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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

26
Jul17

[Ficção] Não existe amor maior

Carolina Cruz

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Vais, voltas. As vezes que entenderes. Somos instantes pequenos, formas desalinhadas de se viver uma paixão.
O amor não escolhe forma e nós decidimos amar à distância. 
Há formas de amar, sim. E não é por isso que se ama menos. 
Mesmo distante de ti, a cada encontro eu ainda te beijo como da primeira vez, ainda sinto o teu corpo quente como se fosse a ultima vez que nos tocamos. E tu vais, partes, e eu fico, remoída de saudade. Uma saudade boa, que nos mantém, que nos basta, porque eu sei… 
Vais, voltas… 
Não existe amor maior, não há nada que nos faça mudar, permanecemos unidos ainda que longe. E ainda que sejamos mais amigos que namorados, os namorados devem ser amigos, e somos… somos amores infindáveis, com uma cumplicidade desmedida. 
Se estivéssemos todas as vezes juntos, seria essa cumplicidade imensa? Ou é a saudade que nos alimenta e nos seduz? Nos liga ao prazer de cada momento?
Talvez não resultaríamos de outra maneira… Talvez… 
Não me interessa. Interessa-me quem somos quando estamos juntos.

 

 

 

21
Abr17

[O teu olhar] Longínquos.

Carolina Cruz

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Vim buscar-te, trazer-te de volta para os meus braços. Posso pedir-te isso só por um segundo?
Todos os minutos da minha vida, na tua ausência, eu perco-me enquanto procuro ir ao teu encontro. Sei que vieste de longe, para me veres chegar um dia. Sei que somos longínquos demais para estarmos perto. No entanto, não é isso que me faz amar-te menos, muito pelo contrário. Há algo na tua ausência, na saudade de ti, que se transforma em magia quando te vejo.
Desculpa, se questionei todas as vezes que achava que não iria resultar este nosso amor à distância, desculpa se te fiz chorar nas despedidas, mas ainda assim te beijo as mesmas lágrimas neste meu regresso.
Sempre que entro naquele comboio, que me leva até aos teus braços, tenho tempo para pensar que, o nosso amor é tão louco como uma viagem, daquelas que fazemos sem rumo. Não importa como começou, nem sequer se terá termo certo. Tal e qual como as linhas férreas que parecem infinitas, tenebrosas, cheia de deslizes, pedras, mas são tão longas e infinitas que nunca ninguém soube se tinham fim, ou se souberam, não acredito que saibam onde termina.
Assim me sinto quando te encontro. Mesmo tendo a morte como certa, acho que no teu beijo viverei para sempre.
 
 

 

(Fotografia da autoria da talentosa Cátia Cardoso)

24
Mar17

Para toda a vida

Carolina Cruz

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Vem devagarinho, bem devagarinho, com esse sorriso que me mata de desejo. Vem, abraçar-me, matar todas as saudades que eu tinha tuas.
O meu corpo há muito que não se encontrava com o teu, a sede de viver em ti é cada vez maior, o desejo afasta-me da realidade, já só anseio momentos de ficção, como no cinema, como que uma atração fatal.
Deixas-me louca, não por esse anseio total de mera paixão, mas por todo o amor que em ti nasce quando os teus olhos me olham de verdade, quando as tuas mãos me tocam com sentido. Deixas-me louca, não quando me despes a roupa, mas quando me conheces debaixo da minha própria pele e me curas esta minha alma nua.
Tu não és um qualquer, não és igual a todos os outros, a tua temperatura permanece no meu corpo para sempre, exatamente pela forma como me amas, como tornas tudo no melhor que a vida me pode dar. Contigo aprendi que cada momento nosso é já, por si só, um puro prazer, e os nossos corpos unidos e a sua vibração é um complemento dessa forma de viver tão esplêndida.
Contigo aprendi que amar é muito mais que a palavra ou o sentido e que o sexo é apenas e só mais uma razão para dizer que te amo com todas as minhas forças, e de corpo inteiro. Pois, amar-te é querer-te, independentemente de tudo e, para toda a vida.

 

 

 

 

 

 

25
Out16

* Simplicidades da vida: Um (re)encontro

Carolina Cruz

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Já dizia André Sardet numa música sua que “um encontro ao fim de um tempo é mais doce que viver” e é verdade, é bom reencontrarmo-nos com quem mais gostamos, um velho amigo, um familiar querido.
Ter uma conversa longa sobre tudo o que acontecera na sua ausência e falar, agir como se nenhum tempo tivesse passado entre nós. 
As saudades sentidas mostraram que se solidificaram os nossos sentimentos e a certeza de que é amizade e companheirismo que nos une e, se for assim, não mais tem fim, será para sempre.

 

(Fotografia do filme "Amigos coloridos")

05
Out16

Sorri sempre.

Carolina Cruz

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Há uma noite que nos embala na cor escura de Inverno que nos amassa e nos mói. Ao invés, traz-nos também a necessidade de aconchego e calor, envolvendo-nos de saudade e de amor, com tantas mudanças que nos trouxe o Outono.
A Primavera é um estado de espírito, é acordar procurando que o sol brilhe em nosso redor mesmo que lá fora chova.
Não, não há nenhuma poeira que remova a visão do mal, porque também é preciso, ensina-nos tanto, que nos faz crescer.
Creio que tudo o que vento nos leva, também traz de volta, se realmente for para ser nosso. 
O tempo é sempre sabedor de tudo e de todas as estações do ano e, também, da vida. Pois todo o momento é belo e é teu, enfrenta a vida com um sorriso e então será sempre Verão.
Sorri, sorri sempre! 

12
Set16

Minha saudade, avô.

Carolina Cruz

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Não consigo visitar a tua alegre casinha, no seu vazio ficou triste.
Conta o segredo que ainda te amo mais do que quando partiste, a saudade é agora uma bonequinha de vidro, que temos de ter cuidado pois é difícil de moldar.
No seu jardim mora o ar carregado de um lugar teu, abandonado. No meu passado a alegre triste casinha foi sempre tua, pertencer-te-á para sempre, como no meu peito permanece o teu amor. 
O teu olhar rasgado é eterno, mais eterna é a minha saudade, avô.♥

19
Fev16

A mulher mais sortuda no mundo

Carolina Cruz

Olho-te nos olhos e sinto-me a mulher mais sortuda no mundo.
Olhas-me nos olhos e eu sei que te amo mais do que à vida, que nos completa e nos acolhe.
Dás-me um beijo e o meu dia sorri. As saudades moravam em meu coração e só um dia tinha passado por nós.
Olho-te nos olhos e sinto que sentes o mesmo e vejo a cor do teu olhar, como ele é mágico, como ele brilha, como ele é feliz, como tu.
Quero-te para sempre, a palavra que deixou de ser mistério para ser real, para fazer sentido, o nosso sentido.

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21
Dez15

* No encanto do meu olhar: Coimbra dorme comigo

Carolina Cruz

Coimbra dorme comigo em segredo, deita-se de mansinho e quebra a luz com imensa saudade.
Foram manhãs que se perderam em busca de viagens e sonhos.
Brindes e copos cheios que tremem e vibram com esperança que todos os desejos, em nós, sejam cumpridos. Que a distância jamais nos afaste da alegria de estarmos juntos, que aprendemos a construir e dos laços que se amarraram e perderam o fim.
Somos feitos da mesma essência, da mesma geração, quanto eu já tenho saudades, de coração.

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01
Dez15

Este amor que nos apetece

Carolina Cruz

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Tenho saudades da lua que nos guiava o caminho nas noites de verão, em que crepitavam sonhos por entre ruelas de amor.
Falo e não me esqueço de todas as palavras que foram ditas e do seu jeito nu. Pedaços de luar que nos afastam e nos aproximam neste jeito de nos pertencermos. 
É a realidade que abraça o que temos, este amor que nos apetece, que nos vive, para sempre.

 

 

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