos perdi a dar-te valor.
Esquece, não me terás nunca mais de mão beijada, ao serviço do teu beicinho.
Dei tudo de mim, sem receber.
Dei tudo de mim, em vão.
Dei tudo de mim e o que tu me deste?
Hipocrisia, ilusão desmedida, ingratidão. 
Não, não precisas mais de mim. 
Nem eu de ti. 
Sem ti serei melhor.
Um corpo livre, longe do enfado da tua presença. 
Só me querias a teu favor, 
Porém nem de longe nem de perto, isso é amizade ou amor.
 
 

 

21
Mai17

[Ficção] Tarde demais!

Carolina Cruz

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De que me vale querer? Querer dizer-te seja o que for, quando for. Esquece, para mim acabou. Sempre ouvi dizer que seja o que vier do coração não se implora, se eu um dia implorei o teu amor, hoje nem com a amizade o faço.
Sabes? Cresci. Já não sou aquela miúda que sonhava ser a tua melhor amiga ou adormecer nos teus braços se me aceitasse como mais que isso.
Sei que ninguém é obrigado a gostar de outro alguém, nem como amigo, o que quer que seja, não podemos agradar a todos, eu só pedia apenas respeito da tua parte porque outrora… outrora gostaste tanto, como se deixa de gostar assim?
Não venhas dizer que fui eu que mudei, não venhas dizer que já não sabes quem sou ou que já não sabes ter-me ou pertencer-me. Se assim for, olha… ótimo. Só me mostras que mereço melhor, que quando se implora não é amor, deixei-me disso.
Vou deixar de implorar, aliás… já deixei! Quando voltares, aí é que me verás diferente, talvez fria, mas cheia de calor e amor-próprio por dentro, esse é que me merece, é esse amor que nunca poderei esquecer.
Quando voltares, vou dar-te com a porta na cara, será então, tarde demais!

 

 

14
Nov16

[Cinema] Now you see me

Carolina Cruz

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(fonte da foto: hdwallpaperbackgrounds.net)

"Now you see me" é um filme imperdível, que nos agarra do início ao fim.
A história do mesmo retrata a procura incessante do FBI por uma equipa de ilusionistas que rouba bancos durante as suas atuações.
Através da sua magia vão enganando as autoridades como se de truques básicos se tratasse, mas ninguém imagina o mistério que se sobrepõe às suas constantes fugas e crimes de furto.
São estes mistérios que nos prendem e nos fazem querer ver mais...

E agora já podes, pois o segundo filme já estreou há já alguns meses, em breve farei também a sua crítica!

 

 

13
Nov16

Dança

Carolina Cruz

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Esta é a dança, o mundo que construíste num passo firme, lento, quando tudo em mim morreu, a vida em mim se esqueceu. Mas hoje, hoje a vida é a alegria, o passo rodopiante em torno de um jogo perdido contra o destino, um jogo sobre tudo, sobre ti. Esta é a vida que nunca vivi.
Era a voz, a voz que hoje havia pintado o inferno de branco, onde pairava a paz e a felicidade. Era verdade que sobre as minhas mãos pairava o céu, o mar azul, a frescura. Sim, a frescura tornava a invadir teus olhos e o teu sorriso respirava tranquilidade, longe de tudo, longe da maldade.
Agora, agora o nosso tempo era de ferro, era, vento, tuas palavras que outrora haviam libertado o meu coração, libertaram-me do inferno, da solidão.
Hoje, hoje o meu coração sorri e balança, balança nesta longa dança que vai e não volta, não volta ao lugar escondido na ilusão. Este era o meu sonho, a minha perdição.
A dança não me deixou voltar atrás, àquela tristeza fugaz, ao meu lado lunar porque hoje eu sei que é amar.
Existe algo que em mim me chama, existe uma voz. Hoje não existimos como tu e eu, existimos como nós.

 

Fotografia do filme "O diário da nossa paixão"

04
Set16

Vai sem medos

Carolina Cruz

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É bom viver a vida amando os outros, conquistando-os, criando laços… é de facto. Mas espera, deixa-me dar-te um conselho:
Não te apegues demasiado, não dês tudo de ti, não cries expectativas elevadas. Só tu te mereces nesse amor pleno. Dá tudo a ti mesmo, tudo o que sonhas e depois então os outros.
A vida ensinou-me a confiar nas pessoas sempre de pé atrás. As pessoas erram, tu erras, mas tu te dás demais então tu é que sofres.
Podes viver mais, sentir mais, sorrir mais, dar mais valor. No entanto, nem sempre compensa essa felicidade se não for genuína ou se apenas esse sentir.
Vai sem medos, ama, mas sem seres idiota, sem bateres com a cabeça e ainda assim voltares a insistir no erro da dor que perdura. Porque na verdade, quem ama procura.

24
Ago16

[Completas-me] com Andreia de "O meu poema"

Carolina Cruz

E lá vamos nós, para uma viagem a duas mãos, as minhas e as talentosas mãos de escrita da Andreia, do fantástico blog "O meu poema"
Espero que gostem tanto, quanto eu gostei desta partilha. 

 

“Encosta a porta.
Deixa que o vento te sussurre ao ouvido, enquanto gemem, em rebuliço, os cravos cor de sangue imortal. Deixa que o tempo leve de arrastão as lembranças que entrelaçaram os nossos caminhos. Deixa que o adormecer da madrugada te traga o silêncio de um lampião à escuta, a fuga das estrelas, o sentido das palavras feitas nas entrelinhas.
Lê, uma vez mais, as cartas que eu nunca te escrevi, os beijos quentes de outono, os passeios longos, as conversas banais…
Guarda em ti o nosso pretérito mais que perfeito, onde cabiam todos os sonhos do mundo, uma vida inteira sem último dia, um lugar sem pressa, sem futuro, sem questões.
Depois, quando a estação mudar, não penses mais!
Rasga os versos que escreveste e atira para o mar. Rasga a pele que há em ti e rompe a saudade mordaz que te prende, que te amarra, que te queima, que te destrói.
Denuncia-te!
Levanta os teus sonhos, ao nível dos olhos, e arrasta a poeira de cada calafrio. Levanta-te sem que destruas a história que te deixou ver o amor sem pernas e sem braços, sem dias a mais ou filas de espera. Esvazia o tempo em contrarrelógio, porque houve um dia em que contruímos o nosso castelo na areia, enquanto se deixavam bater, pelas ondas, as memórias de um refúgio antigo, de um desejo secreto, de uma mágoa apagada.
Por agora, agarra bem a almofada. Prende-te à humidade das lágrimas salgadas que irrompem do escuro, do relento de uma alma sem destino, de um ritmo descompassado, de uma angústia em tempo morto, onde a única certeza…”

 

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...é inutil. Cerca-te de uma coisa, de um pensamento que te encaminha à realidade: ele não voltará, como não volta a revolução de Abril. Tal como a história de outrora, ele apenas mora no teu pensamento, em cada recordação tua, do teu passado. Deixa que alguém mais tarde ocupe o seu lugar, ele será apenas uma lágrima, um pedaço de sangue que não te merecerá jamais.

Viveres nessa amargura, é só idiotice tua, não escarneças a tua pessoa. Vive. Abandona todas as dúvidas e segue o teu sonho, aquele que ninguém vivenciará por ti, tu és dona disso, da tua certeza, da tua vida, não deixes que ninguém diga para onde vais, se não é esse o teu caminho. Conta as horas, vive cada segundo e mostra o mundo que não és as muralhas desse castelo mas a rainha que ficou na história não por morrer pelo amado, mas por ser a primeira a vencer a mais terrível das batalhas.

 

31
Mai16

[Por aí] No blog "Quase Italiana"

Carolina Cruz

Boa tarde, queridos leitores.
Hoje o "Por aí" está no blog da Joana Freitas, um blog cheio de pinta, muito interessante, para o qual escrevi um texto inédito sobre alguém que perdeu outro alguém mesmo antes de ter ou viver um amor verdadeiro, curiosos? Vou deixar-vos um excerto sobre o mesmo.

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«Apaixonei-me por ti como quem sente o vento, sem intenção, foi um sopro do momento. 
O beijo foi sonhado por ambos durante horas, dias, meses e talvez apenas isso tenhamos sonhado juntos.
Nunca soubera nada de ti na verdade, acho que criei alguém à imagem do meu amor, no entanto sei que no mais fundo de ti tu me amaste mas não podias ficar. 
Quando nos conhecemos eu jurei fazer a coisa certa - deixar que terminasses essa relação que não te fazia feliz.
Um dia vieste em busca dos meus braços, desse beijo há tanto tempo prometido, dizendo estar tudo terminado. Abracei-te como quem beija o mundo do avesso, senti a vibração da minha alma chorar de alegria.
No entanto, chorava também de receio pois não querias mostrar que esse beijo existia a mais ninguém. E debaixo deste céu que nos condena por amarmos demais quem não devemos eu corri, saltando as nuvens da incerteza que em mim me invadia.»
 
 
Continua... aqui!

 

 

12
Abr16

Não te quero

Carolina Cruz

Embriaguei-me na loucura de ti e fui até ao fim, ao fundo do mais fundo de mim. 
Perdi-me na ilusão de te ter e caí nesse sonho que jamais queria acordar.
Só hoje acordei desse sonho, que de nada sonho tinha, apenas um pesadelo que eu pintara de azul, para não ver claramente que mentias e que eu mentia a mim mesmo. 
Perdi-me nesse teu olhar doce, nesse teu ajoelhar e carência, onde prometias amor eterno e apenas um dia permaneceste e ficaste.
Demorei a entender que não eras tu, não era eu tão pouco, apenas um momento de devaneio puro e de incerteza.
Hoje olho em frente e estou ciente que não te quero mais nem num segundo perdido nem no seguinte. 
Não quero aquilo em que nunca fui, na essência de mim... Não te quero jamais.

32.jpg

 

17
Nov15

[Ficção] Apenas ilusão

Carolina Cruz

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Está escrito por todo o lado, o que me cruza o caminho e o que me esquece de tudo o que posso fazer com e até sem ti! 
Faltam-me as palavras, as memórias e os desejos porque o que sinto é mais forte e puro do que realmente imaginava. Infelizmente mais triste do que pensava.
Recordo-me dos tempos em que riamos juntos, em que te enervavas e a minha força fazia-te acalmar vezes sem fim. 
Não me deixes para trás, acredito que seríamos somente um só, perdidos entre toda a multidão, mas sempre unidos. 
Sinto a minha força interior a apodrecer o meu horizonte, a forma que queria ver o nosso mundo é atravessada por um muro. 
As barreiras são enormes, os esforços inúteis, falta-me a coragem, o sabor, falta-me até o choro estampado no rosto mas encurralado no olhar, um encurralamento que me faz sonhar. Ia tornar-me no que sempre sonhei ser e tudo isso viria a acontecer mas acordo. 
Acordo de novo afastada desse olhar, tão longe desse sonhar, e vejo que nada passou senão de uma recordação, um sonho, apenas ilusão.

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