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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

22
Abr16

Não há finais felizes

Carolina Cruz

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Espalhadas pelo chão, fotografias do seu casamento trazem à memória de Susana todas as memórias felizes que ela não permite que sejam novamente sentidas. Com raiva usa uma faca, corta uma por uma, pela metade. Precisa de vingar o seu marido e toda essa felicidade que jamais se permitirá sentir.
Com o seu ar fingido e sensual dirige-se ao pub mais próximo enamorando o primeiro homem que a atrai, travam conversa plena, até que o convite para algo mais íntimo surge.
Oferece a si mesma o direito ao prazer, mas depois de uma noite longa, o seu parceiro sexual é violentamente por ela incendiado.
Fazia isso consecutivamente todas as sextas-feiras, o crime fazia-a sentir-se em paz, sentia que vingava o marido falecido num incêndio de fogo posto. Susana adquiriu uma psicose pós-traumática e depois de presa nunca mostrou arrependimento, só saudade.
No crime nunca há finais felizes, para ninguém.

21
Abr16

Ao perder-te só ganhei

Carolina Cruz

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Em toda a parte corres em busca de alguém como eu.
Por irremediável culpa te sentes preso.
Entregaste à paixão e quando abres os teus olhos a vontade que tens é de chorar, porque não sou eu que lá estou a teu lado.
Quem já não chora, sou eu.
Desde que desejaste partir para outros braços que em vão te tocaram, aprendi que a ti só te tenho de mostrar o meu sorriso, aquele que em tempos foi uma máscara e hoje é uma certeza de que eu nada perdi e que ao perder-te só ganhei. Tu nem por isso.

20
Abr16

Reencontrei o passado

Carolina Cruz

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Uma festa, vários amigos, uns tantos conhecidos e outros que nunca vira na vida.
Por entre a multidão havia uma cara que não era de todo desconhecida. Um rosto doce e um sorriso falador e simpático que quando me viu sozinha conversara comigo.
Falámos sobre tanta coisa e não falámos de nós, quem eramos, de onde vínhamos e no entanto houve um sabor estranho em toda aquela forma de conversa, eu gostava, adorava como nos velhos tempos, quem seria este sujeito que me traria ao meu futuro tropeçado no meu passado? Eu não o reconhecia, ele não me reconhecia e eis que soltou uma gargalhada e o meu coração estremeceu como se todo ele tocasse e se queimasse na ferida que não tinha sarado.
- Pedro.
- Como sabes o meu nome?
Nada disse, fugi, o tempo tinha passado por nós, estávamos diferentes por completo, mas talvez não em tudo, se não jamais reconheceria o homem que amaçara o meu coração, o homem que tão rapidamente me cativara e me rejeitara, aquele que me dissera que era a mulher mais certa na sua vida e no segundo seguinte nada fui com toda a certeza.
Reparei que ele corria atrás de mim, como um vulto que não queria que me encontrasse de novo, mas ele embora não me tivesse reconhecido, ainda conhecia as minhas entranhas e todos os esconderijos que me abrandavam.
Eu já o tinha esquecido - pensava, porque é que o coração teimava em me acordar e me fazer recordar tudo o que ainda estava guardado em mim? Ele não pode voltar assim e fazer com que me apaixone como se da primeira vez se tratasse, não agora, não já, não enquanto não sararem as feridas, enquanto eu ainda me lembrar de tudo o que fez.
Chorei, caí sobre o muro da varanda e deixei que as lágrimas me tomassem e ainda assim ao ver-me chorar ele não me reconhecera, só no fim de me fazer olhá-lo nos olhos é que reconhecera o brilho dos meus, exatamente iguais no momento em que ele partira.
- Raquel?
Baixei de novo os olhos.
- Como não te reconheci? – Sorriu. Eu não retribui o sorriso, ainda me custava sorrir, ele não me reconhecera, como pude ainda dar uma oportunidade de falar?
- O tempo passou por nós, já não somos os mesmos. Como é que deixámos que acontecesse?
Ele não percebera a minha pergunta.
Sim, como deixámos que tudo recomeçasse. Eu não pretendo amá-lo de novo, não como antes.
- Quanto esperei por este momento. – Disse-me.
- Porquê?
Tinha passado tanto tempo… Se esperava porque não procurava?
- Como não reconheceste o meu coração destroçado?
- Porque o teu sorriso continua lindo e eu apaixonei-me, mesmo sem te reconhecer, no primeiro momento em que entraste pela porta… Como pude…?
Apetecia-me beijá-lo, mas não podia ter essa intenção, sairia magoada como todas as outras vezes em que ele me despertara amor.
- Depois tudo, depois de todas as mulheres em que tropecei, eu sempre me lembrei de ti. Dou graças a Deus por este pequeno presente do agora.
- Não podes dizer isso… outra vez, da mesma forma.
- Eu recordo-me de todo o mal que te fiz e toda a vez que me perguntei ao longo destes anos se tivesse uma máquina do tempo o que faria… eu voltava para me redimir e poder amar-te todos os dias.
Eu chorava, nada mais conseguia fazer se não isso.
- Eu não te fui indiferente, eu estou diferente, deixa-me dar-te a oportunidade de reconsiderares, de poder te abraçar, só te peço isso. – Disse-me.
E abracei-o como se abraça o mundo, a minha alma despedaçada compôs-se e só me apetecia morar de novo naquele abraço.
Será que o amor é mesmo isto, mesmo receando tudo voltamos a quem nos fez felizes mas que não nos amou por inteiro, considerando que tudo merece uma segunda oportunidade simplesmente em busca da felicidade? Receio que sim.

19
Abr16

Mais ninguém

Carolina Cruz

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Sabes o que é o amor? Dizerem-me que não está certo e mesmo assim eu querer voltar, querer seguir em frente a teu lado, o amor é tentar de todas as formas e tentar querer mais até ao fim do fim.
Não há certo ou não certo no amor, a verdade é que se deve amar sem medida, criando memórias que constroem o que somos.
Eu lutei por ti, uma vida inteira, uma certeza absoluta é que te amei por todas essas vezes em que lutei por ti, senão jamais o teria feito e tinha seguido com a minha vida para a frente sem querer saber se eras ou não feliz, se eras ou não meu.
Houve um tempo em que desisti de tudo, não gostava que falassem de nós, mas sei que ninguém tem nada a ver com isso, cada um traz consigo uma razão, uma motivação e eu tinha a minha certeza: amar-te. Eu sei que tu um dia me irias compreender nessa forma de amor desmedida, então aí, ambos decidimos que nada mais importa, senão o que somos, e se assim o é, então será para sempre.
A nossa história só nós a escrevemos, mais ninguém.

18
Abr16

Ela

Carolina Cruz

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Ela passa e todos se rendem, talvez não seja a mulher mais bonita do mundo, nem sequer a mais sexy.
No entanto, a sua personalidade cativa, no seu sorriso parece morar o mundo, para ela não existem palavras, por ela caía a seus pés.
Ela sabe que é brilhante e eu tenho um sentido que adivinha que no seu segredo mais íntimo ela gosta de ser desejada, por isso deixa qualquer alma “embeiçada”.
Não conheço o seu toque mas deve ter magia, gostava de perguntar-lhe a sua graça e acreditar que com apenas num cumprimento seria minha para sempre, mas eu nem consigo olhá-la nos olhos, o que diria se conseguisse?
Talvez engasgado dissesse que todo o amor do mundo contempla a sua passagem, que todos aqueles que a veneram não sabem tão pouco o que é amar, porque o silêncio traz muito mais palavras que uma frase e um gesto pode tudo mudar.
Vou correr para os braços dela, beijar-lhe aquele sorriso e pedir-lhe para comigo ela ficar, dizer-lhe que ela precisa de mim para respirar!
Esquece, meu, acorda – estás a sonhar!

17
Abr16

Mulher de armas

Carolina Cruz

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Ela é uma mulher de armas, fala com o coração. Traz consigo mil segredos que não conta a ninguém. Ela sabe que é forte mesmo quando fraqueja.
Como qualquer mulher sabe como se indiferente mesmo carente ou desejando atenção.
Toda a mulher tem mil mundos dentro de si, mil histórias para ou por contar, em si vive a vida - o bom e o mau que pertence à existência de se ser.
Ela sabe como mexer comigo, sabe ser doce mesmo quando é fria, sentir-se magoada e ainda assim acordar-me com um sorriso.
Ela é uma certeza na minha vida, eu adoro olhá-la nos olhos e acreditar que será sempre assim: vê-la todas as manhas ao meu lado, ser o meu espelho e a minha força todos os dias, adormecendo de coração cheio todas as noites.
Amo olhá-la e ter a certeza que seremos o que sempre sonhámos e amar é compreender que somos a mistura de sensação e de vida, num só corpo e alma.

16
Abr16

1001 razões para viajar até à Lousã

Carolina Cruz

A minha cidade é Coimbra, mas não é em Coimbra que vivo, por isso neste post coletivo de blogues à mesa, apresento-vos porque amo tanto viver na minha vila e porque é que vocês deveriam visitar a Lousã:

 

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As paisagens naturais e os seus mil lugares a visitar prendem-nos a este lugar.
As Piscinas Naturais da Serra da Lousã são um lugar mágico de brincadeira e para refrescar em dias de muito calor é uma boa opção.

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 (Piscinas naturais da Nossa Senhora da Piedade)

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 (Burgo, na Serra da Lousã, pelo olhar de Pedro Correia de Paiva)

 

Também os seus trilhos magníficos pelas aldeias de Xisto, para quem gosta de caminhar, são sem dúvida inspiradores e reconfortam a alma.
As aldeias de Xisto são belíssimas, trazem-nos memórias e recantos de outros tempos, com casas e lugares típicos onde comer, pestiscar e beber um chá.

 

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(Candal pelo olhar de Gonçalo Martins)

 

A vila é um lugar acolhedor, feito de lugares históricos! Os espaços de restauração são atrativos e come-se muito bem (sou suspeita mas é verdade!), podem experimentar desde pratos regionais aos mais comuns, ainda assim e com certeza ficarão com vontade de comer mais e de voltar.

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 (Restaurante "travessa com tapas" mesmo no coração da Lousã)

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 (Restaurante "O burgo" pelo olhar de Pedro Sequeira)

 

Para beber café/ chá ao fim da tarde ou ao serão, não faltam espaços igualmente acolhedores, onde o espírito jovem permanece e a simpatia é o prato da casa. Poderão passear pela zona histórica da vila e aproveitar e espreitar o comércio artesanal.

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(Taberna burguesa mesmo no centro histórico da Lousã.A sua decoração é um mimo, os seus chás são maravilhosos!)

 

 

 

 

 

 

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("Histórico Bar" igualmente no centro histórico da lousã. A sua esplanada é fantástica.)

 

 

 

 

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(Neste lugar mais histórico poderás pernoitar no hotel Meliá e visitar o artesanato local na doce casa "Coisas e Lousas")

 

 

 

 

 

 

Por falar em Comércio Artesanal… para os mais distraídos: É na Lousã que o famoso Licor Beirão nasce (e nasceu) para alegrar tantas famílias, romarias e festas!

 

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Calma ainda não fica por aqui!!
A Lousã tem ainda nos seus arredores bonitas praias fluviais, sendo considerada um destino rural para férias!

 

 

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 (Praia Fluvial da Bogueira, em Casal de Ermio)

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 (Cabril, um paraíso infinito, pelo olhar de Luís Garção Nunes)

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 (Praia fluvial da Senhora da Graça, em Serpins)

 

Muito importante: o turismo desenvolvido na Lousã é um turismo acessível! Todos poderão visitar a Lousã sem receio por falta de acessibilidades.

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É uma vila recheada de cultura, desde o teatro à música…
Tenho a certeza que conhecerão vários nomes da cultura desta vila que “ConVIDA Naturalmente”.


E como hoje é dia da voz, deixo-vos várias vozes e músicos da chamada “Terra de Emoções”

 Jorge Baptista

 

Adriana Fernandes e Paulo Sousa com IMMA 

 JP Vinagre

 

Ficaria mil horas a dar as tais mil e uma razões, mas é impossível!
Espero que tenham gostado e ficado com vontade de visitar, porque estaremos de braços abertos a quem nos procura.

Eu gosto daqui viver.

 

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16
Abr16

Acordei.

Carolina Cruz

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Tanto tempo procurei libertar-me de ti. Tantos anos em que vivi em função do que nunca quis ser. 
Tempos em que abriram feridas no mais profundo do meu coração. 
Não, não quero amar-te mais, não posso, vou quebrar o meu destino, vou apagar todas as cicatrizes que contam a história que eu não quero lembrar.
Quero me perder e me prender por outras margens, quero ter novos sonhos, recuperar tudo aquilo que se perdeu em mim: a autoestima, o otimismo. Quero ser livre da pobreza de espírito, da minha insanidade por amor, quero ser livre de tudo aquilo que eu não sou... pois eu sou muito mais que isto, que todos os passos que dei em vão, que todos os sorrisos em nada verdadeiros e que todas as falsas fés ou esperanças. 
Quero libertar-me deste amor que nunca sentimos, que apenas apoderei para me sentir amada, porque a tua vida amorosa já estava tratada e jamais comigo. Acordei.

15
Abr16

[Ficção] Sabes quanto dói?

Carolina Cruz

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Sabes quanto dói um abraço perdido?
Não podes calcular, nem na mais pequena infinidade de quanto preciso de um abraço teu. Sim, aquele que partiu, aquele afeto que já desconheço e que me invade de tristeza pura que já não me deixa mais ser quem sou. 
Agora sigo as regras da solidão e da saudade e em momentos de ausência tua caio em mim, de desilusão do que julgava existir em nós quando nada houve, nem amor, só de mim, neste forte querer da alma que não cessa. 
Que um dia a minha alma possa abrir e querer vida de outro alguém que me merece e que me viva, por inteiro.

14
Abr16

Abandono(-te)

Carolina Cruz

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O meu coração dói demais por causa do teu, tão pequenino e despedaçado que nada mais sabe do que despoletar amor sem o querer na sua essência. Tu nem tão pouco sabes o quanto habitas em mim, nem quanto isso magoa, porque o teu tocar de desejo não é o meu sentir e eu desejo muito mais que aquilo que tu me queres dar.
Por isso abandono este lugar sem deixar rasto no teu corpo, sem querer mais ter-te por perto, abandono-te mesmo que tu não abandones o teu abrigo no meu coração, mas ainda assim eu quero partir para que de nós só restem memórias do que nunca fomos e do que quase nada em nós existiu... por isso parto, parto desta angustia em que merguhei mas de onde renasci para me sentir livre... Adeus!

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