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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

23
Jun18

[Ficção] Serás sempre.

Carolina Cruz

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Eu sou uma merda!
Acredita que daria o mundo por ti. Esta vida e outra que vivesse, mas sempre que penso em defender-te, em ser o melhor para ti, o melhor para os dois ou para que algo entre nós resulte, sai-me sempre tudo ao lado e faço mais asneiras do que, na verdade, te merecer.
Sou um falhado e falho tantas e tantas vezes contigo, que é isso mesmo: não te mereço.
Porém, o facto de dizer que não te mereço, não significa que não te ame profundamente, que não goste de ti verdadeiramente, simplesmente faço tudo errado.
Eu amo-te, tanto, só quero que entendas isso, e embora eu seja uma besta quadrada que não sabe nada sobre o amor ou relações humanas, amo-te como nunca julguei amar alguém e por saber disso te deixo ir, deixo que partas da minha vida, por saber que serás mais feliz sem mim e sem os meus erros.
E agradeço-te profundamente por ver nos teus olhos a compreensão e o amor que nunca esquecerei. Um dia quem sabe, se tudo não se irá resolver e, quem sabe aí ainda poderei amar-te por completo. Se isso não acontecer, só desejo que encontres alguém que respeite a mulher fenomenal que és, que te ame como a mulher da sua vida, porque eu sei que, apesar de tudo, serás sempre a mulher da minha.

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Photo by Nelsiek in "we heart it"

22
Jun18

[Ficção] Memórias que trago comigo

Carolina Cruz

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Gosto de me sentar contigo, no pequeno muro do telhado. Dizem que é sob as estrelas que os sonhos se concretizam, por isso cá estou eu. Aqui, sentado, sei que algures nesse longínquo lugar me conheces e todo o universo conspira sobre este amor que vai além-fronteiras, além da terra e do presente. 
Como é possível sentir-te aqui? Tão terra a terra, tão bonita, brilhante, presente. Este sentimento que não cessa, que nos mantém jovem e eternos, como quando dávamos as mãos e corríamos pelas avenidas com uma só canção, a de um para sempre com um sorriso. 
São essas memórias que trago comigo e são essas memórias que correm nas minhas lágrimas sempre que te abraço daqui. 
Partiste, mas em cada pedaço de céu, eu vejo o teu olhar e em cada gesto meu, eu tenho coragem de te abraçar, porque sempre fomos assim – terra e céu, areia e mar – por mais tempo e distância que passe, eu não sei não te amar. 

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Fonte da fotografia: "we heart it"

21
Jun18

Porquê?

Carolina Cruz

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Porque é que as pessoas não se lembram simplesmente de serem felizes?
Porque é que é mais fácil guardarem raiva que amor? Mais ódio que compaixão?
Porque é que há gente que só gosta de ver os outros sofrer, porquê? 
Porque é que elas pertencem a este mundo?
Não, desta vez não vou baixar os olhos para o chão, desta vez não vou ficar triste, desta vez não vou dizer não a mim mesmo. CHEGA! BASTA!
Porque tenho eu de sofrer nas mãos de alguém?
Não, desta vez não me rebaixam, sou forte o suficiente para mostrar que a diferença de opiniões, de formas de ser, de estar, é o que faz o mundo girar, que não tenho de ter vergonha de ser como sou. Cada ser é um ser especial e essas pessoas que nos maltratam deviam procurar em si essa ficha sentimental, esse lugar mais bonito: o coração. Em vez de nos magoarem, achando-se superiores, achando que tudo tem mais cor porque os meus olhos as vêm brilhar. Cada um brilha à sua maneira, cada um é melhor a fazer diferentes coisas, porque tenho eu de ser subjugado a esta forma de me sentir mal? 
Quando tento que essas pessoas olhem no seu coração, é porque ainda acredito que há algo de bonito nelas, porque sou eu tão inocente? Porque vejo nos olhos de cada um, uma possível história de se ser melhor… É assim que vejo o mundo, estarei errado?

 

 
20
Jun18

Nos seus olhos

Carolina Cruz

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Olho nos seus olhos e só vejo amor. E quando ele me olha tão ternamente e feliz, eu sorrio cheia de gratidão pela imensidão do que sentimos neste mundo tão pequeno, que parece desacreditar num amor para sempre. Mas eu, com ele, eu posso sonhar, eu acredito nessa eternidade. 
Fecho os olhos e vejo-o meu marido, pai dos meus filhos, a envelhecer a meu lado, a ser avô dos meus netos, a viver a juventude do nosso amor até sermos velhinhos.
Eu sei que é demasiado cliché, há quem possa chamar tudo isto de piroso, mas não importa. Foi com ele que aprendi a ser lamechas e de dia para dia essa lamechice e esse amor aumentam e é tão bom vê-lo crescer connosco, sem nunca esmorecer.
É tão bom viver um sonho acordada, abrir os olhos todos os dias e poder agradecer tudo o que com ele vivo. 
O nosso amor é bom demais e melhor que isso: é verdade!

 

 

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Fotografia de "This is Us"

11
Jun18

[Ficção] Sonhar-te

Carolina Cruz

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Feriste o meu peito. 
Fizeste um rasgo, de um lado ao outro, que não estanca, que não para de sangrar.
Há coisas que nem o tempo consegue curar. 
Vem-me à memória todas aquelas frases bonitas que dizias e todo o calor do teu corpo sobre o meu, palavras fantásticas, esperançosas e momentos eternos que não passaram de uma mentira. 
Hoje ainda me lembro de nós, hoje ainda queria viver-nos, viver essa mentira, porque o conforto da tua pele, o cheiro de todas as coisas, valia a pena, mesmo que fosse um sonho onde sabia que acordaria, um sonho que antecedia a um pesadelo.
Agora dorme comigo a saudade, acorda comigo a ansiedade de ter de passar mais um dia, sem ti. 
Não podias demorar mais um pouco? Não podias colar um pouco desta amargura que me invade? 
Só te quero a ti, por mais que doa. Só te quero a ti no meu abraço, por mais que tudo pese. Só tu consegues fechar este buraco no meu peito e só tu conseguirias curar o que o tempo não cura.
Vens? Eu sei que não. 
Por isso, ficarei aqui, a sonhar-te.

 

 
04
Jun18

Ficas tão bem em mim.

Carolina Cruz

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Ficas-me tão bem, ficas tão bem em mim. Sob e sobre o meu corpo. Dentro e fora do meu peito. Ao meu lado, do meu lado, na minha mão, com a tua mão na minha.
Ficas tão bem em mim, nessa noite de amor que somos um do outro, nesse dia em que as intimidades fazem parte de uma conversa sem fim.
Olho para ti e nada mais importa, beijo-te com um beijo doce. Olho-te e pergunto: «Prometes-me que vamos ser felizes? Prometes que esta cumplicidade não fugirá por mais que passem os anos? Prometes que seremos sempre um do outro?»
Já que eu não consigo olhar-te e não te ver comigo. Já que não consigo olhar-te e ver-me sem ti. Fazes de mim a pessoa mais feliz do universo, aquela que deseja um mundo e uma vida a teu lado, aquela que nunca se cansa, aquela que te embala num jeito de criança, numa brincadeira séria, num gesto eterno e feliz. 
Não quero libertar o meu coração de ti, não quero força-lo a não te amar mais, ele já não saberia bater sem te amar. 
Por isso promete-me que vamos ser felizes e amarra-me a ti, com amor, a vida toda.
Eu olharei para ti e agradecerei por poder morrer feliz e completa, por sentir que aprendi a amar, contigo.

03
Jun18

[O teu olhar] Momento perfeito

Carolina Cruz

A noite cai. A lua sobe. O frio chega. Mas essa tua beleza não esmorece.
As luzes da aldeia acendem, queria desligá-las para poder olhar-te somente sobre as estrelas, seriamos no escuro um segredo bonito.
Aqui debaixo de todas as luzes que fazem deste lugar poesia, és tu quem brilha mais e isso faz-me acreditar que no escuro me guiarás.
Olho à minha volta e este é o lugar perfeito para iluminar o nosso amor, não o quero escondido, quero gritar ao mundo tudo o que sinto por ti. Que toda a vila ouça que aqui na serra à noite se fez dia!
Ajoelho-me e pergunto-te: «Casas comigo?»
Fecho os olhos, ouço-te sorrir. 
Abraças-me e aceitas a vida a meu lado para sempre.
Perco a rede e o juízo, as luzes sobem e os sonhos... Ai, os sonhos! São reais!

 

2. Andre.jpg

 

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Fotografia da autoria de André Veiga 

02
Jun18

Lamento...

Carolina Cruz

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Trabalho todos os dias e lamento. 
Há dias em que, como qualquer trabalhador, sou preguiçosa, há dias em que escolher ser e fazer o meu serviço é díficil.
Há pessoas que dizem que sou má, que sou vingança, mensagem de Deus ou do diabo, há quem me tema e viva a vida toda a temer-me, a sonhar comigo, a ter pesadelos, há também quem me chame e me implore para que eu faça o meu serviço, que lhes leve a alma e lhes deixe o corpo sem vida. 
O meu nome é morte e eu sei que vivo ou morto, já ouviste falar de mim e, na pele ou na de quem amas, me conheces. 
Todos os dias são uma correria e eu sou só uma alma e trabalho tanto.
Lamento que não gostem de mim, que seja injusta, que exista, mas desculpem dizer-vos que sem mim a vida não teria qualquer sentido.
Hoje levo comigo mais de cem pessoas no mundo, pessoas importantes, que foram importantes no mundo de alguém, com histórias para contar, com saudades e lágrimas. 
Custa-me levar esta gente, mas dói também levar aquela criança que tinha tanto para viver, aquele inocente na guerra, o homem perdido de amores, que por amor se matou, quando ainda podia no futuro vivenciar outra grande paixão. Dói levar alguém que não deixa ninguém para se lembrar de si.
Ser a morte de que muitos falam não é fácil e eu lamento isso, faço chorar, por vezes desperto o ódio, a raiva e a vingança, mas desculpem é o meu ser e temam ou não, um dia irei conhecer-vos. Até lá, deixem-me dar-vos um conselho, pois eu nunca sei quando escolho chegar e enquanto eu não chegar, aproveitem! Vivam intensamente, sem me temerem. Vivam porque eu sou a morte e nunca soube, na verdade, viver inteiramente.

31
Mai18

[Resenha Literária] Apaixona-me

Carolina Cruz

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"Apaixona-me" é um livro realmente apaixonante e a sua autora é a querida Ana Silvestre. 
É fácil, tão fácil, na verdade, apaixonarmo-nos pela escrita da Ana e neste livro não é exceção.
Este livro fala-nos sobre a importância do amor nas diferentes relações diárias - as de amizade, de pares e em família. Pois é o amor que nos faz compreender e aceitar as diferenças e os defeitos dos que nos rodeiam e que amamos. É o amor que nos faz perdoar até erros imperdoáveis, por isso, como nos mostra Ana neste livro, é essencial amar para o nosso bem-estar. 
"Apaixona-me" fala-nos da amizade entre duas mulheres com escolhas de vida bastante diferentes. Ana Luísa é uma mulher de família, casada, com dois filhos, enquanto Marta é uma mulher com uma vida sem regras, com casos amorosas e noites por puro e simples prazer, sem se deixar apegar, pois a sua história de vida e a ligação com o pai trouxeram-lhe alguns traumas - um deles a falta de crença no amor, preferindo o sexo casual, embora não se defina como uma pessoa feliz e sonhe secretamente também ela com a sua própria família. 
Não é novidade que sou fã da escrita da Ana, é fluída, de fácil leitura, não sendo menos intensa por isso. Ana escreve sem medos, sem rodeios, fala de problemas e do sexo sem pudor e eu adoro isso, tenho a certeza que também vão adorar! Leiam. 

 

30
Mai18

[Ficção] Pedi tempo e perdi...

Carolina Cruz

 

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Pedi tempo ao tempo. Perdi dias, meses, anos até, a confiar-te o meu amor, faltou-me a coragem de dizer-te o que sentia com medo de ser rejeitada. E agora? Agora é tarde demais, não há volta a dar, não há amanhã, não há dia, não há vida em ti. 
Só existe raiva em tudo o que sou. O medo foi-se contigo, o arrependimento dói demais.
Eras o meu melhor amigo e perder a tua amizade era como morrer, perder um pouco do que sou, esse mesmo pedaço da minha essência que partiu contigo. 
Eras tanto de mim, tanto para mim, e embora não soubesse tudo sobre ti, percebi que estavas apaixonado, que havia alguém a fazer bombear o teu coração. Como não percebi que era eu?
Foi preciso partires para ouvir a tua mãe dizer que eu era a menina dos teus olhos, que em ti havia muito mais que um carinho de amigo, havia em ti vontade de mais e medo, também medo. Medo de amar.
E esse amor por mim foi contigo sem se unir com o meu. 
Pergunto-me porque é que o tempo me ensinou da pior forma que não devemos perder tempo, nem dar tempo e coragem ao medo? Que devemos dizer aos outros o que sentimos porque não sabemos o amanhã?
Hoje permanece em mim a tristeza e a esperança que um dia te possa abraçar dizendo-te que nenhuma pessoa que habitou a minha vida teve nem metado do teu significado para mim.
Desculpa só dizer-te agora.
Mas, eu amo-te, amo-te tanto.

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