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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

11
Dez17

Escrever é...

Carolina Cruz

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Escritores entenderão que escrever é voar sem asas, é gritar em silêncio, é arrancar do coração a alma autêntica que nos transborda do peito.
Escrever é dar vida a outras vidas que são também a nossa.
É chorar uma dor que nos embala, é carregar na ferida mais feia e torna-la mais doce. 
Cada palavra é uma bala, é uma entranha aberta no nosso corpo carregado de facadas no peito, é a felicidade de viver e a amargura pela intensidade de querer mais, mais alegria, mais dor, mais ambiguidade, mais loucura, mais prazer, mais momentos, mais solidão, mais vida, mais palavras para escrever.
Porque escrever é embriagar-nos na certeza de que enquanto estamos centrados em arrumar frases e formas, estamos a temperar os nossos sentimentos, a dar-lhes cor, importância, a torna-los arte.
As dores são poesia, as lágrimas são rios que não têm fim, inquietudes e hipérboles, sorrisos são abraços genuínos na gramática, exageros de profundidade e a saudade… Ai! Se a saudade se pudesse descrever… eu morreria para a conhecer!

25
Nov17

Não tenhas medo.

Carolina Cruz

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Não tenhas medo.
Não tenhas medo, já basta a vida ser curta. 
Não tenhas medo de sorrir, das lágrimas, de chorar, de perder, faz parte. Para ganhar também é preciso perder, caso contrário ganhar não tinha piada. 
Não tenhas medo de amar, com receio de sofrer, quando se ama isso acontece, sofrer também faz parte, não se amam pessoas perfeitas, por isso... Ama, abraça quem amas e ama cada sentimento precioso e bonito da tua vida.
A vida é tão curta para ser escassa, a vida é tão curta para teres medo, para deixares de sorrir ou de acreditar.
Nada disso, enfrenta o hoje e o amanhã com toda a força que tens no peito, eu sei que precisas de respirar fundo, por isso enche o peito de ar, vais ver que ao suspirar sorrirás, irás libertar tudo o que há-de mau em ti. 
Sorri.
A vida é curta demais para não sorrires com medo do que vão pensar os outros. 
A vida é curta demais para não mostrares os que sentes com medo de te negarem esse amor. 
Há mais marés que marinheiros, há mais corações bonitos prontos para te amarem. 
Há vida e enquanto houver vida há sonhos, vive-os sem receios de te cortarem as asas. 
As asas ainda que sejam pequenas acredita que algum dia as usarás para voar. Não olhes para os sonhos dos outros, quando chegaram ou quando partiram, se tiveram mais sucesso que tu. Não te equipares, se ainda não voaste é porque ainda não é o teu tempo, a seu tempo voarás. 
Mas voarás se permitires a ti mesmo não teres medo da vida, porque o medo será sempre a tua maior barreira.
A vida é tão curta. Tens a certeza que queres ceder?

25
Jul17

[O teu olhar] Voa sem medos

Carolina Cruz

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Voa, sem medos… 
São os teus sonhos, intensifica-os, agarra-os, luta até ao tutano. Tu és forte, guerreira e amas aquilo que a vida te dá. Amanhã não será diferente, não poderá ser diferente… 
Vai e luta! Tu és capaz…
É nessa capacidade que tens de acreditar… Acreditar que, mesmo sem asas, tu és capaz de voar. 
Voa em frente… Não baixes os braços, não tombes a cabeça. És forte demais para te diminuíres, és grande e tens o mundo a teus pés, que é teu pequenino ao pé da grandeza dos teus sonhos. 
Vem, voa, sem medos… 
Tu tens a cor da luta, tens a imagem de um sorriso infinito de braço dado com a tua loucura saudável de que chamas de amor, inteiramente com o coração, com a força de uma vida que aí vem e que será sempre tua.

 

Fotografia da autoria de Carla Santos :)

15
Jul17

Ouve-me

Carolina Cruz

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É essa tua simplicidade, esse teu ar genuíno, esse teu sorriso tímido encantador, esse um jeito de sonhar que me conquista.
Chama-me louca, o que quiseres. Ouve. Ouve-me.
Gostava que toda a gente pudesse ser como tu, com esse abraço apertado sem regresso ao feio mundo da inveja, da superioridade, do querer ser ou parecer mais que alguém. 
Nesse abraço de tamanha grandeza tu tens tudo, não precisas de grandes contas no banco, de viagens, de mostrar a onde vais, de passeares a tua vida por aí. 
Não, nesse teu sorriso tu tens todos os sonhos, nesse teu sorriso tu agarras o melhor que podemos ter: as pequenas coisas.
Nesses braços que abraçam o mundo inteiro, eu quero viver. Nesses braços grandes onde a pequenez se torna grandeza e onde eu me torno, para sempre, especial.

 

 

07
Mai17

[O teu olhar] Dias...

Carolina Cruz

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Há dias em que tens de acreditar.
Há dias em que tens de ter fé a dobrar, confiança a dobrar, sorrisos a dobrar, lágrimas se for preciso chorar.
Há dias em que tudo desaba, sim.
Há dias em que parece mesmo que nada mais existe contigo, senão a dor.
E é nesses dias que tu precisas de ti mesma. De te sentares, de confiares em ti, de te confidenciares.
Ninguém disse que era fácil pois não?
Ninguém disse que a vida o era, certo?
Então senta-te aí e escuta a tua voz, ainda que pareça vir do outro lado do oceano, onde as lágrimas são um mar perpétuo, um sofrimento sem fim.
Tu tens algo para dizer a ti própria, que és forte, guerreira, sonhadora, e que concretizas todos os teus sonhos.
Se alguém disser que não, mando-a à merda.

  

 

 

 Fotografia da autoria da simpática Simple Girl 
30
Abr17

Acreditas? Eu também

Carolina Cruz

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Sabes... é impossível não te querer para sempre.
A verdade é que mil sonhos do (meu) futuro te pertencem.
Um lar, uma certeza, uma vida a dois. Um aconchego, uma calma e um coração completo.
Uma casa inundada de amor, de desejos partilhados, tarefas distribuidas, rotinas quebradas.
E mais tarde, com estabilidade, passaremos a ser três.
Três pedaços de amor, um sorriso infinito e um amor maior.
Porém, o tempo presente é o agora e é nesse agora que devemos lutar para que esse "para sempre" exista.
Esse agora, que é o hoje, será a história que contaremos (com amor) amanhã.
Acreditas? Eu também.

 

 

18
Abr17

18 # Existirá destino sem os sonhos?

Carolina Cruz

“Pois merecemos. E termos um final feliz é aceitar que não temos mais nada a ver um com outro a não ser nas memórias. Iludi-me sim, sonhei muito alto, perdi-me no teu corpo, soube-me bem, senti prazer. No entanto, tenho maior prazer ainda em dizer que me desiludiste, o tempo muda as pessoas. Já não és o meu Manel do passado. Perdoo-te sim, ao fechar os olhos e lembrar que o que passou não passou de uma história terminada. Se eu tinha dúvidas hoje não as tenho mais. Tu adoras a sensação de me teres a teus pés, não a minha pessoa propriamente. Não nego nem duvido que me tenhas amado, mas mudaste. E não é a tua pessoa que eu quero na minha vida. Poderei cumprimentar-te, tomar café quando regressar a Portugal, somente isso. Amizade, nada mais. Perdoo-te sim e agradeço-te por teres-me ajudado a virar a página.
Sê feliz, beijinhos”

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Bloqueou o telemóvel e dirigiu-se à cozinha. John que se encontrava a escorrer a massa, recebeu um abraço. Sara abraçou-lhe as costas. Ele virou-se num repente delicioso.
- Vou dar o meu melhor. Virei a página. Agora, serás a única pessoa que eu hei-de querer ler. Vou fazer por merecer o teu amor. Por inteiro. Sei que dói, mas vamos fazer por isso?
John sorriu, olhou-a e só conseguiu beijá-la.
- I love you. – disse ele.
- Me too.
Sara voltou a Londres, aos recitais de Shakespeare, à enfermagem e nos braços de John manteve o seu sonho. Não há destino se não seguirmos os nossos sonhos, não há destino se os sonhos dos outros mudaram e só um fala de paixão, de amor, ou de futuro. Só existe destino, se ambos quiserem. Sonhos morrem e nascem todos os dias. Os verdadeiros, os nossos, permanecerão.

 

(fim.)

17
Abr17

17 # Existirá destino sem os sonhos?

Carolina Cruz

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- No que depender de mim. – disse ele sorrindo. – Eu sei que eu te amo mais, mas sei que há algo no teu olhar que me diz que há uma vontade em ti de me pertenceres também.
» Vamos esquecer o que aconteceu. É passado. Vai ficar na gaveta junto dessa história. Ele foi importante, foi o teu passado. No entanto, eu quero ser o teu presente, o teu futuro. Nada mais importa. Pois não?
Sara não hesitou em beijá-lo.
Não é verdade que todos cometemos erros? Não é verdade que nos confundimos? Que somos e deixamos nos ir e ser por instinto?
O passado devemos fechá-lo, guardá-lo em gavetas, guardar o que é bom de guardar. Com o tempo aprendemos que o passado nos tornou mais fortes e construiu um pouco da nossa história. No entanto, o mais importante é o presente e quem faz parte dele, quem está, quem quer ficar, quem nos merece.
Sara percebeu isso, naquele momento. O telemóvel tocou… Era uma mensagem de Manuel, mais uma vez, com um pedido de desculpas.

“Sei que não fui correto, mas ainda assim queria ter-te na minha vida. Espero que um dia me perdoes, não é assim que quero que fiquemos. Merecemos um final feliz.”

Leu. Abanou a cabeça e riu. John encontrava-se na cozinha e ao vê-lo longe não tardou em responder.
 
 
 (continua...)
 
15
Abr17

15 # Existirá destino sem os sonhos?

Carolina Cruz

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O mundo lá fora tinha batido à porta. Não literalmente, mas na mente de cada um deles. Em especial na de Sara, que se questionava se tudo aquilo tinha valido a pena.
É certo que um bom pedaço de incertezas se concluiu e que, milhares de sentimentos fluíram. Será que tinham desaparecido de vez? Será que apesar de tudo, do bom que fora, não passaria de um erro?
Sara, levantou-se, colocou o soutien e questionou Manuel.
- E agora?
- Agora o quê?
Aquela pergunta tirou-a do sério.
Coisas sérias era o que parecia que Manuel não queria. Se outrora tivera esse sonho, hoje não queria mudar planos por ela. E pensando bem, será que Sara largaria tudo em Londres por ele?
- O que fazemos? O que temos?- questionou.
- Agora seguimos as nossas vidas. Não podemos mudá-las pois não?
- Tu ainda me amas? – perguntou ela de novo.
- Amar é uma palavra demasiado complexa. Eu sinto-te como parte de mim, da minha história, mas amar é tanta coisa, tudo tão junto, tão equilibrado, tão certo e eu não tenho certezas de nada. Apenas que o que aconteceu connosco foi bom, repetia, faria tudo de novo. Se te amei? Claro. Se te amo? Eu não tenho a certeza. Adoro-te, sim. Mas o meu futuro não dependerá do que faremos juntos, pois as nossas vidas são totalmente díspares, estão totalmente separadas.
Mesmo não querendo as lágrimas começaram a correr-lhe pelo rosto. Na verdade, ela também não sabia se tudo aquilo que sentia era amor. Tinha ela confundido uma paixão louca com um sonho do passado? O que é que eles tinham afinal? O que tinham não sabia, mas o que os ligava era tão forte. Apesar de tudo, ele tinha um pouco de razão, as suas vidas e o futuro um do outro não estariam intimamente ligados, se eles não quisessem, mas Londres e Lisboa ficava à distância que decidissem. Não existe distância tão longínqua quando queremos alguém do nosso lado.
Se ele não queria, porque haveria ela de pensar o contrário?
Vestiu-se. O seu corpo já tremia, não sabia se de vergonha, se de frio, se seria porque todo o seu corpo chorava.
- Desculpa. – disse-lhe ele.

 

(continua...)

10
Abr17

10 # Existirá destino sem os sonhos?

Carolina Cruz

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Sara não sabia se era Manuel ou não, os anos tinham passado, mas não tinha passado assim tanto tempo no seu rosto, as feições estavam iguais. A forma como ele olhou para ela respondendo ao seu olhar surpreso pôde ter a certeza que era Manuel.
John sentiu a rapariga dos seus olhos distanciar-se por momentos.
- A tua paixão platónica passada. – Disse Joel.
- Sim, tu nunca nos enganaste Sara, eramoscrianças mas não burros. – Disse Filipe.
- Who?
- O rapaz que está ali ao balcão. Não lhes ligues. Era apenas o meu professor de teatro.
Não apenas, nem somente, tanta coisa, tantas recordações, tanta emoção ao vê-lo ali, em carne e osso, depois de catorze anos a ser apenas uma lembrança ou sonho.
- Vou cumprimenta-lo. – Disse ela, sem ter bem a certeza se conseguiria.
- Ok. – Disse John dando-lhe um beijo na testa. Estava dividida, mas queria-lhe mostrar que a sua vida seguira em frente, que aquele sonho inacabado não era uma dependência. No entanto, de certa maneira, era. Era mesmo.
Um sorriso envergonhado disse olá a um rosto emocionado.
- Sara? – Os seus olhos pareciam brilhar.
A Sara estava ali depois de tantos desertos, de tantas estradas, de tantos muros, houve uma ponte que a trouxera até ali. Como os anos tinham passado por ela, embora continuasse a ser a rapariga sonhadora e lutadora que aspirava ser, Sara estava uma mulher madura, sedutora, que quebrava de novo o seu coração.
- Posso dar-te um abraço? – Perguntara Manel. Mantinha o seu jeito de intervenção teatral, sempre sincera e genuína.
Sem questionar Sara deu-lhe um abraço apertado! Os seus corpos comunicaram nesse encontro.
- Lembraste dos meus irmãos? – Perguntou desviando o assunto.
- Claro que sim. – Disse Manuel a virar-se para trás e a acenar-lhes. – Vi-os no outro dia, estão uns homens feitos.
Que conversa de chacha quando o que há para dizer é tanto, pensavam ambos, sem saber o que pensava cada um.
- Deixa-me convidar-te para te sentares connosco. – Disse Sara.
- Não posso estou acompanhado. – Disse ele, embicando o rosto em direção a uma rapariga loira, alta e magra, de sorriso bonito.
- Tudo bem. – Disse Sara, um pouco desiludida.
Mas porquê desiludida se também ela estava acompanhada?
- Mas posso convidar-te para tomarmos o pequeno-almoço na segunda de manhã. Que dizes?
- Claro que sim.
Claro que sim, o tempo tinha passado, o amor também, a paixão igualmente. Porque é que não haveriam de ser amigos?

 

(Continua...)

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