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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

10
Mai17

[Poesia] Temperamento

Carolina Cruz

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Temperamento à margem,
Falta dele, falta de mim.
Falta também a coragem,
coragem de embarcar no sonho, por fim.

Por isso, escrevo poesia,
E deixo no covil da noite,
o calor do meu dia.

As lágrimas correm,
o escuro regressa.
Será que são os meus sonhos que morrem...
Por culpa da minha pressa?

Nada sou, nada tenho.
O meu amor levou-os para longe.
Agora só faço o que faz o monge,
esqueço o engenho,
e sobrevivo do hábito.

E assim habito,
Por fim, comigo.
Só.
 

31
Mar17

[Ficção] Desculpa

Carolina Cruz

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Todas as palavras que escreva para ti serão inúteis, eufemismos, hipérboles, idiotas, tudo isso. Porque de nada vale escrever-te agora que caí em mim e percebi que te perdi.
É verdade que o destino traz de volta o que é verdadeiro e nosso, mas não compreendo. Se essa for a verdade, esquece, porque eu já não te mereço. Perdi tudo em troca de um sonho e esse sonho foi efémero e foi quando ele se esvaiu, que caí na realidade – tu também foste com ele.
Por isso é idiota dizer que há destino, que Deus toca na nossa vida e nos escolhe o caminho, ou ainda que tudo existe por uma razão. É inútil pensar isso, tal como escrever para ti. Ainda assim eu acredito, ainda assim eu escrevo. Sou mesmo inútil não sou? Não adianta pedir desculpa. Sou tão fraca, como dizia que os outros eram quando perdiam. Tristeza, eu é que sou uma verdadeira vergonha, a tua vergonha e, hoje, o teu passado.
Como é pude trocar-te por tudo o que desejava? Porque não te desejei a ti? É tão fácil partir, agora sei quanto te custou ficar.
Ainda recordo a minha frieza ao dizer-te “acabou” e os teus olhos cheios de lágrimas penetravam os meus, ainda assim eu fui indiferente, como é que pude? Como consegui?
Não digam que os homens são todos iguais, nós também podemos sê-lo, eles também têm o direito a dizê-lo, porque nós também lhes quebramos a alma, lhes partimos o coração.
Não sei como consegui deitar-me com essa imagem, como é que eu fui pensar que não me farias falta ou que já não te amava.
Não vou dizer mais nada, embora me apeteça dizer-te que não me esqueci de todos os momentos que partilhámos, de todos os sorrisos e todos os beijos intensos, do teu corpo beijando o meu, do prazer e da loucura que era deitar-me contigo e acordar do teu lado.
Bem, esquece. Mereces o melhor e eu não te dei o meu.
Desculpa.

 

 

28
Fev17

Eterna

Carolina Cruz

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Sob os olhos chovem lágrimas, que esborratam a cara e sujam a boca.
Não dá mais, não agora. Às vezes precisas de deitar tudo cá para fora, de seres tu, mais ninguém.
Desabafa contigo mesma, porque só tu sentes essa ausência que mais ninguém compreende, essa vontade de ser feliz e que não vem, essa fome de consumir todas as saudades que morrem no peito.
Chora, porque não podes ser forte a vida inteira. Não dá mais. Não agora.
Não deixes que ninguém queime o teu corpo, desejando matar o teu sonho. Tu não estás sozinha, tu és forte, mas precisas de uma pausa. Não dá mais. Não agora.
Mas amanhã, amanhã tudo volta. Amanhã volta essa sede de viver, por ti, mais ninguém.
De lutares por esse sonho que é só teu, de mais ninguém. Não ouças as vozes que, com relutância, te dizem para parar, que não consegues. Eu sei que hoje só as consegues ouvir, que hoje não consegues lutar. Não dá mais. Não agora.
No entanto, diz que as palavras que escreves são o mote para seres feliz, que é esse o teu sonho, que mesmo quando toda a gente te tenta deitar abaixo, tu levantas a cabeça após caíres e lhes dizes que as palavras que dás o mundo também são a tua forma de agradecer e dar alguém essa alma forte que tens, mas que hoje não dá mais. Não agora.
Não precisas de ser forte todos os dias da tua vida, também precisas de cair para te segurares, também precisas de perder para ganhar, de chorar para amanhã mostrares que esse teu sorriso valeu todas as lágrimas.
Não chores mais. Não agora. Levanta, voa, vive essas palavras, que são quem tu és, a simplicidade de um lugar melhor, de um coração que sangra por viver e amar demais.
Não te lamentes por ele ser tão sentimental e tem a noção que é isso que te torna especial, eterna.

 

 

18
Jan17

Por favor!

Carolina Cruz

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Se ele é tudo o que tu tens...
Quando ele é tudo o que tu tens...
O que é que te sobra?
Se o mundo dele ruir... Tu vais atrás sem temer?
Tantas perguntas aguçam o meu coração perdido. Tantas respostas dou sem ter evidências ou certezas.
Já não sei. Já não sou. Rigorosamente nada. Tu foste, eu fiquei. Rendida, às lágrimas, à dor.
O que quero? O que me falta?
O meu amor...
Amor próprio.
E eu não peço mais nada.
Por favor!

 

 

17
Jan17

[Ficção] Cansado.

Carolina Cruz

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Estou cansado.
Cansado de ser sempre a tua segunda opção.
Cansado de que mesmo o sendo, queiras que sejas tu a minha primeira. Que dê valor, que te dê toda a atenção do mundo.
Cansei de estar cansado e então não me importo mais. Abandonei esse teu “querer-me” desmedido na tua atenção sem suportares a minha.
Cansei de ser idiota, de me lavar em lágrimas porque sou eu quem ainda assim ama mais e sofre.
Chega. Tu não és o mundo. És egocêntrica. Brilhante sim, mas fluorescente, irritante.
Vou dizer adeus às memórias. Às tuas e às minhas e dizer “olá” àquilo que quero ser, aquilo que nunca serei contigo.

 

 

 

27
Dez16

Arrumar o passado

Carolina Cruz

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Arrumar o passado também dói, é como saber que tudo aquilo que foi bom não voltará, é saber que outras coisas virão, mas jamais iguais serão.
Limpo as lágrimas ao mesmo tempo que varro do presente todas as palavras vãs prometidas outrora.
Vive em mim um misto de sensações, sabedoria e pequenez, por vezes somos tão pequenos e tão grandes ao mesmo tempo.
Como podemos ser tão grandes para alguém e nodia seguinte tudo se evapora como se fossemos do tamanho de uma pequena formiga?
Aprendi que existem vários passados: os que magoam porque abriram feridas, os que magoam por terem sido felizes e não e os que ainda hoje nos fazem felizes.
Eu quero aqueles que me fazem felizes, vou abandonar todas as lágrimas de tristeza, dando-lhes emoções felizes, porque se tu não queres, também não quererei e por ti jamais chorarei.

24
Dez16

Eu sou forte!

Carolina Cruz

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Reflete comigo, repete comigo: eu não me armo em forte, eu sou forte! Eu não tenho a mania que sou forte, eu sou forte. Eu não acho que os outros são mais fracos que eu, eu apenas tenho a certeza que sou forte.
A vida ensinou-me assim, a ser forte, a dar-me por vencida só em último caso e a derrubar uma lágrima se for preciso.
Eu tenho ciente em mim como é bom viver com a realidade da morte para aprender com a vida, a dar-lhe valor, a usar a palavra.
Viver num constante pesar, sem nada aproveitar, chama-se a isso viver? Não, chama-se andar... caminhar sem destino.
Não digas que não sou forte quando as lágrimas me escorrem pelo rosto, porque é sinal que elas demoraram muito a fazer o seu percurso e estão cansadas! Meu Deus! Cansadas de tantas injustiças, de verem tanta coisa que os olhos realmente transmitem o que me lava a alma e então aí limpam de todo o jeito.
As lágrimas limpam a raiva, o ódio, a ansiedade, limpam, sim, para me dar força!

 

Fotografia do filme "Brooklyn"

26
Nov16

* Ficção: Eu escolho ficar

Carolina Cruz

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Sento-me, as lágrimas permanecem aqui, fechadas, comigo, porque tal como elas eu permaneço e assim hei-de ficar.
A dor ainda é a mesma, o sentimento vai devagarinho tocando-me no meu ponto mais fraco: a saudade.
Hás-de voltar e a dor ainda permanece na esperança de se transformar na felicidade por apenas um abraço.
Voltaste e os braços que me apertaram naquele dia não eram os mesmos, não os senti.
Química ou desenlace? Palavras que não fazem sentido. Não há guerra que não termine, o meu coração está feito numa batalha e a cabeça ainda luta.
Sou aquela que enfrenta o problema com jeito de ironia, com um sorriso.
" - Que escolhes tu? "
" - Eu? Escolho ficar. "

04
Nov16

Antes de partires

Carolina Cruz

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Levar contigo um sorriso rasgado, não tem outro valor senão um sentimento forte.
Ai se pudesse agarrar-te agora num abraço, num beijo tão perfeito e imperfeito… mas só tenho a lágrima no canto do olho, prestes a escorregar de saudade, num entardecer que não tem fim.
Só queria poder ter mais liberdade, uma melhor capacidade para te poder sentir todos os dias nos meus braços.
Fala-me de sonhos… Fala-me baixinho, que um dia conhecerei o mundo à tua volta, irei de mochila às costas sentar-me junto de ti, e então aí, serei feliz!

27
Out16

Porque choras?

Carolina Cruz

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Hoje sussurrei baixinho para mim mesma: "porque choras? és tão forte." E eu acreditei nas minhas palavras e limpei as minhas lágrimas, fiz as pazes comigo mesma, com o passado, com o futuro e com o tempo, só eles e eu podemos a alcançar o impossível. 
Sim, por momentos esqueci daquilo que valia, mas tantas vezes me esqueci, por defesa, porque também fraquejo.
Sou alguém que sente e quer viver aproveitando o momento que é sentido em cada lutar, o passado não o apaguei foi isso que ele fez de mim, na vertigem da vida e do medo, aconchegar o presente, dando-lhe o melhor sabor, o sentimento sem solidão, recolhendo o prazer de ser feliz sem pedir nada em troca. 
Por vezes, quantas vezes… é difícil criar sorrisos quando se ouve "nãos" mas esses "nãos" são passos para que as lágrimas e a memória sejam mais fáceis de definir e entender. Tudo tem um sentido, nem que seja para darmos (um maior) valor.

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