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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

02
Dez18

Não conheces a minha dor

Carolina Cruz

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Não conheces o meu estado emocional para poderes criticar-me. 
Eu fecho-me em copas, eu ouço música para não chorar, coloco um sorriso porque, apesar de tudo, é mais fácil assim fazer frente a tudo…
Por isso, não te atrevas a levantar o dedo para julgar-me, não sabes, tu não sabes nada, não sabes quanto dói, a vida não é a tua, dói menos ou não dói simplesmente, não é?
Cala-te, respeita os que estão à tua volta, respeita-me, respeita-te a ti, porque se respeitasses vivias a tua vida… Somente a tua vida e não as que não te dizem respeito, mas eu vou contar-te:
Eu danço à chuva para que a alma liberte todas as lágrimas que tenho para chorar, eu sorrio para treinar os meus músculos, a minha mente, para saber que é assim a melhor forma de viver a vida, tenho paz no meu coração porque a vida ensinou-me que ter pressa não me leva a lado nenhum, que prefiro ignorar e calar-me do que chatear-me e ofender alguém.´
Se cada pessoa do mundo estivesse a viver a sua vida, o mundo seria mais bonito, tenho a certeza que se compreenderia melhor os outros, não havia tantas guerras, abraçariam mais, creio que todos nós seriamos mais felizes connosco mesmos.
Por isso, não me julgues, se não aprendes-te a amar-me ou a gostar de mim, pelo menos respeita-me, não conheces a minha dor, nem a minha vida!
 
 
 
 
01
Dez18

[Ficção] Volta princesa

Carolina Cruz

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Foste poeira, maresia, princesa, magia. Olho-te ao longe e sob o sol, entre os raios que emergem por entre o teu rosto e o teu sorriso que fazem brilhar ainda mais a tua beleza. "Idiota", penso. Como estraguei tudo, como no passado destruí todo o nosso futuro, que é este presente, este abraço escuro e frio.
Reconheço-te até de olhos fechados e por mais anos que passem sonho todas as noites contigo. De nada serve ser marinheiro, se perdi o norte. E de que me serve ser rei se o meu trono é apenas história que passou? Somos isso mesmo, um passado em ruínas que tem a sua beleza e que agora nada é, por minha culpa.
Volta princesa, embarca comigo nesta maré, mata-me nesta saudade de ti que o tempo não leva, que o vento não mata, só o teu sorriso me quebra, vem e traz-me luz!

(fotografia da minha autoria)

30
Nov18

[Filme] Bohemian Rhapsody

Carolina Cruz

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Uma lenda, um homem de sonhos e concretizações, um apaixonado pela vida, pela música, que viveu muito à frente, sempre de cabeça erguida apesar de todas as adversidades que o podiam fazer cair, fazendo até à morte o que mais amava, com todas as suas forças e as que não tinha. Um ícone do rock que jamais nos abandonará, apesar de ter morrido, a sua alma corajosa e genial nunca nos abandonou.
Uma banda que se tornou uma família, não somente para ela, mas para o mundo, que quebrou barreiras, muros, que desafiou e venceu após tantas críticas negativas, que sempre soube o que queria e não se limitou a ser mais uma banda de discografia, mas a ser QUEEN.
Há muito tempo que esperava por este filme, por esta homenagem tão merecida e grandiosa, assim como demorei mil anos para conseguir escrever uma crítica decente para “Bohemian Rhapsody” e acho que não será (nunca) suficiente o que quero dizer, o que merecia ser dito.
Confesso que QUEEN sempre foi a minha banda de eleição, herdei (bem-ditos sejam) dos meus pais, esta paixão por boa música, e o meu pai sempre foi, em especial, “louco” por esta banda e eu “louca” me tornei, por isso escusado será dizer que as expectativas para este filme eram imensas e nenhuma delas, acreditem, saíram furadas!
Sim, é verdade, algumas coisas não são verdadeiras, as datas nem sempre batem certo, mas, fui ver um filme (três vezes – ao cinema – chamem-me maluca que mereço) e não um documentário. A ficção que inseriram na trama foi, a meu ver, essencial para dar rumo a um crescente ritmo que não podia quebrado. Foi, sem dúvida, um jogo cinematográfico, que resultou bem, acho que nós fãs não podemos ficar magoados, porque se quisermos ver a história realmente verdadeira, documentários não faltam no youtube, além disso nenhum facto foi totalmente deturpado que tenha alterado qualquer imagem de Freddie ou de QUEEN. Portanto, vamos lá tecer as verdadeiras críticas que o filme merece!!!
Rami Malek está fabuloso, executa um papel dificílimo de interpretar tendo em conta que claro, Freddie Mercury é inconfundível e incomparável, porém Malek está realmente a sua interpretação perfeita, com tiques, tons e qualidades brilhantes, tanto que ficamos agarrados a dizer “Porra, isto é tão Freddie!” ou “Chiça, mesmo bom”. Se este homem não merece um óscar, não sei quem merece! 
As outras personagens, em especial Brian May, estão estupendamente bem caracterizadas e tão idênticas que quase me fizeram chorar (chamem-me louca outra vez, vá).
E por falar em chorar, não posso deixar de destacar, obviamente, a banda sonora exímia do filme, tão bem alcançada, coordenada e encaixada nos momentos importantes e o LIVE AID, ai o LIVE AID…
Para quem se tivesse uma máquina do tempo escolhesse apenas um momento e esse momento fosse ver QUEEN ao vivo com o Freddie (o meu caso), a recriação do LIVE AID foi um show que não queria que acabasse, um momento inédito de imitação grandiosa, mais uma vez Rami está fantástico e posso dizer-vos que não fiquei indiferente e chorei, chorei tanto, como se estivesse lá. Ao vivo e a cores, senti, mais e mais. Muito!
Não sei definir o que é que este filme me fez sentir, tanto que demorei imenso a conseguir descrevê-lo, foi uma lufada de ar fresco, um “ufa, que peso nos ombros”, um “quero mais, só isto?”, um “porra, que homem, que génio, que grandeza, que força”.
Uma mensagem para nunca nos desligarmos dos nossos sonhos, se estamos certos de que é aquilo que queremos e só queremos assim e “não vamos por aí”, temos de lutar, nunca perder as forças e ir até ao fim, até que possamos dizer “que rasgámos os céus”.
Freddie Mercury sempre quis ser lembrado como um grande génio da música e assim será sempre! Que produção maravilhosa, uma homenagem à sua imagem! Merecida e soberba. Queria tanto dizer mais, mas ficaria aqui milhares de anos… por isso apenas vos digo: vejam! :)

 

 

30
Nov18

Dá tudo de ti!

Carolina Cruz

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Faz o que te manda o coração.
Abraça, perdoa, sente… A vida é um minuto! Quanto mais tempo vais ficar aí à espera que tudo corra bem? À espera dos teus sonhos? À espera de dizer a alguém de quem gostas que sentes a sua falta?
Dá tudo, o que tens e o que não tens na tua alma, vive, que ninguém viverá por ti.
Se tens sonhos? Claro que tens sonhos! Todos temos, vai à luta, não morras sem tentar, não desmotives, se caíres tenta de novo, faz outra vez, faz melhor, pior, mas tenta, porque ao tentar uma coisa ninguém te tira: a consciência tranquila, o amor-próprio.

29
Nov18

[Ficção] Abraçar-te

Carolina Cruz

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Se a vida nos fizer encontrar de novo, tenho a certeza que te vou abraçar como se o tempo não tivesse passado por nós.
Crescemos tanto, mudámos tanto… a vida separou-nos, mas mesmo que chateada, mais com a vida do que contigo, o meu carinho por ti não mudou, não mudou em nada, a mesma amizade, o mesmo amor.
Nem sempre é possível que quando as relações terminem que se fique com alguma ligação, porvezes é necessária a distância e o tempo para colocar tudo no lugar.
Fica na minha mente todas as boas recordações, os momentos que vivemos… Sei que não foi amor eterno, mas foi tão eterno em cada minuto que vivemos. E é por isso que gosto de ti, porque quando nos envolvemos estávamos cientes que podia não ser para sempre, que a atração era mais forte que qualquer amor, que nos dávamos bem, mas que podia ser apenas uma fase na nossa vida. Isso não significa que não sinta a tua falta, sempre foste um bom amigo, um companheiro perfeito.
Nunca ninguém irá ouvir mal de ti da minha boca e nunca ninguém irá perceber porquê, porque é que eu guardarei da nossa história o melhor e não o pior, mas o que fica só preciso eu de saber e sentir. 
Vou abraçar sempre as nossas memórias, com vontade de um dia te voltar a abraçar de novo.

 

28
Nov18

Madrugada

Carolina Cruz

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Fazes de mim madrugada, deixas o meu peito inquieto, matas-me por dentro até o sol nascer. Não quero afastar-me, esta morte é positiva, louca e boa. Vejo o céu e as estrelas, o prazer que me dás é uma sede constante de vida, és poesia em cada gesto insano de te dares a mim. És canção, melodia, em cada toque, cada abraço, fazes desta noite escura, dia!

27
Nov18

[Ficção] Não há volta a dar!

Carolina Cruz

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Eu não deveria estar aqui, não sei se estou segura de que me queres na tua vida para sempre, ainda assim aqui estou, ausente de todo o meu bom senso para me deixar cair de novo nos teus braços. 
Tens a mania que és bom, mas a verdade é que és mesmo, ao encantares-me com a tua simples sedução. Já não sei quem sou sem te ter e embora tenha medo do que pode este sentimento representar para mim, eu arrisco de novo em dizer, lábios nos lábios, que te amo. Não há volta a dar, elouqueces-me, em pé, na cama, o meu peito, o coração, a alma e tudo o que sou. Perdi toda a noção desde que entraste na minha vida, fugi da realidade, deixei-me levar pelo sonho, por isso por favor, peço-te, faz dos meus olhos sensatez, do meu coração a tua morada e ama-me até ao fim dos nossos dias, só assim poderei dizer que há milhares de razões para estar aqui, para regressar sempre ao teu abraço.

 

26
Nov18

[Ficção] Fazes-me falta!

Carolina Cruz

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Tenho saudades tuas, meu amigo. Olho para o céu à procura de um sinal teu e ninguém me diz nada. Imagino-te a sonhar, relembro o teu sorriso, a tua gargalhada forte e a lembrança de ti ilumina o meu dia.
Rio sozinho ao lembrar-me quando dizias que eras um pecador, que ninguém iria permitir a tua entrada no céu.
Volto a rir, agora baixinho, penso "por isso é que do céu não há nenhum sinal teu, cabrão!".
Meu, fazes-me falta, tantas vezes to disse em segredo e em vida não poupei dizer-te que eras um amigo às direitas, mesmo quando bebias uns copos e andavas torto, eras um verdadeiro companheiro, não havia mentiras nem meias verdades para ti, és incondicional e para mim jamais morrerás, viverás para sempre no meu coração até ele deixar de bater e quando isso acontecer encontrar-nos-emos por aí!

 

25
Nov18

[Cinema] Pedro e Inês

Carolina Cruz

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O amor faz-nos dementes, transcende o imaginário, assola-nos. O amor é o motor da nossa vida, do nosso corpo, da alma, daquilo que somos.
Porém, nem todos compreendem o caminho que o amor nos faz seguir, não há passado, presente, nem futuro que os façam entender.
O amor abraça-nos, torna-nos mais leves, mas também nos mata…
“Pedro e Inês” é um filme poderoso, que tal como o amor nos transcende, nos movimenta, nos apega e nos aprisiona!
Baseado no romance de Rosa Lobato Faria intitulado “A trança de Inês” (o qual ainda não li, mas tenho bastante curiosidade), realizado e produzido por António Ferreira, é carregado de poesia e alguns talvez não entenderão a sua complexidade bonita. 
Continuo a dizer que temos muito boa produção em Portugal, que devíamos dar-lhe mais valor!
Eu adorei e vocês já viram?

 

04
Nov18

[Ficção] Porquê?

Carolina Cruz

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Dói-me olhar-te nos olhos e não poder abraçar esse olhar, enamorar-me por completo. 
Porque tens de ser tão frio, calculista?
Se me amas porque teimas em ser essa parede de força que não me abraça? E porque é que sendo tu como és, eu não parto e não saio desta porta para fora?
Porque te amo, porque o meu amor faz-me ver nos teus poucos sorrisos, no teu silêncio, esperança de que este amor que ainda sinto também o sintas também.
Enquanto dormes a meu lado, de costas voltadas para mim, eu sonho contigo, com o que foi outrora, com o nosso casamento bonito, jovial. 
Pergunto-me porque é que o deixámos morrer se a idade é uma questão de alma e não de idade. 
Porque tenho eu de chorar em vez de sorrir, com receio do meu coração não ser abraçado de volta?
Amo-te, é só o que consigo dizer-te enquanto dormes, enquanto as minhas lágrimas teimam em escorregar pelas minhas faces e, ao dormires, aperto-te com força contra mim, quero-te tanto.

 

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