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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

* O teu olhar: Dias...

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Há dias em que tens de acreditar.
Há dias em que tens de ter fé a dobrar, confiança a dobrar, sorrisos a dobrar, lágrimas se for preciso chorar.
Há dias em que tudo desaba, sim.
Há dias em que parece mesmo que nada mais existe contigo, senão a dor.
E é nesses dias que tu precisas de ti mesma. De te sentares, de confiares em ti, de te confidenciares.
Ninguém disse que era fácil pois não?
Ninguém disse que a vida o era, certo?
Então senta-te aí e escuta a tua voz, ainda que pareça vir do outro lado do oceano, onde as lágrimas são um mar perpétuo, um sofrimento sem fim.
Tu tens algo para dizer a ti própria, que és forte, guerreira, sonhadora, e que concretizas todos os teus sonhos.
Se alguém disser que não, mando-a à merda.

  

 

 

 Fotografia da autoria da simpática Simple Girl 

Acreditas? Eu também

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Sabes... é impossível não te querer para sempre.
A verdade é que mil sonhos do (meu) futuro te pertencem.
Um lar, uma certeza, uma vida a dois. Um aconchego, uma calma e um coração completo.
Uma casa inundada de amor, de desejos partilhados, tarefas distribuidas, rotinas quebradas.
E mais tarde, com estabilidade, passaremos a ser três.
Três pedaços de amor, um sorriso infinito e um amor maior.
Porém, o tempo presente é o agora e é nesse agora que devemos lutar para que esse "para sempre" exista.
Esse agora, que é o hoje, será a história que contaremos (com amor) amanhã.
Acreditas? Eu também.

 

 

18 # Existirá destino sem os sonhos?

“Pois merecemos. E termos um final feliz é aceitar que não temos mais nada a ver um com outro a não ser nas memórias. Iludi-me sim, sonhei muito alto, perdi-me no teu corpo, soube-me bem, senti prazer. No entanto, tenho maior prazer ainda em dizer que me desiludiste, o tempo muda as pessoas. Já não és o meu Manel do passado. Perdoo-te sim, ao fechar os olhos e lembrar que o que passou não passou de uma história terminada. Se eu tinha dúvidas hoje não as tenho mais. Tu adoras a sensação de me teres a teus pés, não a minha pessoa propriamente. Não nego nem duvido que me tenhas amado, mas mudaste. E não é a tua pessoa que eu quero na minha vida. Poderei cumprimentar-te, tomar café quando regressar a Portugal, somente isso. Amizade, nada mais. Perdoo-te sim e agradeço-te por teres-me ajudado a virar a página.
Sê feliz, beijinhos”

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Bloqueou o telemóvel e dirigiu-se à cozinha. John que se encontrava a escorrer a massa, recebeu um abraço. Sara abraçou-lhe as costas. Ele virou-se num repente delicioso.
- Vou dar o meu melhor. Virei a página. Agora, serás a única pessoa que eu hei-de querer ler. Vou fazer por merecer o teu amor. Por inteiro. Sei que dói, mas vamos fazer por isso?
John sorriu, olhou-a e só conseguiu beijá-la.
- I love you. – disse ele.
- Me too.
Sara voltou a Londres, aos recitais de Shakespeare, à enfermagem e nos braços de John manteve o seu sonho. Não há destino se não seguirmos os nossos sonhos, não há destino se os sonhos dos outros mudaram e só um fala de paixão, de amor, ou de futuro. Só existe destino, se ambos quiserem. Sonhos morrem e nascem todos os dias. Os verdadeiros, os nossos, permanecerão.

 

(fim.)

17 # Existirá destino sem os sonhos?

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- No que depender de mim. – disse ele sorrindo. – Eu sei que eu te amo mais, mas sei que há algo no teu olhar que me diz que há uma vontade em ti de me pertenceres também.
» Vamos esquecer o que aconteceu. É passado. Vai ficar na gaveta junto dessa história. Ele foi importante, foi o teu passado. No entanto, eu quero ser o teu presente, o teu futuro. Nada mais importa. Pois não?
Sara não hesitou em beijá-lo.
Não é verdade que todos cometemos erros? Não é verdade que nos confundimos? Que somos e deixamos nos ir e ser por instinto?
O passado devemos fechá-lo, guardá-lo em gavetas, guardar o que é bom de guardar. Com o tempo aprendemos que o passado nos tornou mais fortes e construiu um pouco da nossa história. No entanto, o mais importante é o presente e quem faz parte dele, quem está, quem quer ficar, quem nos merece.
Sara percebeu isso, naquele momento. O telemóvel tocou… Era uma mensagem de Manuel, mais uma vez, com um pedido de desculpas.

“Sei que não fui correto, mas ainda assim queria ter-te na minha vida. Espero que um dia me perdoes, não é assim que quero que fiquemos. Merecemos um final feliz.”

Leu. Abanou a cabeça e riu. John encontrava-se na cozinha e ao vê-lo longe não tardou em responder.
 
 
 (continua...)
 

15 # Existirá destino sem os sonhos?

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O mundo lá fora tinha batido à porta. Não literalmente, mas na mente de cada um deles. Em especial na de Sara, que se questionava se tudo aquilo tinha valido a pena.
É certo que um bom pedaço de incertezas se concluiu e que, milhares de sentimentos fluíram. Será que tinham desaparecido de vez? Será que apesar de tudo, do bom que fora, não passaria de um erro?
Sara, levantou-se, colocou o soutien e questionou Manuel.
- E agora?
- Agora o quê?
Aquela pergunta tirou-a do sério.
Coisas sérias era o que parecia que Manuel não queria. Se outrora tivera esse sonho, hoje não queria mudar planos por ela. E pensando bem, será que Sara largaria tudo em Londres por ele?
- O que fazemos? O que temos?- questionou.
- Agora seguimos as nossas vidas. Não podemos mudá-las pois não?
- Tu ainda me amas? – perguntou ela de novo.
- Amar é uma palavra demasiado complexa. Eu sinto-te como parte de mim, da minha história, mas amar é tanta coisa, tudo tão junto, tão equilibrado, tão certo e eu não tenho certezas de nada. Apenas que o que aconteceu connosco foi bom, repetia, faria tudo de novo. Se te amei? Claro. Se te amo? Eu não tenho a certeza. Adoro-te, sim. Mas o meu futuro não dependerá do que faremos juntos, pois as nossas vidas são totalmente díspares, estão totalmente separadas.
Mesmo não querendo as lágrimas começaram a correr-lhe pelo rosto. Na verdade, ela também não sabia se tudo aquilo que sentia era amor. Tinha ela confundido uma paixão louca com um sonho do passado? O que é que eles tinham afinal? O que tinham não sabia, mas o que os ligava era tão forte. Apesar de tudo, ele tinha um pouco de razão, as suas vidas e o futuro um do outro não estariam intimamente ligados, se eles não quisessem, mas Londres e Lisboa ficava à distância que decidissem. Não existe distância tão longínqua quando queremos alguém do nosso lado.
Se ele não queria, porque haveria ela de pensar o contrário?
Vestiu-se. O seu corpo já tremia, não sabia se de vergonha, se de frio, se seria porque todo o seu corpo chorava.
- Desculpa. – disse-lhe ele.

 

(continua...)

10 # Existirá destino sem os sonhos?

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Sara não sabia se era Manuel ou não, os anos tinham passado, mas não tinha passado assim tanto tempo no seu rosto, as feições estavam iguais. A forma como ele olhou para ela respondendo ao seu olhar surpreso pôde ter a certeza que era Manuel.
John sentiu a rapariga dos seus olhos distanciar-se por momentos.
- A tua paixão platónica passada. – Disse Joel.
- Sim, tu nunca nos enganaste Sara, eramoscrianças mas não burros. – Disse Filipe.
- Who?
- O rapaz que está ali ao balcão. Não lhes ligues. Era apenas o meu professor de teatro.
Não apenas, nem somente, tanta coisa, tantas recordações, tanta emoção ao vê-lo ali, em carne e osso, depois de catorze anos a ser apenas uma lembrança ou sonho.
- Vou cumprimenta-lo. – Disse ela, sem ter bem a certeza se conseguiria.
- Ok. – Disse John dando-lhe um beijo na testa. Estava dividida, mas queria-lhe mostrar que a sua vida seguira em frente, que aquele sonho inacabado não era uma dependência. No entanto, de certa maneira, era. Era mesmo.
Um sorriso envergonhado disse olá a um rosto emocionado.
- Sara? – Os seus olhos pareciam brilhar.
A Sara estava ali depois de tantos desertos, de tantas estradas, de tantos muros, houve uma ponte que a trouxera até ali. Como os anos tinham passado por ela, embora continuasse a ser a rapariga sonhadora e lutadora que aspirava ser, Sara estava uma mulher madura, sedutora, que quebrava de novo o seu coração.
- Posso dar-te um abraço? – Perguntara Manel. Mantinha o seu jeito de intervenção teatral, sempre sincera e genuína.
Sem questionar Sara deu-lhe um abraço apertado! Os seus corpos comunicaram nesse encontro.
- Lembraste dos meus irmãos? – Perguntou desviando o assunto.
- Claro que sim. – Disse Manuel a virar-se para trás e a acenar-lhes. – Vi-os no outro dia, estão uns homens feitos.
Que conversa de chacha quando o que há para dizer é tanto, pensavam ambos, sem saber o que pensava cada um.
- Deixa-me convidar-te para te sentares connosco. – Disse Sara.
- Não posso estou acompanhado. – Disse ele, embicando o rosto em direção a uma rapariga loira, alta e magra, de sorriso bonito.
- Tudo bem. – Disse Sara, um pouco desiludida.
Mas porquê desiludida se também ela estava acompanhada?
- Mas posso convidar-te para tomarmos o pequeno-almoço na segunda de manhã. Que dizes?
- Claro que sim.
Claro que sim, o tempo tinha passado, o amor também, a paixão igualmente. Porque é que não haveriam de ser amigos?

 

(Continua...)

* O teu olhar: Deixa-me

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Por favor. Imploro-te. Deixa-me sair, conhecer o mundo por mim mesma. Eu sei que vou errar, quem não o faz? Sou um ser humano e se me deixares para sempre nesta redoma então eu falharei sempre, não serei ninguém, rigorosamente ninguém que valha a pena, nem para mim, muito menos para o mundo.
Deixa-me ir, eu vou ser sempre a tua menina, não é por partir que te deixo por inteiro. A tua vida começa quando sais da tua zona de conforto. Sempre te disse e tu devias saber, mas não queres.
O mundo nunca te conhecerá nem tu conhecerás o mundo se viveres fechado nesse canto, amedrontado com medo de viver. Isso é tão inútil, mas tu não imaginas, achas sempre que serás mais feliz se viveres na solidão.
Já que não admites, deixa-me ao menos admitir que eu já sou crescida o suficiente para fazer as minhas escolhas, que embora me possa arrepender mais tarde, o problema é meu, o mundo está ali, do lado de fora. E embora com tantas contrariedades ao belo, eu ainda acredito que há tanta coisa boa e bonita por desvendar.
Deixa-me ir, eu não sei como vou ser feliz, mas vou caminhar, até lá momentos e experiências me mostrarão que a felicidade está no caminho traçado e não na chegada ou na vitória.
A vida é uma viagem, deixa-me entrar nela. Deixa-me ir, até amanhã ou assim sendo, até um dia.

 

 

(Fotografia da autoria de Ana Rafael)

* A música no seu melhor: DAMA

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Com um espírito livre na alma e a fazer da alma coração e do coração o sonho, esse mesmo sonho que tem vindo a ser tornado realidade, os DAMA levam aos mais novos, importantes mensagens, sobre a forma positiva de como levar a vida.
Mais centrados no público jovem, não é novidade que os DAMA já conquistaram os mais velhos pela sua simplicidade, sensatez e maturidade que apresentam na sua forma de ser.
São, sem dúvida, um bom exemplo, uma boa influência, não só nas músicas que escrevem mas na forma humilde como traçam a sua carreira.
De forma a incutir bons ideais, os DAMA têm boas músicas de intervenção: "Eu sou o maior" (com o lema de que se conduzir não beba), "Eu não faço questão" (para seguirmos os nossos sonhos, libertando-nos da rotina, pedindo aos jovens que se afastem do comodismo.) e este verão aliaram-se à "Liga Portuguesa contra o Cancro" alertando para os malefícios de apanhar sol nas horas de maior calor e a ausência do protetor solar (com a música "Joni").
Em todas as suas canções há um talento que destaco nestes três jovens músicos - o facto de serem canta-autores e produzirem rimas de forma artística e a forma como jogam com elas.
Porque eu sou da opinião que os DAMA não são uma banda com talento como nenhuma outra. No entanto como eles dizem, de forma bastante humilde, juntos fazem a diferença e juntos fazem magia, tendo esgotado recentemente o Meo Arena, um sonho que trilharam com garra, sem nunca baixarem os braços.
Bem haja a eles, pelo gosto de viver e por esse sonho que tem um nome: música nacional!

 

 

Um novo começo (parte I)

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2006 era para Sofia um ano de mudança. Era finalmente o ano em que entraria para a faculdade, como sempre sonhara.
Estava ansiosa, iria sair de casa dos pais para viver com as amigas que também iriam com ela para a faculdade.
Sofia e as amigas viviam na Marinha Grande, mas queriam abrir novos horizontes e Lisboa era o lugar ideal para um novo começo, com muitas experiências e aprendizagens.
O plano era arranjar casa ainda durante as férias do Verão e conhecerem Lisboa de uma ponta à outra antes das aulas começarem. Queriam explorar vários lugares turisticos, passear, fotografar, de uma ponta a outra da cidade, os destritos mais bonitos.
Sintra era o lugar preferido de Catarina, que há muito queria visitar o Palácio da Pena, Mariana era apaixonada pela Quinta da Regaleira e Sofia queria muito apanhar banhos de sol na praia da Pedra da Ursa.
Tinham mil planos para fazer, mil passeios para planear, mas de uma coisa elas tinham a certeza aquele verão tinha de ser recordado para sempre, como o melhor das suas vidas!!

(continua...)

 

 

# Completas-me 17 - Com Cátia Cardoso

Hoje, o completas-me veio à quinta-feira, mas o importante é vir e ser bem recebido, partilhado.
Hoje tenho o grande prazer de partilhar a escrita com a talentosa e comunicadora Cátia Cardoso, autora do livro "Linhas Delicadas" (visitem, vão adorar as suas palavras)
Apresentamos um texto simples mas com uma mensagem muito importante: "seguir os sonhos".

 

“É frio o vento. Sopra com cada vez mais força. Os minutos passam e ela permanece no mesmo local. O anoitecer deu-se e ela ali ficou, a contemplar o vão, a fundir-se em pensamentos aleatórios e masoquistas. As lágrimas são cada vez mais espessas e geladas, porém, nada as afaga. Talvez, se tivesse nascido noutro sítio, noutra família, noutro século, noutro contexto... talvez, de uma forma diferente, tudo pudesse ter sido diferente e ela não tivesse de estar agora ali a lamentar-se pela sua pouca sorte.
Não há nada que a conforte. O céu parece preparar-se para que chova. É inverno, estava à espera de quê? Que um sol raiasse e a permitisse ficar ali toda a noite? Começa a chover, porém, ela não procura abrigar-se. Na verdade, nem se move. Permanece estática como se estivesse à espera que alguém lhe dissesse para sair dali e ir abrigar-se. A chuva molha as suas roupas, e funde-se nas lágrimas que lhe atravessam o rosto. Que horas serão? Dez da noite? Meia-noite? Três da madrugada? Perdeu a noção do tempo, e, sem querer, da vida. Está encharcada e parece não se importar com isso. Embora o frio seja cada vez mais incomodativo, nada a faz mover-se. É como se estivesse morta. Morta para a vida. Que outra morte existe, afinal?”

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Morremos se estagnarmos, morremos se nos acomodarmos, se nos permitimos parar. Nada mais existe em nós, depois de morrerem os sonhos.
Ela sentia-se como que uma alma vã que atravessava o mundo. Já não existiam razões para viver.
Porquê? Porquê aquilo acontecer? Porquê ela? E mais… porque é que ao morrer um sonho, ela morrera também ao invés de lutar por ele? Os sonhos só morrem se desistirmos deles. E ele só tinha morrido porque ela o matara ao não acreditar mais.
Chega de pensar e se… Se ela vivesse em outro lugar, noutro tempo, iria lutar da mesma maneira? Ou melhor, não iria lutar? O que queria ela? Receber tudo de mão beijada? Talvez fosse mais fácil, talvez soubesse bem receber e concretizar tudo o que sempre devera ser seu por direito. Mas não, não teria o mesmo sentido. Tudo é melhor se assim não for, tudo tem um sabor maior depois das quedas, depois de saber que o que temos foi por mérito próprio.
Houve uma voz, que lhe deu essa luz, que lhe disse que ao sentar-se e se lamentar não iria trazer o seu sonho de volta, não ia dar-lhe o que mais queria. Que lamentar só traz pensamentos negativos, dores na alma e moleza do corpo. Sem a força que o alimenta, ela morrerá por completo e sim, assim sendo os seus sonhos também morrerão.
Então ela deu-lhe razão, deu as mãos a esse pensamento positivo e mudou o seu destino.
Terá ela concretizado os seus sonhos? Pelo menos ao pensar de forma diferente, terá tido uma maior chance. 

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