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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

19
Nov16

O que escrevo é o que sou…

Carolina Cruz

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O que escrevo é o que sou… histórias do meu eu, contadas, perdidas, esquecidas mas gravadas na memória.
Enredos inventados mas com um quê de sabedoria, de conhecimento, de olhares que o meu saber toca e absorve.
Ficções que na verdade são encantos, memórias que não aconteceram, sonhos que morreram, certezas que permanecem em alguém e histórias com o seu quê de verdade em mim.
Escrever é a minha forma de levar a vida, de lhe agradecer e perdoar alguém, de esquecer e pedir desculpas por algo que só o destino teve culpa, estava escrito, tinha de acontecer… e ainda bem que aconteceu, porque algo se sentiu, algo se escreveu.
As palavras são a minha respiração, porque elas me dão vida e eu dou-lhes o meu coração.

07
Nov16

[Cinema] The words

Carolina Cruz

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Rory (interpretado por Bradley Cooper) é um escritor que se torna conhecido por uma história brilhante, mas que não é sua.
Um filme com um enredo atrativo do início ao fim, leva-nos numa viagem de questões, de dúvidas e sentimentos confusos mas que fazem desta história uma história marcante.
Com ela colocamos em questão do que é ou não capaz o ser humano por fama ou amor.
Ninguém o sabe até às horas de maior aperto.
É também nas horas de maior aperto que as palavras têm maior sentido passadas para o papel, são mais fortes, mais poderosas, salvam-nos, tornam-nos melhores. É por isso que digo que embora não escrevamos livros, todos nós escrevemos nas páginas da nossa vida.
E aqui quem escreve o quê? Vejam em “The words”.

 

 

 

26
Out16

[Cinema] Leo

Carolina Cruz

Leo_(2002).jpg

 

O que fazes com o teu passado é tu que escolhes, mas essa escolha pode ser determinante na tua vida e na vida dos outros.
Por vezes um erro grave de um momento pode durar uma vida inteira, em sentimentos de culpa, frustração e dor que nos consomem e nos fazem julgar os que estão à nossa volta, repugna-los, interpretá-los mal, acusá-los, pois a culpa só em nós é que pode viver, mas quando não se transborda em lágrimas, a raiva surge.
Por vezes duvidamos de quem mais amamos e a vida surpreende-nos, mostra-nos que podemos ser melhores do que aquilo que fomos, mas o passado esse não podemos mudar, mas podemos escrevê-lo para ser explicado, compreendido, arrumado.
Leo escreveu quem era, sem rodeios, sem medos, pois o seu silêncio foi a sua defesa e o seu escape. No entanto todo o mal que sentiu, aquele que nunca disse, o que sempre omitiu em voz, escreveu-o, tornando-o alguém mais forte.
“Leo” é um filme pouco conhecido, mas que eu me atrevo a dizer que é dos melhores filmes de suspense e drama que vi até então, porque nos apega e nos entristece como se na história entrássemos. Entristecer não é no mau sentido, é no sentido em que nos prova ser uma boa produção.

Vejam, vale a pena.

 

 

22
Mai16

As minhas palavras

Carolina Cruz

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Só envelhecerei quando tudo perder a cor, só morrerei se as palavras que escrevo deixarem de fazer sentido e já não servirem para nada.
Vejo o meu futuro ao longe e só tenho uma certeza, faça o que fizer da vida nunca me esquecerei das palavras, nunca perderei o hábito de as colocar no lugar certo e das expor com alma.
Eu escrevo como vivo e se algum dia as palavras me falharem, já não devo estar em mim.
O meu sonho será sempre que alguém me siga o percurso e que faça das letrinhas o meu sossego, levar a cada canto a minha alma, que é feito de rio e calma.
As pequenas ondas do meu cabelo levam ao segredo e quando sinto, qualquer que seja o sentimento, eu desejo escrever e que essa escrita não tenha fim.
A minha alma é por isso um desassossego acolhedor, feito de contrastes, mas feliz, sentindo-se livre, sentindo-se viva.

10
Abr15

[Simplicidades da vida] Escrever

Carolina Cruz

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Escrever é guardar da vida, o que ela tem de melhor e nesse melhor encontrar tudo o que se levou de algo menos bom, pela qual não baixámos os braços e nos levantámos em direção ao sol.
Escrever é mergulhar na cor do nosso desejo, é beber da vida em goles pequenos e saborear toda a sua sabedoria, que consigo está guardada.
Escrever é não desistir dos sonhos, é envaidecer-nos de culpa e de promessa que o que escrevemos é também para olhar os outros e saber que tudo aquilo que sentimos, eles sentem também.
Quem escreve sempre vive, porque a vida está nas entrelinhas de cada pedaço da nossa história de cada dia em que somos nós próprios, em palavras.

 

Fonte da imagem: Tumblr

 

 

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