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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

26
Nov16

[Ficção] Eu escolho ficar

Carolina Cruz

escolho ficar.jpg

 

Sento-me, as lágrimas permanecem aqui, fechadas, comigo, porque tal como elas eu permaneço e assim hei-de ficar.
A dor ainda é a mesma, o sentimento vai devagarinho tocando-me no meu ponto mais fraco: a saudade.
Hás-de voltar e a dor ainda permanece na esperança de se transformar na felicidade por apenas um abraço.
Voltaste e os braços que me apertaram naquele dia não eram os mesmos, não os senti.
Química ou desenlace? Palavras que não fazem sentido. Não há guerra que não termine, o meu coração está feito numa batalha e a cabeça ainda luta.
Sou aquela que enfrenta o problema com jeito de ironia, com um sorriso.
" - Que escolhes tu? "
" - Eu? Escolho ficar. "

16
Nov16

[Completas-me] Com a RP

Carolina Cruz

Hoje o "Completas-me" está de volta! Finalmente! - devem dizer vocês. É verdade, mas como disse no facebook, eu não gosto de fazer as coisas à pressa, mas sim dedicar-me de todo o coração àquilo que abraço. E esta rúbrica, como todas as outras, merece a minha perfeição, e como ela não existe, eu procuro dar o meu melhor. 
Hoje trago-vos a minha querida e simpática RP para um texto sobre quebra de monotonia e mudanças. E é engraçado que esta história fez-me sonhar que estava num avião com ela, não é curioso? :D

Vamos ler? Espero que gostem desta história escrita a duas mãos!

 

"Agora que o avião colocou as rodas no chão é que caí em mim. O meu estômago embrulha-se, tal é a minha ansiedade. Constato, agora que estou mais lúcida, que pouco me falta para ter um ataque de pânico. Mas onde é que estava com a cabeça? Como fui capaz de largar toda uma vida? Uma bagagem? Os amigos? A família? Os meus pais choraram tanto. Disseram que todos temos segundas oportunidades. Que fugir não é solução, nunca é! Não concordo. Acho que a pior das hipóteses era ficar. Voltar aos mesmos lugares, ver as mesmas pessoas. A cabeça quente achei que sair do país era o ideal. Mas não para a Europa já com um emprego e uma casa garantidos para os tempos de adaptação. Conheceria alguém. Isso resultaria em familiaridade, em questões, em voltar ao mesmo. Não queria isso. Tudo menos isso... Talvez o meu pânico se deva a sair da zona de conforto. Ao facto de não conhecer ninguém a quem recorrer, a não conhecer o lugar. Ou a ambos. Que raios! Lancei-me de cabeça. Nem sequer o idioma sei. Não tenho emprego. E se não arranjar? Não tenho conta bancária para uma estadia demasiado longa.   As portas do avião abriram. Nem sequer sei onde é a saída do aeroporto. Sigo a multidão. Faço neste momento parte do rebanho. Eu que sempre fui contra isso, que sempre me revoltei com as imposições. Aliás agora que penso nisso lembro-me das pessoas que tanto dececionei. Os meus pais que sempre batalharam para me darem uma vida estável. E cujas regras sempre me obstinei a cumprir. Os meus amigos que sempre me deram um apoio e conselhos e eu largo-os. O meu cão, até ele que tanto gosto dececionei ao não o trazer comigo. Todas as relações falhadas que tive. Não culpo nenhum deles. Culpo a minha pessoa, a insatisfação crónica, o só querer estar onde não estou... Eu fui a pessoa mais dececionante que lhes poderia passar na vida. E nenhum deles merece. Estão táxis à porta. Rabisco o nome do centro da cidade e mostro ao taxista que acena com a cabeça como quem diz que entendeu. Olho pela janela e reparo em como tudo é tão novo, o que me entusiasma, e tão estranho, o que me aterroriza ainda mais. O taxista deve ter reparado na minha cara porque o ouço a dizer com um sorriso encorajador: "No worries miss. It's safe!" Deve pensar que o facto de já terem sido alvos de terrorismo me amedronta. Como se isso não acontecesse cada vez mais na Europa. Olho para ele e devolvo o sorriso. Tenho mais medo da minha pessoa para ser sincera. Deixa-me no centro, pago e agradeço com a melhor pronúncia que consigo arranjar. Olho à minha volta. Toda a gente passa, todos se conhecem, todos parecem seguros para onde vão, todos estão no seu mundo, ninguém repara em mim. A pergunta que me assola é: "E agora? Para onde?".

 

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Sinto-me perdida, mas já que tomei esta decisão, não posso tornar-me mais cruel comigo mesma. Sei que ainda guardo os últimos tostões e se conseguir ainda me dão para alguns dias, mas não muitos. Trago a guitarra comigo. Faz tanto frio, estou encasacada como uma esquimó. Pareço uma idiota. Decerto haverá por aqui pousadas baratas. “Caramba” – penso – “Nova Iorque é um mundo e eu sou uma formiga em cada rua que passo”. Estou enganada, aqui ninguém se conhece, como vou eu conhecer alguém? Merda. Todos os pequenos seres são formigas que olham para o seu umbigo. Ainda agora cheguei e sinto-me impaciente, não quero isto, mas também não quero ceder aos meus medos. Creio que também eu olhei apenas pelo meu umbigo, e quando julgava que perdia o mundo, por perdê-lo a ele, por estupidez minha, perdi na verdade todos os que tinha à minha volta. Como voltar atrás? Como fazer diferente?
Agora não posso, e para me deixar de consciência tranquila vou fazer o melhor por mim. Se a vida me desse uma segunda oportunidade para amar eu seria a pessoa mais recompensada do mundo e então todos os meus fantasmas partiriam, mas a vida não é como nos filmes.
No exato momento em que pensava nisto, um rosto simpático mergulhado na penumbra veio falar-me… A sua mão pousara no meu ombro.
Com um português misturado num inglês dito a medo, perguntou-me onde podia jantar em conta, sem que precisasse de pagar muito.
Soltei uma gargalhada, não que tivesse piada, mas por instantes não me senti só.
- Eu falo português. – Disse eu depois de parar de rir.
- Uff. – Disse ele soltando um suspiro simpático, acabando por sorrir. – David. – Disse-me, apresentando e estendendo a mão ao mesmo tempo que me oferecia de novo um sorriso. Tinha uns olhos verdes quase da cor de lima e um olhar sonhador.
- Sofia. – Disse, retribuindo o aperto de mão.
Naquele instante em que ele me olhou, eu podia imaginar que tinha acreditado no amor à primeira vista e que o meu coração voltou a sonhar, mas não quis levantar falso alarme. Sim, estava cansada de falsos alarmes, de trair os outros como fiz com ele e comigo também.
- Felizmente não estou sozinha nisto. – Acabei por dizer.
- Quer ir a algum lado? Vamos procurar juntos algum lugar para jantar?
- Se me tratar por tu. Devemos ter a mesma idade.
Curiosamente tínhamos, a mesma idade, os meus gostos, as mesmas vontades, por incrível que pareça – os mesmos escapes.
Dividimos o maço de cigarros que ainda me restava e conversámos sobre tantas e variadas coisas pela noite fora, que parecia que o conhecia há mais de mil anos.
Ele tinha chegado há uns dois dias e andava tão perdido quanto eu, vinha de uma viagem pela Europa, em busca de mudança, vinha com intenções de mudar de vida e gastar pouco, aprender com o mundo, tal como eu fugia à monotonia, mas não me dissera quaisquer razões para a quebrar. O tempo encarregar-se-ia de mo dizer. Eu apenas desejava esse tempo para o conhecer melhor.
- O que pretendes? Ficar?
- Se tiver motivos. Porque não?
Por momentos, na minha inocência parva, sempre a chamar o coração, tive vontade de ser eu esse motivo, mas fantasia-lo, era, por si só, ridículo. Desde que partira naquele avião sentia-me uma louca à deriva, mas encontrar David foi, na verdade, o melhor que me podia ter acontecido.
Porque tempos mais tarde encontrámos razão um no outro para ficar, para ser, para estar. Ele concordou que eu devia fazer as pazes com o meu passado, pedir-me desculpa e depois fazer o mesmo com quem magoei.
Uma amizade verdadeira nasceu entre nós. Ele também era músico amador, mas juntos tomámos a música como opção, começando a tocar juntos nas ruelas, nas ruas mais movimentados, nos metros.
A primeira vez foi por brincadeira e, ao ver que fazíamos sucesso, a brincadeira tornou-se algo mais sério, um sonho, uma mudança no mundo, dos outros e do nosso.
Um ano mais tarde, fomos desafiados por uma discográfica, dividíamos um apartamento minúsculo sem nada haver entre nós, além da amizade profunda. Até ao dia, que o verdadeiro sonho de ambos se tornou real – o palco.
Aquele abraço na subida e no desejo de sorte, desenrolou-se no beijo mais especial de todos os tempos e, naquele momento e em todos os outros, em que a mudança foi a vitória da minha vida, eu agradeci ter partido, ter quebrado a minha tristeza, fugindo da rotina. Embora fugir nunca seja a solução, para mim foi a mudança. Hoje sou alguém bem resolvida com a minha pessoa, com quem sou, como o meu passado. E o meu presente? Com ele é especial, com a minha profissão, com o que somos, com o que temos – o mundo nas nossas mãos – e os seus dois dialetos universais – o amor e a música.

Éramos um.jpg

(fotografia do filme "Walk the line")

01
Jun16

[Completas-me] Com Ana Ribeiro

Carolina Cruz

Hoje dou-vos a conhecer uma nova rúbrica que se irá realizar às quartas-feiras, aqui no blog.
Em "Completas-me" convido um/a blogger para escrever comigo um texto, o/a convidado/a é desafiado/a a escrever uma história sem fim para que eu a termine.


Tenho todo o prazer de anunciar que a estreia desta rúbrica será com a simpática e talentosa Ana Ribeiro, do blog "Escreviver". 
Não vos vou mais empatar e vou sim, dar-vos a conhecer o nosso texto em comum:

 

Carta à saudade.jpg

 

Querida saudade,
Há dias em que as palavras não chegam, as lágrimas cobrem-nos o rosto e parecem intermináveis, esmigalhando os poucos fragmentos de felicidade de que somos feitos. A dor da ausência, do vazio e da falta daqueles que mais amamos e que precisamos de ter perto derrotam-nos em pouco tempo. O aperto no peito torna-se tão intenso e profundo que é impossível de descrever e explicar, o desassossego que sentimos no coração e que nos consome à medida que o tempo passa, tortura-nos e despedaça-nos.
Estou aqui sentada nesta mesa fria, áspera e descolorida e o comboio que me leva para longe, obriga-me a partir, os carris deslocam-se pelas linhas férreas, e o comboio move-se em sentido oposto à minha vontade, à minha necessidade e ao meu pensamento. 
Não te consigo compreender, não sei o que faz de ti um sentimento tão especial e tão único como muita gente parece estar habituada a dizer. Dizem que só os portugueses é que te sentem e te conhecem, que é algo indescritível. Como eu os compreendo, és indescritível pelos piores motivos, pelos motivos mais tristes, dolorosos e inóspitos.
Não percebo a tua utilidade, não sei de que és feita, para que serves, o que fazes, por onde andas, o que pretendes de mim. Não quero estar aqui. Não quero perder a pessoa que mais amo, não quero estar longe.
Há uma semana atrás, querida saudade, eu não te conhecia, nem tão pouco sabia que existias. Era a pessoa mais feliz do mundo, a mais realizada, a mais preenchida, a pessoa com mais amor que poderia existir. O Pedro, era o meu amor de longe e de sempre, conhecemo-nos no secundário, andamos sempre juntos, entramos na faculdade juntos. Tiramos o mesmo curso e depois o amor entre nós acabou por ser o resultado de todos aqueles anos de amizade e convivência quase diária, o Pedro sempre fora o melhor amigo, o melhor companheiro, o melhor ouvinte e o melhor a fazer-me rir, sempre me conheceu melhor que ninguém e quando eu estava triste ou tinha algum problema ele apercebia-se logo e disponibilizava-se para me ajudar e para estar incondicionalmente ao meu lado.
Vivemos um amor assolapado como poucos terão vivido, como eu e o Pedro. Um amor intenso, digno de um verdadeiro conto de fadas. O Pedro mimava-me muito, amava-me loucamente, tinha a brilhante capacidade de me surpreender todos os dias de uma forma inimaginável. Fazia-me as mais loucas declarações de amor; por isso, no espaço de seis meses estávamos a casar-nos e a vivermos juntos.
No entanto, a família de Pedro – de um dia para o outro – começou a intrometer-se naquilo que nos unia. Nunca percebi bem porquê, nunca soube se era por não gostarem de mim, se era por eu não lhes encher as medidas; a mãe de Pedro via em Liliana a namorada perfeita para o filho. A nora ideal.
 A Liliana estudou com o Pedro no último ano do secundário e era filha de um casal amigo dos pais do Pedro. Raquel – a mãe de Pedro – desde muito cedo que engraçou com ela e fez de tudo para que ela e Pedro se enamorassem. Mas o que nos unia falou sempre mais alto e Raquel ficou sempre frustrada com isso, transformando a nossa relação num autêntico inferno.
Eu e o Pedro começamos a discutir quase diariamente, a amizade que nos unia foi-se desvanecendo e o amor que sentíamos um pelo outro esmoreceu, deixou automaticamente de ser o que era antes. O Pedro nunca mais foi o mesmo cortando relações com a família e ficando assim incondicionalmente ao meu lado.
Mas foram as palavras de Raquel que me fizeram deixar tudo para trás; infelizmente, sem pensar duas vezes. Pela amizade que me une ao Pedro, pelo amor que sentimos um pelo outro e pela nossa felicidade que há muito tempo que se encontra comprometida.

 

“Um dia vais provar o verdadeiro sabor da saudade, vais perceber que o teu lugar não é aqui, que nunca o foi.”

 

Li as suas palavras numa carta que cobardemente me escrevera, porque a senhora nunca mo conseguira dizer na cara todas aquelas palavras que me magoaram cruelmente. Não podia ser verdade, precisava de contar a alguém, mas sobretudo precisava de dizer ao Pedro o que ela nunca fora capaz de dizer na minha cara, apenas me fez assinar os papéis do divórcio após uma valente discussão que fez Pedro voltar a estar do lado da sua família. Enquanto tudo isso me passava pela lembrança, continuei a ler…

Esquece o Pedro, que dizes ser o amor da tua vida, pessoas como tu, conheço a léguas minha querida, tu queres é o que ele te pode dar, aquilo que a tua vida medíocre nunca comprou. O casamento está marcado, estou contentíssima por não te ter como nora.
Adeus, minha querida!”

 Eu não podia estar a ler aquilo, não podia ter descido tão baixo, ela podia quebrar o meu coração mas não o meu amor pelo Pedro. Apeteceu-me saltar daquele comboio para fora, queria saber a data e a hora marcada para acabar com a fachada daquele casamento patético, eu sabia o quanto ele ainda me amava, não podia ser idiota o suficiente para deprimir e tratar as coisas como Raquel desejara, não, eu não me iria resignar-me à ideia de ter sido trocada por alguém que ele não amava.
Mais algumas semanas se passaram e eu não descansei enquanto não descobri, e estava lá eu naquele dia, no dia mais “feliz” da minha querida “sogra”, não esperei que o padre perguntasse quem se opunha, porque o próprio noivo o faria, o seu rosto brilhou quando me viu entrar de surpresa na receção aos convidados. Pegou-me no braço e arrastou-me até à sala perto dos arrumos.
- O que estás a fazer? O que é que fazes aqui?
E sem que eu deixasse a minha boca responder por palavras, um beijo disse tudo. Depois de terminar e de eu sentir que era cúmplice, então todas as dúvidas mínimas despareceram.
- Deixa de ser idiota, tu não és isto, tu não queres isto, é a tua mãe e tu não és o apêndice dela, pensa por ti, deixa de te agarrar às escolhas que fazes para não a fazeres sofrer. – Disse, entregando-lhe a carta que ela me escrevera. – Porque ela não tem qualquer problema em fazê-lo.
Sem palavras ficou, abraçou-me num gesto de pena por ter sido tão influenciável.
- Qual é a solução?!
- Partir!
- Partir? Para onde?
- Longe.
E fomos, partimos à deriva, quebrando a saudade dos dias longos, que mostrou que o amor que nos une é maior que tudo aquilo que o tenta despedaçar.

01
Mai16

Cada toque seu (parte V)

Carolina Cruz

V.jpg

 

Quando a vi correr como quem foge do destino, também o medo se apoderou de mim, junto do sentido máximo de proteção, queria protege-la com todo o meu amor, abraçá-la como se abraça o tempo e o próprio coração.
Percebi que ela não era apenas mais uma, naquela hora soube que não podia brincar com os seus sentimentos, pois magoá-la era quebrar-me a mim também.
Então corri até ela, queria provar-lhe que não magoaria nem tão pouco a sua alma. Abracei-me a ela e chorámos os dois como quem perde perdão por um mau começo. No entanto não é preciso pedir perdão, mas sim falar por gestos, mostrar que a partir de então será diferente, que ela será a dona dos meus pensamentos, e que eu serei o homem da vida dela, deixando que o tempo escute que o melhor é nos termos um ao outro, sem rodeios, sem dramas ou manias, porque o amor nos dá alento, nos faz querer a paz de um abraço feliz.
O amanhã será o que ambos escolhermos: o amor, sempre.

 

(Fim.)

01
Abr16

Não partas já.

Carolina Cruz

18.jpg

Ver-te partir é como abandonar todos os sonhos. É uma forma de ar que se agita e me invade numa pressão transformada em pesadelo e realidade, envolvida numa tristeza e saudade que não quero sentir, nunca o quereria.
Ver-te partir é chamar para mim todos os medos existentes na minha pessoa, acreditando que nada sei fazer, nem aquilo que fazia de coração. Levaste um bom pedaço dele, e também um pedaço do que sou, ou talvez daquilo que fui, um dia, contigo.
Volta meu amor e dá-me um abraço, não partas já, não estava preparada, não agora, nem nunca.

23
Nov15

[Ficção] Um momento eterno

Carolina Cruz

2.jpg

 

Ela estendeu-lhe a mão para que ele pudesse provar o infinito das estrelas. 
Com ela não existiam medos, existiam vontades imensas, de sentir o sabor de se estar vivo e amar esse pequeno grande facto.
Mesmo que o tempo pudesse magoa-los ou separá-los, o importante era o agora, nada mais, apenas isso: o presente.
O presente que era somente deles os dois e no qual ninguém tocaria porque era seu, eles eram senhores do seu tempo e da sua alma, num fulgor sem fim.
Enfim, amor. Também paixão, ou talvez só donos da sua emoção, de um momento eterno.

17
Nov15

[Ficção] Apenas ilusão

Carolina Cruz

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Está escrito por todo o lado, o que me cruza o caminho e o que me esquece de tudo o que posso fazer com e até sem ti! 
Faltam-me as palavras, as memórias e os desejos porque o que sinto é mais forte e puro do que realmente imaginava. Infelizmente mais triste do que pensava.
Recordo-me dos tempos em que riamos juntos, em que te enervavas e a minha força fazia-te acalmar vezes sem fim. 
Não me deixes para trás, acredito que seríamos somente um só, perdidos entre toda a multidão, mas sempre unidos. 
Sinto a minha força interior a apodrecer o meu horizonte, a forma que queria ver o nosso mundo é atravessada por um muro. 
As barreiras são enormes, os esforços inúteis, falta-me a coragem, o sabor, falta-me até o choro estampado no rosto mas encurralado no olhar, um encurralamento que me faz sonhar. Ia tornar-me no que sempre sonhei ser e tudo isso viria a acontecer mas acordo. 
Acordo de novo afastada desse olhar, tão longe desse sonhar, e vejo que nada passou senão de uma recordação, um sonho, apenas ilusão.

22
Out15

A tua opinião e a tua vontade contam!

Carolina Cruz

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O post de hoje é a apelar à vossa participação neste blog, quero torná-lo ainda mais ativo quanto ao vosso papel desse lado, que é tão importante!
Gostava de saber o que mais gostariam de ver por estes lados, qual a vossa opinião.

Que temas gostavam de ver abordados na ficção?
Que músicas escolheriam para inspirar em textos?

Quero saber tudo, comenta, deixa a tua marca, decide por tua vontade, o teu pedido será tido em conta!
Já sabem que podem enviar fotos inspiradoras (da vossa autoria ou não) para carolinaacruz.01@gmail.com

 

Conto convosco! 
Uma óptima quinta-feira! :)

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