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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

29
Abr16

Cada toque seu (parte III)

Carolina Cruz

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Enquanto o beijava no pescoço para que se sentisse arrepiado, ouvi-o sussurrar:
- Porque é que foste tão difícil durante este tempo todo?
Caí em mim, empurrei-o, afastando-o:
- Foi isso que te fez seguir-me até aqui? Porque sabias que não ia resistir?
- Não, porque sonho contigo desde o dia em que te vi.
- E às outras também... Tu queres todas aquelas que morrem por ti, eu amo-te, mas não serei uma delas que se limita a ser só mais uma... - Dizia enquanto me preparava para vestir.
- Tu não percebes. - Disse. - Foi uma forma de te provocar ciúmes porque de nenhuma outra forma teria a tua atenção, desta maneira. Não me interpretes mal...
Mas interpretei mal aquelas palavras, feriram-me inteiramente por mais que achasse que não, por isso continuei a vestir-me, dei-lhe um beijo na testa, continuando a fazer-me de difícil pois se ele me amasse realmente, a partir daquele dia que sabia o que sentia por ele, iria lutar por mim.
- Então prova que me queres muito além de uma noite como esta.
Mania de certos homens pensarem que as mulheres não resistem, que as mulheres são fáceis de cair na mão, não é verdade, eu não seria.
Bati a porta e cada um seguiu caminhos diferentes, cada um para sua casa.

(continua...)

28
Abr16

Cada toque seu (parte II)

Carolina Cruz

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Caramba! Os seus olhos pareciam dois cristais, o sorriso pareceu oferecer um beijo e eu parecia aceitar toda a situação.
Idiota, não resisti... e sabia que havia o desejo de o querer mas mais desejo ainda de que ele me quisesse a mim.
Aquele jogo de incertezas e ódio pareciam perseguir-me, ainda asssim rendia-me aos seus beijos, ao seu corpo estupidamente bem constituído, enquanto ele me puxava o vestido para cima, despindo-me por completo.
Cada toque seu era uma ferida na minha consciência e um sorriso no meu coração lamechas, mas o meu corpo desejava que aquele momento fosse eterno.
O calor dos seus lábios sobre a minha pele pareciam queimar-me e a sua força contra o meu peito prendia-me, como eu abominava mas queria.
Então percebi que independentemente de todos os sentimentos contrários, eu sempre sonhara com aquele momento. Então encostei-o contra a parede, se ele tinha aberto o jogo então eu merecia mostrar o que valia.

 

 


(Continua?!)

22
Abr16

Não há finais felizes

Carolina Cruz

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Espalhadas pelo chão, fotografias do seu casamento trazem à memória de Susana todas as memórias felizes que ela não permite que sejam novamente sentidas. Com raiva usa uma faca, corta uma por uma, pela metade. Precisa de vingar o seu marido e toda essa felicidade que jamais se permitirá sentir.
Com o seu ar fingido e sensual dirige-se ao pub mais próximo enamorando o primeiro homem que a atrai, travam conversa plena, até que o convite para algo mais íntimo surge.
Oferece a si mesma o direito ao prazer, mas depois de uma noite longa, o seu parceiro sexual é violentamente por ela incendiado.
Fazia isso consecutivamente todas as sextas-feiras, o crime fazia-a sentir-se em paz, sentia que vingava o marido falecido num incêndio de fogo posto. Susana adquiriu uma psicose pós-traumática e depois de presa nunca mostrou arrependimento, só saudade.
No crime nunca há finais felizes, para ninguém.

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