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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

06
Fev19

[Ficção] Já dizia o poeta

Carolina Cruz

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Sinto que já não sei escrever, tropeço apenas na melancolia de necessitar de o fazer. Sou um velho que esconde a sabedoria num copo de água ardente, já não sou fiel à minha dor. Ai, quanto prefiro morrer!
As palavras vêm em catadupa, atropelam os meus sentidos quando já não encontro antídotos ou soluções, mas continuo a ser feito de sentimentos e amor à flor da pele.
Embora já sem vida e sem cura para este homem louco, sou como dizia o poeta: nada, de coisa nenhuma!
Para quê ficar se já não me lêem? Para quê manter os sonhos se sou um velho decadente? Já vivi tudo o que havia para viver, resta-me o tempo que não volta e a solidão.

04
Fev19

[Ficção] Salvador, sê feliz.

Carolina Cruz

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Como é que eu consegui ser tão estúpida? Achava que ia ter-te para sempre. Corrompi tudo o que éramos e cerquei-me na ideia de que, acontecesse o que acontecesse, tu serias sempre meu e eu sempre tua. 
Como tens razão, Salvador, “só pensei em mim”. Como pude eu ser tão visível para os outros e escondida no teu coração? Nas minhas atitudes incorretas para contigo, não fui fiel, não te dei ouvidos. Achava que tudo era demasiado esgotante, os dias em que ficávamos em casa, os dias em que éramos só nós dois, e eu não percebi que isso fazia parte quando se ama alguém… Mas sabes?... Agora que penso que perdi tudo isso, dói-me a alma, de culpa, de desgosto. Pudesse eu voltar atrás, pois tenho a certeza absoluta que não encontrarei alguém como tu, tão certo, tão doce, tão bom, que me ame de coração como tu fizeste. 
Nunca me vou perdoar, isso é uma certeza e que, embora saiba que o mal já esteja feito, quero que pedir-te que sejas feliz, que na dor te lembres que eu jamais mereci a pessoa que eras e que encontrarás alguém que brilhará ao ver-te. Os meus olhos irão sempre chorar, mas não quero pedir que voltes, quero que completes esse pedaço meu que te falta, com ela. 
Sê feliz.
 
 
 
04
Jan19

[Ficção] Saber de ti

Carolina Cruz

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Queria tanto saber de ti! 
Meu Deus, que louca que sou! Louca por sorrisos rasgados, felizes e sinceros e é isso que me apaixona em ti.
Não te assustes, não é amor ou paixão platónicos, sabes… sou da opinião que também nos apaixonamos pelas pessoas sem nutrir amor, mas admiração.
É isso, é exatamente isso que sinto, admiro-te e pensas tu “mas tu nem sequer me conheces”, pois não, mas consigo sentir com o coração quem são as pessoas de bem e não. Esses olhos dizem-me tudo!
Não imaginas o quanto me motivas e o quanto me fazes feliz sem saber. Vejo em ti um mistério de sonhos doces. Posso conhecer-te? 
Tenho a certeza de que não me engano, que serás fiel à imagem que tenho de ti.

31
Dez18

[Ficção] Amanhã não importa

Carolina Cruz

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Não consigo enganar-me de novo. 
Eu sou tua, eu preciso de ti, eu necessito de ti, ainda que a minha cabeça e o meu bom senso me peçam para me afastar de ti...
O meu corpo pede por ti, deseja-te, mexe-se a implorar-te e cá estou eu de novo, como se fosse a primeira vez, nos teus braços.
A perdoar-te de novo, a ceder a esse amor que eu sei que me tens, essa adoração infinita que regressa sempre por mais erros que cometas ou por mais pessoas que entrem nas nossas vidas.
Porque é que é assim? Porque é que não posso simplesmente abandonar-te e dizer que me sinto em paz sem ti? Sem recordar que existes? Eu sei porquê.
Sou humana, erro imensas vezes, caio no erro outras milhares e amo-te, amo-te como se fosse morrer amanhã e eu sei que também te sentes assim.. Por mais erros que cometas, por mais mágoas que me tragas, eu sei que sorrimos quando nos envolvemos, quando te chamo de idiota e tu dizes que sou a mulher mais bonita do mundo, quando o universo conspira para que fiquemos juntos, independentemente de tudo.
Queres-me? Eu também te quero.
Amanhã não importa. Morreremos juntos hoje... de amor!

10
Dez18

[Ficção] Num sonho meu

Carolina Cruz

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Tremo.
Sinto todo o meu corpo a tremer. 
Merda, preciso de ti, preciso tanto de ti, o meu corpo, a minha alma… És como uma droga que preciso de saciar, uma paixão em que preciso de me enamorar.
Perdoa-me meu amor, não imaginas as saudades que tenho tuas, é quase como morrer a cada dia. Preferia perder a vida, que tentar esquecer-te. Esquecer-te dói e é em vão. Os pensamentos cedem e o corpo esse é um poderoso tecido que não engana ninguém. 
Choro por dentro e por fora tudo se evapora, não quero nem existir se nunca te voltar a ter por perto. 
Quero os teus lábios nos meus, o teu corpo quente sobre o meu peito. 
Já te disse que te amo? Talvez me tenha esquecido enumeras vezes de o fazer, mas não imaginas como o arrependimento me toma. 
Quantas vezes me esqueci de dizer que eras uma quimera, que o teu sorriso brilhava em mim, como sempre foi importante a tua presença.
Pois, eu sei, agora é tarde… Mas… Ouve-me apenas, o meu corpo chora a ausência da tua pele, por isso deixa-me fechar os olhos, dar-te a mão, nem que seja um minuto, num sonho meu.

08
Dez18

[Ficção] Ninguém mais!

Carolina Cruz

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Este beijo, entre as ondas. A tua juventude e a minha poesia. 
Se não fosses tu, nunca teria tido a coragem de fazê-lo, beijar-te assim, como quem pede o mundo. 
Conhecer-te desde que me lembro, é saber que esta é a nossa essência, que por mais pessoas que entrassem nas nossas vidas estávamos destinados um ao outro, tão simples e tão complexo como uma fórmula matemática.
Provo do teu beijo e não tenho medo que nos magoemos, não importa que isto seja uma fase, que o nosso amor não passe de amizade, sei que a vida irá ligar-nos para sempre e sei que um dia, nesta ou noutra vida, serás minha mulher, casar-me-ei contigo, serei pai dos teus filhos.
O louro do teu cabelo, o sorriso nos teus olhos fazem-me o rapaz mais feliz do mundo e é isso apenas que importa: o presente. Podíamos ter escolhido outro amor para este Verão, mas temo-nos um ao outro, sempre foste a minha escolha, a minha companhia preferida. 
E neste mar gélido, o quente chegou ao meu corpo, apetece-me mais, quero mais. 
Posso dizer que te amo? Fica um segredo só nosso.
Aqui, entre a areia e o mar. 
Só nós, ninguém mais.

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Photo by allssian in "We heart it"

07
Dez18

[Ficção] Queria(-te) tanto!

Carolina Cruz

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Queria tanto saber de ti! 
Meu Deus, que louca que sou! Louca por sorrisos rasgados, felizes e sinceros e é isso que me apaixona em ti.
Não te assustes, não é amor ou paixão platónicos, sabes… sou da opinião que também nos apaixonamos pelas pessoas sem nutrir amor, mas admiração.
É isso, é exatamente isso que sinto, admiro-te e pensas tu “mas tu nem sequer me conheces”, pois não, mas consigo sentir com o coração quem são as pessoas de bem e não. Esses olhos dizem-me tudo!
Não imaginas o quanto me motivas e o quanto me fazes feliz sem saber. Vejo em ti um mistério de sonhos doces. Posso conhecer-te? 
Tenho a certeza de que não me engano, que serás fiel à imagem que tenho de ti.

06
Dez18

[Ficção] Demora-te

Carolina Cruz

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Basta! Não consigo ser mais hipócrita, vivendo uma vida de mentira. Se consegues, palmas para ti, eu abandono aqui o meu caminho. Estou cansada de sorrisos falsos, de permanecer quieta ou de procurar atenção onde ela teima em não existir…
Nunca fui de insistir onde não houvesse realidade, onde não existisse cumplicidade, onde tudo fosse um dever - dever amar, dever existir sem viver, sem sentir realmente. 
Não, para mim basta, não quero este amor se não puder dele beber felicidade, se não puder ele ser o melhor de mim, aquilo que me faz levantar todos os dias e que me inquieta. 
Se tu consegues, fica. Desejo-te o melhor, mas abandono-te, não sou obrigada a ficar onde não quero, onde tu estás sem estar, de onde eu parto, sem pena de não ficar.
Ama-te, isso é o mais importante e por ser tão essencial digo adeus à paixão que já não vivemos, para sentir esse amor-próprio, para amar-me como sempre devia ter feito. 
Vou embora, que a vida corre, há tanto para viver, para sentir, sem me prender à tristeza e ao “que tem que ser”. 
Não tem de ser se já não houver magia. Não tem de ser se for por obrigação, farta de obrigações estou eu!
Faz o mesmo, procura-te onde és feliz, encontra-te e demora-te onde o teu coração deseja ficar.
 
04
Dez18

[Ficção] Recordo-me dos teus olhos

Carolina Cruz

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Recordo-me dos teus olhos, pelos quais me apaixonei. 
Os olhos dizem, são o espelho da alma, e os teus eram tão transparentes, tão bonitos, tão verdadeiros e sorriam. Sorriam tanto. Foi tão fácil apaixonar-me por eles.
Porque é que tinham de fazer isto connosco? Porque tinha a vida de acabar com o teu sorriso? Recordo-me todos os dias de ti, da forma como me amaste, como nos amámos. 
Foi tão importante, tão intenso, tão bonito, que na minha vida e no meu coração não consigo que entre mais ninguém, não quero mais ninguém. Continuo a amar-te como se estivesses vivo e continuo acreditar que, se Deus existe, um dia irei voltar a abraçar-te. 
É isso o amor, não é? Acreditar, acima de tudo. Acreditar que é possível, amar além de todo o universo, além daquilo que nos destrói.
Espero pela minha morte todos os dias para poder encontrar-te. 
Algo me diz que estás desse lado para me dar guarida. Sempre foste o meu refúgio e eu amo-te, tanto que nada nem ninguém irá mudar isso.

 

01
Dez18

[Ficção] Volta princesa

Carolina Cruz

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Foste poeira, maresia, princesa, magia. Olho-te ao longe e sob o sol, entre os raios que emergem por entre o teu rosto e o teu sorriso que fazem brilhar ainda mais a tua beleza. "Idiota", penso. Como estraguei tudo, como no passado destruí todo o nosso futuro, que é este presente, este abraço escuro e frio.
Reconheço-te até de olhos fechados e por mais anos que passem sonho todas as noites contigo. De nada serve ser marinheiro, se perdi o norte. E de que me serve ser rei se o meu trono é apenas história que passou? Somos isso mesmo, um passado em ruínas que tem a sua beleza e que agora nada é, por minha culpa.
Volta princesa, embarca comigo nesta maré, mata-me nesta saudade de ti que o tempo não leva, que o vento não mata, só o teu sorriso me quebra, vem e traz-me luz!

(fotografia da minha autoria)

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