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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

Já não és quem foste.

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Digo-te e não minto, apaixonei-me por ti, na hora em que te conheci, vieste com um olhar terno e um jeito acolhedor. Tínhamos onze anos e marcaste-me para sempre. 
Foste tu que roubaste o meu primeiro beijo aos treze e levaste o meu coração aos quinze quando partiste. 
Hoje aos vinte voltaste e eu ainda estou apaixonada pela pessoa que foste. Acredita que me arrependo por te amar, porque tornaste-te num erro na minha vida, mudaste tanto... O teu sorriso virou mania e o teu jeito é de um Casa Nova disfarçado de Don Juan. 
Ainda gravo o teu beijo no meu corpo, mas a mim não me enganas mais. Passas por mim não me conheces, quando outrora disseste ser eu a tua melhor amiga. Fui para ti apenas mais uma do teu historial aborrecido, sou passado e não te marquei, são um pão sem sal e não uma experiência para te gabares. 
Ainda assim eu amei-te. Ainda assim eu ainda amo o teu sorriso! 
Como é que o amor pode ser tão impuro? Tão infeliz... 
Já não és quem foste, nunca mais serás, ficam as memórias e os caminhos apagados do que nunca nos tornámos.

 

 

Vens amar-me também?

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Hey, estou aqui!
Eu sei, eu sei que sabes onde me encontrar.
Sim, escusas de vir se não for para ficar.
Entende que mudei.
Que não quero apenas que sejas só mais um.
Quero que sejas o meu amor eterno.
Eu quero acreditar.
Eu acredito.
Preciso que também o faças.
Preciso que me entendas, que entendas que o meu passado não é perfeito, por isso também não o sou.
Preciso que me leias.
Lê-me nas entrelinhas ou então nada em nós valerá a pena.
Eu quero que tudo resulte.
Quero que sejas quem eu vou amar para sempre.
Mas preciso de ti, que colabores, que estejas, que venhas, que me dês todo o teu amor.
Será que podemos tentar?
Hey, estou aqui!
Amo-te.
Vens amar-me também?

Alma fresca

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Que calor!
Que bom!... que posso beber dessa tua alma fresca… 
Que bom!... que posso deitar-me e saudar-te de sorrisos nos lábios! 
Que bom dizer que o dia terminou, que chegou ao fim, que findou, contigo ao meu lado!
Por mais desilusões que haja, por mais maus momentos que existam, que bom!... saber que te tenho comigo, que depois de tudo ainda moro nos teus braços e a tua alma fresca me sorri.
Venha o sol, o mar, a tempestade e a chuva! Venham as marés, os maus agoiros e o calor abrupto. Venham as desilusões, as perdas e os desamores… Eu estou contigo, tu estás comigo e isso é indiscutível, infindável ao contrário dos dias, perfeito. E só isso, apenas isso, me basta.

 

 

Ouve-me

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É essa tua simplicidade, esse teu ar genuíno, esse teu sorriso tímido encantador, esse um jeito de sonhar que me conquista.
Chama-me louca, o que quiseres. Ouve. Ouve-me.
Gostava que toda a gente pudesse ser como tu, com esse abraço apertado sem regresso ao feio mundo da inveja, da superioridade, do querer ser ou parecer mais que alguém. 
Nesse abraço de tamanha grandeza tu tens tudo, não precisas de grandes contas no banco, de viagens, de mostrar a onde vais, de passeares a tua vida por aí. 
Não, nesse teu sorriso tu tens todos os sonhos, nesse teu sorriso tu agarras o melhor que podemos ter: as pequenas coisas.
Nesses braços que abraçam o mundo inteiro, eu quero viver. Nesses braços grandes onde a pequenez se torna grandeza e onde eu me torno, para sempre, especial.

 

 

Tu bastas-me.

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Pipocas (um balde cheio), uma série e milhares de sorrisos. Basta-me.
Tu bastas-me.
O teu carinho, o teu conforto, o teu sorriso e o teu amor.
Esse amor que não cessa, esse amor que se constrói a cada dia.
Por isso, no calor da noite, eu só quero que me aconchegues.
Contigo, posso até virar rotina, desde que os nossos beijos sejam sempre iguais, cheios de pedaços gigantes de cumplicidade.
Contigo, tu e eu, para sempre. Até sermos velhinhos.
Tu e a bola, eu e um livro. Mas no fim da noite, ai o fim da noite!
Pipocas (um balde cheio), uma série e milhares de sorrisos!
O que vier depois disso será segredo, será nosso, será amor. Amor para viver, não para mostrar ao mundo. Eu e tu, para sempre. Até sermos velhinhos. Até não conseguirmos amar mais, porque os braços cessam e porque o corpo pesa.
Virá a morte, mas não o esquecimento. Virá a morte, mas não o término. Porque este “para sempre”, vai muito além da eternidade.
Eu e tu, para sempre. Basta-me.

 

 

 

Acreditas? Eu também

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Sabes... é impossível não te querer para sempre.
A verdade é que mil sonhos do (meu) futuro te pertencem.
Um lar, uma certeza, uma vida a dois. Um aconchego, uma calma e um coração completo.
Uma casa inundada de amor, de desejos partilhados, tarefas distribuidas, rotinas quebradas.
E mais tarde, com estabilidade, passaremos a ser três.
Três pedaços de amor, um sorriso infinito e um amor maior.
Porém, o tempo presente é o agora e é nesse agora que devemos lutar para que esse "para sempre" exista.
Esse agora, que é o hoje, será a história que contaremos (com amor) amanhã.
Acreditas? Eu também.

 

 

Se é amor...

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Se é amor então não são precisas palavras. Se é amor, do verdadeiro, é o coração que fala com a alma através de um olhar, de um olhar ao qual ninguém se insurge, que ninguém ousa contestar ou negar. Se é amor, a aura que paira num olhar cúmplice é intensa, poderosa e o sorriso surge. Surge mesmo quando se quer chorar, surge mesmo quando o mundo nos quer roubar o que temos de melhor, quando o destino quer que a distância separe esse amor, mas se é amor, de verdade, ultrapassa e cura tudo.
Ainda que, por momentos, não se consiga ultrapassar, ele viverá para sempre na memória de quem ama para sempre e viverá com esse desejo para toda a vida, de um reencontro, de uma ajuda do destino, porque um amor verdadeiro nunca se esquece, não se pode fugir dele, ainda que se queira. Porque no cruzamento da vida, em que os olhos se reencontram, o sorriso, que embora magoado com o tempo, diz que o tempo não interessa mais, fazendo jus à felicidade e se entrega num beijo profundo. Porque se é verdadeiro, não tem fim, data de término ou falecimento. Amor de verdade é para toda a vida. É meu, teu, de mais ninguém.
 
 

 

 
 

 

12 # Existirá destino sem os sonhos?

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Sim, ligou-lhe. Talvez errasse, talvez cometesse o maior erro da vida dela, mas tinha de tirar todas as dúvidas do que sentia e colocar um ponto final se necessário.
Segunda de manhã, levantou-se decidida. Como John estava a dormir no quarto de Filipe, saiu sem dar satisfações, pronta para pôr fim àquela que era uma complicação na sua vida – uma paixão sem término. Pensamentos infindáveis que tinham de terminar, a bem ou a mal.
Às 9h na pastelaria, era o combinado, mas ele não estava. Passou uma hora, duas. Sara passou-se, adiantou-se, precipitou-se e tanto! Bateu-lhe à porta do escritório, quando não foi o seu espanto, ele estava lá dentro.
- Sara. – disse ele com um sorriso.
- Esqueceste-te que te liguei? Do que combinámos?
- Não. Sabia que me irias encontrar aqui.
Ele lembrava-se de tudo, apenas queria reconhecer que Sara não tinha mudado nada, sempre falara do seu mau humor matinal (mas naquele dia tinha razões para isso) e da sua repugnância com atrasos. Queria poder atiçar-lhe a velha e jovem Sara dos seus catorze anos, prudente mas rabugenta, tão dona do seu nariz.
- Fizeste de propósito? Não acredito.
- Claro. – disse ele, voltando a fazer aquele sorriso irritante mas tão apaixonante como outrora. – Entra. – disse, fechando-lhe a porta atrás de si.
Sara não estava a gostar da sua atitude, Manuel parecia estar mudado e convencido. No entanto, estava mais sedutor do que nunca e ela parecia render-se por completo, como se do passado se tratasse.
- Não é numa pastelaria que se resolve o que há tanto tempo andamos para resolver.
- Tens razão.
E ao dizer isto, Sara senta-se na cadeira à frente da sua secretária e olhando para trás vê Manuel a trancar a porta do gabinete.

 

(Continua...)

2 # Existirá destino sem os sonhos?

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Aquele sorriso derretia-a e, por ele, o seu coração palpitava. Mas o sorriso de quem? A quem pertencia esse sorriso?
Sara pertencia a um clube de teatro.
Às quartas e sextas após as aulas, Sara deslocava-se à companhia de teatro que ficava mesmo ao lado da sua escola.
Sara adorava aquele momento, até porque, na verdade, acabava por ser dos seus poucos momentos de lazer e, sobretudo, de luta pelo seu sonho, esse que sonhava concretizar um dia - ser atriz!
Naquele grupo todos tinham esse gosto, embora o teatro não fosse para todos um sonho, como era para Sara ou para Manuel. Um dos professores que encenava as peças apresentadas e, por quem, o coração de Sara palpitava. Ela sabia que era um amor impossível como os que aconteciam nos filmes, ou nas novelas mais dramáticas.
Manuel tinha 22 anos e Sara apenas 14 anos, era menor, decerto para ele uma miúda.
Quem sabe ele já não tivesse alguém, pensava ela.
No entanto, havia tanto em comum, tanto que os ligava e não era apenas o seu sonho comum.
Às sextas-feiras, quando a mãe saía mais cedo do trabalho e podia ficar com os irmãos, Manuel costumava convidar Sara para um café no bar da praia. Mesmo no inverno, o cheiro a mar consolava as intempéries na vida dela, e ele sabia disso. Gostava de lhe fazer bem, de ajudá-la, de ser seu amigo.
No entanto, aquele olhar, aquele sorriso, diziam muito mais que compaixão, talvez no pensamento dele o prefixo "com" não fosse necessário.
Mas e... se fosse realmente paixão?
 

 

 (Continua...)

 
 
 
 

 

Eu nunca perdoaria?

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«Estou aqui, abre a porta.»
O meu coração batia com força. Ele estava ali à minha frente. Sem rosas ou chocolates, apenas com desculpas, com vontades, com mil perdões. Os seus olhos azuis imploravam perdão e o seu sorriso era encantador. Como podia um rapaz ter tanto de mim na sua alma?
Ele dizia ter sido um idiota, que não havia mulher que mais amasse, por mais que desse a volto ao mundo não haveria rapariga mais bonita, mais especial, que eu era perfeita para ele. As paixões que tivera não se igualaram à minha presença, à marca que deixara no seu coração, porque eu não era banal como as outras, não me deixava ir tão facilmente, era forte e não mais uma. Eu era a tal.
Pedia desculpa por só agora ter visto tudo isso, que não merecia uma segunda oportunidade, que era uma besta. As suas lágrimas corriam pelo rosto, ainda que não quisesse chorar. O seu sorriso envergonhado fez-me abraçá-lo.
É estúpido quando não estando na situação dizemos “eu nunca perdoaria”, talvez tenha dito também, mas há perdões feitos que valem a pena toda a vida, apercebi-me disso naquele dia. Tudo o que ele tinha dito, tudo o que tinha feito, naquela hora não me importava, as suas lágrimas diziam tudo, falavam sobre si, sobre nós, sobre o amor intenso que sempre houvera entre nós.
Aquele abraço durou o tempo suficiente para ambos chorarmos, para curar e colar todos os pedacinhos partidos, chorar e sorrir, beijar muito, abraçarmo-nos de novo e entrelaçámos as mãos para toda a vida.
Por vezes precisamos de abrir os olhos e ver que, num instante, podemos perder o amor da nossa vida, ele percebeu que eu era o dele, pois não houve mais ninguém na sua vida até então.
 
 

 

 

 
 

 

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