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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

31
Mai19

[Resenha Literária] "Palavras de uma alma errante" de Vanessa Lourenço

Carolina Cruz

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Um livro simples com pequenos ensinamentos que têm tanto significado.
Quem convive diariamente com um gato sabe que eles nos lêem a alma e que sabem sempre o que dizer mesmo sem palavras humanas! Os seus gestos, a sua presença constante mesmo quando lhes está no sangue a liberdade e independência, diz-nos que os gatos podem ser, sem dúvida alguma, o nosso melhor amigo.
Uma colectânea de textos e fábulas fabulosas que nos deixam a pensar. Porque como diz a letra de "Arrufo" interpretada recentemente por António Zambujo - "Quem compreende um gato, compreende o universo"!
Adorei! 

30
Mai19

[Resenha Literária]  "Os meninos de Varsóvia" de Elisabeth Gifford

Carolina Cruz

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Um livro sobre a segunda guerra mundial, baseado na história verídica de Dr. Korczak, um médico judeu que acompanhou 200 crianças durante a grande guerra. Conta igualmente a história de Sophia e Misha, um casal que não cessou aos tempos mais difíceis, que viu o seu amor apagado e o casamento envolto de poeira, mas que nunca desistiu de procurar o melhor de si mesmos.
Este livro ensina-nos muito, mostra o quão o ser humano pode ser desumano, mas também nos mostra que unidos podemos fazer a diferença por mais pequena que seja no mundo de alguém.
Korczak podia ter sido outra pessoa, que em prol do seu sustento abandonaria todas aquelas crianças, mas não o fez. Lutou até ao fim para lhes dar dignidade e respeito que tanto merecem.
Faltam-me as palavras para descrever este livro, pois o nó na garganta foi grande e as lágrimas correram no fim! Partiu-me várias vezes o coração, mas também o colou com mensagens importantes de amor e amizade. 
É um livro pesado e muito tocante. Tem cenas tão reais, que nos sentimos na pele dos judeus de Varsóvia e faz-nos ao mesmo tempo sorrir com inocência.
Para todos os fãs deste género de livros, aconselho vivamente!

29
Mai19

[Resenha Literária] “Fernão Capelo Gaivota” de Richard Bach

Carolina Cruz

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Há livros que depois de acabar de ler sinto logo vontade de voltar para trás para ler de novo ou então em pequenos momentos parar a leitura para pensar sobre o que acabei de ler. 
Richard Bach encantou-me completamente e o que aconteceu com a minha leitura anterior do autor com o livro “Não há longe nem distância” eu quis voltar a relê-lo pelo facto de ser um clássico que nos deixa a refletir bastante sobre o poder dos sonhos e de sermos nós próprios.
Fernão Capelo Gaivota é, como o seu próprio nome indica, uma gaivota, mas não é qualquer uma, não se resigna apenas àquilo que todas se contentam para viver: voar somente para obter comida. Fernão gosta de voar, gosta de o fazer pelo simples prazer da sua ação. Não quer voar apenas para sobreviver, quer aprender a fazer melhor, a maior velocidade. E será que ele consegue sendo apenas uma gaivota? As gaivotas voam, mas não a altas velocidades. E quem disse que ele era uma gaivota comum? Fernão é diferente e é por sê-lo que é afastado no bando. 
Apesar de todas as adversidades que ele encontrou pelo caminho, nunca deixou de ser quem era nem de acreditar nele próprio, pois o segredo de não desistir é aprender. Para fazer melhor é preciso ser-se ensinado por quem sabe e gostar realmente de aprender. 
Este clássico é uma belíssima fábula que nos ensina a não desistir dos sonhos por mais duros que eles possam ser. Por mais complicado que seja sermos nós próprios não podemos nos cingir ao poder de um grupo ou de quem nos diz que não somos capazes. 
Faz-nos refletir igualmente nas palavras de um ancião que o nosso corpo é feito do nosso pensamento. Se pensarmos negativamente e que não conseguimos, então nunca o iremos conseguir. O pensamento positivo e a confiança mental, ter amor por aquilo que acreditamos é o segredo para seguirmos em frente.
A edição que li tem um capítulo inédito (a quarta parte) que o autor escreveu aquando de todas as outras partes, porém escolheu em 1997 não o publicar e anos mais tarde, nesta edição (de 2013) fazê-lo. 
Na minha opinião (que vale o que vale!) o clássico termina de uma forma maravilhosa que nos faz sonhar e esta quarta parte vem, de certa forma, quebrar o pouco a confiança e força das partes anteriores. A meu ver não acrescenta, tanto que depois de ler essa última parte (acrescentada mais tarde) fui ler o final da terceira e pensei que realmente assim terminaria bem. No entanto, assim escolheu o autor e ela estará disponível para leitura e para que todos possamos ter a nossa opinião sobre a mesma.
À parte disso, este tornou-se um dos meus livros de eleição juntamente com o Principezinho, por isso escusado será dizer que o recomendo a todos!

28
Mai19

Num abraço teu

Carolina Cruz

Que o mundo fique virado do avesso, que o vento contrário sopre, que todos os planetas fujam do seu lugar, que o universo deixe de seguir a sua rota, que tudo morra e se perca, mas eu não vou deixar de te amar.
O tempo muda-nos, as condições, a sociedade e o trabalho moldam-nos, esgotam-nos, desencorajam-nos, mas nós e o nosso ninho permanece igual, mais forte, mais unido.
As discussões são maiores, talvez mais feias, mas acabam sempre com um sorriso e um pedido de desculpas. 
Um abraço aquece tudo o que qualquer palavra feia ou fria tenha gelado. 
Somos a criança que não tem medo de errar e de pedir desculpa por tê-lo feito, seremos sempre esses meninos que se alegram por viver, por estarem juntos, não importa quando, não importa onde.
Serás sempre parte de mim e eu de ti, como se a vida decidisse que tinha de ser assim e nós não negamos, nem podemos, pois este amor é forte, tão forte que arriscaria dizer que toca a eternidade.
Pode tudo mudar de rumo, que eu irei sempre encontrar-me num abraço teu.

 

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27
Mai19

[Ficção] Que o acaso nos junte!

Carolina Cruz

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Que o acaso nos junte! Por tamanha brincadeira, por mera solução. 
Que o acaso nos junte, que o destino nos encontre, porque eu já não tenho forças para lutar.
Desculpa não ser eu a procurar-te. Não duvides que sinto tanto por ti e que quero amar-te todos os dias, mas parte de mim esqueceu-se de viver e de acreditar plenamente no amor.
Tropeço diariamente no medo, penso para mim mesma que és bom demais para quem sou, para o que dou. Sei que assim nunca iremos a bom porto, que afundaremos tão rapidamente como o Titanic... Eu simplesmente tenho o corpo dorido da saudade e o coração quebrado que ainda ninguém colou, só queria que encontrasses essa metade de mim onde está o meu sorriso e o amor que tenho para te dar.
Escrevo porque as palavras fazem a alma doer menos e trazem-me a pequena esperança que mesmo sendo eu tão esquisita me queiras encontrar na minha mais profunda doçura.

 

26
Mai19

Sobre abraços

Carolina Cruz

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É sobre abraços que te quero falar. Daqueles que curam, que interpretam a alma quando as palavras não dizem nada. Aqueles abraços que matam as saudades que o tempo traz, mas a distância não afasta!
Um abraço quente, um abraço de gratidão, de amizade, um abraço que diz tudo aquilo que se lê no coração.
Se amas, abraça. 
Se perdoas, abraça. 
Se a tua alma, por qualquer razão, te dói, abraça! 
Abraça, com o coração. 
Dizem que os abraços são melhores que qualquer medicamento e eu não duvido. Quando o faço a quem amo o meu mundo sorri e o meu dia torna-se logo melhor!

25
Mai19

[Ficção] O amor (que ainda) sinto por ti

Carolina Cruz

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Falas baixinho com a minha alma. Fecho os olhos e és só tu que estás, que permanece no meu pensamento. Na minha imaginação, andamos de mãos dadas, percorrendo o pequeno jardim que o mundo é e onde tanta falta tu lhe fazes.
Ainda consigo ouvir a tua voz, conhecê-la, como se tivesse sido ontem que a ouvi pela última vez e tantos anos se passaram.
Eu sei que te prometi que seguiria em frente, que a morte não é, nem pode ser o fim, mas a tua, foi a minha também.
Desculpa, sei que tudo muda, que tu se transforma, como dizias, mas não sei amar mais ninguém... Nem tão pouco, em momento algum fiz esse esforço porque não me sais do coração, pior da alma, e a alma é o que somos, como posso amar outro alguém assim?
É impossível. Há dias em que olho o céu e só te queria dizer (eu sei que me ouves), que ele é imenso, mas tão pequeno, para o amor (que ainda) sinto por ti.

 
 
 
 
24
Mai19

[Resenha Literária] Deve ser Primavera algures”, de Pedro Rodrigues.

Carolina Cruz

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“Deve ser Primavera algures” é um livro de Pedro Rodrigues, um autor da nova geração, que conhecemos pela sua escrita cativante e recheada de sentimentos.
O Pedro tem um toque intenso nas suas palavras, mas não tira a sua simplicidade ao texto, neste livro não é exceção. 
Este livro conta a história de Joaninha, desde a sua infância até à idade adulta. 
Uma criança inteligente, mas limitada pela família e pobreza em que nasceu, porém nem sempre se resigna, mas na adolescência alguma muda e compromete o seu futuro. 
A seu lado, Joana traz o seu irmão, Manuel, que tem um atraso de desenvolvimento a mãe, Maria, uma mulher abandonada pelo marido entregue ao álcool e à frustração.
Entre outras personagens não menos importantes e que se encontram neste trama, o autor traz-nos milhares de vidas que se ligam pela dor, pelas vivências duras, mas também pela esperança de que por mais invernos que existam na nossa alma, há sempre uma “Primavera algures”.
Um livro intenso, cru, inteiramente real, onde vivemos na pele o sentimento profundo de cada personagem e sua personalidade.
Li e recomendo vivamente!

23
Mai19

[Resenha Literária] “Eu hei-de amar uma puta” de Pedro Rodrigues

Carolina Cruz

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O primeiro livro de Pedro Rodrigues, um dos novos autores com um maior número de seguidores nas redes sociais e de grande talento, foi publicado em 2014 através da Capital Books.
Este é um livro pequenino de leitura simples. 
O Pedro tem uma escrita que nos encanta e nos prende, com o uso de sátira, ironia e com um jogo de palavras e sons tão bem caracterizados e integrados nos capítulos e na história em si.
Esta sua obra é, como o próprio autor declara, um desabafo, um diário de uma solidão que magoa e que fere.
Pedro, personagem com o nome do próprio autor é também ele um escritor, marcado pela dor da perda e por opção ou destino vive sozinho até apaixonar-se perdidamente por Alice, uma rapariga interessante que muda a sua vida. Mas até que ponto?
É um livro que nos mostra que amar nem sempre basta, que o amor não pode ser somente “amor” se for apenas isso, sem partilha, sem confiança, mas que, com pilares fortes, o sonho poderá vencer.
É, como disse anteriormente, um livro de leitura fácil e encantador! O começo de uma carreira que trouxe frutos, um início de um sonho que é feito de palavras.
Gostei muito!

22
Mai19

A ti que me ouves...

Carolina Cruz

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A ti que me ouves, que estás sempre aqui para me compreenderes, sem me julgar, mesmo pensando que não farias igual... E mesmo pensando isso estás lá, de abraço apertado e de sorriso no rosto, de ombro encostado ao meu, mesmo que a distância se imponha entre nós , mesmo que o tempo nos mude.
A ti, que acreditas em mim, que estás lá para me apanhar quando caio, para me segurar e dizer que estou errada.
A ti, a quem o meu sucesso e a minha felicidade são também a tua alegria, sem meias medidas, nem invejas.
Sabes que sinto o mesmo, que te desejo o mundo e o que desejo para mim mesma, de coração.
Obrigada por existires, por dares sentido à minha vida, por me fazeres mais feliz.

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