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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

(Carta de Leonardo)

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Querida.
Escrevo-te esta carta para te pedir desculpa.
Levei 20 anos para escrever-ta.
Sei que é tarde demais.
Sei que podes estar casada, com filhos.
Seja como for, isso não é impedimento de te dizer como me sinto, como ainda me sinto atraído e apaixonado por ti como naquele nosso velho e passado Verão.
Amei muitas mulheres por esta vida fora, mas nenhuma delas teve o mesmo fulgor em mim como tu. 
Eras a minha melhor amiga e eu só soube isso depois de vivenciar com todas elas o amor que dizia sentir. Nenhuma delas era da tua essência. Como pude mentir-me tanto? Durante tanto tempo?
Nada aconteceu para que nos separássemos, apenas o tempo, esse peregrino que nos persegue em cada montanha que escalamos.
Por isso te pergunto... se não existe algo para perdoar ou desculpar um ao outro? Será que podemos dar a volta por cima? Será que ainda me amas? Te sentes como eu me sinto?
Quero ter-te nos meus braços novamente.
Voltar a sonhar.
Beijar-te, ver-te amadurecer (o que nunca pude presenciar), envelhecer, aquecer-te os pés, olhar-te nos olhos, sorrir, abraçar-te.
Diz-me se é possível.
Só quero uma resposta.
Um sim, para te receber. 
Um não, para te esquecer.

Leonardo
 
 
(Será que obterá resposta? Amanhã saberão)
 

Alma fresca

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Que calor!
Que bom!... que posso beber dessa tua alma fresca… 
Que bom!... que posso deitar-me e saudar-te de sorrisos nos lábios! 
Que bom dizer que o dia terminou, que chegou ao fim, que findou, contigo ao meu lado!
Por mais desilusões que haja, por mais maus momentos que existam, que bom!... saber que te tenho comigo, que depois de tudo ainda moro nos teus braços e a tua alma fresca me sorri.
Venha o sol, o mar, a tempestade e a chuva! Venham as marés, os maus agoiros e o calor abrupto. Venham as desilusões, as perdas e os desamores… Eu estou contigo, tu estás comigo e isso é indiscutível, infindável ao contrário dos dias, perfeito. E só isso, apenas isso, me basta.

 

 

* Filmes com história: Summer of 8

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“The summer of 8” é um filme jovem, que fala sobre sonhos, receios, recomeços, atração, paixão, amor e amizade.
Os “8” do título representa os oito elementos de um grupo de amigos que está prestes a entrar para a faculdade e aquele é o seu último verão juntos, o último dia, a última noite, antes das suas vidas mudarem para sempre. Tudo pode acontecer, mas o que acontecerá realmente?
Aquele grupo representa muitos outros que existem na vida real, com amores escondidos, com erros e momentos que jamais poderão esquecer. Será infinita esta amizade que os une? Conseguirão eles partir sem voltar? Só poderão saber se virem o filme e descobrirem os segredos mais bem guardados que só com os seus grandes amigos irão partilhar.
Vejam! É leve, jovem e um bom filme para descontrair.

 

 

Um novo começo (parte II)

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No primeiro dia, as três amigas deixaram as malas na pousada e foram aproveitar o belo dia que estava para apanhar sol na tão bonita praia da Pedra da Ursa.
As amigas, cada uma com a sua maneira de ser, sentaram-se na toalha.
Mariana era mais reservada, mais complexada com o seu corpo, Sofia gostava de se mostrar o quanto bastasse, ma, Catarina gostava de arriscar, gostava de dar nas vistas, então como ninguém a conhecia por aqueles lados decidiu que naquele dia não deixaria marca no decote e fez topless. As amigas sabiam que perante essas suas atitudes e ar descontraído os rapazes só morriam de paixão por ela, como se só ela existisse. Por muito que não gostassem e se sentissem com uma autoestima mais baixa, ela era amiga delas e sabiam que não era com essa intenção que ela o fazia, mas era sim, a sua forma de ser.
No entanto, nesse dia, Sofia não tinha acordado bem-disposta, as coisas que a amiga fazia ou dizia irritavam-na solenemente.
- Vou molhar os pés. Estou a torrar! – Disse Sofia.
- Eu vou contigo. – Disse Mariana percebendo a situação. – Sofia já sabes que ela é assim, tens de te rir em vez de te deixares irritar.
- Eu sei, que ela às vezes faz figurinhas, que dão mais vontade de rir, mas hoje não estou pra isso não consigo. Estou cansada que sejamos a sombra, e que os gajos com monte de esterco no cérebro e peso na cabeça de baixo só consigam olhar para um corpo bonito.
- Nem todos são assim, eu ainda acredito que há de chegar pelo menos dois diferentes para nós as duas.
- Pois, mas ela diverte-se e nós ficamos a olhar para ela…
- Não me importo nada, eu não preciso de um rapaz para me divertir, se é por causa do sexo? Vivo bem sem ele.
- Olha enquanto esse tal gajo que tu dizes que existe não aparece, vou dar um mergulho, vens?
- Estás louca? Está a puxar bué.
- Mas está bandeira amarela.
- Quase a virar para vermelha, vê lá se tens cuidado contigo, Sofia. Não quero ser tia sozinha.
A amiga riu à gargalhada e entrou no mar. Sofia devia ter dado ouvidos à amiga, porque perdeu o pé. Respirou fundo e tentou sair mas não estava a conseguir.
- Socorrooooo! – acabou por gritar.
Junto dela, Mariana entrou em desespero também, sem saber o que fazer.

(continua...)
 

 

 

 

Preciso do Verão!

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Preciso de abandonar, por momentos, as preocupações desmedidas e sentar-me apenas, observando o mar, sentir o ar no rosto e pensar que a vida é simples.
Preciso de sentir o sabor da tua pele salgada, sentir a beleza dos nossos corpos morenos e prometer às estrelas que será sempre assim, que seremos sempre jovens enquanto a nossa realidade nos permitir. 
Quero acordar e sentir que há mais para além daquilo que me levanta todos os dias, quero acordar e ver o sol olhar-me nos olhos para me deixar feliz, preciso que ele desperte em mim um ser mais leve e que me prenda à força da vida.
Sim, eu preciso das noites quentes que me fazem escrever todas as horas, preciso das noites simples para brindar à amizade e ao amor, dos dias longos que nos aquecem a alma, que me aquece o coração.

Sim, eu preciso do Verão!

Recordo esse verão.

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Há dias em que sinto saudades daquelas tardes de verão, do calor do teu corpo sobre o meu, na areia fria, abafada pelas ondas que iam mergulhando em nós.
Recordo esse verão, o meu primeiro beijo, não o teu, mas aquele beijo especial para ambos.
As noites eram longos, os dias intermináveis, erámos só tu e eu, abandonados na certeza de pertencermos ao mundo, por inteiro.
Naquele amor pleno estavam horas de sabedoria e paixão infinita que não esmoreceu em mim, mas para ti foi só mais um amor de verão na hora de partires. Deves colecionar milhares de paixões assim e lágrimas de remorsos por te amarmos tanto, nós mulheres, raparigas a quem prometes amar demais, mas tudo o que sabes fazer é despedaçar amor, corações.
Eu queria voltar àquele verão, sinceramente, queria, sentir-te de novo, mudar-te, não te deixar partir, não deixar que existisse nenhuma outra mulher na tua vida.
Será que conseguiria? Será que ficarias? Resta-me sonhar apenas.

* Simplicidades da vida: Verão

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Não quero dizer que espero todo o ano pelo verão, porque não o faço, gosto de cada estação do ano à sua maneira.
Mas... O Verão!
O Verão cheira a vida, a liberdade.
Os dias mais longos trazem sonhos e vontades. As noites quentes transformam-se em magia.
Os velhos amigos juntam-se, chegam os festivais, os concertos, as esplanadas.
A cor mais escura, os cabelos mais claros, as roupas mais curtas, os bikinis e os banhos no mar, na piscina. O sol, o calor, a praia e o sabor a sal.
Vêm as famílias de longe, o convívio e a alegria das festas, dos bailes e dos brindes.
O Verão cheira a liberdade, o Verão cheira a vida... e é tão bom vivê-la todo o ano.
Mas... O verão... é o Verão!

Num silêncio de um beijo

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Só eu sei o que sinto ao namorar os teus olhos. Saberás também, de certo, porque o meu olhar se reflete no teu e se completa.
Vemos muito além do mar de outrora, vemos para além da tempestade e abraçamos a mudança, toda ela cheia de algo bom, a esperança.
Eu sei que sabes que desde que os nossos olhares se uniram, jamais se poderão afastar, eles apaixonaram-se um pelo outro, de um jeito que ninguém pode negar, o seu amor é verdadeiro, é para sempre.
E o melhor? O melhor é que dizem tudo sem proferir qualquer palavra e falam muito mais que nós, num silêncio de um beijo.

 

 

Fecho os olhos e sinto..

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Fecho os olhos e sinto uma leve brisa a soar-me ao ouvido. Arrepio-me. Fecho os olhos e sinto, sinto o teu respirar tão perto, passas suavemente a mão pelos meus longos cabelos que doiram ao sol e dançam ao vento.
Agora respiro eu com mais calma, acende-se a adrenalina em mim, quero ir em busca do desconhecido. Vem, dá-me a mão, protege-me do medo. Sente que nada é em vão e tudo vale a pena. Dá-me um beijo, sente-me, dá-me a liberdade de ser feliz contigo.
Leva-me a correr pela espuma salgada do mar, refresca-te na ideia de que tudo (em nós) será eterno e então desfruta do que te poderei dar, eu sei, o melhor de mim, e vive neste sonho que é mutuamente nosso e que eu quero que nunca acabe na história do que somos, na memória do que fomos.
Grava o teu nome na areia, limo um coração numa concha e brinco com a água que me lava a alma, não existem problemas, há tranquilidade, há paz, há liberdade, um murmúrio de um sonho, então, tornado realidade.

 

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