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Gesto, Olhar e Sorriso

Palavras que têm vida.

11
Mar18

Tua a vida toda

Carolina Cruz

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Abraça-me bem.
Abraça-me de forma apertada, como se nada coubesse em ti além do amor.
Ama-me, ama-me desalmadamente como se o mundo fosse terminar amanhã.
Beija-me, como se me tocasses a alma e a despisses. 
Despe-me, sim, despe-me por completo, a alma, o corpo, as entranhas. 
Aperta-me, deseja-me, devora-me, inquieta-me, faz amor comigo.
Quero-te sempre, quero-te como uma louca. 
Isso, elouquece-me. Vive-me. 
Apaixona-te por mim todos os dias.
Incendeia-me o coração até que ele deixe de bater e eu serei tua a vida toda.

 

______

 

Fotografia by Marta Chmielowiec

23
Jan18

[Ficção] Traz o meu abraço contigo

Carolina Cruz

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Vem e traz o meu abraço contigo.
Não chores, princesa. Conta-me os teus problemas, senta-te no meu colo e deita-te sobre o meu leito. Vem que eu já estou de braços abertos. 
Lembras-te de eu te pedir para trazeres o meu abraço contigo? O meu abraço? Não é estranho dizer-te isto, não. Quero que tragas o abraço que nunca te dei com medo de te apertar o peito de dor. Hoje eu não tenho receio algum, sei que o tempo curou todas as feridas, por isso deixa-me curar-te essa que vejo pelos teus olhos que está aberta.
Anda, desliga-te do meu corpo e observa-me a alma. Esquece o passado e o que fomos, o que tivemos foi especial, mas eu errei, não soube ser bom namorado, mas isso não significa que seja mau amigo.
Vem, que este corpo que outrora te deu prazer, está arrumado nas gavetas da solidão, quer te dar um abraço, quer dar-te a mão, na condição de porto de abrigo, não de amor, mas de ombro amigo.
Vem que embora não tenhamos resultado no que toca ao amor, eu ainda acredito que não viverei bem com a minha consciência se não formos cúmplices para a vida toda.
Vem e deita-te no meu abraço.

13
Set17

[Ficção] Obrigada

Carolina Cruz

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Como eu tenho orgulho por te ter escolhido.
O meu marido, o pai dos meus filhos.
Meu bem, convosco sinto que não preciso de mais nada, basta ver-te a olhá-los.
A tua simplicidade torna tudo mais fácil.
Eu sou grata por seres assim, por veres nas pequenas coisas a tua maior felicidade.
Contigo, a nossa vida é um lugar feito de sorrisos, de brincadeiras, de um tão completo e doce amor.
Eles amam-te e eu amo-os por te amar e amo-te por eles te amarem tanto.
Obrigada por seres o pai mais feliz e mais companheiro do mundo.
Uma história ao deitar, cócegas ao acordar, milhares de mimos para nos dar.
És o que qualquer mulher sonha na sua vida.
Somos uma família que não é perfeita, mas que é bonita, por dentro e por fora.
Somos o que sempre sonhei, somos um sonho feliz.
Dizem que devemos agradecer antes que seja tarde demais, por isso…
Obrigada por lutares todos os dias por nós, por nos abraçares, por acreditares que estaremos sempre lá para ti, como tu estarás para nós.
Obrigada.

21
Jul17

Tenho medo de morrer

Carolina Cruz

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Vem buscar-me e levar-me embora deste terror.
Aparece à minha frente e abre os braços. Abraça-me. Deita-te no meu peito. Embala-me, faz-me sonhar e acreditar que é possível.
Vem…
Tenho medo de morrer. Não propriamente de morrer, mas de morrer sem amar.
Anda, mostra-me que tudo pode ser diferente. 
Mostra-me que no passado tudo estava errado. 
Tenho medo de morrer sem nunca ter amado inteiramente ou morrer de amor inflamado.
Tenho receio, vivo receada por não saber amar, tenho medo do amor.
Por isso vem. 
Vem provar-me que outrora não era amor, que não gostei de amar porque simplesmente não amei.
Vem tirar-me deste vazio, abre os braços e aceita-me, beija a minha pele, sente o meu desconforto, seca as minhas lágrimas, pega nas minhas feridas e sê cuidadoso, respeita-me, aceita-me e abraça-me. 
Prova-me que o amor é algo bom, que nos mantém vivos.
Aproxima-te e não te afastes. 
Abraça-me e nunca mais me largues.

 

 

 

 

20
Jul17

Porque é que não acreditas?

Carolina Cruz

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Porquê? Porque é que não acreditas que é o amor que nos move? 
Sem ele nada faz sentido. A vida não tem sentido. 
O que achas que é mais importante que o amor? O dinheiro? Esquece isso. 
Enquanto pensares assim, podes conhecer todos os recantos do mundo, todos os mais belos, os mais caros, os lugares que muitos invejam, mas eu não. 
O meu lugar preferido é num abraço, é no peito de alguém que amo, no coração daqueles que tenho por perto e que me querem tão bem quanto lhes quero a eles. 
Se sou pobre? Não, nada disso. Sou grata, rica nas pequenas coisas que são muito mais importantes que tudo aquilo que se possa comprar. 
Quem muito tem e vê “amor” no dinheiro, não tem nada. Tem um vazio no lugar da alma. 
Não digo que o dinheiro não seja importante, claro que sim. 
Mas eu… Eu prefiro ser simples, prefiro amar o amor e poder estar com quem gosta de mim. Porque não pode ser simples assim para toda a gente? 
O mundo seria um lugar melhor.

 

 

18
Jul17

Abraça

Carolina Cruz

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Quando houver amor em ti e não souberes como expressá-lo...
Quando houver amor em ti e não souberes o que dizer, quando te faltarem as palavras...
Abraça!
Um abraço pode dizer tudo por ti... um abraço é o gesto de amor mais genuíno do mundo. Ele fala muito mais que palavras e quem o dá sabe o que vai na alma de quem o sente, porque um abraço nunca mente.
Pensa comigo. Como abraçarias alguém que não gostas ou alguém que te tenha magoado?
Pois, nunca o farias. 
É exatamente isso, o abraço é sempre carregado de magia, de amor, nunca conseguiria ser cínico.
Um abraço é tal e qual como o amor, se não for verdadeiro, não é sentido, logo não é um abraço, é um simples cumprimento.
Um simples cumprimento não faz bem à alma, um abraço sim, um abraço cura! 
Por isso, quando não souberes o que dizer, um abraço verdadeiro falará por ti, e é tão bom, não é?
Num abraço só há um aperto, o da felicidade. Nesse aperto, todos os outros apertos parecem desaparecer. Por isso, abraça! Por isso, abraço-te com amor.
Sentes?!
 

 

 
 

 

02
Mai17

[O teu olhar] À tua procura

Carolina Cruz

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Vim, de propósito, à tua procura. Ao encontro desse abraço, desse sorriso pelo qual morro de saudades. Vim, porque quero. Vim, simplesmente para te ver, para te ter, para lutar por ti. Posso? Deixas? Que eu possa caber no teu abraço onde todos os dias eu via a minha vida amanhecer?
Se não deixares, deixa-me pelo menos encontrar-te. Ver que, se tiveres outro alguém, estás ou não feliz. Por favor, não me proíbas de o fazer, eu não vou impedir-te de viveres a tua vida. Simplesmente eu quero voltar a amar também e ao saber que tu o voltaste a fazer sem pensares em mim, então eu seguirei em frente. Eu sei que é difícil, que talvez esteja a ser egoísta, que não devia voltar ao lugar onde eu fui feliz, contigo. Não devia voltar a onde sei que um dia pertenci e onde talvez não pertenço mais, mas eu quero chegar e partir e saber que tudo fiz para ter de ti o melhor. Posso?
Não te amanhes nessa certeza fugidia, porque agora que voltei, sei que não tens mais ninguém, que ainda pensas em mim, como antes, da mesma forma e no mesmo lugar.
Posso? Podemos? Esse podemos, tornou-se num devemos, e muito, esse abraço.
Por isso sentei-me e esperei que a vida nos trouxesse o pôr-do-sol mais belo para ver no final do nosso dia, por fim, o nosso final feliz.

 

 

(Fotografia da autoria de Rita Fernandes do blog Sugar Candy)

 

 

19
Abr17

Diz-me.

Carolina Cruz

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Diz-me, por favor, que nada em nós vai falhar e se falhar os sentimentos vão sempre seguir os nossos corações e dizer o que sentem, unindo-nos de novo, num abraço.
Diz-me que crescerei ainda mais a teu lado e que a nossa casa será o nosso ninho, onde viverá a paz e o sossego.
Diz-me que agarrarás as minhas mãos quando elas estiverem frias e todos os dias esperarás que adormeça a teu lado para também o fazeres e então aí sentires-te feliz e completo. 
Diz-me que os nossos afastamentos, se existirem, que serão passageiros e que quando nos magoarmos podemos limpar as lágrimas um do outro ou até chorarmos junto, encarando a realidade de sermos só um, metades iguais.

 

 

10
Abr17

10 # Existirá destino sem os sonhos?

Carolina Cruz

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Sara não sabia se era Manuel ou não, os anos tinham passado, mas não tinha passado assim tanto tempo no seu rosto, as feições estavam iguais. A forma como ele olhou para ela respondendo ao seu olhar surpreso pôde ter a certeza que era Manuel.
John sentiu a rapariga dos seus olhos distanciar-se por momentos.
- A tua paixão platónica passada. – Disse Joel.
- Sim, tu nunca nos enganaste Sara, eramoscrianças mas não burros. – Disse Filipe.
- Who?
- O rapaz que está ali ao balcão. Não lhes ligues. Era apenas o meu professor de teatro.
Não apenas, nem somente, tanta coisa, tantas recordações, tanta emoção ao vê-lo ali, em carne e osso, depois de catorze anos a ser apenas uma lembrança ou sonho.
- Vou cumprimenta-lo. – Disse ela, sem ter bem a certeza se conseguiria.
- Ok. – Disse John dando-lhe um beijo na testa. Estava dividida, mas queria-lhe mostrar que a sua vida seguira em frente, que aquele sonho inacabado não era uma dependência. No entanto, de certa maneira, era. Era mesmo.
Um sorriso envergonhado disse olá a um rosto emocionado.
- Sara? – Os seus olhos pareciam brilhar.
A Sara estava ali depois de tantos desertos, de tantas estradas, de tantos muros, houve uma ponte que a trouxera até ali. Como os anos tinham passado por ela, embora continuasse a ser a rapariga sonhadora e lutadora que aspirava ser, Sara estava uma mulher madura, sedutora, que quebrava de novo o seu coração.
- Posso dar-te um abraço? – Perguntara Manel. Mantinha o seu jeito de intervenção teatral, sempre sincera e genuína.
Sem questionar Sara deu-lhe um abraço apertado! Os seus corpos comunicaram nesse encontro.
- Lembraste dos meus irmãos? – Perguntou desviando o assunto.
- Claro que sim. – Disse Manuel a virar-se para trás e a acenar-lhes. – Vi-os no outro dia, estão uns homens feitos.
Que conversa de chacha quando o que há para dizer é tanto, pensavam ambos, sem saber o que pensava cada um.
- Deixa-me convidar-te para te sentares connosco. – Disse Sara.
- Não posso estou acompanhado. – Disse ele, embicando o rosto em direção a uma rapariga loira, alta e magra, de sorriso bonito.
- Tudo bem. – Disse Sara, um pouco desiludida.
Mas porquê desiludida se também ela estava acompanhada?
- Mas posso convidar-te para tomarmos o pequeno-almoço na segunda de manhã. Que dizes?
- Claro que sim.
Claro que sim, o tempo tinha passado, o amor também, a paixão igualmente. Porque é que não haveriam de ser amigos?

 

(Continua...)

25
Mar17

[Ficção] Dentro da minha cabeça

Carolina Cruz

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Armo-me em forte quando passas por mim, sinto-me altiva, despreocupada, indiferente. No entanto, quando viras costas é quando tudo em mim desaba. Sabes que dentro dessa forma despreocupada o meu corpo treme ao olhar-te, toda eu estremeço ao querer-te de volta, nem que fosse apenas como amigo.
Dentro da minha cabeça tudo acontece, milhares de coisas se movem e na tua ausência choro, choro muito. E ainda que não queira, apetece-me dizer-te que, apesar de tudo, de toda a parvoíce, a irresponsabilidade, a tua indiferença e para mim desapontamento, desilusão, eu ainda te amo, ainda te quero, talvez ainda da mesma forma que queria quando estava sob o teu abraço. É isso que me faz falta. O teu abraço. Dói-me ver-te por aí, com esse teu ar descontraído, feliz, como se não precisasses mais de mim para viver. Será que, tal como eu, isso é apenas uma defesa? Uma máscara onde escondes as tuas lágrimas? Não quero omitir-te mais, magoaste-me sim, mas o amor é mesmo isto, não é? Perdoar, se me quiseres de volta.
Merda, que se lixe o mundo, quero mesmo o teu sorriso de volta, a beijar o meu.

 

 

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