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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

02
Set16

[Resenha Literária] Um amor inexplicável

Carolina Cruz

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“Um amor inexplicável” é o primeiro livro da blogger Ana Ribeiro, do blog “Escreviver”.
A sua paixão pela escrita é também ela inexplicável, sendo que através da editora Capital Books, Ana publicou o seu livro, que conta a história de João Pedro, um jovem apaixonado pela vida, que a vê fugir quando lhe é diagnosticada uma leucemia.
Quando todos os amigos o abandonam nesta sua fase mais crítica, é Laura quem o abraça com esperança e que acredita em todas as suas vitórias.
Laura não conhece muito bem João Pedro, no entanto uma amizade surge quando todas as outras partem, surgindo também um amor que se torna especial. Porque é na dureza que a vida nos transmite, que tudo se torna verdadeiro.
Um livro que podia ter tudo para ser dramático mas que não é, fazendo-nos sim, procurar seguir sempre os nossos sonhos.
Uma história importante e com factos interessantes para serem debatidos com os mais jovens, o que tem vindo a fazer a autora.

24
Ago16

[Completas-me] com Andreia de "O meu poema"

Carolina Cruz

E lá vamos nós, para uma viagem a duas mãos, as minhas e as talentosas mãos de escrita da Andreia, do fantástico blog "O meu poema"
Espero que gostem tanto, quanto eu gostei desta partilha. 

 

“Encosta a porta.
Deixa que o vento te sussurre ao ouvido, enquanto gemem, em rebuliço, os cravos cor de sangue imortal. Deixa que o tempo leve de arrastão as lembranças que entrelaçaram os nossos caminhos. Deixa que o adormecer da madrugada te traga o silêncio de um lampião à escuta, a fuga das estrelas, o sentido das palavras feitas nas entrelinhas.
Lê, uma vez mais, as cartas que eu nunca te escrevi, os beijos quentes de outono, os passeios longos, as conversas banais…
Guarda em ti o nosso pretérito mais que perfeito, onde cabiam todos os sonhos do mundo, uma vida inteira sem último dia, um lugar sem pressa, sem futuro, sem questões.
Depois, quando a estação mudar, não penses mais!
Rasga os versos que escreveste e atira para o mar. Rasga a pele que há em ti e rompe a saudade mordaz que te prende, que te amarra, que te queima, que te destrói.
Denuncia-te!
Levanta os teus sonhos, ao nível dos olhos, e arrasta a poeira de cada calafrio. Levanta-te sem que destruas a história que te deixou ver o amor sem pernas e sem braços, sem dias a mais ou filas de espera. Esvazia o tempo em contrarrelógio, porque houve um dia em que contruímos o nosso castelo na areia, enquanto se deixavam bater, pelas ondas, as memórias de um refúgio antigo, de um desejo secreto, de uma mágoa apagada.
Por agora, agarra bem a almofada. Prende-te à humidade das lágrimas salgadas que irrompem do escuro, do relento de uma alma sem destino, de um ritmo descompassado, de uma angústia em tempo morto, onde a única certeza…”

 

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...é inutil. Cerca-te de uma coisa, de um pensamento que te encaminha à realidade: ele não voltará, como não volta a revolução de Abril. Tal como a história de outrora, ele apenas mora no teu pensamento, em cada recordação tua, do teu passado. Deixa que alguém mais tarde ocupe o seu lugar, ele será apenas uma lágrima, um pedaço de sangue que não te merecerá jamais.

Viveres nessa amargura, é só idiotice tua, não escarneças a tua pessoa. Vive. Abandona todas as dúvidas e segue o teu sonho, aquele que ninguém vivenciará por ti, tu és dona disso, da tua certeza, da tua vida, não deixes que ninguém diga para onde vais, se não é esse o teu caminho. Conta as horas, vive cada segundo e mostra o mundo que não és as muralhas desse castelo mas a rainha que ficou na história não por morrer pelo amado, mas por ser a primeira a vencer a mais terrível das batalhas.

 

22
Jun16

[Completas-me] Com Joana Freitas

Carolina Cruz

Hoje a nossa blogger convidada é a simpática Joana Freitas do blog "Quase Italiana" (um blog com temas variados e interessantes para diferentes públicos-alvo). O seu texto é sobre o amor, que tantas vezes nos dececiona... 
Escrevemos juntas este texto, espero que gostem! :)

 

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"Só estou a dizer adeus às memórias.... Sim, às nossas... Aquelas que simplesmente jogaste pela janela fora quando cada um foi para seu lado. 
Sabes... Confesso que ainda tinha 1% de esperança, até te encontrar em plena rua de mão dada com uma desconhecida. Desconhecida, para mim, porque, para ti,  pelo que vi, já a conhecias tão bem que até trocavam os mesmos carinhos que os nossos. 
E tu perguntas, "Se sempre tiveste esperança porque não vieste até mim?" 
Eu sempre ouvi dizer que devíamos deixar voar tudo aquilo que nos faz mal, e o que fiz, foi apenas te dar a liberdade que tu nunca me deste. 
Se ainda dói? Dói... Mas não tanto como ontem. E a dor, vai desaparecer com o passar dos dias. Vou ganhar novos hábitos, fazer novas amizades, conhecer coisas novas", a minha vida sera melhor, porque se te afastaste do meu caminho, por alguma razao foi, sobretudo para me dar força e para me fazer lutar pelo meu amor proprio, coisa que nunca existiu quando existias por perto. Amanha eu sei serei mais forte, mais capaz de vencer a saudade e abraçar outro alguem que me respeite, que veja em mim o que tu nunca viste. Nao terei pena se voltares e me quiseres de volta, se isso acontecer vou bater palmas e fazer troca de ti, mostrar que nao me abalaste, que consegui ser feliz, e provar que fiz isso tudo por mim, "tudo sem ti". 

15
Jun16

[Completas-me] Com Chic'Ana

Carolina Cruz

Tenho hoje o prazer de apresentar a Chic'Ana no meu blog, com um texto que me deu uma enorme "pica" continuar... Acho que juntas fizemos um trabalho perfeito. 
Espero que estejam a gostar tanto desta rúbrica quanto eu! Espero igualmente que gostem deste texto poderoso que escrevemos a meias, confiram lá:

 

A história de Susana

 

"Estávamos num bonito dia de Outono, Susana era feliz! Feliz com o emprego que tinha, feliz com a bonita família à qual pertencia: dois irmãos mais novos, e uns pais que eram o seu verdadeiro pilar e inspiração. Mal sabia ela que a sua felicidade estava prestes a aumentar, porque Marco, o seu namorado de há dois anos, preparava-se para fazer o tão aguardado pedido de casamento. Combinou tudo com a família de Susana e preparou-lhe uma surpresa enorme.
Susana, radiante, respondeu-lhe que sim, amava-o do fundo do coração, respeitava-o e acima de tudo, sabia que era este o seu destino. Fizeram todos os preparativos para o grande dia, e passados 8 meses estavam casados. Marido e mulher!
Tiveram uma lua-de-mel de sonho e os primeiros dois meses foram realmente maravilhosos. Até que a empresa de Marco encerra a filial em Portugal e muda-se para Angola. Marco, que adorava a sua profissão, nem ponderou ficar no país. Preparou malas e bagagens, rumou a Angola e deixou somente uma nota a Susana, com uma explicação e um bilhete de avião para ela.
Susana ficou em êxtase, sempre quisera ir a Angola, tratou de toda a documentação necessária, e passados 15 dias juntava-se ao seu marido.
Mal chegou foi recebida de braços abertos pelo seu companheiro. Foi encaminhada para uma vivenda de dois pisos e aconselhada a não sair de casa, porque os empresários estavam sobre fogo cerrado.
Marco saía pela manhã cedo e voltava já Susana se encontrava a dormir. A cada dia que passava, Susana encontrava uma alteração na casa: nos primeiros dias eram portas trancadas, limitando cada vez mais a sua área de circulação. Mas confiava cegamente em Marco, e pensava que era para a sua própria segurança. Nos dias seguintes, já havia janelas entaipadas mal distinguindo quando era dia ou noite. Foi-lhe retirada toda e qualquer tecnologia, dependendo de Marco para conversar e até para a alimentar…"

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Dia após dia, o medo apoderava-se dela, desconhecendo já o homem que com ela vivia, Angola era perigosa… dizia-lhe ele, sempre suado, mas havia algo mais. Susana desconfiava de algo mas dizer-lhe algo era também temer a própria morte.
Até que um dia Marco não jantara, Susana adormecera cedo, acordando mais tarde com uns barulhos estranhos no pátio ao qual não tinha acesso. Silenciosamente conseguiu fazer um buraco na “cortina de ferro” como ela lhe chamava. Apercebeu-se então que os barulhos que ouvira eram gemidos perpetuados e intensos de prazer, Marco penetrava sem dor desmedida de trair, uma rapariga nova, atraente, notava-se que a bebedeira era a razão de encantamento, mas não uma desculpa. Aquilo durava há mais tempo, desde que ela vivia ali, talvez a jovem rapariga nem soubesse da sua existência, pois a escrava mantinha-se ali fechada, prisioneira. Embasbacou, o corpo cedeu, chorou, a vida que sonhara acabara num pesadelo e o que ela não imaginava era que a vida dela acabaria ali nas horas em que chorava.
Angola era realmente um mundo que a beleza das telenovelas não mostrava, ali era matar ou morrer e só um corpo forte aguentava toda a pressão, não foi o que acontecera com Marco, que também perdera tudo, até o discernimento.
Ao ouvi-la chorar, entrou de rompante pela casa dentro, berrando em desatino.
- Não me faças calar-te.
- O que se passa contigo Marco? O que é feito do homem que eu amava?
Ele pegou-lhe pela cintura e quando ela pensava que um pedido de desculpas surgiria, mesmo sem perdão da parte dela, a rigidez da sua face não mudou, piorou.
- Queres o mesmo? Que te faça o mesmo? – Beijando-a de forma repugnante ainda com o sabor da outra mulher. – Ela não sabe de nós, nunca saberá.
- Porquê tanto amor antes e tanto ódio agora? O que te fez enlouquecer?
Ele insistia que ela precisava de descontrair, com um momento intenso como há tanto ele evitava, mas agora com um olhar longínquo, forçando-a.
Susana gritou o mais alto que pôde, que as suas cordas vocais permitiram, mas a asfixia calou o que restava de todas as palavras que nunca mais disse.
- Matei a minha mulher. – Gritou Marco, à porta, chorando, após cometer o tão terrível crime.
O amor à empresa sempre fora maior, Susana é que nunca percebera realmente, a depressão pós traumática depois de tanta mudança só veio mostrá-lo, o que Marco fez com Susana foi uma defesa para ter poder sobre alguém, o traí-la foi o motivo para ela o deixar de amar pois ela não o merecia e se não o merecia, também não merecia viver.
Foi a declaração do seu advogado perante o tribunal, inconsequente ou premeditado, uma morte terminou a história de uma jovem mulher com mil sonhos por viver.
Uma de tantas. Não deixes que esta história um dia seja tua.
Por favor, não te cales agora, antes que to façam para sempre.

22
Out15

A tua opinião e a tua vontade contam!

Carolina Cruz

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O post de hoje é a apelar à vossa participação neste blog, quero torná-lo ainda mais ativo quanto ao vosso papel desse lado, que é tão importante!
Gostava de saber o que mais gostariam de ver por estes lados, qual a vossa opinião.

Que temas gostavam de ver abordados na ficção?
Que músicas escolheriam para inspirar em textos?

Quero saber tudo, comenta, deixa a tua marca, decide por tua vontade, o teu pedido será tido em conta!
Já sabem que podem enviar fotos inspiradoras (da vossa autoria ou não) para carolinaacruz.01@gmail.com

 

Conto convosco! 
Uma óptima quinta-feira! :)

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