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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

19
Fev19

Na doçura do teu olhar

Carolina Cruz

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Na doçura do teu olhar encontrei uma casa onde morar. 
Da tua pele fiz a minha respiração.
Do teu coração, a minha alma feliz. 
És o quarto que me chama, a cama que me inquieta e me faz viver, que me dá tanto prazer. 
O meu sonho mais profundo, o meu sono mais acolhedor, a minha certeza.
Nos teus braços fiz o meu barco para navegar profundamente nesta maré que me abala, mas com as tuas velas faço a minha sabedoria e a vida é mais fácil de seguir. 
Adormeço e acordo no mais oculto de ti e conheço cada traço teu de olhos fechados, faço do teu abraço o meu lar, sei todos os cantos à casa e apetece-me saber mais a cada dia que não se esgota, a cada minuto que é eterno quando estás perto.
És o meu sossego, o meu espírito livre e a minha paz, não quero que nada do que é tão nosso se desmorone, ficarei sem abrigo, sem o teu abrigo que me faz tão forte.
Vem e traz o teu sorriso e o teu beijo mais sincero.
Vem e ama-me, que nada mais importa, faremos do nosso amor, o nosso lugar mais feliz.

 

16
Fev19

[O teu olhar] És mar

Carolina Cruz

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És mar. Magia, inferno e poesia.
Controlas o tempo, regas o vento e mesmo sabendo que te odeio, fazes dos teus olhos o meu amor.
Perdem-se os minutos enquanto me envolves no teu leito.
Embates no meu peito e cada onda é um prazer na areia.
Deita-me e deixa-me ficar em ti, nua, tal e qual a natureza me trouxe ao mundo. Transforma-me no melhor de mim e oferece-me aquilo que em ti há de estupendo.
Ama-me, sê enigma, maré cheia, profunda, agarra-me, prende-me. Faz de mim um Verão eterno, uma juventude infinita e um amor com destino.
E assim, com fé me farei ao mar, à procura de um beijo teu que me regue a alma toda a vida.

 

 

Fotografia da autoria de Keina Diniz

15
Fev19

Preso em ti

Carolina Cruz

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Estou preso em ti, preso nos teus braços, nesse teu sorriso inquieto de menina, nessa boca de beija-flor. Como sinto orgulho de poder beijar a bela mulher que todos contemplam. 
O teu desejo por mim é como um ego verdadeiro e intimista, tenho uma constante sede de ti.
É em ti que tenho maior valor. 
Abraça-me e deixa-me doido, faz-me ser criança de novo, irrita-me, esperneia, trinca-me, morde-me,enlouquece-me.
Sou todo teu, estou preso em ti, e daqui não quero sair. 
És areia do meu deserto, és água do meu mar. 
Estarei sempre aqui, sem cessar. Com as minhas mãos nas tuas, de sorriso colado ao teu. Pudesse nunca mais este amor ter fim, pudesse eu nunca mais te largar. 
Por isso me sinto preso, porque mesmo quando vais, estás, mesmo quando vou, fico. É como uma simbiose que nos afeta, uma telepatia que nos envolve e um gesto genuíno que é amar sem fim. 
Fica para sempre, ama-me, cuida de mim.

 

14
Fev19

[Ficção] Sentir-te

Carolina Cruz

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És eterno. Sempre to disse, mas a verdade é que a presença física cuida de quem está e a falta dela corrói quem fica. 
Fazes-me falta e por mais que eu diga que sou forte e que saiba que olhas por mim… Sabes que não é a mesma coisa, preciso de tocar-te, de sentir a tua pele de seda, os teus cabelos ríspidos e rapados, o teu sorriso que sempre preservaste.
Mas sabes do que é que preciso realmente? De um abraço teu, pois só tu conseguias curar-me as pequenas dores do dia-a-dia. Vinhas com os braços abertos e todos os dissabores eram passageiros por mais graves que pudessem ser. 
É isso que me faz falta. Por mais que eu saiba ou queira acreditar que estás bem e a sorrir daí como sorrias comigo, eu sou uma pequena fracassada sem ti, tudo o que tenho lutado e conquistado é por te ter no pensamento. Porém, nenhum trabalho ou sonho importaria se pudesse trocá-lo pela oportunidade de olhar-te pela última vez e dizer-te que te quero, mesmo quando não me vês.
 
 
 
13
Fev19

[Ficção] O que estás a fazer?

Carolina Cruz

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O que estás a fazer?
Não consigo perceber… que lugar é este?
Então mas não íamos de férias todos juntos?
Estás diferente desde que a conheceste…
Choro, mas tu não me ouves.
Falo-te, imploro, mas tu não me entendes.
Expulsas-me do carro, dói-me o corpo e a alma, e ainda dizem que nós não sentimos, não pensamos.
Eu é que não te consigo compreender, sempre fui teu companheiro, leal… Quando vivias na amargura era eu que te ouvia desabafar, que te lambia as lágrimas, as feridas que te permaneciam no peito e te fazia sorrir, pelo menos era o que dizias: «Só tu Like, só tu para me fazeres rir nestas alturas».
Estou velho, é isso?
Só consigo perceber que estou num beco escuro, perdido. Sou mais um cão de rua e tu um homem horrível a quem dei o meu amor e me abandonaste.
O que te fiz eu? 
Hás-de querer-me de volta e chorar como choro eu agora. 
Choro à procura de uma casa, de um coração cheio que me possa dar amor verdadeiro, o qual tu não me soubeste dar.
12
Fev19

Amo-te e vou amar-te sempre.

Carolina Cruz

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Amo-te. 
Amo-te loucamente, como se fosse morrer se não te amasse. 
Amo-te como se precisasse disso para viver e sabes? Acredito que preciso mesmo, como uma sede que me invade. És a minha fonte, o meu oxigénio. 
Já não sei o que seria dos meus dias sem tu lá estares. 
Ouve…
Quem amaria eu? Quem me amaria a mim?
Há pessoas que diriam que é um exagero, que somos gente dependente, que não nos largamos, que até mete nojo. 
Sim, somos inseparáveis, e isso não significa que não tenhamos outra vida além da vida a dois. Somos inseparáveis porque estamos sempre lá um para o outro, porque respeitamos e abraçamos este amor infinito, porque sabemos tudo um do outro e temos desejo de continuar a fazê-lo até dizermos adeus a este mundo. 
E mais… tenho a certeza que virás comigo para qualquer outro universo.
És a minha história. 
O meu melhor amigo, a minha maior certeza. 
A prova disso vive nos pequenos detalhes, nas palavras que não se perdem, nos silêncios que não são constrangedores e na cumplicidade tão bonita, tão inquieta.
Amo-te e não tenho vergonha de dizer que irei precisar de ti para viver. 
Amo-te e não quero saber do que os outros dizem.
Amo-te e vou amar-te sempre.
 
 
 
11
Fev19

[Ficção] À minha sorte

Carolina Cruz

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Chorei durante muitos anos. Chorei até as minhas lágrimas secarem, chorei até mesmo quando não sabia o que era chorar, porém aliviava.
Hoje posso dar voz à tua ausência perpetuada na minha vida, agora tenho maturidade suficiente para dizer-te que mãe que é mãe não abandona, mãe que é mãe não faz o que tu fizeste.
Abandonaste-me naquela esquina, à mercê do tempo e da sorte, tinha dois anos, como podia eu sobreviver? Consigo sentir o coração pequeno e pesado desse dia, achas que eu não sentia? Nem a um animal isso se faz... quanto mais a uma criança!
Fui ali posto à minha sorte, à minha valentia natural, porque nada sabia fazer a não ser ficar ali. É preciso ter muita falta de amor ou muita fé para acreditar que um bebé ali no chão pudesse ter um futuro melhor do que com a própria mãe. 
Não sei se foi algum Deus que cuidou de mim, o certo é que conheci um anjo, uma verdadeira mãe, porque «mãe é quem cuida». Apareceu quando partiste, surgiu na minha vida e fez com que nunca desistisse dos meus sonhos e educou-me tão bem, sou tão feliz, que conhecer-te não é de todo um sonho para mim. 
Podes acreditar que escrevo para me libertar apenas, não guardo rancor, pois não me dizes nada. Simplesmente me puseste no mundo. Na verdade, foi ela quem me deu vida, porque vida é uma sucessão de etapas (onde tu nunca estiveste presente) e não apenas um nascimento.
Podes ter todas as razões do mundo, da mais verdadeiras às mais cruéis, mas a minha paz interior permite-me dizer-te que não quero saber, que esqueço tudo isso. 
Vivo em paz hoje, hoje já não dói, apenas sinto aquela dor no peito do miúdo da rua, nada mais.
Aprendi que sou filho de quem me dá amor.
Talvez um dia os nossos caminhos se cruzem, talvez até já nos tenhamos cruzado na rua.
É exatamente isso, somos meros desconhecidos, cada um na sua vida, abandonados desse amor que nunca existiu, bem longe, um do outro.

10
Fev19

No teu sossego

Carolina Cruz

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Apetece-me cantar-te músicas pirosas, rir à gargalhada e chorar até doer a barriga.
Apetece-me encostar a cabeça no teu ombro, e dançar, dançar, dançar. 
Balançar-me no teu corpo, abraçar-te o tronco, beijar-te a testa, acariciar-te o coração e pedir que nunca te afastas, que sejas sempre o meu condão de luz. 
Não me deixes nunca, que eu serei para ti um amor eterno, irei iluminar todos os céus para te ter, serei o brilhar da lua, por mais fases que, tal como ela, tenhamos.
Deixa-me adormecer no teu colo e agradecer por acordar a teu lado. 
É tão bom olhar-te, na tua candura, no teu sossego percebo que aquilo que sinto é a coisa mais bonita que pode existir no mundo, não há como quantificá-lo, como dizer-to. 
Não sei como explicar… 
Beijar-te é fazer-te entender que quero demorar, aqui, para sempre.

09
Fev19

Nos teus braços...

Carolina Cruz

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Não te apresses, demora-te, é tão bom poder sentir-te, tocar a tua alma de uma forma tão íntima, abraçar-te como se a vida me escorregasse das mãos e o amanhã fosse uma sentença.
Abraços são o conforto de um corpo desajeito, magoado pelas vicissitudes da vida, pela correria, pelo stress...
Nos teus braços não há dor, problemas, o teu abraço é o verdadeiro lema "carpe diem", todos os minutos são contados à espera que te demores em mim, mas é sempre pouco, tão pouco... 
Somos instantes e eternos, abraço-te como quem rega o tempo, as flores e o seu jardim. Quero-te sempre para mim, nesse abraço, ai nesse abraço que não tem fim.


Ilustração: puuung
#simplicidadesdavida

08
Fev19

[Ficção] Espero-te

Carolina Cruz

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Estou aqui, à tua espera como um ser errante. Espero-te, porque dói demasiado amar outro alguém e eu, para ser sincero, também não quero.
Prefiro abraçar as nossas memórias do que sofrer de novo e, embora o que guardo de ti e do que fomos também doa, eu sou masoquista o suficiente para me lembrar apenas do bom que vivemos, o pior eu já nem me lembro.
És poesia, foste o meu jardim, que eu não soube ler nem regar. Lembro os teus olhos enquanto choram os meus, numa saudade e sede de te ter.
Dizem que a esperança é a melhor forma de olhar o amor, não duvido, embora queira desistir, mas o que fazer se te amo?
Não há fórmulas perfeitas para o amor, não há amar menos nem mais, quem o conhece sabe, é indecifrável, mas define-nos tão bem.

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