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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

15
Nov17

[Cinema] Shelter

Carolina Cruz

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“Shelter” um filme de drama que nos fala sobre a essência do amor.
O amor, esse sentimento que não sabemos definir e que, na verdade, não podemos nem devemos controlar.
Quando há amor, não pode haver vergonha. É preciso amar sem medos, ainda que isso seja contra o que a sociedade dita como correto. 
Não há nada de errado quando se ama alguém com todo o nosso coração, não precisamos de recear assumir que amamos, mesmo quando nem nós mesmos acreditamos ser verdade. ´
A homossexualidade não é uma doença, nem um conceito errado, é amor, ponto final.
“Shelter” fala-nos sobre isto, sobre o amor que Zach sente pelo irmão mais velho do seu melhor amigo e a luta entre o que lhe dizem estar certo e o que sente.
O que será mais importante afinal? O que pensa a família ou o seu amor por Shaun?
Um filme intenso, bonito, com muita qualidade.

 

 

 

 

 

14
Nov17

[Ficção] Desapego

Carolina Cruz

 

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Permito, finalmente, ao meu corpo, libertar-me de ti. A mente, a pele, o coração, o olhar, tudo em mim se esqueceu de ti e é tão bom.
Não há nada melhor que sentir esta (tua) ausência sem dor. 
Já não sinto a necessidade de saber como estás, com quem andas, se já me esqueceste, se tens outro alguém.
Olho para ti e não passas de um mero conhecido. 
É tão bom este desapego. Esta porta que se abre. Esta liberdade que sinto em já não sentir rigorosamente nada mais por ti, nem um pingo de raiva.
Sou livre, estou livre para amar, não me mudaste nem um bocado. Não tenho medo do amor, não tenho medo de me entregar. Sei ser, sei estar e sei que, algures e algum dia, alguém estará de coração aberto para me viver e me sentir, por inteiro.

13
Nov17

[Cinema] A street cat named Bob

Carolina Cruz

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“A street cat named Bob” é um filme simplesmente maravilhoso.
Baseado numa história verídica, este filme fala-nos sobre o encontro de James, um ex-toxicodependente com Bob, um gato de rua.
Este filme é baseado no livro “A minha história com Bob”, que retrata a vida de James Bowen - o seu tratamento, a sua relação turbulenta com a família, o amor e a amizade.
Tocante, real e muito terra-a-terra, este filme emociona-nos do início ao fim, pois traz consigo mensagens bastante importantes, que só um coração bom consegue compreender.
Deixa sobretudo uma mensagem para aqueles que não acreditam na leveza, na bondade e no impacto que os animais têm na vida humana.
Se já não restavam dúvidas para mim, esta história faz-me crer que os animais são melhores que muitos humanos e têm sobre nós um poder e uma força profunda e ajudam-nos a procurar o melhor, a sermos melhores, exatamente como um verdadeiro amigo.
Bob ajudou James na pior fase da sua vida e mudou-o para sempre.
Os animais têm esse poder: amar sem fim. 
Uma história que não vou querer perder e o filme é tão bom que fiquei super curiosa para ler o livro.
Vejam e deixem-me a vossa opinião.

 

 

07
Nov17

[Cinema] AMAR

Carolina Cruz

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AMAR
Amar puramente, desenfreadamente, descontroladamente.
Amar ontem, hoje, como se não existisse amanhã.
Amar sem nexo, sem cor, sem jeito, sem controlo. Amar simplesmente. Loucamente, de forma desmedida.
"AMAR" é o nome do filme espanhol de Esteban Crespo. 
Um filme ousado, despreocupado, que nos envolve de suspense e curiosidade. 
Conta a história de Laura e Carlos, que com apenas 17 anos, vivem uma relação intensa, de tal forma que chega a ser doentia, controladora, sufocante, mostrando-lhes que o amor também tem o seu lado mais inseguro, quando respiramos somente paixão e nada mais.
Os ciúmes, as desconfianças e as paranóias, o lado mais negro de se amar. 
O sexo, a loucura e a culpa envolvem-nos nesta trama que não é das melhores, mas que tem qualquer coisa que atrai a atenção do início a fim do filme.
Vejam e tirem as vossas próprias conclusões.

 

 

06
Nov17

Um mundo diferente

Carolina Cruz

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Olho o rosto da pobre menina que não brinca. Inquieta-se sem saber porquê. Dói-me vê-la, sem saber chorar, repugnada ao olhar indiferente por ser diferente. 
Não devia ser assim pois não? A diferença devia ser encarada como algo tão natural como nascer e morrer.
Olha para mim. Eu não sou igual a ti, pois não? Eu sou diferente de ti. Sou diferente e gosto de sê-lo.
Se fôssemos iguais tu não aprenderias comigo, eu não aprenderia contigo, não nos completávamos, seríamos somente isso: iguais. E deixa-me que te diga que seria uma seca. 
Era uma seca se por ventura o mundo fosse todo igual. E se pensássemos todos da mesma forma? Se agissemos todos da mesma maneira? O mundo seria o caos. 
Não é a diferença que é o caos, é a indiferença do teu olhar, que julga a diferença com estranheza, que repugna e discrimina. 
Aquela criança, que vês, no recreio sentada, não é mais nem menos que as outras crianças, é diferente sim, todas o são. Ensina a tua criança a encará-la como igual a todos os colegas, eles fazem escolhas que diferem, não gostam das mesmas coisas. A Catarina não gosta de falar. A Catarina, a menina ali sentada, há-de gostar dos mesmos desenhos animados que as outras crianças, mas comenta-os para si, brinca consigo, porque o seu pensar é diferente, o pensar e o agir, mas isso não define quem ela é. 
A Catarina, a menina que vês naquele canto, tem nome, vai buscá-la, sorri-lhe. Essa menina que vês, também sonha, também gosta de se vestir de azul e olhar o céu, gosta da sua mãe e do pai, mas não gosta que os pais dos outros meninos a olhem porque dizem ser diferente. Ela implora, no seu olhar, para a incluíres, e isso é tão simples. Começa na aceitação, começa aí na tua mente. Porque o mundo todo ele é diferente, por isso aceita e sê consciente, tudo será mais feliz e meninos como a Catarina também.

03
Nov17

[Ficção] Amo-te, mas...

Carolina Cruz

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Custa-me dizer-te isto. Mas tenho de escrever para me sentir bem comigo mesmo.
Amo-te, mas tenho vindo a aperceber-me que somos incompatíveis.
Isso é possível não é? Amar alguém e não conseguir viver com ela? Sentir amor por alguém e ainda assim não a suportar?
Meu Deus. Que confuso que me sinto. Que confusa é toda esta situação.
Amo-te mas evito-te, porque detesto as tuas escolhas.
Amo-te, mas não consigo estar contigo porque me enjoei da tua mania inquieta de estar sempre tudo errado, das tuas manias em ser certa e correta demais.
Será que apesar de não te querer por perto, eu viverei bem com a tua ausência definitiva na minha vida?
Custa-me pensar tudo isto, mas precisava de escrever-te, de dizer-te, de falar por palavras aquilo que sente o meu coração, mas que a minha boca não consegue proferir.
Bem dizem, por vezes, que o amor é algo tão pouco são e é assim que me sinto: um louco. Inteiramente, completamente, solenemente.
Porque sou louco por ti, mas não te quero. Porque te amo, mas não te suporto.
Como defino isto? Como defino quem somos?
E depois disto o que escolhemos? O melhor? O pior? O correto?
Não sei que consequências terão na tua vida as palavras que escrevo, mas sinto-me feliz por escrever-te, pois sinto-me feliz por fazê-lo, em tentar compreender se calhar algo que não se define, essa intempérie indescritível que nem o poeta soube descrever: o amor.

02
Nov17

Leve.

Carolina Cruz

Hoje sou leve, breve nas confianças e confissões, direta nas ações, escolho bem as amizades. Poucas, certas, em quem confio.
Digo "vamos" e estamos lá. Entregamos o que somos de coração, abraçamos o momento com gratidão.
Desde que aceitei o facto de que não agrado a todos, nem mesmo àqueles que amo, comecei a sentir-me melhor, em paz comigo mesma. Sinto que não preciso de correr atrás, comecei sim a caminhar ao lado de alguém e não há nada mais bonito do que partilhar a vida com quem também gosta de nós. 
É quando crescemos que o amor-próprio é valorizado e é quando o valorizamos realmente que entendemos que nem todos aqueles que falamos querem o nosso bem, que nem todos os que chamamos de amigos, o são realmente. Por isso decidi abraçar quem quer está comigo. São poucos? Que importa se existem neles a qualidade que sempre procurei? 
Aprendi com o tempo, que estar sozinha não significa solidão, por vezes significa conforto, ausência de dor. 
Porém, resisti às batalhas e a essas mesmas dores, vou continuar a entregar-me de coração, porque é essa a minha essência.
Abraço quem quero e para eles desejo o mundo. 
Estou bem comigo, estarei bem com quem me acompanha.
Estou bem comigo, entenderei quem não me quer do seu lado.
Estar bem comigo significa que só o que enche o meu coração importa.
Não guardo rancor, não guardo tristeza, guardo sorrisos, isso é o melhor passo para seguir em frente.

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01
Nov17

[Cinema] Baby Driver

Carolina Cruz

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Baby Driver é o típico filme de ação e ficção, dos quais não sou muito fã. Porém, houve vários fatores que influenciaram a minha curiosidade e a minha atenção: a participação de Ansel Elgort, a história da sua personagem, a banda sonora e o romance que envolve o filme.
Baby é um condutor a toda a velocidade, pois é um piloto de fuga, usado para o crime. Tem o maravilhoso hábito de se fazer acompanhar sempre pela música, para silenciar os zumbidos provocados por um acidente que sofrera em criança.
Embora ele possa estar inserido nesta escomalha do crime, todos o acham diferente e a verdade é que ninguém fica indiferente ao seu coração atencioso. É quando se apaixona por Debora, que a sua intenção realmente muda: afastar-se deste caminho. Mas conseguirá?
Foi também esta mensagem de que, mais uma vez, o amor nos ajuda a superar tudo e nos permite mudanças para melhor, que me fez ver este filme. 
A adrenalina, o elenco, o romance, a proteção e a certeza.
Não contava de gostar e adorei!

E vocês? Já viram?

 

 

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