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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

12
Abr17

12 # Existirá destino sem os sonhos?

Carolina Cruz

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Sim, ligou-lhe. Talvez errasse, talvez cometesse o maior erro da vida dela, mas tinha de tirar todas as dúvidas do que sentia e colocar um ponto final se necessário.
Segunda de manhã, levantou-se decidida. Como John estava a dormir no quarto de Filipe, saiu sem dar satisfações, pronta para pôr fim àquela que era uma complicação na sua vida – uma paixão sem término. Pensamentos infindáveis que tinham de terminar, a bem ou a mal.
Às 9h na pastelaria, era o combinado, mas ele não estava. Passou uma hora, duas. Sara passou-se, adiantou-se, precipitou-se e tanto! Bateu-lhe à porta do escritório, quando não foi o seu espanto, ele estava lá dentro.
- Sara. – disse ele com um sorriso.
- Esqueceste-te que te liguei? Do que combinámos?
- Não. Sabia que me irias encontrar aqui.
Ele lembrava-se de tudo, apenas queria reconhecer que Sara não tinha mudado nada, sempre falara do seu mau humor matinal (mas naquele dia tinha razões para isso) e da sua repugnância com atrasos. Queria poder atiçar-lhe a velha e jovem Sara dos seus catorze anos, prudente mas rabugenta, tão dona do seu nariz.
- Fizeste de propósito? Não acredito.
- Claro. – disse ele, voltando a fazer aquele sorriso irritante mas tão apaixonante como outrora. – Entra. – disse, fechando-lhe a porta atrás de si.
Sara não estava a gostar da sua atitude, Manuel parecia estar mudado e convencido. No entanto, estava mais sedutor do que nunca e ela parecia render-se por completo, como se do passado se tratasse.
- Não é numa pastelaria que se resolve o que há tanto tempo andamos para resolver.
- Tens razão.
E ao dizer isto, Sara senta-se na cadeira à frente da sua secretária e olhando para trás vê Manuel a trancar a porta do gabinete.

 

(Continua...)

18
Jan17

[Completas-me] com a Simple Girl

Carolina Cruz

A Simple Girl é uma rapariga extraordinária, fala-nos de sentimentos que nos enchem de vida, e como ela tem dito e revê-se no seu nome, o seu blog é uma simplicidade de desabafos, mas tal como ela eu venero a simplicidade das coisas, e tal como ela acredito que é isso que nos faz felizes. O texto que ela partilha connosco hoje expressa um amor que nunca morre: a amizade. Foi um texto que adorei tanto e que completei de forma tão certa, que nem parece escrito a duas mãos. Querem conferir?

 

"A vida nunca é como queremos ou como planeamos, e aquilo que mais queremos só vai acontecer quando menos esperarmos. Mas às vezes também nos acontecem coisas que não esperávamos e que mais valia não terem acontecido. E uma delas foi o sentimento que criei por ti. Não falo da amizade, que é verdadeira entre nós e em que só nós sabemos como lidar um com o outro. Falo sim desse sentimento que nos faz suspirar, ter borboletas na barriga, que nos assola o coração e que se chama “amor”. Não estava nos meus planos nem muito menos esperava que alguém entrasse na minha vida como tu o fizeste: de repente e apanhando-me completamente desprevenida.
Há coisas que não conseguimos entender e há coisas que não conseguimos explicar. E uma dessas coisas é o amor que sinto por ti, que apareceu do nada, sem eu querer e sem estar minimamente preparada. Ninguém sabe o quanto sofri sozinha ao esconder este sentimento de toda a gente. E porquê? Porque não consigo entender porque é que me apaixonei por ti sabendo de antemão que nunca passaríamos de amizade, porque não consigo explicar o quanto gosto de ti sabendo que não posso gostar desta forma, não além de amigo. Não consigo explicar a ninguém (e não tinha que o fazer) nem entender o como e o porquê de termos a intimidade e a cumplicidade que temos. Nem a mim própria consigo explicar como é que tudo isto aconteceu, como me deixei apaixonar por ti sabendo que isso não podia acontecer.
Mas é sabido que “mudam-se os tempos, mudam-se as vontades” e graças a esse amigo de todas as horas, o tempo, consegui começar a desapegar-me de ti. Não de uma forma total, mas aos poucos, com calma e gradualmente. Tu que entravas sempre pelo meu pensamento quando não devias agora já não entras tantas vezes. Tu que fazias o meu coração acelerar cada vez que te via, que me aproximava de ti, ou quando simplesmente recebia uma mensagem tua, agora já não o fazes tantas vezes como antes. Talvez tudo isto se deva mesmo ao tempo que cura tudo, ou à distância que nos separa fisicamente pois diz o ditado que "o que os olhos não veem, o coração não sente".
Quando me disseste que não sentias o mesmo que eu, podia ter ficado profundamente afectada. Mas não. Claro que fiquei triste por uns momentos, mas depois recuperei porque independentemente disso tens cumprido a promessa que me fizeste e nada mudou na nossa amizade. Segui em frente e apesar de tudo estou-te muito agradecida por..."

 

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Acreditares que posso seguir em frente, contigo a meu lado. Que embora não seja tua namorada, possa continuar ser a tua melhor amiga.
Eu sei e sei bem, que o tempo curou tudo, mas não sei se é apenas acomodação ao saber o que sentes por mim, porque, na verdade, eu questionei-me muitas vezes se a indiferença do meu pensamento em ti esmorecerá quando tu encontrares alguém e se o fizeres antes de mim.
Há uma parte de mim que dirá que ficarei feliz por ti, que vou querer conhecê-la, que quero que ela te faça muito feliz, porque bem mereces. No entanto, a outra parte, essa parte que o meu coração omite, talvez terá ciúmes, talvez quererá estar no lugar dessa rapariga, talvez chore, talvez sorria para esconder essa mesma tristeza.
Até lá não quero pensar, nem em ti, nem em ninguém, quero esperar que o tempo, esse mesmo que me tem curado, me faça encontrar alguém que possa retribuir esse amor que sentira (que talvez ainda sinta), aquele que nos faz levantar de manhã e agradecer não existir mais ninguém. Talvez quem sabe o destino não nos troque as voltas e nos diga que fomos feitos um para o outro, e se assim for estará escrito, se não for não tinha de acontecer. Disso não tenho certezas, porque só há uma certeza que tenho na vida, ter-te é a minha condição de liberdade e em ter-te, ainda que nesta cumplicidade de apenas amigos, eu sou feliz. Tenho a certeza que essa felicidade nunca terminará, que a nossa amizade será para sempre, venha o que vier.

18
Out16

Em busca do que sonhei ser um dia

Carolina Cruz

 

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Vejo a noite crescer lá fora, aprisiono-me de pensamentos vãos e deixo-me consumir pela incerteza. Olho o luar e receio-me a mim mesma.
Tanta coisa há que não volta, tudo termina. Porque é que tudo tem um fim? Porque é que não há apenas uma simples espera para saber o que se sente mais?
Tudo se evapora no escuro, vivemos com muitas sensações que não queremos, com algo que jamais sonhámos. Eu não sou eu.
Que vontade de partir, partir sem destino em busca das respostas certas. Em busca do que sonhei ser um dia.

13
Jul16

# Completas-me 7 - com Daniela Marinho

Carolina Cruz

Vamos a mais um texto a duas mãos, especial, bonito que me fez procurar a criatividade ao máximo, como a Daniela faz em todos os seus textos e fotografias, ainda não conhecem? Então visitem "Um dia depois do ano passado" e leiam a nossa história.

 

"Ser gargalhada quando um só sorriso não basta. Ser coragem quando só a vontade não chega. Ser o ir quando o partir se aproxima. Ser o pedaço quando o inteiro é pouco. Ser o vazio porque o copo transborda. Ser a liberdade que nem o espaço permite. Ser o pouco que o "tampouco" não alcança. A espera que não desespera. O futuro que não se atormenta do passado. A casa que habita no miocárdio e aconchega cada ser que faz ter o tempo a seus pés."

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E eu tenho o mundo a teus pés.
Não posso mais, eu não aguento, não posso viver sem ti. Estou cansada de mentir, para mim, para ti, de omitir para os outros, de te querer, sabendo que quero e que me queres. E eu sei que quero um compromisso, que te quero para mim, assumi-lo com todos os detalhes, porque se nasceu amor não é vergonha, é certeza, acontece.
Sei que não queres essa vida que levas, que essa relação já não é para ti, que ela te magoa sob a sua perpétua indiferença e te transporta para o mais cruel dos submundos nesses ciúmes que te aprisiona.
Isso não é amor, e ela não sabe pertencer-te, acha que essas atitudes te fazem só dela, mas eu sei que te afastam e que esse amor morreu no teu coração, pois é a mim que ele pertence.
Por favor, avança, não fiques nesse impasse, mostra que tenho razão, mostra que queres ser meu. E peço-te, fica. Para sempre.

28
Mai16

Não vivo sem ti.

Carolina Cruz

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Sim, sei, não vivo sem ti. Sempre que estás longe há um pedaço de mim que enfraquece, é um tanto que arrefece e que me quebra. 
Não sei se posso chamar-me egoísta por te querer tanto do meu lado e, quando reflito sobre isso logo me lembro que não, não é egoísmo, é um senso de amor, querer-te tanto, porque se te aperto é num abraço forte. 
Pois meu amor, ao querer-te tanto, eu faço-te feliz e quebro o gelo no teu sorriso que reflete o meu olhar que expressa a felicidade no estado mais puro e nada mais importa. 
Somos feitos de tudo o que à sinceridade pertence e pertencemos um ao outro pela força da vontade, em tudo o que nos faz crer e seguir em frente de mãos dadas, num abraço apertado quando a saudade nos oferece o prazer de a espantarmos.

22
Out15

A tua opinião e a tua vontade contam!

Carolina Cruz

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O post de hoje é a apelar à vossa participação neste blog, quero torná-lo ainda mais ativo quanto ao vosso papel desse lado, que é tão importante!
Gostava de saber o que mais gostariam de ver por estes lados, qual a vossa opinião.

Que temas gostavam de ver abordados na ficção?
Que músicas escolheriam para inspirar em textos?

Quero saber tudo, comenta, deixa a tua marca, decide por tua vontade, o teu pedido será tido em conta!
Já sabem que podem enviar fotos inspiradoras (da vossa autoria ou não) para carolinaacruz.01@gmail.com

 

Conto convosco! 
Uma óptima quinta-feira! :)

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