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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

17
Nov17

[Cinema] Amor acima de tudo

Carolina Cruz

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Amor acima de tudo”, filme baseado no livro “Tudo, tudo… e nós” está bonito, porém quem leu o livro há-de entender-me quando afirmo que fica um pouco aquém.
Como falámos na resenha do livro, a história desta longa-metragem fala-nos de Maddy, uma rapariga de 18 anos, que é alérgica ao mundo e que vive com bastantes cuidados, sem nunca poder sair de casa, sem conhecer outro lugar senão nos livros que lê.
Tudo muda na sua vida quando se apaixona por Olly, o novo vizinho. A sua perspetiva do outro lado da janela muda e a sua vontade de arriscar ter medo também. O amor pode fazer-nos alcançar o impossível.
O filme tem um bom elenco, jovem, que prende ao ecrã pela simpatia. Porém, tem algumas coisas de que não gostei e que não tivesse lido o livro talvez não notaria.
Há partes confusas no filme que quem não leu o livro talvez não entenda que sejam sonhos, quando ela apenas imagina, e nesses mesmos sonhos a ficção é demasiada, na minha opinião.
Ainda assim, a história consegue cativar o público jovem e para os mais românticos é de facto um romance para sonhar. 
Mas, pronto, preferi o livro!
E vocês? Leram o livro? Viram o filme?
Qual a vossa opinião?

 

 

02
Set17

O que somos após tudo terminar?

Carolina Cruz

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Somos lume aceso pronto a arder. 
Somos prato servido para ser pó e além da nossa alma que fica no coração dos outros, daqueles que nos amam, nada seremos após a nossa morte. 
Vimos ao mundo para ser, para ousar ser livre, no entanto há sempre algo que nos prende: a ansiedade, o medo, o tempo finito. 
Não há ninguém que não tema a morte, não existe, usamo-la como segurança dos nossos erros ou um escape para quando já não conseguimos viver com as consequências deles. 
Somos nada que é um tudo para alguém. Amamos, profundamente, loucamente, fazemos coisas impensáveis em busca de nos tornarmos eternos para alguém. 
Mas será essa eternidade executável? Verdadeira? Exata? 
Será que não nos esquecerão quando nada restará se não as memórias, se não o tempo da nossa ausência?
Quem somos depois de partirmos? Qual é a definição do amor após só nos restar a alma? É a alma que ama ou o corpo por inteiro?
Há dias em que viver não me basta, por isso vou à procura de razões a perguntas que nunca serão respondidas... 
Nunca? Será? Eu não deixo de pensar, enquanto não tiver respostas! 
O que somos após tudo terminar?
 
 

 

07
Jul17

[O teu olhar] Fotografar é...

Carolina Cruz

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“Fotografar” é um verbo tão idêntico ao de “viver”. É não é? Saborear as pequenas coisas, ver o mundo com os nossos olhos, dar ao mundo a perspetiva daquilo com que sonhamos.
Fotografar é exatamente isso, olhar o mundo, ver a beleza nos pequenos prazeres, numa simples flor, numa casa ornamentada tão diferente do que estamos habituados. Fotografar é como viver: explorar, sentir, absorver… E mais! Muito mais…
Fotografar é retirar de nós memórias, de um passado que foi nosso, de uma realidade inquieta que já não nos pertence… Quando fotografamos vemos o mundo com amor, com interior, com delicadeza na alma, uma fotografia é uma identidade, de nós, dos outros, de quem somos, do que nos rodeia.
Viver e fotografar só podem ser verbos infinitamente e intimamente ligados. Assim como o mundo e os nossos olhos, são realidades pura e simplesmente em concordância com o universo.
As memórias e quem somos, o passado e o presente representados numa simples imagem que nos marca para a vida toda.

 

 

 

Fotografia da autoria da Alexandra Duque, uma talentosa blog, que além de tirar fotografias fantásticas, é simpática e muito querida, ainda não conhecem o seu blog Al-duque? É espetacular, visitem! :)

14
Mai17

Tu bastas-me.

Carolina Cruz

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Pipocas (um balde cheio), uma série e milhares de sorrisos. Basta-me.
Tu bastas-me.
O teu carinho, o teu conforto, o teu sorriso e o teu amor.
Esse amor que não cessa, esse amor que se constrói a cada dia.
Por isso, no calor da noite, eu só quero que me aconchegues.
Contigo, posso até virar rotina, desde que os nossos beijos sejam sempre iguais, cheios de pedaços gigantes de cumplicidade.
Contigo, tu e eu, para sempre. Até sermos velhinhos.
Tu e a bola, eu e um livro. Mas no fim da noite, ai o fim da noite!
Pipocas (um balde cheio), uma série e milhares de sorrisos!
O que vier depois disso será segredo, será nosso, será amor. Amor para viver, não para mostrar ao mundo. Eu e tu, para sempre. Até sermos velhinhos. Até não conseguirmos amar mais, porque os braços cessam e porque o corpo pesa.
Virá a morte, mas não o esquecimento. Virá a morte, mas não o término. Porque este “para sempre”, vai muito além da eternidade.
Eu e tu, para sempre. Basta-me.

 

 

 

29
Jan17

[O teu olhar] Nas teias do amor

Carolina Cruz

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(fotografia da autoria de Ana Francisco da página "Mundo em fotografia")

 

Sou um estranho bicho-de-mato que pelas teias do amor, se tornou na sua mais bela fala - uma flor.
Rebentei por entre os raios de sol ferido e levantei-me como quem deseja café. No entanto, a minha maré era o teu jardim, onde me abandonaste. A minha sorte é que me aguentei de pé sem murchar, porque o amor-próprio sobreviveu após todas as colheitas que me fizeram morrer. À parte dos teus jeitos vaidosos de me quereres só para teu proveito eu tornei-me o olhar dos interessados, o olhar dos mais curiosos, que sabem reconhecer a arte, a beleza interior e a simplicidade.
Tu não o quiseste ver, abandonaste todas as ideias simples e só me tentaste comprar com a tua beleza, no entanto tudo o que me soubeste dar foi abandono.
Embora não possa, abandono eu mentalmente o teu jardim e dou graças a Deus por me abençoar e nunca me fazer esquecer quem me planta, me dá vida, e me deixa viver sorrindo.

 

28
Jan17

[Ficção] Tu não me deixas viver

Carolina Cruz

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Não dás valor a nada do que faço, para ti sou e serei sempre aquele fracasso, aquele olhar perdido entristecido na presença do teu sorriso escasso, escondido.
No fundo, não paro de te amar, porque um dia sonho, sonho sempre que voltas ao mundo que eras, ao mundo em que ainda sabias o que era amar!
Não te julgo, nem te quero julgar, muito menos eu que não me canso de te amar. Mas o que sinto é tão puro, tão forte, mas encontro tudo tão escuro, tenho medo de um dia me encontrar com a morte.
Fala-me do que sentes, solta a mágoa que guardas dentro de ti. Eu sei que sentes, mas mentes, mentes sem fim, tentas ser forte, encorajar até a morte mas cada pedaço de ti se torna mais corda em vez de laço, e a mágoa invade o teu espaço.
Mudaste tanto o que há em ti, existe tanta história, tanta mágoa que eu já esqueci para não te fazer sofrer mas a cada passo, tu é que não me deixas viver.

 

 

24
Jan17

[Poesia] Há uma parte de mim.

Carolina Cruz

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Há uma parte de mim que sou eu…
Há uma parte de mim que é tua…
Há uma parte de mim que não sabe que existo
Enquanto não me canso de sofrer.
Há uma parte de mim que não se cansa de viver
E que tanto quer acreditar
Quer saltar e ver mais além.
Há uma parte de mim que não vive sem ti,
Não vive, vive só, não é ninguém.
É essa parte de mim que contradiz o suor
O suor da minha voz.
Há uma parte de mim que se junta ao outro lado,
O lado da emoção,
Essa parte que é nossa,
Há uma parte de mim que se chama coração.

 

24
Dez16

Eu sou forte!

Carolina Cruz

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Reflete comigo, repete comigo: eu não me armo em forte, eu sou forte! Eu não tenho a mania que sou forte, eu sou forte. Eu não acho que os outros são mais fracos que eu, eu apenas tenho a certeza que sou forte.
A vida ensinou-me assim, a ser forte, a dar-me por vencida só em último caso e a derrubar uma lágrima se for preciso.
Eu tenho ciente em mim como é bom viver com a realidade da morte para aprender com a vida, a dar-lhe valor, a usar a palavra.
Viver num constante pesar, sem nada aproveitar, chama-se a isso viver? Não, chama-se andar... caminhar sem destino.
Não digas que não sou forte quando as lágrimas me escorrem pelo rosto, porque é sinal que elas demoraram muito a fazer o seu percurso e estão cansadas! Meu Deus! Cansadas de tantas injustiças, de verem tanta coisa que os olhos realmente transmitem o que me lava a alma e então aí limpam de todo o jeito.
As lágrimas limpam a raiva, o ódio, a ansiedade, limpam, sim, para me dar força!

 

Fotografia do filme "Brooklyn"

14
Set16

Há um tempo para tudo

Carolina Cruz

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O tempo muda-nos, o tempo sabe sempre como nos mudar.
Olho o passado e sinto como fui feliz, a nostalgia pode tomar conta de mim por breves segundos, mas liberto-me de seguida agarrando o presente.
A maturidade da própria idade critica-nos com o sarcasmo do que fomos e não nos deixa voltar atrás, se o permitir é naqueles breves segundos.
No entanto, apesar de sentirmos tudo aquilo que tivemos, só o presente está ao nosso alcance, portanto, deixemos que o passado seja o que completa a nossa história e nos faça crescer, construir e calcular melhor as falhas e os sentidos.
Quero sentir o presente como um verdadeiro presente, agarrar a vida e beber da sabedoria que ela traz consigo, molhar os pés na fonte fria e respirar livremente.
Sentir apenas a felicidade e nada mais que isso, tudo o que a completa virá de seguida, é preciso esperar o futuro.
Há um tempo para tudo, até para viver.

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