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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

16
Jul17

Com intensidade

Carolina Cruz

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Faremos no silêncio tudo aquilo que o corpo nos pede. Faremos desse silêncio o desejo inteiramente feito da nossa pele. 
Somos e fomos o pecado que quebrou todas as regras. 
Sejamos. 
O que é mais importante ser feliz ou aprisionarmos no que é dito pela sociedade ser bem feito ou com bom senso? 
Chega! A tua pele e a minha conspiram e respiram uma pela outra. Não existem uma sem a outra. Porque haveríamos de ficar longe? Porque haveríamos de lhe renegar o prazer? 
Não. Seremos corpo e alma, felizes. 
Seremos corpo e alma, unidos. 
O amor é o amor, ele pede paixão, desatino, insensatez, coração. Nada disso seremos se não quebrarmos as regras. 
O amor por si só quebra regras, desarma a imensidão. 
Não vale a pena parar o amor, controlá-lo. 
A melhor forma de o viver é sem medida, com intensidade.

 

 

28
Abr17

[Cinema] "Três metros sobre el cielo" & "Tengo ganas de ti"

Carolina Cruz

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Numa palavra: arrebatador. Noutra? Inquietante.
Agarra, prende, derruba, apaixona-nos, faz-nos sofrer, sorrir, acreditar, suar e chorar.
Uf, que filme!
Há passados marcantes, uns que queremos manter, outros que fazemos de tudo para esquecer, para não lembrar.
Existem também pessoas que amamos por inteiro, de forma desmedida, mas talvez, por vezes, amar não baste.
E po rque não? Há milhares de razões. Como há milhares de razões para alguém entrar ou sair da nossa vida.
Na realidade, na vida, tudo acontece por uma razão. No amor também, e há amores que são eternos pela intensidade, pela mudança que geram em nós. Mas quem sabe que, assim sendo, não possa durar mais ainda que o momento? Uma vida?
Babi e Hugo têm vidas, passados e educações completamente diferentes, mas as suas vidas tão diferentes assim irão se cruzar. Por que razão? Com que sentido?
Só há uma forma de saberes - veres e ficares tão rendido quanto eu!
 

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Não devemos fugir ao passado, mas também não devemos ficar presos a ele toda a nossa vida, dessa forma iremos sempre, mesmo que não queiramos, errar com as pessoas presentes no presente, ou ainda assim errar com as pessoas do passado.
Temos de saber perdoar, a nós próprios em primeiro lugar, depois aos outros. Só através do perdão conseguimos seguir em frente.
É verdade que Hugo nunca esqueceu Babi, é verdade que esta, mesmo se negando, também não conseguiu esquecer o seu primeiro amor, a adrenalina, a paixão, a sua história, um romance arrebatador.
O que viveram marcou para sempre a vida de ambos, é impossível passar um pano por cima, mas é possível viver com isso, trabalhar o esquecimento e a saudade.
Custa, dói, magoa, muito mesmo, mas com força de vontade conseguimos.
O que será que vemos neste filme? Um voltar ao passado? Um reencontro desta paixão em nada esquecida? Rumos diferentes? Um novo romance? Uma relação reatada? Há muito por descobrir neste segundo filme – “tengo ganas de ti”, depois de “três metros sobre el cielo”.
Diz que o terceiro filme sairá, em princípio, ainda este ano. Eu que não sou muito de sequelas, fiquei apaixonada por esta. Embora não seja muito falada ou conhecida, esta trama espanhola tem (mesmo) muita qualidade.
Quem já conhecia?

 
 

 

 
 

 

22
Abr17

[Ficção] Não tenhas dúvidas

Carolina Cruz

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Desculpa-me, eu disse-te que mudava, mais estúpido fui eu que prometi que o faria. É certo que o disse e que volto com a palavra atrás, mas há factos sobre mim que vais ter de aceitar.
Contigo sempre serei coerente, sempre te respeitarei, sem pressas, com todo o amor que prometi dar-te.
Tu és a minha paz, o meu porto seguro, sem ti, eu sou sempre o que fui, não há volta a dar. Impulsivo, descontrolado talvez, amante da adrenalina e da aventura, da velocidade e da paixão que arrebata tudo. Mas estou contigo, isso não muda, nunca mudará. Prometo-te apenas isso, se algo houver entre nós, nada mais haverá entre nós que nos derrube. Faço-me entender?
Agora faz a tua escolha, sei que não mandaste no teu coração ao te apaixonares por mim, que não tiveste escolha, mas agora tens.
Serás tu capaz de me deixar apenas por isto ou o amor é essa certeza que ninguém entende?
Decide, eu estarei aqui, à tua porta, aguardando um beijo de olhos molhados. Amo-te, disso não tenhas dúvidas.
 
 

 

 
 
 

 

20
Abr17

[Cinema] Barefoot

Carolina Cruz

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O amor pode surgir por tudo e por nada, quando procuramos ou quando não contamos, por alguém que conhecemos há muitos anos ou apenas há um minuto.
O amor é talvez o sentimento mais forte, mais estranho e mais incompreendido que o Homem pode sentir. No entanto, é por ele que corremos o mundo e é ele a nossa salvação, queiramos ou não.
"Barefoot" é um romance incomum, que mistura drama real com uma comédia engraçada e no final surge uma mensagem extraordinária. Porque, na verdade, o que ligaria uma rapariga com um diagnóstico de esquizofrenia internada num centro psiquiatrico a um rapaz viciado no jogo, portador de vários vícios e detenções?
Ele é um mulherengo, um homem de uma família rica, que sempre habituado a esbanjar dinheiro não tem projetos de futuro.
Ela é uma rapariga inocente, pouco experiente na vida, no contacto social e no amor.
Os seus caminhos cruzam-se nesta história em comum, mas o que é que será que os liga?
Deixei-vos curiosos? Então vejam o filme, porque tal como eu vão adorar!

 

 

18
Abr17

18 # Existirá destino sem os sonhos?

Carolina Cruz

“Pois merecemos. E termos um final feliz é aceitar que não temos mais nada a ver um com outro a não ser nas memórias. Iludi-me sim, sonhei muito alto, perdi-me no teu corpo, soube-me bem, senti prazer. No entanto, tenho maior prazer ainda em dizer que me desiludiste, o tempo muda as pessoas. Já não és o meu Manel do passado. Perdoo-te sim, ao fechar os olhos e lembrar que o que passou não passou de uma história terminada. Se eu tinha dúvidas hoje não as tenho mais. Tu adoras a sensação de me teres a teus pés, não a minha pessoa propriamente. Não nego nem duvido que me tenhas amado, mas mudaste. E não é a tua pessoa que eu quero na minha vida. Poderei cumprimentar-te, tomar café quando regressar a Portugal, somente isso. Amizade, nada mais. Perdoo-te sim e agradeço-te por teres-me ajudado a virar a página.
Sê feliz, beijinhos”

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Bloqueou o telemóvel e dirigiu-se à cozinha. John que se encontrava a escorrer a massa, recebeu um abraço. Sara abraçou-lhe as costas. Ele virou-se num repente delicioso.
- Vou dar o meu melhor. Virei a página. Agora, serás a única pessoa que eu hei-de querer ler. Vou fazer por merecer o teu amor. Por inteiro. Sei que dói, mas vamos fazer por isso?
John sorriu, olhou-a e só conseguiu beijá-la.
- I love you. – disse ele.
- Me too.
Sara voltou a Londres, aos recitais de Shakespeare, à enfermagem e nos braços de John manteve o seu sonho. Não há destino se não seguirmos os nossos sonhos, não há destino se os sonhos dos outros mudaram e só um fala de paixão, de amor, ou de futuro. Só existe destino, se ambos quiserem. Sonhos morrem e nascem todos os dias. Os verdadeiros, os nossos, permanecerão.

 

(fim.)

17
Abr17

17 # Existirá destino sem os sonhos?

Carolina Cruz

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- No que depender de mim. – disse ele sorrindo. – Eu sei que eu te amo mais, mas sei que há algo no teu olhar que me diz que há uma vontade em ti de me pertenceres também.
» Vamos esquecer o que aconteceu. É passado. Vai ficar na gaveta junto dessa história. Ele foi importante, foi o teu passado. No entanto, eu quero ser o teu presente, o teu futuro. Nada mais importa. Pois não?
Sara não hesitou em beijá-lo.
Não é verdade que todos cometemos erros? Não é verdade que nos confundimos? Que somos e deixamos nos ir e ser por instinto?
O passado devemos fechá-lo, guardá-lo em gavetas, guardar o que é bom de guardar. Com o tempo aprendemos que o passado nos tornou mais fortes e construiu um pouco da nossa história. No entanto, o mais importante é o presente e quem faz parte dele, quem está, quem quer ficar, quem nos merece.
Sara percebeu isso, naquele momento. O telemóvel tocou… Era uma mensagem de Manuel, mais uma vez, com um pedido de desculpas.

“Sei que não fui correto, mas ainda assim queria ter-te na minha vida. Espero que um dia me perdoes, não é assim que quero que fiquemos. Merecemos um final feliz.”

Leu. Abanou a cabeça e riu. John encontrava-se na cozinha e ao vê-lo longe não tardou em responder.
 
 
 (continua...)
 
16
Abr17

16 # Existirá destino sem os sonhos?

Carolina Cruz

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- Acho que me iludi demasiado com o passado, ao sonhar connosco num futuro. A culpa também é minha. – disse-lhe ela. – Foi um erro. – e bateu a porta.
Não chorou à sua frente, mas quando bateu a porta chorou desalmadamente, como se todos os seus sonhos tivessem ido embora.
Pegou no telemóvel depois de tantas horas sem lhe tocar. Tinha-o em silêncio. Eram duas da tarde. Tinha dez chamadas não atendidas de John. Abanou a cabeça, voltou a chorar. Tinha estragado tudo. O que eles tinham construído até então.
Entrou em casa a chorar desalmadamente. Não conseguiu fazer mais nada do que abraçar John. Nos seus braços continuava a chorar.
- Desculpa, estraguei tudo. Sou uma idiota. Nunca irei merecer o teu amor.
John não estava a perceber nada, estava simplesmente preocupado. O que estava a acontecer com a menina dos seus olhos?
- Estava preocupado. O que se passou? Onde foste?
John não era totalmente inocente, sabia que a ligação entre Sara e o rapaz que ele vira abraçá-la no bar era forte, que era alguém do seu passado. Confiara nela, porque ele era o seu presente. Ainda assim, perdoava-a, mesmo depois de ao largar o seu abraço, Sara lhe contar tudo.
- Como pude ser tão estupida? Magoar-te? Magoar-me?
As suas palavras eram calmas.
- Ainda que não me tivesses contado a vossa história. Eu sentia que havia algo em ti que não te deixava amar-me. Havia algo mal resolvido contigo. Foi um erro sim, mas também concluíste algo, terminaste o que há muito devia ter terminado. Não tens de pedir desculpa. Estava no nosso “contrato” amizade colorida, nada mais que isso. Eu é que não resisti e apaixonei-me por ti. - dizia (na sua língua materna)
- Vês? Eu não te mereço.
- Mereces pois. Vem cá. – disse ele abraçando-a.
- Ele é que não te merece. Depois de tudo. Idiota.
Sara sorriu.
- E nós? Como ficamos? Achas que ainda podemos resultar depois de tudo?

 

(continua...)

14
Abr17

14 # Existirá destino sem os sonhos?

Carolina Cruz

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Ela sorriu.
Ele continuou a desabotoar-lhe a túnica, a desapertar-lhe o soutien, a beijar-lhe os seios.
Ela pregou-lhe firmemente as unhas nas suas costas e despiu-lhe a camisa.
E se alguém aparecesse? E se John telefonasse? Que iria ela dizer? De cada vez que Manuel a puxava para si, ela esquecia todas as dúvidas, todas as questões, a sua mente era um mundo à parte do seu corpo.
Fechava os olhos de cada vez que ele lhe tocava. Abrir os olhos era aperceber-se que não estava a sonhar. Então todo o passado estava ali naquele ato tão sonhado, tão imaginado.
- Era isto que tinhas guardado para mim? – disse ela numa gargalhada.
- O tempo amadureceu os nossos corpos, a saudade que eles tinham, tornou este sabor mais forte. Não é melhor que dar as mãos apenas?
Ela riu de novo. Demais. Ele deu-lhe a mão e prendeu-a para si. A sua forma de o ter para si era tão perfeita que não havia dor naquela intensidade, havia prazer inundado de beijos por todo o corpo, de uma pertença que voltava a existir catorze anos depois, dois corpos nus, uma aventura silenciosa e imprudente, duas pessoas traídas, outras duas que ao consumar o ato eram felizes, quase sem culpa, porque toda a vida haviam pertencido uma à outra, como os seus corpos pareciam encaixar-se de forma tão certa um no outro.
Mas será que o destino comemorava com eles? E o mundo lá fora?

 

(Continua...)

13
Abr17

13 # Existirá destino sem os sonhos?

Carolina Cruz

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Sara estremeceu. Arrepiou-se, era um arrepio bom, desafiador, talvez estivesse a sonhar alto ou a pensar o que não devia. Mas, de outra forma, porque trancaria ele a porta?
- Vivi a minha vida toda à espera deste momento. – disse-lhe ele. – Há uma sede incontrolável de te conquistar de novo.
- Há qualquer coisa em nós que nunca terminou, por isso eu não sei ter outra pessoa. Dou voltas à minha cabeça, mas no meu coração estás sempre lá tu.
- Não foi isso que me pareceu. – disse Manuel.
- Olha quem fala, aquela rapariga loira atiçada! – disse Sara com desdém. - Eu não disse que não tive ou não tenho. Tive e tenho, mas nenhuma será tão especial, nem tão intensa como tu, como o que tivemos.
- O que tivemos? Mãos dadas, um simples beijo? – perguntou Manuel.
- Para mim, vale mais que o sexo mais prazeroso do mundo.
Será que as suas palavras eram verdade? Estaria ele tão mudado assim? Sara não hesitou.
- Diz-me que nunca esqueceste o que tivemos. Ou os meus catorze anos eram uma simples brincadeira para ti?
- Nunca esqueci. Nunca conseguirei pertencer a ninguém sem lembrar que entre nós ficou tanto por fazer, tanto por completar. Foi amor puro o que senti por ti. A minha pergunta foi só mais uma forma de te desafiar. Não mudaste nem um bocadinho, continuas a mesma menina com esses olhos teimosos e sedutores.
- Andei a vida inteira a querer-te nos meus braços, não posso perder-te agora. – disse-lhe ela.
E a razão pela qual ele tinha trancado a porta do gabinete não era um pensamento idiota mas um ato consumado.
Ele pegou-lhe no rosto e ao beijar-lhe delicadamente os lábios deixou acontecer o que há tanto era sonhado pelos dois.
Desceu a sua boca até ao pescoço dela e levemente começou a desabotoar-lhe a túnica que lhe cobria o corpo que ele estava ansioso por tocar, por beijar, por despertar prazer.

 

(Continua...)

12
Abr17

12 # Existirá destino sem os sonhos?

Carolina Cruz

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Sim, ligou-lhe. Talvez errasse, talvez cometesse o maior erro da vida dela, mas tinha de tirar todas as dúvidas do que sentia e colocar um ponto final se necessário.
Segunda de manhã, levantou-se decidida. Como John estava a dormir no quarto de Filipe, saiu sem dar satisfações, pronta para pôr fim àquela que era uma complicação na sua vida – uma paixão sem término. Pensamentos infindáveis que tinham de terminar, a bem ou a mal.
Às 9h na pastelaria, era o combinado, mas ele não estava. Passou uma hora, duas. Sara passou-se, adiantou-se, precipitou-se e tanto! Bateu-lhe à porta do escritório, quando não foi o seu espanto, ele estava lá dentro.
- Sara. – disse ele com um sorriso.
- Esqueceste-te que te liguei? Do que combinámos?
- Não. Sabia que me irias encontrar aqui.
Ele lembrava-se de tudo, apenas queria reconhecer que Sara não tinha mudado nada, sempre falara do seu mau humor matinal (mas naquele dia tinha razões para isso) e da sua repugnância com atrasos. Queria poder atiçar-lhe a velha e jovem Sara dos seus catorze anos, prudente mas rabugenta, tão dona do seu nariz.
- Fizeste de propósito? Não acredito.
- Claro. – disse ele, voltando a fazer aquele sorriso irritante mas tão apaixonante como outrora. – Entra. – disse, fechando-lhe a porta atrás de si.
Sara não estava a gostar da sua atitude, Manuel parecia estar mudado e convencido. No entanto, estava mais sedutor do que nunca e ela parecia render-se por completo, como se do passado se tratasse.
- Não é numa pastelaria que se resolve o que há tanto tempo andamos para resolver.
- Tens razão.
E ao dizer isto, Sara senta-se na cadeira à frente da sua secretária e olhando para trás vê Manuel a trancar a porta do gabinete.

 

(Continua...)

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