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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

01
Fev18

[Ficção] Deixas-me?

Carolina Cruz

Papel-De-Parede-Casais-Dia-Dos-Namorados.jpg

 

Que dor é olhar-te no mais vazio de ti, esse mais vazio de ti é a tua ausência de mim. 
Criei-te confusão, certo? Pois bem, pelos vistos foi o que fiz em toda a tua vida, criei confusão na tua mente, em vez de amor no teu coração. 
Seria mentira se dissesse que não tenho saudades de quem era sem ti, sem esta tua presença ausente, sem esta dor que me inquieta e ao mesmo tempo me desmorona. 
Sinto uma saudade tamanha daquilo que fui antes de te conhecer, deste peito leve sem dor, deste coração sem raiva ou deceção. 
Porque te tornaste tão mau? O que te fiz? O que fizemos de nós dois?
És mau não, jamais, por me bateres. No entanto, a dor física (não estou a dizer que seria bom) é mais sentida que a dor da alma, da psicológica, da interna. A dor na pele, sente-se, sabe-se que forma tem, o seu tamanho. Agora esta dor que em mim se invade, esta saudade tamanha não tem outro nome, vive de coragem. 
Já não sei quem és, já não sei quem sou, quem somos… perfeitos desconhecidos que um dia se casaram, se amaram antes de isso. Hoje sou a saudade que em mim fica, na esperança de, mesmo sabendo que isto não mudará, eu poder sorrir por ser livre. 
Deixas-me?

 

 

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Carolina Cruz

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