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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

31
Dez18

[Ficção] Amanhã não importa

Carolina Cruz

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Não consigo enganar-me de novo. 
Eu sou tua, eu preciso de ti, eu necessito de ti, ainda que a minha cabeça e o meu bom senso me peçam para me afastar de ti...
O meu corpo pede por ti, deseja-te, mexe-se a implorar-te e cá estou eu de novo, como se fosse a primeira vez, nos teus braços.
A perdoar-te de novo, a ceder a esse amor que eu sei que me tens, essa adoração infinita que regressa sempre por mais erros que cometas ou por mais pessoas que entrem nas nossas vidas.
Porque é que é assim? Porque é que não posso simplesmente abandonar-te e dizer que me sinto em paz sem ti? Sem recordar que existes? Eu sei porquê.
Sou humana, erro imensas vezes, caio no erro outras milhares e amo-te, amo-te como se fosse morrer amanhã e eu sei que também te sentes assim.. Por mais erros que cometas, por mais mágoas que me tragas, eu sei que sorrimos quando nos envolvemos, quando te chamo de idiota e tu dizes que sou a mulher mais bonita do mundo, quando o universo conspira para que fiquemos juntos, independentemente de tudo.
Queres-me? Eu também te quero.
Amanhã não importa. Morreremos juntos hoje... de amor!

30
Dez18

Serei sempre rica

Carolina Cruz

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Nunca escreverei com o sonho de ser rica, mas serei sempre rica em pensamentos, em sensações, em sentimentos e não há melhor forma de ver e levar a vida do que inundada de boas vibrações, de sonhos positivos, de “feelings” positivos e é isso que a escrita me dá. 
Aprendi que os sonhos existem para se tornarem realidade e as palavras são o lugar onde quero permanecer todos os dias. 
É o meu lugar mais feliz, são as palavras que me entendem, é com elas que desabafo, que crio, que sou!
É no conjunto das letras que faço o mais bonito, a poesia que envolve o meu amor, a minha vida, a minha paz.
E aprendi também que ninguém me pode tirar isto, irei escrever para sempre, é como algo inato e necessário que nasceu comigo, preciso de escrever como quem precisa de respirar, preciso de escrever como quem precisa de viver. 
Tudo o que escrevo ganha vida, tudo aquilo que penso é magia no papel. 
Enquanto estiver viva, nenhuma página em branco existirá na minha alma, na minha vida, na minha pele.
E quando eu partir, todas elas estarão comigo noutro mundo e nas memórias que deixo a este.

29
Dez18

Corre

Carolina Cruz

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És inquieto. 
Pareces uma criança, olhas-me com intensidade, com brilho no olhar, quase que te leio por dentro, creio que vejo um toque de emotividade na tua alma. 
Dou-te a mão e a nossa infância volta! 
É isso o amor, não é? 
Ter a inocência e sabedoria de que sonhar é preciso para se construir um novo dia, reinventar cada momento, aceitar cada defeito e cada desafio, acreditar que os erros fazem parte, e aos pequenos atritos rirmo-nos com eles. Discutir, bater, brigar e fazer as pazes no minuto a seguir. 
É isso mesmo, contigo quero ser criança toda a vida, correr o mundo, contigo a limpar-me as lágrimas quando caio, comigo a dar-te uma palmadinha nas costas quando vences. 
Viver um para o outro, um com o outro, sem mau perder, mas sim com um orgulho próprio de quem se ama: «ela é minha namorada», «eu e ele existimos como um nós». 
É confiar, sem medos, mas não cegamente. É confiar que podemos construir uma relação de amizade infinita e ainda assim amarmo-nos ainda mais. 
Vamos ser crianças toda a vida, pois saberemos dar valor à essência da palavra «amor».
Vamos?
Dá-me a mão! 
Corre! 

17
Dez18

[Resenha Literária] A Nô quer a avó

Carolina Cruz

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Para quem me conhece sabe que preservo sempre a criança que há em mim, a criança que sonha, que brinca com doçura e que acredita que a vida é um lugar melhor se soubermos construir abraços em vez de muros e se soubermos "gostar cada vez mais um dos outros". Voltei a ser essa criança com este livro doce na mão, ao ler esta história que Patrícia Rebelo (@patriciarebelooficial) escreveu com encanto, de forma genuína, arriscando sair da sua zona de conforto, abraçando um novo desafio que, na minha sincera opinião, merece toda a nossa atenção!
E o pack? Livro, caneca e caneta? Delicioso ❤️

11
Dez18

Liberta-te!

Carolina Cruz

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Diz adeus a quem nada te diz. Se essa pessoa não te quer bem, se não te acrescenta, afasta-te.
Afasta-te de quem polui a tua mente, de quem só desdenha, de quem só fere, de quem diz que não és capaz.
Diz adeus às pessoas a mais na tua vida. Há um tempo que é tão precioso e tu ainda teimas em passá-lo a massacrar-te com essa gente. 
Liberta-te, mostra que és indiferente. E ser indiferente não é mostrar que és superior, mas que estás educadamente nas tintas para o que os outros pensam de ti ou acham da tua vida.
Ninguém tem nada a ver com as tuas coisas, as tuas escolhas, apenas aquelas pessoas às quais essas escolhas dizem respeito ou a quem tu queres contar. 
Não tens de te justificar, não tens de procurar argumentos para gente que só gosta de ter os outros na boca para dizer mal. 
Só há nelas falta de amor. Prova que tu és diferente e que isso é maravilhoso!
 
 
 
 
 
 
 
 
10
Dez18

[Ficção] Num sonho meu

Carolina Cruz

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Tremo.
Sinto todo o meu corpo a tremer. 
Merda, preciso de ti, preciso tanto de ti, o meu corpo, a minha alma… És como uma droga que preciso de saciar, uma paixão em que preciso de me enamorar.
Perdoa-me meu amor, não imaginas as saudades que tenho tuas, é quase como morrer a cada dia. Preferia perder a vida, que tentar esquecer-te. Esquecer-te dói e é em vão. Os pensamentos cedem e o corpo esse é um poderoso tecido que não engana ninguém. 
Choro por dentro e por fora tudo se evapora, não quero nem existir se nunca te voltar a ter por perto. 
Quero os teus lábios nos meus, o teu corpo quente sobre o meu peito. 
Já te disse que te amo? Talvez me tenha esquecido enumeras vezes de o fazer, mas não imaginas como o arrependimento me toma. 
Quantas vezes me esqueci de dizer que eras uma quimera, que o teu sorriso brilhava em mim, como sempre foi importante a tua presença.
Pois, eu sei, agora é tarde… Mas… Ouve-me apenas, o meu corpo chora a ausência da tua pele, por isso deixa-me fechar os olhos, dar-te a mão, nem que seja um minuto, num sonho meu.

09
Dez18

Recordar sempre o melhor

Carolina Cruz

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Quando alguém parte da nossa vida, intencionalmente ou não, devemos recordá-la no melhor do que em nós existiu. Eu sei que é complicado, especialmente porque, quando isso acontece, quando a tristeza nos envolve o mais certo é reagirmos de cabeça quente.
É difícil, eu sei. É difícil porque muitas pessoas saem da nossa vida de forma traiçoeira, magoam-nos, afastam-se sem razão, desistem de nós.
Porém, ignorar a partida e seguir em frente é o melhor, para nós, para a nossa sanidade mental. Devemos acreditar que essa pessoa, de forma positiva ou negativa, entrou nas nossas vidas por uma razão. E devemos recordar-nos disso.
Há erros imperdoáveis, há. Há erros que nos magoam, que não perdoamos na altura, mas existem outros que são erros do dia-a-dia, que por vezes nem damos por eles, a correria diária leva-nos a que não demos tanta atenção a quem amamos, aos detalhes. 
Aprendi com a vida que todos erramos e todos magoamos, mesmo sem intenção, aqueles que amamos. Por isso, também acredito solenemente que, até certo ponto, todos merecemos oportunidades. 
Aprendi que perdoar e abraçar os nossos valores é a melhor forma de seguir em frente a melhor forma de sermos nós mesmos e, sobretudo, felizes!

 

08
Dez18

[Ficção] Ninguém mais!

Carolina Cruz

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Este beijo, entre as ondas. A tua juventude e a minha poesia. 
Se não fosses tu, nunca teria tido a coragem de fazê-lo, beijar-te assim, como quem pede o mundo. 
Conhecer-te desde que me lembro, é saber que esta é a nossa essência, que por mais pessoas que entrassem nas nossas vidas estávamos destinados um ao outro, tão simples e tão complexo como uma fórmula matemática.
Provo do teu beijo e não tenho medo que nos magoemos, não importa que isto seja uma fase, que o nosso amor não passe de amizade, sei que a vida irá ligar-nos para sempre e sei que um dia, nesta ou noutra vida, serás minha mulher, casar-me-ei contigo, serei pai dos teus filhos.
O louro do teu cabelo, o sorriso nos teus olhos fazem-me o rapaz mais feliz do mundo e é isso apenas que importa: o presente. Podíamos ter escolhido outro amor para este Verão, mas temo-nos um ao outro, sempre foste a minha escolha, a minha companhia preferida. 
E neste mar gélido, o quente chegou ao meu corpo, apetece-me mais, quero mais. 
Posso dizer que te amo? Fica um segredo só nosso.
Aqui, entre a areia e o mar. 
Só nós, ninguém mais.

______________________________

Photo by allssian in "We heart it"

07
Dez18

[Ficção] Queria(-te) tanto!

Carolina Cruz

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Queria tanto saber de ti! 
Meu Deus, que louca que sou! Louca por sorrisos rasgados, felizes e sinceros e é isso que me apaixona em ti.
Não te assustes, não é amor ou paixão platónicos, sabes… sou da opinião que também nos apaixonamos pelas pessoas sem nutrir amor, mas admiração.
É isso, é exatamente isso que sinto, admiro-te e pensas tu “mas tu nem sequer me conheces”, pois não, mas consigo sentir com o coração quem são as pessoas de bem e não. Esses olhos dizem-me tudo!
Não imaginas o quanto me motivas e o quanto me fazes feliz sem saber. Vejo em ti um mistério de sonhos doces. Posso conhecer-te? 
Tenho a certeza de que não me engano, que serás fiel à imagem que tenho de ti.

06
Dez18

[Ficção] Demora-te

Carolina Cruz

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Basta! Não consigo ser mais hipócrita, vivendo uma vida de mentira. Se consegues, palmas para ti, eu abandono aqui o meu caminho. Estou cansada de sorrisos falsos, de permanecer quieta ou de procurar atenção onde ela teima em não existir…
Nunca fui de insistir onde não houvesse realidade, onde não existisse cumplicidade, onde tudo fosse um dever - dever amar, dever existir sem viver, sem sentir realmente. 
Não, para mim basta, não quero este amor se não puder dele beber felicidade, se não puder ele ser o melhor de mim, aquilo que me faz levantar todos os dias e que me inquieta. 
Se tu consegues, fica. Desejo-te o melhor, mas abandono-te, não sou obrigada a ficar onde não quero, onde tu estás sem estar, de onde eu parto, sem pena de não ficar.
Ama-te, isso é o mais importante e por ser tão essencial digo adeus à paixão que já não vivemos, para sentir esse amor-próprio, para amar-me como sempre devia ter feito. 
Vou embora, que a vida corre, há tanto para viver, para sentir, sem me prender à tristeza e ao “que tem que ser”. 
Não tem de ser se já não houver magia. Não tem de ser se for por obrigação, farta de obrigações estou eu!
Faz o mesmo, procura-te onde és feliz, encontra-te e demora-te onde o teu coração deseja ficar.
 

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