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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

16
Jul17

Com intensidade

Carolina Cruz

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Faremos no silêncio tudo aquilo que o corpo nos pede. Faremos desse silêncio o desejo inteiramente feito da nossa pele. 
Somos e fomos o pecado que quebrou todas as regras. 
Sejamos. 
O que é mais importante ser feliz ou aprisionarmos no que é dito pela sociedade ser bem feito ou com bom senso? 
Chega! A tua pele e a minha conspiram e respiram uma pela outra. Não existem uma sem a outra. Porque haveríamos de ficar longe? Porque haveríamos de lhe renegar o prazer? 
Não. Seremos corpo e alma, felizes. 
Seremos corpo e alma, unidos. 
O amor é o amor, ele pede paixão, desatino, insensatez, coração. Nada disso seremos se não quebrarmos as regras. 
O amor por si só quebra regras, desarma a imensidão. 
Não vale a pena parar o amor, controlá-lo. 
A melhor forma de o viver é sem medida, com intensidade.

 

 

13
Abr17

13 # Existirá destino sem os sonhos?

Carolina Cruz

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Sara estremeceu. Arrepiou-se, era um arrepio bom, desafiador, talvez estivesse a sonhar alto ou a pensar o que não devia. Mas, de outra forma, porque trancaria ele a porta?
- Vivi a minha vida toda à espera deste momento. – disse-lhe ele. – Há uma sede incontrolável de te conquistar de novo.
- Há qualquer coisa em nós que nunca terminou, por isso eu não sei ter outra pessoa. Dou voltas à minha cabeça, mas no meu coração estás sempre lá tu.
- Não foi isso que me pareceu. – disse Manuel.
- Olha quem fala, aquela rapariga loira atiçada! – disse Sara com desdém. - Eu não disse que não tive ou não tenho. Tive e tenho, mas nenhuma será tão especial, nem tão intensa como tu, como o que tivemos.
- O que tivemos? Mãos dadas, um simples beijo? – perguntou Manuel.
- Para mim, vale mais que o sexo mais prazeroso do mundo.
Será que as suas palavras eram verdade? Estaria ele tão mudado assim? Sara não hesitou.
- Diz-me que nunca esqueceste o que tivemos. Ou os meus catorze anos eram uma simples brincadeira para ti?
- Nunca esqueci. Nunca conseguirei pertencer a ninguém sem lembrar que entre nós ficou tanto por fazer, tanto por completar. Foi amor puro o que senti por ti. A minha pergunta foi só mais uma forma de te desafiar. Não mudaste nem um bocadinho, continuas a mesma menina com esses olhos teimosos e sedutores.
- Andei a vida inteira a querer-te nos meus braços, não posso perder-te agora. – disse-lhe ela.
E a razão pela qual ele tinha trancado a porta do gabinete não era um pensamento idiota mas um ato consumado.
Ele pegou-lhe no rosto e ao beijar-lhe delicadamente os lábios deixou acontecer o que há tanto era sonhado pelos dois.
Desceu a sua boca até ao pescoço dela e levemente começou a desabotoar-lhe a túnica que lhe cobria o corpo que ele estava ansioso por tocar, por beijar, por despertar prazer.

 

(Continua...)

04
Out16

Em busca da felicidade.

Carolina Cruz

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Há um caminho que nos leva longe, precisamos de encontra-lo, de segui-lo.
Não importa quanto tenhamos de sofrer para aprender o que significa ser leal ou realista com quem nos rodeia.
O vento dá-nos a dádiva do prazer e a forma de pensar é o segredo de como percorrer esse caminho, cada um saberá por si encará-lo, todos somos diferentes, o caminho não é o mesmo para todos, apenas cada um segue o que acha mais fiável.
Não importa se erremos, pois iremos fazê-lo tantas e tantas vezes e é nessas mesmas vezes que tudo se alinha e faz sentido, pois todos os caminhos completam a vida, existem em busca da felicidade.

07
Set16

[Completas-me] Com Miguel Alexandre Pereira

Carolina Cruz

Bom dia, meus sorrisos! 
Hoje venho apresentar-vos um texto diferente, feito a duas mãos. Hoje quem partilha comigo a escrita é o famoso e talentoso Miguel Alexandre Pereira do blog "Um mar de recordações". 
Ele desafiou a minha escrita e espero estar à sua altura! Vamos lá, espero que gostem:

 

 

 

"Hoje era a grande noite, o calendário marcava o nosso terceiro aniversário de namoro. Esperava ansiosamente pelo grande momento! Até porque desde há uns dias para cá o Paulo estava a agir de forma misteriosa perante a proximidade desta data, prometendo-me uma surpresa inesquecível. Apesar de curiosa, fiquei admirada por ele escolher o restaurante do costume, pensei que ele me fosse levar a algum lugar especial…
Apesar de começar a ficar atrasada, ainda não estou completamente preparada para sair. Demoro algum tempo a calçar os saltos que ele tanto gosta. Na verdade, quero fazê-lo esperar propositadamente. Confesso que adoro este tipo de jogos de provocação, fazem parte de mim. Olho-me ao espelho demoradamente, um enorme sorriso nasce nos meus lábios carnudos. Escolhi usar um vestido preto que destacava o meu corpo definido e os meus cabelos loiros.  Sentia que estava ao meu melhor nível!
Apenas faltava o último pormenor. Coloquei o colar que ele me tinha oferecido no primeiro aniversário. Estava pronta! Contudo, momentos antes de sair de casa, recebo uma mensagem do Paulo. Nela apenas estavam escritas umas coordenadas em GPS, acompanhadas de uma curta mensagem – Maria, estou aqui. “Bem, suponho que ele queira ir a um sítio antes do jantar”, pensei alto, sem dar grande importância ao seu conteúdo.
Rapidamente avancei para o meu Renault Clio cinza. Meti o carro a trabalhar e fui nessa direção, não iria demorar muito tempo. O local ficava apenas a cinco minutos de distância. Quando parei a viatura deparo-me com uma enorme moradia. Avanço num passo nervoso e toco à campainha daquela casa. Sem saber, tinha começado a noite mais selvagem da minha vida…"

 

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Na grande moradia abandonada, vários quartos e divisões sem mobília estavam decorados com velas.
O primeiro quarto tinha um banquete onde várias frutas tropicais estavam envoltas de chocolate e pimenta e além da sobremesa, ele tinha encomendado sushi, que estava servido em pequenas travessas pela grande tenda montada no chão.
Tremi. Todo o meu corpo vibrou. Ainda estava sozinha, ele ainda não tinha chegado. No entanto, precisava urgentemente que ele viesse. Queria dizer-lhe que todas as nossas discussões que sempre tivemos não faziam qualquer sentido, o meu corpo necessitava dizer-lho sem que palavras fossem precisas.
Este mistério deixava-me ainda mais ansiosa. Onde estaria ele? Decidi então subir ao piso de cima quando sinto uma mão prender-me os braços e vendar-me os olhos. 
A sua voz sedutora e misteriosa dizia para me deixar levar, o que fez o meu corpo explodir de desejo.
Deixei-me então levar, uma boa forma de dizer que o amava.
Levou-me até ao jardim, igualmente abandonado. Sentou-me numa cadeira. Despiu-me o vestido, deixando-me com a lingerie que tinha escolhido para a ocasião.
O meu corpo começava a ceder ao prazer.
Despiu-me por completo. Um pequeno gel doce parecia queimar-me o corpo enquanto me arrepiava por completo. Ele acompanhava-o com a boca e as mãos, que me beijavam continuamente, sob o meu corpo, sem que eu pudesse retribuir.
Embora eu sentisse que todos estes anos tivessem sido um pouco instáveis, com algumas separações e desavenças, eram estes momentos que faziam com me perdesse por completo e me deixasse rendida mesmo a todos os seus defeitos.
Quando me soltou as mãos, o desejo em mim transbordara e então eu prometera a mim mesma e a ele, em segredo, que mais ninguém, nem nós mesmos, nem nada, nos iria separar.
E o sushi e os frutos ficaram para segundo plano pois o mais profundo desta vida é saber como se ama, é sentir prazer por se amar.

28
Mai16

Não vivo sem ti.

Carolina Cruz

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Sim, sei, não vivo sem ti. Sempre que estás longe há um pedaço de mim que enfraquece, é um tanto que arrefece e que me quebra. 
Não sei se posso chamar-me egoísta por te querer tanto do meu lado e, quando reflito sobre isso logo me lembro que não, não é egoísmo, é um senso de amor, querer-te tanto, porque se te aperto é num abraço forte. 
Pois meu amor, ao querer-te tanto, eu faço-te feliz e quebro o gelo no teu sorriso que reflete o meu olhar que expressa a felicidade no estado mais puro e nada mais importa. 
Somos feitos de tudo o que à sinceridade pertence e pertencemos um ao outro pela força da vontade, em tudo o que nos faz crer e seguir em frente de mãos dadas, num abraço apertado quando a saudade nos oferece o prazer de a espantarmos.

28
Abr16

Cada toque seu (parte II)

Carolina Cruz

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Caramba! Os seus olhos pareciam dois cristais, o sorriso pareceu oferecer um beijo e eu parecia aceitar toda a situação.
Idiota, não resisti... e sabia que havia o desejo de o querer mas mais desejo ainda de que ele me quisesse a mim.
Aquele jogo de incertezas e ódio pareciam perseguir-me, ainda asssim rendia-me aos seus beijos, ao seu corpo estupidamente bem constituído, enquanto ele me puxava o vestido para cima, despindo-me por completo.
Cada toque seu era uma ferida na minha consciência e um sorriso no meu coração lamechas, mas o meu corpo desejava que aquele momento fosse eterno.
O calor dos seus lábios sobre a minha pele pareciam queimar-me e a sua força contra o meu peito prendia-me, como eu abominava mas queria.
Então percebi que independentemente de todos os sentimentos contrários, eu sempre sonhara com aquele momento. Então encostei-o contra a parede, se ele tinha aberto o jogo então eu merecia mostrar o que valia.

 

 


(Continua?!)

25
Abr16

Sim, meu amor

Carolina Cruz

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Sim, meu amor, hoje quero dar-te o meu prazer... o prazer de dormir na tua cama, hoje, todos os dias... a saudade.
E quanto isso me dá prazer! Ver-te desejares-me e não me teres, de me quereres e de eu não te querer como um dia não me quiseste a mim.
Eu posso perdoar mas não esqueço, sou amável até me pisarem os calos e consigo ser tão arrogante quanto o desrespeito que tiveste por mim.
Por isso, meu amor, quero ver-te afogado nessa saudade que tu próprio criaste, quero criar em ti o maior peso, não o da traição mas o de coração despedaçado.
Exatamente igual àquele que encontraste no meu rosto em lágrimas.
Eu não guardo rancor, ora essa, não mereces, por isso te digo que quero deitar-te com a saudade de mim, porque de mim em ti, só restará isso.

22
Abr16

Não há finais felizes

Carolina Cruz

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Espalhadas pelo chão, fotografias do seu casamento trazem à memória de Susana todas as memórias felizes que ela não permite que sejam novamente sentidas. Com raiva usa uma faca, corta uma por uma, pela metade. Precisa de vingar o seu marido e toda essa felicidade que jamais se permitirá sentir.
Com o seu ar fingido e sensual dirige-se ao pub mais próximo enamorando o primeiro homem que a atrai, travam conversa plena, até que o convite para algo mais íntimo surge.
Oferece a si mesma o direito ao prazer, mas depois de uma noite longa, o seu parceiro sexual é violentamente por ela incendiado.
Fazia isso consecutivamente todas as sextas-feiras, o crime fazia-a sentir-se em paz, sentia que vingava o marido falecido num incêndio de fogo posto. Susana adquiriu uma psicose pós-traumática e depois de presa nunca mostrou arrependimento, só saudade.
No crime nunca há finais felizes, para ninguém.

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