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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

A ti, que me lês

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Vendo bem não é preciso muito, pois não?
Um lugar sossegado, um papel e uma caneta. Rodeada de paz e de sentimentos que me inspiram.
Uma mão cheia de felicidade, um balde cheio de amor, um pingo de saudade e uma pitada de magia.
Sem a chuva nada floresce. Assim sendo, junto-lhe um pouco de amargura e um tanto dos erros que me fizeram crescer. De que vale acreditar e não sofrer?
Se eu não sofresse, se eu não errasse, todas as minhas páginas estariam em branco. A minha inspiração talvez não existisse e então eu não seria ninguém.
Todas as palavras que escrevo são fruto de quem fui e de onde vim. Hoje? Hoje apenas preciso dessa caneta, desse papel, desse lugar para ser feliz.
Sinto que a paz deste mundo só existe aqui, nas palavras que escrevo e naquilo que me dou a conhecer, a mim mesma e a ti, que me lês.

 

 

Trouxeste o inverno à minha alma.

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Neste momento, se não te tenho, então não quero mais ninguém.
Envolvo-me entre a roupa, debaixo dos meus cobertores quentes, porque o frio do inverno arrefeceu o meu corpo e, a tua ausência, arrefeceu a minha alma.
Trouxeste o inverno à minha alma.
É impossível não entristecer quando era contigo que me imaginava aqui debaixo, de mãos entrelaçadas até elas ficarem repletas de sabedoria, enrugadas e cheias de amor.
No entanto, naquela manhã tu partiste sem querer me dar satisfações, sem dizeres porque foste. Todo esse amor que anotaste na carta escrita e perdida no passado, não passou de uma mentira e, o amor que hoje sinto, não passa de uma desilusão.
Por isso, relembro tudo como se de um sonho passado se tratasse, como se todos aqueles lugares em que estivemos, todas as conversas partilhadas, todos os beijos ou todo o sexo não passaram de um prazer decidido do meu inconsciente, que acordou esta manhã.
Quero. Juro que quero mesmo levantar-me daqui, sair, seguir em frente. No entanto, uma parte de mim sabe que tudo foi verdade, e é essa consciência que me resiste e que me faz render. Apetecia-me acordar noutro lugar e acreditar que a vida ainda vale a pena, que o meu sorriso encontrará alegria em outro olhar. Será?

 

 

* Filmes com história: "Três metros sobre el cielo" & "Tengo ganas de ti"

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Numa palavra: arrebatador. Noutra? Inquietante.
Agarra, prende, derruba, apaixona-nos, faz-nos sofrer, sorrir, acreditar, suar e chorar.
Uf, que filme!
Há passados marcantes, uns que queremos manter, outros que fazemos de tudo para esquecer, para não lembrar.
Existem também pessoas que amamos por inteiro, de forma desmedida, mas talvez, por vezes, amar não baste.
E po rque não? Há milhares de razões. Como há milhares de razões para alguém entrar ou sair da nossa vida.
Na realidade, na vida, tudo acontece por uma razão. No amor também, e há amores que são eternos pela intensidade, pela mudança que geram em nós. Mas quem sabe que, assim sendo, não possa durar mais ainda que o momento? Uma vida?
Babi e Hugo têm vidas, passados e educações completamente diferentes, mas as suas vidas tão diferentes assim irão se cruzar. Por que razão? Com que sentido?
Só há uma forma de saberes - veres e ficares tão rendido quanto eu!
 

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Não devemos fugir ao passado, mas também não devemos ficar presos a ele toda a nossa vida, dessa forma iremos sempre, mesmo que não queiramos, errar com as pessoas presentes no presente, ou ainda assim errar com as pessoas do passado.
Temos de saber perdoar, a nós próprios em primeiro lugar, depois aos outros. Só através do perdão conseguimos seguir em frente.
É verdade que Hugo nunca esqueceu Babi, é verdade que esta, mesmo se negando, também não conseguiu esquecer o seu primeiro amor, a adrenalina, a paixão, a sua história, um romance arrebatador.
O que viveram marcou para sempre a vida de ambos, é impossível passar um pano por cima, mas é possível viver com isso, trabalhar o esquecimento e a saudade.
Custa, dói, magoa, muito mesmo, mas com força de vontade conseguimos.
O que será que vemos neste filme? Um voltar ao passado? Um reencontro desta paixão em nada esquecida? Rumos diferentes? Um novo romance? Uma relação reatada? Há muito por descobrir neste segundo filme – “tengo ganas de ti”, depois de “três metros sobre el cielo”.
Diz que o terceiro filme sairá, em princípio, ainda este ano. Eu que não sou muito de sequelas, fiquei apaixonada por esta. Embora não seja muito falada ou conhecida, esta trama espanhola tem (mesmo) muita qualidade.
Quem já conhecia?

 
 

 

 
 

 

11 # Existirá destino sem os sonhos?

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Manuel deu-lhe o número de telefone e Sara ficou de lhe ligar.
- Fica então combinado! – Disse ele.
- Boa noite. – Cumprimentou a tal rapariga loira encaixando-se no colo dele.
- Sara, esta é a Marta. Marta esta é a Sara. Uma amiga!
- Prazer. – Disseram ao mesmo tempo.
- Bem então segunda-feira às 9h. – Disse ele, piscando-lhe o olho.
Cretino, pensou. Ele talvez nunca se tinha esquecido dela, talvez por causa dela não conseguiria ninguém, casos de uma noite, como deveria ser aquela mulher, que lhe beijava deliciosamente os lábios quando Sara se afastou.
Uma parte dela estava sufocada, mas não o podia criticar, ele refez a vida, “catorze anos passaram, idiota, as paixões assolapadas só regressam nos filmes, na vida real não é assim” pensou, e sentou-se de novo do lado de John, entrelaçando as suas mãos nas dele.
Embora as mãos de ambos estivessem entrelaçadas a outro alguém, os olhos não desligavam um do outro, era um olhar intenso, de amargura com o destino e quiçá desejo.
Ainda assim tentavam ignorar-se um ao outro, sem conseguirem. Sara ria alto para que ele ouvisse como estava feliz, ele beijava Marta loucamente para lhe mostrar como era amado e como a tinha esquecido tão facilmente.
Depois de tudo aquilo, teria ela vontade de lhe ligar?
 
 
 
(Continua...)
 
 
 

 

Dentro da minha cabeça

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Armo-me em forte quando passas por mim, sinto-me altiva, despreocupada, indiferente. No entanto, quando viras costas é quando tudo em mim desaba. Sabes que dentro dessa forma despreocupada o meu corpo treme ao olhar-te, toda eu estremeço ao querer-te de volta, nem que fosse apenas como amigo.
Dentro da minha cabeça tudo acontece, milhares de coisas se movem e na tua ausência choro, choro muito. E ainda que não queira, apetece-me dizer-te que, apesar de tudo, de toda a parvoíce, a irresponsabilidade, a tua indiferença e para mim desapontamento, desilusão, eu ainda te amo, ainda te quero, talvez ainda da mesma forma que queria quando estava sob o teu abraço. É isso que me faz falta. O teu abraço. Dói-me ver-te por aí, com esse teu ar descontraído, feliz, como se não precisasses mais de mim para viver. Será que, tal como eu, isso é apenas uma defesa? Uma máscara onde escondes as tuas lágrimas? Não quero omitir-te mais, magoaste-me sim, mas o amor é mesmo isto, não é? Perdoar, se me quiseres de volta.
Merda, que se lixe o mundo, quero mesmo o teu sorriso de volta, a beijar o meu.

 

 

Eterna

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Sob os olhos chovem lágrimas, que esborratam a cara e sujam a boca.
Não dá mais, não agora. Às vezes precisas de deitar tudo cá para fora, de seres tu, mais ninguém.
Desabafa contigo mesma, porque só tu sentes essa ausência que mais ninguém compreende, essa vontade de ser feliz e que não vem, essa fome de consumir todas as saudades que morrem no peito.
Chora, porque não podes ser forte a vida inteira. Não dá mais. Não agora.
Não deixes que ninguém queime o teu corpo, desejando matar o teu sonho. Tu não estás sozinha, tu és forte, mas precisas de uma pausa. Não dá mais. Não agora.
Mas amanhã, amanhã tudo volta. Amanhã volta essa sede de viver, por ti, mais ninguém.
De lutares por esse sonho que é só teu, de mais ninguém. Não ouças as vozes que, com relutância, te dizem para parar, que não consegues. Eu sei que hoje só as consegues ouvir, que hoje não consegues lutar. Não dá mais. Não agora.
No entanto, diz que as palavras que escreves são o mote para seres feliz, que é esse o teu sonho, que mesmo quando toda a gente te tenta deitar abaixo, tu levantas a cabeça após caíres e lhes dizes que as palavras que dás o mundo também são a tua forma de agradecer e dar alguém essa alma forte que tens, mas que hoje não dá mais. Não agora.
Não precisas de ser forte todos os dias da tua vida, também precisas de cair para te segurares, também precisas de perder para ganhar, de chorar para amanhã mostrares que esse teu sorriso valeu todas as lágrimas.
Não chores mais. Não agora. Levanta, voa, vive essas palavras, que são quem tu és, a simplicidade de um lugar melhor, de um coração que sangra por viver e amar demais.
Não te lamentes por ele ser tão sentimental e tem a noção que é isso que te torna especial, eterna.

 

 

2 filmes sobre coragem

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“Mary & Martha” é um filme genuíno que nos fala diretamente para o coração.
O que não fazemos por um filho? Quantos mundos mudam quando uma mãe luta pela vida de um filho? E se forem duas? E se uníssemos corações para lutar contra uma doença que mata milhares de crianças, filhas de alguém?
Mary e Martha, protagonistas deste filme e protagonistas também de uma coragem e corações enormes, têm algo em comum, algo que as liga, que as ligará para sempre numa amizade eterna.
São as suas tristezas que as unem as tornam mais fortes.
Um filme que nos vai fazer viajar às mais bonitas paisagens de África e acreditar que dentro de toda a maldade ainda existem pessoas que querem mudar o mundo para melhor.

 

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Aprender do início ao fim. Mentalmente, pessoal e profissionalmente. Nem sempre somos o ser humano para o qual nos educaram, nem sempre somos o que sonharam que fossemos. Muitas vezes somos uma verdadeira desilusão, para nós, para os outros. A vida é uma constante, de aprendizagem, de mudança, de ensinamentos.
Se não somos quem queremos, então porque não irmos à busca?
Após a morte da sua mãe, de um complicado divórcio, de tantos vícios e erros quase imperdoáveis, Cheryl (Reese Witherspoon) decide fazer um trilho de mais de mil milhas pela costa do Pacífico, em busca da paz de espírito, do seu próprio perdão e da mudança e já dizia Platão que “a paz do coração é o paraíso dos homens”.
Com paisagens lindíssimas, vivendo cada minuto como se fosse nosso, “livre” é um filme que todos deveriam ver…
Vale mesmo a pena ser assistido!

 

 

# Completas-me 16 - com Cátia Madeira

Hoje temos a querida Cátia, do blog "Em busca da felicidade" com um texto a duas mãos que é tudo menos feliz, no entanto, acredito que vos vai apegar do início ao fim. Espero que gostem tanto, como eu gostei desta parceria!

 

"As lágrimas que caem no meu rosto seguem o compasso das ondas que batem fortes na areia da praia. O som que me acalma os pensamentos. O coração. Os sentimentos. Tento acertar o bater do meu coração mas está descontrolado.
A mala a meu lado. Dois tarecos e meio. A saudade cá dentro. O medo de perder quando sei que fui eu que fugi.
Não queria ter virado costas. Pediste que ficasse. Que tudo se resolvia.
Resolvia?
- Às vezes parece que já não nos conhecemos.
- Mas como, se ninguém me conhece melhor que tu?
Como? Se nem eu me conheço como tu sabes o que sou? Como posso achar que já não nos conhecemos.
A minha cabeça. As minha dúvidas. A minha procura pela perfeição.
Não sei se te faço bem. Se sou o melhor para ti.
- És quem eu quero. Deixa-me ser eu a escolher.
Escolhi por ti. Bati a porta e saí.
O caminho não sei como o fiz e dei comigo em frente ao mar. Aquele que me lava a alma. Aquele com que acerto as batidas do meu coração. Aquele que espelha as lágrimas que trago no rosto. Dois mares salgados frente a frente. Um puro, outro ensombrado pela dor de quem escolheu da pior forma. De quem quer voltar atrás mas não tem coragem para isso.
Escolheste vir embora. Agora não podes voltar sem mais nem menos.
A minha mente comanda. O meu coração obedece.

Sinto passos atrás de mim. Como quero que sejas tu. Como quero que me abraces e me digas que tudo vai ficar bem. Que me amas mesmo louca. Que me envolvas nos teus braços. Ponhas o teu casaco sobre os meus ombros e pegues na minha mala.
- Vamos para casa. – dizias – para nossa casa.
E eu ia contigo.
Se me conheces como sei que sabes quem sou, encontras-me aqui. Neste espaço que me acalma as batidas do coração."

 

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Mas não, não eras tu. Nunca serás tu, depois de toda a desilusão que prendi em ti, nunca serei eu de volta ao teu coração. No entanto, no meu coração estarás sempre até ele deixar de bater. Apesar de tudo, amo-te. E o meu coração só deixará de te amar quando tudo terminar.
É isso, é isso mesmo. Quero que ele deixe de bater, já, agora.
As ondas estão revoltas, o mar está bravo, dispo a roupa, tal e qual como gostavas que me despisse para ti, ali estava o meu corpo nu a amar-te como uma louca, como se as ondas fossem a tua cama, como se o mar fosse o meu crematório.
Entrei a medo, a água gelada quebrou o meu corpo quente, naquele inverno frio. Não podia desistir, eu tinha sido fraca toda a vida, mas naquele momento tinha de ser forte, quebrar tudo, quebrar-me a mim. A louca não partira apenas da tua vida, mas do meu corpo também, partira para sempre.
O meu corpo começava a gelar, os meus pés não viam o fundo e eu via o meu fim à vista, estava a conseguir.
Estava prestes a perder os sentidos, quando ouvi uma voz dentro de mim, eras tu, a tua voz doce, que me fazia recuar, mas já não conseguia, os meus olhos já se tinham fechado.
Eras mesmo tu e não uma voz dentro de mim, eras tu que me agarravas, e choravas, só a minha alma te podia ver, o meu corpo já não te podia tocar.
Chegaste tarde demais, e eu parti demasiado cedo. Não devia, desculpa. Hoje choro, mas não serve de nada. Será que se arrependimento matasse, eu voltaria a viver?
Por vezes não entendemos que os nossos atos magoam os outros. Eu marquei-te e magoei-te para a vida toda, deixando partir a minha.
Sei que esse teu corpo é só apenas uma miragem, porque também desejas partir nesse mar, mas pensa em mim, e sempre que quiseres, se isso te liberta, vem lembrar-me, encontra-me aqui, talvez um dia quando houver pozinhos mágicos, eu possa voltar.

  

O teu abraço

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Obrigada. Era isso mesmo que eu precisava: um abraço. Um abraço apertado, um abraço forte, aconchegante, cheio de sentimentos bons e boas vibrações. Daqueles abraços que são dados com o coração, que curam.
Obrigada por me abraçares, por segurares a minha mão e me dizeres que continuas a abraçar-me mesmo que de longe. Obrigada por, mesmo não estares fisicamente, eu continuar a abraçar-te com a mesma intensidade, com a mesma força, com a mesma vontade.
É isto que me faz sentir que a amizade vai muito além da partida, não morre nunca. Porque quem é amigo sempre permanece, sempre nos diz “estou aqui” em pequenos códigos da alma, que o coração interpreta. E eu estou aqui, contigo sempre no pensamento. Porque sei que tu sabes o que sinto – saudades.
Obrigada por chegares e me abraçares, em sonhos. Deu para curar essa parte do meu coração partido, deu para acalmar as saudades que eu tenho de ti e da tua força de herói da esperança e da felicidade sempre escritas nesse sorriso e nesse aperto que nos liga para toda a vida – o abraço.

 

Esta tua ausência

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Esta tua ausência que me mata.
Esta tua ausência que vive numa saudade infinita, numa presença distante que não perdura.
Um amor que morre no meu peito mesmo antes de ter nascido.
Esta inconstância de te ter tido apenas numa noite não deixa o amor que sinto por ti terminar, há uma sede interminável de te ter.
Se ao menos eu te pudesse escrever, mas não tenho contacto nenhum teu, quero sonhar que te tenho e ter-te na realidade de um sonho teu,
Porque só uma noite não chega, pois um dia pode ser tarde demais.

 

 

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