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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

Oh Chester!

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A frase da sua música não me sai da cabeça, tem andado a acompanhar-me estes dias. Parece-me que "shadow of the day" é tudo o que consigo dizer ou pensar.
Ainda me faltam as palavras para descrever esta enorme perda. 
Falar de Chester é falar de Linkin Park e falar deles é falar sobre a minha infância. Desde que me lembro que os ouço. 
Confesso que já não sigo/seguia os Linkin Park desde o álbum da "New Divide", pelo facto de terem mudado de registo com o qual não me identifiquei.
Porém, ouvir "Hybrid Theory", "Meteora" e "Minutes to Midnight" é algo que faço com regularidade.
São músicas que ganham vida na minha playlist e trazem memórias que nunca poderei esquecer. Mas, hoje, as memórias que elas me trazem são recentes e eu ainda não consegui dizer uma palavra sobre isso, pois lamento tanto que Chester tenha partido tão cedo, com tanto ainda para dar, para inspirar. 
Mas foi a sua escolha, só podemos respeitar sem julgar o que é, na minha opinião, um ato de tamanha coragem e, não como tantos dizem, de fraqueza. 
Parte mais uma voz incrível, uma voz inconfundível, uma voz que marcou a minha geração, a minha infância. 
Vai ser mais uma estrela a brilhar e a encantar lá em cima. 
Por aqui, tenho a certeza, o seu legado será bem recebido, recordado, sempre com saudade e com a ovação que tanto merece. 
Oh Chester, rest in peace. 
Oh Chester, shine up there!

 

Por aí (10) - Obrigada manos Sobral!

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Ainda não estou em mim.
Afinal a verdadeira cultura musical acabou por vencer de forma justa.
Numa sociedade em que a música pop fabricada é a mais valorizada, entre corpos nus e bem feitos, barulho, brilho e luzes, a simplicidade venceu!
Depois de ser criticado, julgado como esquisito e diferente, tendo muitos dito que não era música para festival, Salvador sagrou-se vencedor.
Venceu a simplicidade, a cultura, "a música feita para sentir". 
Uma verdadeira chapada de luva branca!
Tenho muito orgulho neste final feliz que pode ser o começo de uma mudança de consciência musical e tenho orgulho também em poder dizer que desde o início que acredito que esta música nos colocaria na melhor posição de Portugal na Eurovisão e... aqui está a prova, vencemos! 
Obrigada Salvador, obrigada Luísa, por esta forma genuína de ser e de fazer música, com um talento sem fim! 
Obrigada por nessa forma simples nos mostrarem que o amor ainda move o mundo e que a música nacional e de qualidade tem um valor infinito. Por nos mostrarem também que é possível sonhar e, mais que isso, concretizar os nossos sonhos! 

Muitos parabéns!

 

 

* A música no seu melhor: Diogo Piçarra

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Esta nova geração de artistas portugueses tem recebido um maior afeto das pessoas, em especial dos jovens, à música portuguesa e tem levado igualmente à valorização do que é nacional.
Esta nova geração, que é a minha geração (dos 20!), tem muito bons artistas, artistas para todos os gostos. No entanto, nem todos me cativam ou me chamam à atenção.
Diogo Piçarra é um dos que veio para marcar, e cativou-me, de facto.
Na minha opinião (e quiçá a de muitos), foi o ídolo do programa “Ídolos” de Portugal, que mais sucesso fez até hoje e esse facto não se deveu apenas à sorte, mas ao crescimento e à luta do mesmo.
Diogo Piçarra consegue chegar a todas as faixas etárias, com músicas mais populares e outras menos, mais mexidas e outras mais calmas, fala do dia-a-dia, do amor e de sentimentos. As suas palavras são sentidas e quem as ouve não fica indiferente.
“Volta” fala da perda, “Café curto” é inspirador, “Tu e eu” cativa-nos e fala-nos sobre o amor, mostrando que ninguém é “perfeito”.
Recentemente lançou “História” e é isso que eu creio que ele vai fazer na música portuguesa, pois o seu “dialeto” é muito simples, fazer uso da sua simpatia e criatividade!

 

 

9 # Existirá destino sem os sonhos?

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- Sim e perguntou por ti.
O coração palpitava cada vez mais, Sara tentava ignorar, mas as suas perguntas pareciam procurar um caminho até ele.
- E onde é a sede? – Questionou Sara.
- É mesmo no centro, junto à pastelaria Sonhos Doces.
- Sei perfeitamente.
- Combinem um pequeno-almoço, o John até fica a conhecê-lo.
“Ok”, pensou alto Sara, não muito entusiasmada com a ideia. Um lado dela pedia para se reencontrarem, para fazer todas as questões ao tempo, a ele, a eles enquanto passado, enquanto presente e sentimentos desvanecidos ou não. Por outro lado, estava feliz, embora pensasse nele, não queria mexer no seu presente. Estava feliz, John era um bom rapaz, adorava a sua família e eles adoravam-no a ele. Ainda assim havia muitas reticências pelo meio, por causa de um começo de algo que não tivera fim e sim, apenas e só, uma despedida, que jamais fora esquecida.
Sempre que lembrava, tentava esquecer de novo. Era sábado, os irmãos tinha-lhes prometido apresentar-lhes novos restaurantes, fariam um roteiro a todos os bares, dos mais novos, aos mais rústicos, passando por clássicos, tabernas e bares com música ao vivo. Não poderia ir ter com Manuel a lado nenhum, não tinha o seu contacto, ao fim-de-semana, decerto, ele não trabalharia. Oh, na volta, já era casado e procura-lo era perda de tempo, e como o tempo nem sempre se esquece, beber e divertir-se ajuda!
Nessa noite, Sara recordou velhos tempos com os irmãos e nessa jornada pelos bares, John foi um companheiro. Entre sorrisos, penaltis e shots, gargalhadas surgiam, assim como olhares enternecedores e lábios com vontade de serem beijados.
Sara era a rapariga ideal de qualquer homem, era astuta, aguçada, inteligente, e em todas as suas qualidades apresentava uma sensualidade tremenda, ninguém lhe resistia, nem mesmo os desconhecidos, que olhavam de alto a baixo, ao verem-na passar.
John estava a conseguir naquela noite o que nunca conseguira em muito tempo. Embora dormissem juntos e fizessem sexo casual, aquela noite estava a ser muito mais do que ele sonhara, especialmente quando, antes de entrarem no último bar, com música ao vivo, Sara descera a calçada às cavalitas de John. Ao descer para o chão no seu olhar acendeu-se um beijo intenso, os seus lábios estavam quentes e a sua língua sabia a álcool, como se estivesse puro ao ponto de lhe queimar a boca e intensificar todo o seu corpo. Nunca antes tivera sido tão intenso, pelo menos com tanto sentimento da parte dela, sedução sempre houve, disso não havia dúvida.
Sara também o sentia, mas quis o destino que nesse bar reencontrasse o seu passado.

 

(Continua...)

* A música no seu melhor: DAMA

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Com um espírito livre na alma e a fazer da alma coração e do coração o sonho, esse mesmo sonho que tem vindo a ser tornado realidade, os DAMA levam aos mais novos, importantes mensagens, sobre a forma positiva de como levar a vida.
Mais centrados no público jovem, não é novidade que os DAMA já conquistaram os mais velhos pela sua simplicidade, sensatez e maturidade que apresentam na sua forma de ser.
São, sem dúvida, um bom exemplo, uma boa influência, não só nas músicas que escrevem mas na forma humilde como traçam a sua carreira.
De forma a incutir bons ideais, os DAMA têm boas músicas de intervenção: "Eu sou o maior" (com o lema de que se conduzir não beba), "Eu não faço questão" (para seguirmos os nossos sonhos, libertando-nos da rotina, pedindo aos jovens que se afastem do comodismo.) e este verão aliaram-se à "Liga Portuguesa contra o Cancro" alertando para os malefícios de apanhar sol nas horas de maior calor e a ausência do protetor solar (com a música "Joni").
Em todas as suas canções há um talento que destaco nestes três jovens músicos - o facto de serem canta-autores e produzirem rimas de forma artística e a forma como jogam com elas.
Porque eu sou da opinião que os DAMA não são uma banda com talento como nenhuma outra. No entanto como eles dizem, de forma bastante humilde, juntos fazem a diferença e juntos fazem magia, tendo esgotado recentemente o Meo Arena, um sonho que trilharam com garra, sem nunca baixarem os braços.
Bem haja a eles, pelo gosto de viver e por esse sonho que tem um nome: música nacional!

 

 

Por aí (8) - Salvador Sobral e a Eurovisão

 

Não sou uma pessoa de falar no blog, sobre assuntos mediáticos, mas lamento, tenho de falar da música escolhida para o festival da canção, que anda a ser demasiado falada.
Várias pessoas questionam esta escolha e chegam mesmo a ofendê-la nas redes sociais e nas bocas do mundo.
Na minha humilde opinião? Acho que não podiam ter escolhido melhor música. Salvador é um óptimo interprete e Luísa uma óptima compositora!
Concordo que não é festivaleira (ainda bem que não), já agora... onde está escrito que tem de ser festivaleira? Se formos ao histórico de músicas portuguesas a concorrer na Eurovisão, muitas delas não são "festivaleiras" e são as mais delicadas e mais bonitas. Recordo-me, por exemplo, de "A cidade até ser dia" de Anabela, de "Silêncio e tanta gente" de Maria Guinot, entre outras. Esta, da Eurovisão atual, dos irmãos Sobral, tem a categoria das (boas) músicas feitas, escritas e compostas para a Eurovisão de antigamente. Há muito que, na minha humilde opinião, não levavámos uma música tão bonita, com uma mensagem tão simples e com arte de escrever em português. Não era isto que devia ser levado ao festival? Uma música que logo após ter sido colocada no youtube, foi comentada positivamente e aplaudida por pessoas estrangeiras que a compararam com as belas composições da Walt Disney, acho que é para ser valorizada. 
E hoje foi destaque, uma vez que subiu para o top 10 no racking de apostas estrangeiras aos favoritos a vencer o festival (estando na 8ªposição).
O rapaz não é de todo desconhecido, em tempos foi participante do programa "Os ídolos" (tal como a irmã) e editou um disco há um ano. Diz-se que está agora na berra por esta atuação, mas ainda bem, pelo menos dá-se valor à musica de qualidade, ao contrário do que muitos fazem e que me entristece - só valorizar o que é comercial e por vezes o que é degredo. Somos um país que prefere encher agendas com Maria Leal do que com músicos como este, é realmente triste, muito triste. 

Se estamos mal representados?
As opiniões dividem-se, ora porque o rapaz se veste mal, ora porque tem demasiados tiques nervosos, ou porque está pedrado. No entanto, volto a defender que, não é qualquer um que apresenta a persistência e a luta após estar de fraco estado físico, não quero com isto dizer que devemos escolhê-lo e defendê-lo porque "coitado", nada disso. Só quero exaltar que Salvador, mesmo tendo sido operado a uma hérnia no umbigo de tamanho bastante grande (daí a roupa larga e o jeito curvado) se manteve disposto a lutar pela sua arte até ao fim.
Quanto à sua forma de estar em palco é um pouco diferente sim, mas é a sua forma de sentir a música, se experimentarem fechar os olhoss e sentir cada pedacinho de melodia vão perceber que não é dificil de fazer os seus gestos.

É certo que as opiniões se dividem volto a dizer, cada um tem direito à sua escolha, ao seu gosto, e eu não posso deixar de concordar com as palavras de Markl e de Miguel Araújo!

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E é isto, estamos bem representados, levamos uma música de qualidade. Vamos acreditar que o primeiro passo está dado e que, como diz Markl "vamos a eles", vamos mostrar que em Portugal também se faz música de qualidade. Isso basta-me, é mais importante que qualquer lugar na tabela!

Parabéns manos Sobral!

 

* A música no seu melhor: Rui Veloso

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O "pai do Rock and Roll" português, que dizia não querer ser "estrela", tornou-se muito mais que isso.
Este grande senhor fez e continua a fazer história na música portuguesa e de que maneira. Rui Veloso é, na minha opinião, um dos melhores cantores intemporais a nível nacional.
Considerado o pai do rock e padrinho de vários sucessos desta geração (como "Os Azeitonas"), Rui Veloso é um cantor que tem um talento tremendo, uma voz inconfudível e êxitos que são completas obras de arte.
Passe o tempo que passar, Rui Veloso será sempre o jovem "Chico Fininho" que faz não só o Porto, mas todo o país ter sentido com a sua paixão.
Quem concorda?

 

 

2 filmes para um domingo romântico!

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Um filme irlandês leve para libertar energias, viver a música!
Com “Sing Street” regressamos aos anos 80 e aos seus grandes êxitos, quando um jovem sonha em formar em banda, não só por sonho próprio mas conseguir conquistar a rapariga mais bonita da rua, uma promissora modelo.
Com uma banda sonora espetacular, não só com os grandes êxitos de Motorhead, Duran Duran, The Cure, mas de Sing Street (a sua banda) mergulhamos nesta história que outrora pudemos até duvidar que alguma coisa saísse dali, mas não tenham dúvidas.
Pode não ser, claro está, dos melhores filmes que existem, mas é um filme divertido e com uma cultura musical muito interessante, chegando por isso mesmo a vários públicos.
Um bom filme para um domingo em família!

 

 

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Não é a aparência que nos define mas sim quem somos por dentro, aquilo que podemos ver com o coração.
"Beastly - O feitiço do amor" é um filme que nos deixa a pensar sobre isso mesmo.
É uma espécie de "Bela e o Monstro" os tempos modernos. Um filme cativante e apaixonante que nos faz acreditar que o amor é realmente capaz de mudar o mundo. Porque quem ama, ama por inteiro e amando por inteiro, tudo se torna bonito.
Vejam, é um filme leve e poderoso... tenho a certeza que vão gostar... e muito!

 

 

Neste fado triste

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Vivo neste fado triste que me alegra. Porque no cantar, que me encanta, é que eu me torno feliz.
Estou só e só estou com a solidão das palavras que canto. Ninguém sabe a imensidade da emoção que me invade, a mim ao meu coração, num bater tão fino, tão pobre e tão gasto.
Sou eu e a canção. Tu já não estás e eu não estou, sem certezas me abraço, sozinho, sem sorrisos que me façam acreditar que voltas.
A tua ausência corrompe-me o peito e eu apenas me deito com vontade de acordar e estares também tu deitada, com esse olhar de amor, tão certo e tão perfeito. Mas em vão sonho, porque acordo e tu não estás.

 

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