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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

19
Out17

[Ficção] Gosto sim.

Carolina Cruz

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Posso amar-te?
Por favor, deixa-me, nem que seja no meu segredo mais intimo. Não quero muito, só quero que saibas o meu nome, que lhe dês valor, que me dês a mão, nem que seja apenas com o coração. É o que fazem os amigos. Certo?
Admiro-te, admiro-te de coração, pudesse eu arranjar palavras que descrevessem o tão puro sentimento que me invade.
És especial e é tão simples gostar de ti, apenas quando te abraço com o olhar.
Dizem que os olhos são o espelho da alma, por isso sente-te abraçado por completo.
Não sei, sinceramente, o que sinto, porque o sinto, mas gosto de o sentir, gosto do sorriso que provocas em mim. Gosto de gostar do sorriso que provocas em mim. Gosto de gostar de ti, mesmo que não saibas o meu nome, ainda que não conheças quem sou, os meus sonhos.
Gosto simplesmente.
E gostar é bom, não é? Gosto de ti, gosto sim.

04
Out17

Sê.

Carolina Cruz

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Sê autêntico. Sê tu, sem máscaras, sem filtros. Sê para que te sintas bem contigo mesmo.
Dá, sem pedir nada em troca.
Dá(-te) de coração. Porque dar nem sempre significa receber. Dá porque te sentes bem com isso. Dá porque amas, porque queres ver alguém feliz. Não hesites. Faz de coração.
E não esperes nunca que façam o mesmo por ti, podes cair no erro das expectativas e por essa ordem saires magoado.
Não esperes dos outros tudo de bom, tudo o que dás, eles também têm defeitos, os outros também erram, também têm esse direito, tu tens, certo?
Ora por tempo, por indisponibilidade, às vezes magoamos sem dar conta ou atenção, isso não significa que não gostemos de alguém.
Por isso, sê autêntico.
Vive de coração e dá o melhor de ti, a quem tu sentes que vale a pena, porque o que surge, sem expectativas e com surpresa, traz-nos mais felicidade.
Sê, autêntico.
Sê, de coração. 

01
Set17

[Ficção] Sinto-me...

Carolina Cruz

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Sinto-me sem ti. E sem ti sinto-me sozinha. Desamparada. Não sei ser sem ti. Lembraste de eu te dizer isto?
Os meus olhos não mentiam, não sei existir sem o teu beijo.
Fazes-me falta como uma ferida aberta, como uma noite mal dormida a multiplicar por dois ou três anos de vida.
Fazes-me falta e não quero dizer-to e ainda assim to digo.
Faltam-me as gargalhadas que o tempo levou, faltam as confidências que os segredos revelados fizeram perder.
Falta-me o teu corpo na minha cama, o teu sorriso debaixo dos meus lençóis. 
A tua ausência deixa-me ausente da vontade, da vontade de querer viver, custa-me respirar, custa imaginar a dares a mão a outra rapariga que não eu, a voltares-te a apaixonar e não ser por mim.
Desculpa, por favor. 
Fazes-me falta.
Desculpa, se não compreendi. 
Desculpa, se os ciúmes falaram mais alto. Eu não diria que sou ciumenta hoje, mas fui contigo, com o tamanho medo que tinha de te perder… e de que valeu? Perdi-te na mesma.
Eras o melhor de mim e sem ti não sou boa em nada. 
Prefiro perder-me por aí, do que não te encontrar a meu lado.
A roupa manchada das minhas lágrimas, a cabeça que não para de pensar, o corpo que emagrece, a alma que entristece, a vida que não cabe em mim e não me habita. 
Fui feliz ao ter-te, já não serei mais, pois não ser sem ti.
 
 

 

14
Ago17

[Ficção] Já não és quem foste.

Carolina Cruz

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Digo-te e não minto, apaixonei-me por ti, na hora em que te conheci, vieste com um olhar terno e um jeito acolhedor. Tínhamos onze anos e marcaste-me para sempre. 
Foste tu que roubaste o meu primeiro beijo aos treze e levaste o meu coração aos quinze quando partiste. 
Hoje aos vinte voltaste e eu ainda estou apaixonada pela pessoa que foste. Acredita que me arrependo por te amar, porque tornaste-te num erro na minha vida, mudaste tanto... O teu sorriso virou mania e o teu jeito é de um Casa Nova disfarçado de Don Juan. 
Ainda gravo o teu beijo no meu corpo, mas a mim não me enganas mais. Passas por mim não me conheces, quando outrora disseste ser eu a tua melhor amiga. Fui para ti apenas mais uma do teu historial aborrecido, sou passado e não te marquei, são um pão sem sal e não uma experiência para te gabares. 
Ainda assim eu amei-te. Ainda assim eu ainda amo o teu sorriso! 
Como é que o amor pode ser tão impuro? Tão infeliz... 
Já não és quem foste, nunca mais serás, ficam as memórias e os caminhos apagados do que nunca nos tornámos.

 

 
31
Jan17

[O teu olhar] Voar de alegria

Carolina Cruz

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Ainda que não possa voar, tudo o que sinto apraz esse sonho. Porque ainda que não seja verdade que esteja realmente a voar sinto que o meu coração está no mundo, a minha alma em liberdade.
Voando assim, desta maneira, em que fecho os olhos e conquisto o meu desejo, sinto que toda a ficção se torna verdadeira e os meus sonhos são palpáveis.
Olhando ao fundo o infinito, tudo o que eu sou, feita de medos, receios e adversidades, desvanece. Sou eu, feita de inquietude, de alegria, de felicidade e de sorrisos grandes. Sou eu, feita de futuro, aqui e agora, livre de tudo o que não quero ser, sou e deixo-me o meu melhor.
Sou como um pássaro, pois ser ser humano dói demais, então deixo-me ser o que eu quiser, que ninguém me venha impedi-lo, que eu abra os olhos e pelo menos, sob o meu pensamento, o mundo se tenha tornado num bom lugar para se viver. Tenho de acreditar, de ter fé e voar, nesse voo de desejos e certezas de que a maior liberdade que eu posso ter é sentir, sentir-me e por fim sorrir e, chorar, sim chorar de tristeza, para depois por fim chorar de alegria, não há nada mais livre, nenhum sentimento mais leve que limpar a nossa consciência de ansiedades e deixarmo-nos ir, enfim, ao sabor do vento.
E no fim, por fim, sentimos que é bom, é realmente bom viver!
E por isso, eu voo e deixo-me voar, voar de alegria.

 

 

(Fotografia da autoria de Melanie Correia, uma fotografa cheia de talento! Confiram-no na sua página de fotografia)

22
Dez16

[Ficção] Virou pesadelo

Carolina Cruz

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Entraste sem pedir, naquele sonho e, incrivelmente, permaneceste na minha vida para sempre. Nesse sonho tudo era realmente um sonho, na vida... Ora! Virou pesadelo. Na vida fui infeliz em ter-te por perto depois de ironicamente me sentir a mulher mais amada... E adivinha por quem? Por ti!
Será que fui amada ou confundi o teu sentir? Com ser desejada? É diferente amares-me a mim ou desejares o meu corpo.. Podes tocar-me sem teres ou sentires o mínimo de amor, e foi isso que aconteceu, mas eu amei-te profundamente, porque de forma cruel me tocaste em cheio no coração e eu fui vencida pelo resto de toda a minha vida.

10
Nov16

Amar é muito mais

Carolina Cruz

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Amar é muito mais que querer ou desejar. Ainda assim se contempla tais atos no amor. Por isso se amar é também desejar então em ti eu quero o mundo, o melhor do mundo. És a verdadeira realidade da integra felicidade do meu ser que se amassa neste abraço que nos completa sem fim.
Que este jovem sabor não esmoreça neste mar que nos embarca e nos faz partir sempre com a consciência que damos o nosso melhor a cada um de nós. E este sentir precisa de ser trabalhado, moldado e criado como se fosse para sempre, só assim há esperança, só assim existe amor.

12
Set16

Que amanhã exista

Carolina Cruz

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Senti a brisa que me ofuscava ao longe, senti no verdadeiro sentido do verbo sentir. Repito-me constantemente, mas a pureza do que vivi transcendeu-me, apetecia-me, somente, tocar o céu, arrepiar-me e acreditar que tudo aquilo valia a pena. 
Apetecia-me amar, amar perdidamente, a doçura do teu olhar e enamorar-me em cada onda do teu corpo que não tinha fim, que eu desejo que não tenha. 
Desejo sim que tudo o que sinto, seja por si só, eterno. Que se eternize na vivência do que somos, na paz e na fé que tenho do que seremos um dia e que essa plenitude do que encontrámos seja tudo aquilo que amanhã exista em nós, amor.

06
Set16

O coração que bate do outro lado

Carolina Cruz

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A dor da saudade que sinto na tua ausência é tão intensa, quanto o sentimento de te ter na minha mão, de te ter comigo.
Sei e sinto-me sozinha sempre que estás longe, mas sinto-me bem porque sei que existes em mim. 
És o coração que bate do outro lado e de forma tão forte e quente. Tão quente que me arrefece e me faz morrer de amor.
És o fogo que arde e que sinto tão forte, que nada apaga o lume que se acende na chama de cada dia, em ti.

05
Set16

Rodamos pela vida

Carolina Cruz

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Nos teus braços perco a noção do tempo, apenas invento cada momento de partilha, de amor, em que tu e eu vivemos um para o outro, desejando que todas as horas se repitam como um disco riscado.
E nós? Rodamos pela vida fora numa dança, no embalo do que sentimos, neste amor tão perfeito e tão nosso, como uma música que marca e que fica, para sempre. 

 

Foto: filme "I love, Rosie"

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