Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

20
Out17

[Ficção] Sorrio

Carolina Cruz

fd43e26ee119f2123da5546160096d96.png

 

Sorrio. Mordo o lábio. Sorrio novamente. Mordo de novo o lábio.
Olho-te nos olhos e simplesmente não sei o que dizer.
Adoro-te, sabes?
Mas as palavras não me saem da boca, digo o contrário do que diria, e rio-me de nervoso. Embrulho frases, sou um gago idiota.
Bloqueio quando te olho, não sei dizer nada, só sei sorrir perante o teu sorriso.
Adoro o teu sorriso, sabias?
Já que não consigo falar-te, escrevo-te, sou melhor a falar como escritor, poeta, só no papel consigo ter o dom da palavra. Aqui é tudo mais fácil, liberto-me, consigo ser o homem que querias. Ou já sou?
Desculpa o meu ar atabalhoado, a minha timidez tamanha, mas eu sou assim. Fazer o quê?
Gostas de mim assim?
Se sim, sou teu, por inteiro.
Adoro-te, já o disse?
Sim, adoro-te.

19
Out17

[Ficção] Gosto sim.

Carolina Cruz

19489597_VFDuj.jpeg

 

Posso amar-te?
Por favor, deixa-me, nem que seja no meu segredo mais intimo. Não quero muito, só quero que saibas o meu nome, que lhe dês valor, que me dês a mão, nem que seja apenas com o coração. É o que fazem os amigos. Certo?
Admiro-te, admiro-te de coração, pudesse eu arranjar palavras que descrevessem o tão puro sentimento que me invade.
És especial e é tão simples gostar de ti, apenas quando te abraço com o olhar.
Dizem que os olhos são o espelho da alma, por isso sente-te abraçado por completo.
Não sei, sinceramente, o que sinto, porque o sinto, mas gosto de o sentir, gosto do sorriso que provocas em mim. Gosto de gostar do sorriso que provocas em mim. Gosto de gostar de ti, mesmo que não saibas o meu nome, ainda que não conheças quem sou, os meus sonhos.
Gosto simplesmente.
E gostar é bom, não é? Gosto de ti, gosto sim.

17
Jul17

[Ficção] Esses olhos

Carolina Cruz

dee77d119fe342586a7ba02915850cb7.png

 

Esses olhos. 
Eram os teus olhos rasgados a olhar os meus.
O sorriso a despontar. O sorriso a nascer para toda a vida... esse mesmo sorriso que se quebrou.
Não há mais volta e tu não voltas para mim.
Não há amor como o primeiro? Mentira, não há amor como aquele que nos mata a sede, que nos envolve no peito e nos queima de prazer pelo simples gesto de amar.
Nunca me esqueci de ti.
Não existe um único dia em que não me lembre desse olhar.
Há amores que, por mais anos que vivamos, por mais pessoas que passem por nós, são eternos, pelo facto de nos terem marcado para sempre.
Embora eu ame quem tenho a meu lado, os meus filhos, os meus netos, eu ainda amo as nossas memórias, quem foste para mim, porque a juventude não volta. Volto apenas, todos os dias, a vontade de voltar atrás no tempo.

 

 

01
Jun17

Olho por ti a dentro.

Carolina Cruz

Olho por ti a dentro.jpg

 

Olho por ti a dentro. Refresco-me na tua alma. Agradeço por te pertencer.
Consigo ver que pessoas como tu jamais serão esquecidas. Pessoas como tu existem poucas. E eu tenho a sorte de te olhar nos olhos e sorrir.
Posso ver-te crescer ao olhar-te nos olhos. Consigo ver o quanto te tornaste adulto e como é bom estar ao teu lado, a vivenciar tudo, com amor.
Esse amor leve que me aquece o peito, esse amor leve e apaixonante que me faz ser… Nunca nenhum homem me amou por inteiro como tu. Nenhum homem, além de ti, me soube olhar nos olhos e por gestos dizer que me amava.
Não é o teu cavalheirismo que me inquieta ou que me conquista. É o teu querer-me tanto, é o teu sorriso quando me vês sorrir. É esse olhar que sorri e que brilha muito mais que todas as estrelas do céu.
Eu não quero casar contigo. É apenas um papel. Nós não precisamos disso, pois não?
Eu não quero dizer a toda a gente que te amo, porque as pessoas mais importantes já o sabem, e são o bastante – nós dois.
Eu quero apenas pertencer-te todo o resto da minha vida. Adormecer uma e outra vez no teu peito e acordar com um beijo doce e um sorriso breve, tão certo como a paz de um oceano.
Eu quero ser, sem regras, toda tua, até ao fim da minha vida.

 

24
Abr17

Se é amor...

Carolina Cruz

1.jpg

 

Se é amor então não são precisas palavras. Se é amor, do verdadeiro, é o coração que fala com a alma através de um olhar, de um olhar ao qual ninguém se insurge, que ninguém ousa contestar ou negar. Se é amor, a aura que paira num olhar cúmplice é intensa, poderosa e o sorriso surge. Surge mesmo quando se quer chorar, surge mesmo quando o mundo nos quer roubar o que temos de melhor, quando o destino quer que a distância separe esse amor, mas se é amor, de verdade, ultrapassa e cura tudo.
Ainda que, por momentos, não se consiga ultrapassar, ele viverá para sempre na memória de quem ama para sempre e viverá com esse desejo para toda a vida, de um reencontro, de uma ajuda do destino, porque um amor verdadeiro nunca se esquece, não se pode fugir dele, ainda que se queira. Porque no cruzamento da vida, em que os olhos se reencontram, o sorriso, que embora magoado com o tempo, diz que o tempo não interessa mais, fazendo jus à felicidade e se entrega num beijo profundo. Porque se é verdadeiro, não tem fim, data de término ou falecimento. Amor de verdade é para toda a vida. É meu, teu, de mais ninguém.
 
 

 

 
 

 

18
Fev17

[Ficção] Ela mudou-o, para sempre

Carolina Cruz

 

hero_Bravetown_2015_1.jpg

 (Foto do filme "Bravetown")

 

Ele era um verdadeiro galã, gostava de ser conhecido como Don Juan, de seu nome do meio – cavalheiro.
Era bonito, alto, sedutor, todas as raparigas caíam a seus pés, não era muito difícil conseguir uma em cada noite, até ao dia… em que ela apareceu. Ela que era diferente de todas as outras, na sua personalidade, no gosto e na sua inteligência.
Ele nunca a tinha tido, nem conquistado, mas ela sabia como tê-lo na mão. Ao contrário de todas as outras vezes, era ele que se deixava derreter.
Continuava a ter todas as outras a acordarem ao seu lado, mas o sabor da ausência dela mudara toda a sua vida.
Era hora de dizer para si mesmo que não queria aquela sensação, aquele viver, e que ela era a razão para assentar.
Mas como dizer-lhe? Ele sabia que as suas conversas eram cúmplices, que os seus olhares divagavam e que os lábios sorriam.
Ela gostava dele, mas achava que ele gostava de todas… como mudar isso? Não queria amar alguém que a qualquer momento a trocasse por outra ou que pudesse ver como um caso de uma noite.
Ele amava-a mas não dizia. Ela era perdida de amores por ele mas permanecia calada.
Até ao dia… em que numa discussão disseram tudo aquilo que sentiam e em vez de seguirem caminhos diferentes, entrelaçaram as complicações num abraço apertado, com mil segredos num beijo e numa noite que jamais teve fim.
Se era tão certo, porquê complicar o amor que sentiam?

 

 

16
Fev17

[Ficção] Amo-a, no seu completo teorema.

Carolina Cruz

Screen-Shot-2014-07-29-at-12.52.09-PM.png

 (fotografia do filme "If I stay")

 

O brilho dos seus olhos. A simplicidade do seu sorriso. A clareza com que um beijo doce pode dizer tudo sobre ela.
Não são as formas ou as curvas do seu corpo que fazem uma mulher bonita. É a sua personalidade, a sua maneira de ser.
Várias mulheres sabem como seduzir um homem pela sua pura simplicidade de ser. Pela personalidade contagiante com que enfrentam os problemas, como encaram as adversidades que a vida lhes proporciona.
Para mim é isso que me cativa numa mulher, não o seu corpo, mas o seu espírito, a sua gargalhada, como a sua clareza e inteligência dela torna tudo tão mais especial, tão bonito.
Não vou mentir que o seu corpo não me atrai, claro que sim, ela é incrivelmente bonita, parece mesmo feita de pele de anjo, gosto dela no seu completo teorema, em todas as suas composições. No entanto, atrai-me ainda mais essa forma como ela descomplica, como ela discute e se importa e faz valer a pena após tudo isso, mesmo quando julgava as coisas terminadas.
A forma como ela acha que tem razão e como em tantas vezes a tem e o poder dela saber que sim, que a tem.
Os meus olhos brilham, o meu sorriso parece de um completo pateta, mas o que é isso senão o amor? Uma forma maior que me deixa completamente fora de mim, mostrando o que de melhor há no meu ser.

 

30
Jan17

[Ficção] Tê-lo para sempre

Carolina Cruz

1.jpg

 

 

 

Os nossos olhares sabiam tudo um sobre o outro, conversavam sem palavras.
Estar com ele era rir às gargalhas, sentir-me bem, feliz. Muito feliz, ele contava piadas, tinha um sentido de humor infalível, fazia-me cocegas na barriga, fê-lo também no meu coração… mas temi tudo isso.
Há pessoas que são tão bons como amigos, mas não está certo serem mais que isso. Foi o que aconteceu connosco, tentámos algo mais e estragámos tudo o que tínhamos. Depois de vermos os nossos corpos nus, de sentimentos, sem roupas, deixámos intocáveis as nossas almas.
O silêncio demorou horas, dias, meses. Era infindável, perpétuo, doloroso.
Até ele chegar e dizer que não vivia sem mim, sem o meu sorriso, o meu olhar meigo.
Assinámos contrato de fidelidade de mãos de dadas e com um abraço apertado, o seu feitio seria meu amigo para sempre, era assim que nos aturávamos, não de outra forma, ele era um mau namorado, eu má namorada também, havia distância entre nós, não havia amor desses que falam de paixão, havia amor de amigos, e esse diz que dura uma vida inteira, foi o que aconteceu, melhor assim.
Tê-lo para sempre já é melhor que qualquer outro amor.

 

 

14
Dez16

[Ficção] A minha infância passou

Carolina Cruz

421744_334307956606799_218656618_n.jpg

 

 

 

Gostava que sentisses quando os meus olhos brilham, mas nunca o soubeste, pouco te importaste e a culpa será sempre para quem reconhece o seu brilhar.
Existe mágoa por saber que por mais vezes que te abrace e te diga o quanto representas, não servirá, estarás sempre ausente.
Os meus olhos miram em segredo, em sensações e sonhos transformados, facilmente rodados.
Sentes que não cresci, porque não reparaste no meu crescimento, mas acontece que mudo constantemente todos os dias.
Fechaste tantas vezes os olhos quando a minha infância passou, em bons e maus momentos, o que me tornou no que sou hoje, sou eu, aquilo que fui e aquilo que serei e embora seja o que tu não sintas, eu quero acreditar que um dia de outra forma o será. E que nesse dia me apertes num longo abraço e faças as pazes contigo mesmo e só depois com o mundo.

09
Dez16

O idoso

Carolina Cruz

O idoso pensa, reflete sobre toda a imaginação fértil e feliz que nasceu consigo na sua curta e velha infância que hoje voltou, transbordava um enorme sorriso e saudade rasgados em cada olhar, em cada ruga vincada no seu rosto envelhecido.
Por detrás de cada ruga, de cada gesto de melancolia profunda, há sempre vontade de uma alegria pura, guardada num sorriso que mudou o mundo em jeito de brincar.
Mesmo que o rosto trema e a confusão desça ao seu lugar, o idoso tem sempre tempo para amar. Amar até a criança que avista longe de si, onde criou laços doces de ternura, e tão cedo de amargura de quem vê perder a vida, morrer cedo. O idoso voltou a ter medo, voltou a ser criança.
A vida é um ciclo.

 

4.jpg

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Parcerias

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2016
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2015
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D