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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

13
Jan18

[Resenha Literária] O rio de Esmeralda

Carolina Cruz

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Muito há para dizer sobre este livro, porém poucas palavras conseguem surgir após findar esta leitura tão prazerosa.
José Rodrigues leva-nos à magia da vida de Esmeralda, do seu rio, do seu passado e do velho amor que depois de vinte anos ainda guarda no coração e também na alma.
Depois de jurar não voltar à terra que a viu nascer, por razões dolorosas, Esmeralda arrisca em reviver a sua aldeia, as pessoas queridas e um querido e eterno amigo: António - a primeira paixão, o seu primeiro amor. 
Um reencontro que irá trazer-lhe não só memórias antigas como um fervilhar de sentimentos que nunca deixaram de existir em si. 
De uma forma apaixonante e encantadora, mas crua e realista, José Rodrigues conta uma história de amor simples, mas deliciosamente complexa, pela sua escrita de natureza emotiva de quem claramente vive o que escreve. 
Acompanhado pela fotografia de Sara Augusto, esta viagem é o lugar onde queremos permanecer o tempo todo até não restar mais nenhum pingo de palavras. 
Uma história que nos faz sorrir e chorar e sobretudo viajar e acreditar que a vida é um rio de momentos felizes, independentemente de todo o mal que nos possa acontecer!

Espreitem o livro no site da coolbooks e tal como eu deixem que "O rio de Esmeralda" deperte um Verão nas vossas almas!

12
Jan18

[Ficção] Amá-lo.

Carolina Cruz

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Nunca foi fácil amá-lo. Mas amá-lo e saber que ele me amava, independentemente de todos os erros que cometia era um desafio. Toda a minha vida levei dos outros a dor, preocupei-me sempre demais com eles, menos comigo. Nesse dia, em que me apaixonei por ele, comecei a preocupar-me comigo. Não porque achava inconsequente apaixonar-me por alguém assim, mas porque amá-lo era um desafio, pensei em mim e no que queria e por mais que eu soubesse que era difícil, tê-lo nas minhas mãos ainda que por tempo indeterminado soube-me pela eternidade.
Chamem-me louca, por ele ser alguém que todas as mulheres abominam, galã, rodado, cabrão, mas eu sei que um dia ele irá cair nos meus braços para sempre, até lá, não me importa, eu simplesmente vou tentando.
Eu sei que o brilho do seu olhar não é o mesmo, digam-me que é ilusão, podem dizer à vontade, que eu sei que não.
Amá-lo nunca foi fácil, desde o início que eu sabia que não o seria, mas precisamos de cometer loucuras, pelo menos uma vez na vida, e amá-lo é tão bom que não me inquieta se estou na minha pele ou demente, se o amor é um estado de sonho, eu não quero acordar nunca, mesmo que um dia amá-lo seja um pesadelo, quando assim for, eu saberei, quando assim for eu não morrerei, talvez sofra, mas ninguém morre de amor, apenas dói, e doer faz parte.
Não me importa o que virá, importa-me o presente, em que ele se deita ao meu lado. E eu sei que não é fácil amá-lo, mas é tão fácil fazê-lo sorrir, e é o que interessa: o lado bonito do amor, nada mais. Se o feio virá, cá estarei. Por enquanto, viverei o sonho. Se a moeda rodar, eu só sei que vou continuar.

 

Fotografia: tres metros sobre el cielo (filme)

11
Jan18

[Ficção] O que houve em nós findou

Carolina Cruz

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Apoderei-me de ti com medo de te perder.. Diziam que sentir ciúmes era sinal de que te amava. Mas o meu controlo foi desmedido e fui eu que findei o que houve em nós, aquilo que mais temia aconteceu, perdi-te, por minha tão grande culpa.
Prendi-te a cada passo que davas, queria mais e mais, amor sem cessar, queria-te para mim, a todas as horas, a todos os minutos.
Tornei-me obsessiva, controladora, controlava os teus passos, sonhava com um futuro, imaginava anos de amor e perder-te era perder tudo isso e eu temia, temia demais e não sabia temperar este amor desmedido que te magoou.
Tu amavas-me e não precisavas de mais nada que não fosse eu amar-te de volta. Estavas farto, cansado, não tinhas culpa, choraste, choramos, berrámos um com o outro e a culpa foi inteiramente minha. Não soube respeitar o tempo ou esse amor que por mim tinhas, desculpa.
Queria pedir que voltasses, mas a tua confiança não será a mesma e eu não quero que sofras. Eu não quero que sofras comigo, porque embora eu te queira de volta, eu não sei se consigo mudar, vou acalmar este fogo que me arde no peito, vou render-me à solidão, depois aceito uma palavra, se aceitares também e um abraço profundo que mesmo que a minha boca não diga, o meu corpo apertado no teu dirá: ama-me, que só isso me bastará, desculpa.

10
Jan18

[Completas-me] Com a Elsa

Carolina Cruz

Olá, sorrisos! 
Vocês ainda se lembram desta rúbrica?!
Pois é, está de volta ao blog, desta vez quem me acompanha na escrita é a minha querida Elsa, que é muito simpática e o seu sorriso é maravilhoso! Ainda não conhecem o blog "As teorias da Elsa"?. Tratem já disso porque o seu blog transmite imensa felicidade e conforto a quem o visita. E é mesmo sobre felicidade que escrevemos (juntas) hoje! Espero que gostem!

 

"Todos os dias faço o mesmo percurso na procura do meu eu. Na busca da perfeição interior. No encontro comigo própria. Encontro a felicidade em cada movimento. Encontro a felicidade no cruzamento com os outros. Num pequeno gesto incalculado, esboço um sorriso. Uma satisfação que me completa... O que me preenche são as pessoas. Os seus passos. Os seus sorrisos. As suas vivências. Os seus ensinamentos. Completo-me de pessoas e guardo atitudes. Existem pessoas que me magoam. Afasto-me. Nego a sua existência. Não me completam. Pego nas experiências que me transmitem e absorvo. Tenho um chip sentimental muito sensível. Choro, grito e odeio, mas tudo passa. Eu quero que passe. Quero que apenas os bons sentimentos fiquem. Empurro o que não me interessa até ao precipício e rio maquiavelicamente quando cai. Quero ser feliz. Sou feliz. Eu só sou o que eu quero. Ninguém manda no meu ser. Eu completo-me. Tu completas-me. Existe outro ser. Uma realidade paralela. Um patamar superior. Quem sou eu? Alguém. O que quero ser eu? Feliz! Com quem? Com a metade que me completa. Quem é? És tu. És tu... Um ser imperfeito que vive na perfeição da minha vida. Que estou eu a dizer? Chama-se procura... Vivo numa eterna procura sem sentido. Sou e serei uma eterna insatisfeita e incompleta. Tenho tudo, sempre tive. O que me falta? Nada."

 

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Por isso não me compreendo, sei o que quero, luto por isso, mas ao mesmo tempo há um medo que surge, é um medo que tem nome: amor. E eu amo-te tanto que tenho receio perder-te no tempo das memórias. Porque esta procura incessante de mim, não existe sem ti, mas tu já não estás do meu lado, partiste e desde que partiste eu continuo a minha vida, mas não da mesma forma que me encontraste naquele tempo, porém esse tempo não passou por mim e eu continuo a querer-te como sempre te quis, podes voltar?
Porque quando digo que não me falta nada, eu acredito que ao faltares-me tu, falta-me o coração que bate, falta a vida, falta tudo e eu ainda digo que não me falta nada. Se eu não me percebo porque irias tu perceber-me?
Apetece-me matar a rotina, os gestos, as formas de vida e procurar a constante certeza que é ter-te nos meus braços. Tu és a minha pessoa preferida e sem ti, tenho tudo, mas não tenho nada.

09
Jan18

Espelho-me nos teus olhos.

Carolina Cruz

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Espelho-me nos teus olhos. Sorrio e agradeço por te ter.
Saudade é um mar de certezas do tempo, esse tempo inquieto que me faz viver e pertencer-te.
Agradeço as milhares de vezes que sorrimos juntos, agradeço as discussões, os anos, as meras banalidades da rotina e o prazer, o prazer forte dos teus braços nos meus, do teu corpo sobre o meu, do teu abraço e do meu que não te larga.
Acreditas que sejamos assim a vida toda? Eu acho que sim, eu pelo menos quero acreditar que o seremos, pois o valor que damos um ao outro, sem nunca esmorecer por termos defeitos, faz com que nos respeitemos diariamente. 
Vou conhecendo-te melhor que ninguém e esse é o meu sonho feito realidade desde o dia em que apareceste à minha frente, desejei querer saber tudo sobre a tua pessoa naquele momento, sei que não sei tudo sobre ti, nem tu sobre mim, há qualquer coisa que sempre falha, há qualquer coisa que se esconde ou se demora a contar e descobrir, isso dá interesse, isso é a coisa mais bonita do amor, ainda não saber tudo sobre ti, ir descobrindo a cada dia algo mais e melhor de alguém que amo.
Eu não conheço o futuro, não sei o que seremos, mas sei que no presente eu quero-te para sempre e para sempre é um tempo finito e eu quero mais… mais amor, mais tu, mais eu, mais nós, vamos acreditar que o mundo nos irá sorrir, porque somos quem trata um do outro, até mesmo quando ele nos faz chorar.
Espelho-me nos teus olhos. Sorrio e agradeço por te ter.
E isso é tão simples e tão bom. Dizer-te amo-te não basta, prefiro amar-te e amar-te hoje nunca chega, mas eu sei, sempre nos aquece o coração.

 

Foto do filme "Breathe"

08
Jan18

[Ficção] Primeiras impressões

Carolina Cruz

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Sorrio. 
São tão engraçadas as primeiras impressões, não são?
Eu não tinha opinião nenhuma sobre ti, mas na minha pequenez, a tua grandeza impunha-me respeito. Não tinhas um ar rude, mas a tua forma de estar parecia-me de uma pessoa séria que não dizia muitas piadas. 
Porém, mais giro que as primeiras impressões, é quando aquilo que pensavámos cai por terra.
O tempo ajudou-me a arrancar-te uma piada seca e uma gargalhada alta, não eras casmurro, nem lá perto, umas quantas piadas surgiram como a cumplicidade de um olhar, assim nasceu um amigo.
Até ao dia em que colocaste a tua mão na minha.
- Vamos? - disseste. 
- Para onde? 
Levaste.me ao cimo da serra para ver o mar. Olhei-te nos olhos e então apaixonei-me. 
Hoje sorrio, porque partiste, não literalmente, mas da minha vida. 
Foste um bom amigo, um bom amante, um bom namorado. 
Terminámos porque as nossas vidas seguiram diferentes caminhos, mas mesmo que apareça alguém na minha vida, nunca me esquecerei de ti, isso não significa que ainda te ame, mas é tão importante que saibas que gosto tanto de ti e que hei-de gostar sempre. 
Quando olho as fotografias, as nossas, sorrio. 
Porque a distância entre um desconhecido e um amigo está num sorriso. 
Que nunca daremos realmente atenção às primeiras impressões, porque elas não definem uma pessoa.
Connosco foi assim, uma história de fazer sorrir. 

07
Jan18

[Cinema] A Bela e o Monstro

Carolina Cruz

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Há imenso tempo que andava para ver este filme, as expectativas eram imensas e o filme estava exatamente como acreditava que estivesse: Brilhante!
"A bela e o monstro" está incrívelmente belo. É fiel à história original, é maravilhosamente bem caracterizado e as imagens são fantásticas.
Pessoalmente, não sou fã de musicais, mas as partes musicais são tão bonitas e divertidas que tornam o filme mais especial. 
Este filme é um verdadeiro brilho no olhar para os mais românticos como eu. 
Nem tudo é o que parece e por vezes aquilo que nos é mais estranho torna-se o mais bonito e mais especial. O amor não é uma questão de beleza exterior ou estatuto, mas algo que vem de dentro, bem dentro do coração. 
Uma história que de forma tão bonita e cheia de fantasia nos fala de amor. 

 

 

06
Jan18

[Resenha Literária] Deixa-me ir

Carolina Cruz

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"Deixa-me ir" é o primeiro livro de Gayle Forman para adultos. E sabem o que vos digo? O que gostava de lhe dizer a ela. Que esta senhora, por favor, nunca deixe de escrever. Tem a facilidade, pelo menos a mim, de desejar ler o seu livro num dia sem fazer mais nada. Lê-lo ao acordar, ao pequeno-almoço, ao jantar e nas horas vagas, não fazer mais nada enquanto não terminar, e quando termina? Quero saber sempre mais, porque fico agarrada e afeiçoada às personagens. 
A escrita de Gayle Forman é tão leve e tão boa e nesta estreia de livros para adultos, saiu-se, como era de esperar, maravilhosamente bem.
Este livro fala-nos de Maribeth Klein, de quarenta e poucos anos, que é mãe de gémeos e editora numa revista de moda. A sua vida é um stress constante e Maribeth só pára quando sofre de um ataque cardíaco. 
O sofrimento e a recuperação de uma cirurgia muda a vida de Klein, e pensando no seu bem e na sua sanidade mental e física abandona o que ela considerava o caos, abandona a família e decide partir. 
Quando menos esperara Maribeth é confrontada com o amor-próprio e só quer regressar se se sentir bem consigo mesma e com os que a rodeiam. E, num novo lugar, conhece novas pessoas e aprende a usar da sua própria essência, indo ao encontro das suas origens. 
Uma história que nos confronta com imensos sentimentos e questões. Uma história que nos deixa a pensar imenso, sobre o poder do amor - o próprio, as relações amorosas e a amizade.
Um livro doce e duro. 
Um livro fantástico!

05
Jan18

Hoje e sempre

Carolina Cruz

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Ela sorri com o olhar.
Tem vida nos seus lábios.
Canta com o corpo e vibra no meu.
Ela é paixão ardente e calmaria.
É o meu porto de abrigo, minha alquimia.
Ela é bonita quando acorda, mesmo com aquele mau feitio.
Ela é sexy, sem qualquer maquilhagem, sem roupa, 
Em casa, no escritório, na cama.
Ela é o amor no corpo e na alma de mulher.
É a mulher que amo.
E como eu a amo tanto. Não sei definir. Não tenho palavras.
O que sinto revê-se no meu olhar quando a vejo, quando a abraço, quando a embalo em mim.
Olho para ela e só sei sentir-me o homem mais sortudo do mundo por confiar no seu coração e no extraordinário ser que é e por tornar-me em alguém melhor.
Com ela aprendi a viver o momento, mas fazendo planos para o futuro.
Olho-me ao espelho e recordo o futuro que ainda não chegou. 
As suas mãos frias na minha cara carregada de rugas e de saudade e dizer-lhe:

"Aqueço-te as mãos meu amor, pois o teu coração quente foi o que fez o meu bater estes longos anos..."

Partir por fim, com o seu ohar atento. 
Não quero perdê-la, dói tanto pensar nisso, em perdê-la. 
Quero ir primeiro, para não sofrer.
Sei que noutra vida nos encontraremos, pois estaremos ligados nesta linha entrelaçada que é olharmo-nos com amor. Isso será infinito, em qualquer lugar. 
Hoje e sempre, eu sei que é ela quem eu vou sempre amar.

04
Jan18

[Cinema] Antes que eu vá

Carolina Cruz

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O hoje é o teu dia mais importante, é no presente que podes mudar a tua vida para sempre ou se isso não for possível, mudar ou melhorar o contacto com os outros, deixar uma mensagem em alguém ou a tua própria mensagem, a opinião que os outros ficam de ti e o mais importante - a tua consciência tranquila e feliz.
"Antes que eu vá" fala-nos de Samantha, uma jovem que tem uma vida "perfeita", mas da pior maneira percebe que a sua vida não é totalmente aquilo que sonhava, embora seja das raparigas mais populares da sua escola. Será que isso é assim tão importante?
O seu dia 12 de fervereiro não será um dia como os outros e pelas priores razões (a sua morte), porém ela tem a oportunidade de mudar tudo para sempre. Conseguirá?
Um filme que não só nos deixa a pensar, como nos prende e nos arrelia, como nos faz soltar gargalhadas ou até chorar.
Vejam, porque embora pesado quanto à sua história, este filme tem um toque de leveza e juventude.
Vão gostar!

 

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