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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

10
Mai17

[Poesia] Temperamento

Carolina Cruz

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Temperamento à margem,
Falta dele, falta de mim.
Falta também a coragem,
coragem de embarcar no sonho, por fim.

Por isso, escrevo poesia,
E deixo no covil da noite,
o calor do meu dia.

As lágrimas correm,
o escuro regressa.
Será que são os meus sonhos que morrem...
Por culpa da minha pressa?

Nada sou, nada tenho.
O meu amor levou-os para longe.
Agora só faço o que faz o monge,
esqueço o engenho,
e sobrevivo do hábito.

E assim habito,
Por fim, comigo.
Só.
 

02
Fev17

[Ficção] Esta tua ausência

Carolina Cruz

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Esta tua ausência que me mata.
Esta tua ausência que vive numa saudade infinita, numa presença distante que não perdura.
Um amor que morre no meu peito mesmo antes de ter nascido.
Esta inconstância de te ter tido apenas numa noite não deixa o amor que sinto por ti terminar, há uma sede interminável de te ter.
Se ao menos eu te pudesse escrever, mas não tenho contacto nenhum teu, quero sonhar que te tenho e ter-te na realidade de um sonho teu,
Porque só uma noite não chega, pois um dia pode ser tarde demais.

 

 

30
Out16

Sorte ou azar? - parte 3

Carolina Cruz

Nessa noite, como combinado, Joana dormiu em casa da amiga.
- Nem imaginas o que aconteceu Marta… - Disse Joana à amiga.
- Pela tua cara corada quase posso imaginar! – Disse Marta.
- Oh não gozes… Ele beijou-me, ou melhor… beijámo-nos e eu nem sei quem ele é… Nem o nome, nada.
- Isso é uma história para recordar… Parece quase uma cena de um filme. – Disse Marta entusiasmada.
- Ele foi tão atencioso com os meus medos estúpidos.
- Confessa lá que conseguiste esquecer essa tua paixão platónica pelo Tomás.
- Eu não a via como platónica, tu é que sempre achaste que sim…
- Joana, tu nunca falaste com ele, ele nunca reparou em ti. – Afirmou a amiga. – E este rapaz provou que gosta de ti.
- Segunda-feira vou saber quem ele é. Mal posso esperar. – Disse Joana ansiosa. – E pronto, tenho de concordar que tens razão…
- Finalmente percebeste que já é tempo de esqueceres o Tomás? – Perguntou Marta.
- Quem? – Disse Joana, brincando com a situação!
- Exatamente. – Disse Marta abraçando a amiga.

 

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Na segunda-feira, ao chegar à escola Joana sentia-se ansiosa, sentia algo diferente no olhar dos colegas, em especial dos rapazes. Olhavam-na, como que a prestar atenção nela, de forma alegre, fazendo comentários positivos, Joana sentia-se feliz por isso, e em cada rapaz tentava identificar o seu mascarado, mas tudo era uma incerteza inquietante – naquela noite estava escuro, não se apercebera se ele era grande ou pequeno, não sabia a cor dos seus olhos, muito menos o seu rosto…
No entanto, às dez tinham encontro marcado e ela mal podia esperar.
Às dez em ponto, mal acabara de tocar, Joana já estava no largo do jardim da escola a sentar-se, esperando o seu misterioso amado, e passado uns minutos lá estava ele, ele e todos os seus sonhos realizados, a sua felicidade plena, a contemplação de que nada é impossível até acontecer…
- Tomás?
Os seus olhos brilharam e os seus lábios sorriram à espera de uma resposta, um “sim” dito com um beijo.

 

22
Out16

O teu amor é o (meu) aconchego

Carolina Cruz

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Quando acordo a minha alma sente que há um vazio em mim, ela sabe que um pedaço de mim se sente incompleto, não estou em casa.
As lágrimas abraçam-me o sorriso de um voltar e de um olhar.
Os teus braços são o lar onde moro e o teu amor é o aconchego onde durmo todas as noites.
Quero-te, quero-te tanto, não saberia não ser tua, o teu abraço é onde habita a minha vida e o amor que se junta e se faz tão simplesmente, mora na nessa alma que me conhece que chora quando está só.
Juntos somos a alma de um só corpo e a forma como cada um de nós vive este amor é a certeza que o que chamamos de magia tem "um para sempre", sempre.

 

(Fotografia do filme "Uma vida a teu lado")

18
Out16

Em busca do que sonhei ser um dia

Carolina Cruz

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Vejo a noite crescer lá fora, aprisiono-me de pensamentos vãos e deixo-me consumir pela incerteza. Olho o luar e receio-me a mim mesma.
Tanta coisa há que não volta, tudo termina. Porque é que tudo tem um fim? Porque é que não há apenas uma simples espera para saber o que se sente mais?
Tudo se evapora no escuro, vivemos com muitas sensações que não queremos, com algo que jamais sonhámos. Eu não sou eu.
Que vontade de partir, partir sem destino em busca das respostas certas. Em busca do que sonhei ser um dia.

09
Out16

Como eu gosto..

Carolina Cruz

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Como eu gosto de pensar que a vida é simples.
Como eu gosto de pessoas que não desistem, que vão ao encontro dos seus sonhos contra as suas adversidades, que não têm medo de largar o colo aconchegado do seu lar.
Gosto de quem vai à aventura, quem procura o saber pela experiência e não pelo que se ouve ou se fala.
Gosto de pessoas que amam a noite e o dia e dançam como se a vida durasse a apenas um segundo.
Eu gosto das pessoas que não se lamentam por tudo e por nada, mas sim que vivem o que melhor tem a vida, que é tanto.

 

Fotografia do filme "Like crazy"

10
Set16

A luz que me guia.

Carolina Cruz

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Por vezes preciso de me libertar somente do meu espaço. Preciso de caminhar rumo a um lugar que eu mesmo nem sei onde me leva. Não importa.
Necessito de me sentir livre como um peixe que vive nas profundezas do mar, na maravilha e na beleza que é o seu mundo.
Sim, eu quero uma rua calma para caminhar, quero olhar o luar e as luzes da noite escura, quero encontrar a paz, em estado nirvana e então aí sim, ir por onde me leva o coração.
Procurar que alguém que me acompanhe, que dê vida aos meus passos e que me deixa repousar no seu regaço quando me sentir cansada.
Esse alguém apareceu, esse alguém é a luz que guia o meu caminho, porque a vida não é nem o ponto de partida, nem o de chegada, é o que fazemos até chegarmos ao fim do nosso fim.
Contigo jamais me sinto perdida, és o luar que me deixa escorregar na ilusão do escuro, sem ter medo, pois tu és a luz, a minha luz.

 

Fotografia do filme "entrelaçados"

12
Ago16

* O teu olhar: Dia de te ter.

Carolina Cruz

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O sol pôs-se, nesse dia que foi feito e só de te ter.
Nunca me abandones meu amor, não sabes a falta que me fazes na tua ausência. Deixa-me pertencer-te todos os dias das nossas vidas.
Olhar-te nos olhos, dar-te um beijo doce adormecendo, desejando acordar com um bom dia e um abraço apertado.
Ter-te comigo é desejar que o dia não tenha fim e ao invés adorar o pôr do sol, dando-lhe um toque de magia. Porque afinal de contas o final de um dia e no cair da noite não só tão só e agradeço a Deus por te ter comigo, desejando o infinito, a brisa e o nosso brilhar mesmo depois do sol se esconder sobre o mar.

 

Foto da autoria de Alexandra Suse da lojinha BSmart, visitem tem coisas maravilhosas :)

29
Jun16

Pudesse eu tocar o céu.

Carolina Cruz

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O sol me encanta, faz brotar todos os meus sonhos, tornando-os em realidade, florescendo em mim o maior sorriso do mundo.
Pudesse eu tocar o céu quando o sol se põe, fazendo descer a estrela que brilha lá do alto para me acompanhar! 
Como a admiro, como sei que faz o que é para ser feito, dando lugar às formas apetecíveis de se viver.
Como ela, vou mostrar que há vida sem solidão mesmo depois da noite escura, vou brilhar todos os dias e mostrar a todos aqueles que duvidaram, que sou como essa estrela brilhante que sabe desvendar cada mistério de palavras e gestos e com o seu grande coração agradecer tudo aquilo que se tem e tudo aquilo que se dá no melhor de si, para o mundo.

08
Jun16

# Completas-me 2 - Com Titi

Carolina Cruz

Hoje a nossa convidada de "completas-me" é a Titi, do blog "Em nome do amor", que é uma pessoa com quem eu me identifico bastante, na forma de escrever e de sentir.. Passem no blog dela porque é maravilhoso o que ela escreve! Entretanto leiam o que escrevemos em conjunto:

 

Texto da titi.jpg

 

"Há muito que os nossos olhares se cruzaram. Naquele dia, embriagados pelas luzes de uma noite de festa e uma roda gigante de pessoas barulhentas. Abeiraste-te de mim e num inocente gesto, ajoelhado aos meus pés "queres casar comigo?". Nada aflita agarrei a tua mão e dançamos noite dentro. Como se aquilo significa-se "sim", e eu nem te conhecia. As estrelas estavam a conspirar a meu favor. E eu adorei. Detestava passear de mãos dadas contigo pela rua. Eram raras as vezes que te agarrava. E te beijava publicamente. Dificilmente declarava o meu amor por ti. Era livre. Espontânea. Divertida. Amarga. Estranha. Era no fundo estranhamente eu, fiel a mim, e à nossa perfeição. Não me preocupava que nos achassem estranhos de nós. Porque os estranhos eram eles. Invadiam o nosso café, com os seus beijos melosos e os abraços que não se descolavam. O meu olhar perplexo colava-se neles, e quase me distraía de ti. Como eu gostava do nosso amor livre. Eu saía com os meus amigos e tu com os teus. E no dia a seguir a saudade até parecia maior. Queria correr para te contar como senti a tua falta, como me senti incompleta sem estares ali. Era como se todos os dias te amasse de novo, mas melhor. Os castelos encantados. As noites quentes. O brilho no teu olhar. As saudades que eu tenho daquele amor, de nunca te disse, mas que era só nosso, que me deixa estranhamente apaixonada por ti. Até hoje. E até sempre. Porque te amo. E tu amas-me?"
Amas-me? Mesmo depois deste meu ar frio e cruel de te querer tanto sem te abraçar? Pareceu-me que a tua partida foi desmedida, sem pensares realmente que no meu jeito livre eu também tinha sentimentos, exatos, paralelos e imediatos, fortes, acolhedores, mas… caramba! Sempre foi a minha maneira de ser, porque haveria de mudar por ti? Se nem acolheste bem este meu jeito de ser, se não amaste os meus defeitos tanto quanto amaste as minhas virtudes. Eu sei que no fundo amaste, eu sei que amaste, mas deixaste-te levar pelos comentários baixos de quem dizia amar-te mais que eu, porque o provava em cada gesto exagerado.
Em todos os sorrisos cínicos que ela te lançava, em todos os abraços pouco sinceros, nos beijos exagerados que ela te deu, nada provou, ela não te amou mais que eu… Tanto que hoje estás sozinho. Porque ela só queria o que lhe podias dar, é essa a nossa grande diferença entre nós, eu só te queria a ti, só a tua presença bastava-me, fazia-me bem à alma, ao coração. Diferentes pessoas demonstram de forma diferente o seu amor, não que amem menos. Foi o meu caso.
Eu que não queria sofrer de amor, despedacei por completo todas as partículas do meu corpo, mas não me vou ajoelhar a teus pés, implorando que voltes, foste tu que partiste.

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