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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

Sinto-me...

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Sinto-me sem ti. E sem ti sinto-me sozinha. Desamparada. Não sei ser sem ti. Lembraste de eu te dizer isto?
Os meus olhos não mentiam, não sei existir sem o teu beijo.
Fazes-me falta como uma ferida aberta, como uma noite mal dormida a multiplicar por dois ou três anos de vida.
Fazes-me falta e não quero dizer-to e ainda assim to digo.
Faltam-me as gargalhadas que o tempo levou, faltam as confidências que os segredos revelados fizeram perder.
Falta-me o teu corpo na minha cama, o teu sorriso debaixo dos meus lençóis. 
A tua ausência deixa-me ausente da vontade, da vontade de querer viver, custa-me respirar, custa imaginar a dares a mão a outra rapariga que não eu, a voltares-te a apaixonar e não ser por mim.
Desculpa, por favor. 
Fazes-me falta.
Desculpa, se não compreendi. 
Desculpa, se os ciúmes falaram mais alto. Eu não diria que sou ciumenta hoje, mas fui contigo, com o tamanho medo que tinha de te perder… e de que valeu? Perdi-te na mesma.
Eras o melhor de mim e sem ti não sou boa em nada. 
Prefiro perder-me por aí, do que não te encontrar a meu lado.
A roupa manchada das minhas lágrimas, a cabeça que não para de pensar, o corpo que emagrece, a alma que entristece, a vida que não cabe em mim e não me habita. 
Fui feliz ao ter-te, já não serei mais, pois não ser sem ti.
 
 

 

Já não és quem foste.

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Digo-te e não minto, apaixonei-me por ti, na hora em que te conheci, vieste com um olhar terno e um jeito acolhedor. Tínhamos onze anos e marcaste-me para sempre. 
Foste tu que roubaste o meu primeiro beijo aos treze e levaste o meu coração aos quinze quando partiste. 
Hoje aos vinte voltaste e eu ainda estou apaixonada pela pessoa que foste. Acredita que me arrependo por te amar, porque tornaste-te num erro na minha vida, mudaste tanto... O teu sorriso virou mania e o teu jeito é de um Casa Nova disfarçado de Don Juan. 
Ainda gravo o teu beijo no meu corpo, mas a mim não me enganas mais. Passas por mim não me conheces, quando outrora disseste ser eu a tua melhor amiga. Fui para ti apenas mais uma do teu historial aborrecido, sou passado e não te marquei, são um pão sem sal e não uma experiência para te gabares. 
Ainda assim eu amei-te. Ainda assim eu ainda amo o teu sorriso! 
Como é que o amor pode ser tão impuro? Tão infeliz... 
Já não és quem foste, nunca mais serás, ficam as memórias e os caminhos apagados do que nunca nos tornámos.

 

 

* O teu olhar: Voar de alegria

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Ainda que não possa voar, tudo o que sinto apraz esse sonho. Porque ainda que não seja verdade que esteja realmente a voar sinto que o meu coração está no mundo, a minha alma em liberdade.
Voando assim, desta maneira, em que fecho os olhos e conquisto o meu desejo, sinto que toda a ficção se torna verdadeira e os meus sonhos são palpáveis.
Olhando ao fundo o infinito, tudo o que eu sou, feita de medos, receios e adversidades, desvanece. Sou eu, feita de inquietude, de alegria, de felicidade e de sorrisos grandes. Sou eu, feita de futuro, aqui e agora, livre de tudo o que não quero ser, sou e deixo-me o meu melhor.
Sou como um pássaro, pois ser ser humano dói demais, então deixo-me ser o que eu quiser, que ninguém me venha impedi-lo, que eu abra os olhos e pelo menos, sob o meu pensamento, o mundo se tenha tornado num bom lugar para se viver. Tenho de acreditar, de ter fé e voar, nesse voo de desejos e certezas de que a maior liberdade que eu posso ter é sentir, sentir-me e por fim sorrir e, chorar, sim chorar de tristeza, para depois por fim chorar de alegria, não há nada mais livre, nenhum sentimento mais leve que limpar a nossa consciência de ansiedades e deixarmo-nos ir, enfim, ao sabor do vento.
E no fim, por fim, sentimos que é bom, é realmente bom viver!
E por isso, eu voo e deixo-me voar, voar de alegria.

 

 

(Fotografia da autoria de Melanie Correia, uma fotografa cheia de talento! Confiram-no na sua página de fotografia)

* Ficção: Virou pesadelo

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Entraste sem pedir, naquele sonho e, incrivelmente, permaneceste na minha vida para sempre. Nesse sonho tudo era realmente um sonho, na vida... Ora! Virou pesadelo. Na vida fui infeliz em ter-te por perto depois de ironicamente me sentir a mulher mais amada... E adivinha por quem? Por ti!
Será que fui amada ou confundi o teu sentir? Com ser desejada? É diferente amares-me a mim ou desejares o meu corpo.. Podes tocar-me sem teres ou sentires o mínimo de amor, e foi isso que aconteceu, mas eu amei-te profundamente, porque de forma cruel me tocaste em cheio no coração e eu fui vencida pelo resto de toda a minha vida.

Amar é muito mais

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Amar é muito mais que querer ou desejar. Ainda assim se contempla tais atos no amor. Por isso se amar é também desejar então em ti eu quero o mundo, o melhor do mundo. És a verdadeira realidade da integra felicidade do meu ser que se amassa neste abraço que nos completa sem fim.
Que este jovem sabor não esmoreça neste mar que nos embarca e nos faz partir sempre com a consciência que damos o nosso melhor a cada um de nós. E este sentir precisa de ser trabalhado, moldado e criado como se fosse para sempre, só assim há esperança, só assim existe amor.

Que amanhã exista

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Senti a brisa que me ofuscava ao longe, senti no verdadeiro sentido do verbo sentir. Repito-me constantemente, mas a pureza do que vivi transcendeu-me, apetecia-me, somente, tocar o céu, arrepiar-me e acreditar que tudo aquilo valia a pena. 
Apetecia-me amar, amar perdidamente, a doçura do teu olhar e enamorar-me em cada onda do teu corpo que não tinha fim, que eu desejo que não tenha. 
Desejo sim que tudo o que sinto, seja por si só, eterno. Que se eternize na vivência do que somos, na paz e na fé que tenho do que seremos um dia e que essa plenitude do que encontrámos seja tudo aquilo que amanhã exista em nós, amor.

O coração que bate do outro lado

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A dor da saudade que sinto na tua ausência é tão intensa, quanto o sentimento de te ter na minha mão, de te ter comigo.
Sei e sinto-me sozinha sempre que estás longe, mas sinto-me bem porque sei que existes em mim. 
És o coração que bate do outro lado e de forma tão forte e quente. Tão quente que me arrefece e me faz morrer de amor.
És o fogo que arde e que sinto tão forte, que nada apaga o lume que se acende na chama de cada dia, em ti.

Rodamos pela vida

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Nos teus braços perco a noção do tempo, apenas invento cada momento de partilha, de amor, em que tu e eu vivemos um para o outro, desejando que todas as horas se repitam como um disco riscado.
E nós? Rodamos pela vida fora numa dança, no embalo do que sentimos, neste amor tão perfeito e tão nosso, como uma música que marca e que fica, para sempre. 

 

Foto: filme "I love, Rosie"

Cada recanto de ti

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Sei de cada recanto de ti, conheço cada jeito que murmuro em segredo, para não contar a ninguém. Meu amor és o meu maior desejo e tudo o que sinto por ti é nascer de novo cada dia, sabendo que há muito mais para viver além do amor que sinto.
És a força que rasgo em meu peito e me faz sentir como nunca me senti e julgar-me melhor por isso, és como uma janela que se abre e um livro que se inventa e milhares de histórias que nos envolvem e nos fecham dentro do casulo e nos levam até ao mundo. 
Se partires leva-me contigo no peito, bem junto ao coração, que eu não sei não te ter.

* No (en)canto do meu olhar: Murmúrio da saudade

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No silêncio da noite e na solidão do dia ouço o murmúrio da saudade, quebra-me aos pedacinhos mas faz-me feliz. Tanto quanto me dececiona, tempos idos que já não voltam e eu ainda traço o meu caminho tentando encontrar momentos iguais àqueles que arrastam magia e soluços de saudade.
O mar levou o sonho de voltar um dia a teus braços na terra daquele lugar, às tardes de areia salgada e noites de luar.
Quebra-se o tempo, ajeita-se o destino, vive-se como se não houvesse amanhã e sente-se, sente-se assim, como se não existisse um fim.

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